quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Ministros do STF querem levar debate sobre auxílio-moradia para plenário

Ministros do STF querem que a decisão de revogar as liminares que autorizava o pagamento do auxílio-moradia seja submetida ao plenário da Corte.

Na segunda-feira, Luiz Fux decidiu monocraticamente a suspensão do pagamento do benefício.

Segundo o Valor, três ministros demonstraram incômodo com o fato de Fux ter deliberado sozinho sobre o caso.

Toffoli: “Lula não vai ser preso para o resto da vida porque Bolsonaro ganhou”

Dias Toffoli afirmou na noite de segunda-feira, em evento do site Poder 360,  que a presença de Jair Bolsonaro no Planalto não influenciará o destino de Lula.

“Nem o Lula ia ser solto se o [Fernando] Haddad ganhasse nem vai ser preso para o resto da vida porque o Bolsonaro ganhou. Essas perguntas não têm sentido. O Supremo tem independência e autonomia. O Mensalão aconteceu com a maioria dos ministros indicados pelo Lula. Nenhum presidente da República tem influência [no Supremo], nem anterior, nem atual.”

URGENTE: PALOCCI VAI PARA CASA COM TORNOZELEIRA

A 8ª Turma do TRF-4 decidiu, por maioria, pela progressão do regime de Antonio Palocci para o semi-aberto diferenciado, cumprido em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico.

A sentença, que estabeleceu pena de 9 anos e 10 dias, foi proferida após discussão em sessão fechada na qual os desembargadores trataram da efetividade da delação do ex-ministro.

Valdemar prepara reação a Bolsonaro

Valdemar Costa Neto reuniu a cúpula do PR na churrascaria Fogo de Chão, em Brasília, registra O Antagonista.

A reunião ocorre um dia depois de Jair Bolsonaro ter anunciado Tarcísio de Freitas para comandar o futuro Ministério da Infraestrutura.

A pasta absorverá o Ministério dos Transportes, por anos dominado pelo partido do mensaleiro – que, por óbvio, ficou bastante irritado e prepara uma reação.


Renan absolvido por improbidade

O TRF-1 absolveu, por unanimidade, o senador Renan Calheiros da acusação de improbidade administrativa envolvendo recebimento de recursos ilícitos pela construtora Mendes Junior.

Segundo o desembargador Ney Bello, não havia comprovantes ou documentos que provassem pagamentos da empreiteira para pensão alimentícia de uma filha do senador.

Bolsonaro: “Quando o PT escalava terrorista, ninguém falava nada”

Jair Bolsonaro não descartou a possibilidade de indicar mais militares para os ministérios.

“É possível. Quando o PT escalava terrorista, ninguém falava nada”, disse nesta terça-feira na sede do governo de transição, em Brasília.

CPI do Mais Médicos já tem assinaturas

O deputado Jerônimo Goergen acaba de reunir as 171 assinaturas necessárias para a abertura da CPI do Mais Médicos.

“Vou protocolar amanhã cedo. É apenas o início. Ainda que esta legislatura esteja no fim, a CPI estará na pauta do próximo Congresso”, disse a O Antagonista.

Deltan: liberação do indulto de Temer inviabilizaria delações

O coordenador da Lava Jato no Paraná, Deltan Dallagnol, lançou um novo alerta para eventual validação do indulto de Temer: a inviabilidade de novas delações, registra O Antagonista.

“Se Presidente dá 80% de desconto na pena do corrupto de graça, qual benefício faria alguém colaborar? Nenhum”, tuitou o procurador.

O Supremo julga amanhã a validade das regras que poderão aliviar penas dos corruptos.

Indulto de corruptos pode beneficiar 22 condenados na Lava Jato

A força-tarefa da Lava Jato calcula que 22 condenados no Paraná poderiam se beneficiar se um novo indulto de Natal neste ano repetir as regras fixadas por Michel Temer em 2017.

Segundo o Jornal Nacional, poderiam antecipar a saída da prisão Eduardo Cunha, Antonio Palocci, Gim Argello e João Cláudio Genu.

A validade do indulto de Temer será decidida amanhã no Supremo. Se a Corte mantiver as regras, dá aval para outro decreto semelhante.

terça-feira, 27 de novembro de 2018

Moro: “Não se resolve o problema da criminalidade simplesmente soltando criminosos”

Em declaração pública contra a proposta que afrouxa penas, Sergio Moro disse que a soltura de presos para conter a superlotação das cadeias não foi a mensagem passada nas eleições, registra O Antagonista.

“Não penso que resolve-se o problema da criminalidade simplesmente soltando os criminosos. A sociedade acaba ficando refém dessa atividade criminal e me parece que a mensagem dada pela população brasileira nas eleições não foi exatamente essa”, disse.

“Claro que a superlotação é um problema, isso tem que se trabalhado. Mas simplesmente abrir as portas das cadeias não é a melhor solução. Isso tem que ser enfrentado de outra maneira”.

97,2% das vagas deixadas por médicos cubanos já foram preenchidas

O Ministério da Saúde anunciou nesta segunda-feira (26) que 97,2% das vagas abertas pela saída dos cubanos do programa Mais Médicos já foram preenchidas.

Até as 12h de hoje (26), 8.278 profissionais já foram alocados nos municípios em que irão atuar.

A mirabolante farsa petista em torno do Mais Médicos ruiu.

Pai de empresário denunciado com Lula morre em acidente aéreo

Um acidente aéreo na manhã desta segunda  (26) vitimou Adolfo Geo, fundador do grupo ARG, em Jequitaí, norte de Minas Gerais.

Ele é pai de outro sócio da empresa, Rodolfo Geo, que foi denunciado pela Lava Jato, também nesta segunda, junto com Lula.

Adolfo não foi acusado na denúncia, que aponta pagamento de R$ 1 milhão ao Instituto Lula em troca de favorecimento à empresa na Guiné Equatorial.

Rodolfo embarcaria no mesmo voo, que partiu de Belo Horizonte, mas desistiu na última hora, segundo O Antagonista.

Lava Jato denuncia Lula por lavagem de dinheiro ligada à Guiné Equatorial

Nesta segunda-feira (26), a força-tarefa da Lava denunciou o ex-presidente Lula por lavagem de dinheiro, informa o Estadão.
Usufruindo de seu prestígio internacional, Lula influiu em decisões do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, que resultaram na ampliação dos negócios do grupo brasileiro ARG no país africano”, de acordo com a acusação levada à Justiça Federal.
Segundo as investigações, o petista foi beneficiado por R$ 1 milhão de reais, obtido em doação da empresa ao Instituto Lula. As provas foram coletadas nos emails do Instituto Lula, registra o site Conexão Política.

LIÇÕES DA CHINA À CNBB E AO PT

Desde a fundação do PT, graças aos encantos que as heresias da Teologia da Libertação exercem sobre certo tipo de formação intelectual, “pintou um clima” entre a CNBB e esse partido. Trata-se de algo que só pode ser negado fechando os olhos para não tomar conhecimento. Quem observa a atividade da Conferência, suas Campanhas da Fraternidade e análises de conjuntura sabe disso. Os vínculos partidários de tantos assessores leigos da Conferência e a linguagem de muitas declarações também reforçam essa convicção.

É um nexo intenso, resistente até mesmo ao chumbo grosso que, liderados pelo PT, os partidos de esquerda disparam contra temas importantes à vida cristã e conteúdos permanentes do ensino católico. Entre outros: respeito à vida desde a concepção, matrimônio e família, educação religiosa, proteção da inocência infantil. É inequívoco o empenho dessas legendas em legalizar o aborto, em diluir o sentido de família, em propagar a ideologia de gênero e em incutir às crianças a perturbadora sugestão de uma sexualidade multiforme e auto reverse.

Por outro lado, o Brasil sabe que o PT não poupa seus adversários, nem recua na defesa de suas pautas. No entanto, mesmo divergindo de temas essenciais à Igreja Católica, jamais o PT atacou a CNBB. Jamais! O partido e seus militantes em salas de aula vivem tentando impedir a influência política dos cristãos com o argumento de que o Estado é laico, de que a moral cristã não pode pretender espaço nas normas incidentes sobre a vida social, de que os símbolos religiosos devem ser retirados dos lugares públicos, e de que a Igreja é um dos males da humanidade. Mas contra a CNBB, nem um pio. O nome disso é parceria. É companheirismo. E torna inevitável a constatação: a CNBB vive “numa relação estável” com corrente política avessa à sua missão.

Motivo? A Teologia da Libertação (TL). Ela, a CNBB e o PT se encontram no palanque do discurso fácil e inócuo em favor dos “pobres e oprimidos” contra os “ricos e opressores”, cuja essência é uma condenação à economia de empresa, ao capitalismo, e uma apologia ao socialismo (que nunca é este ou aquele das experiências reais, mas é sempre um outro, sublimado e perfeito).

Ora, se tirar os pobres da miséria for essência da mensagem cristã, se a dignidade material da humanidade for a obra magna da Fé, então nada na história se poderia comparar às conquistas do capitalismo. Afinal, esse sistema, após todo o serviço mostrado em tantos países, esbanja potencialidades no tempo presente. Tira da miséria e põe para sorrir 850 milhões de chineses, passa a fazer o mesmo no  comunista Vietnã e começa a mudar mentalidades até na Coreia do Norte. Nada, porém, é tão amaldiçoado na parceria PT e CNBB quanto o capitalismo. Ambos condenam esse sistema, malgrado seus sucessos. E abençoam o socialismo, apesar de todos os seus fracassos.

É a China, então, um modelo de virtudes cristãs? Claro que não! E não o é porque o cristianismo não realiza sua missão com o progresso material, algo que, em sociedades complexas, pluralistas, exige um sistema econômico que gere riqueza. A essência do cristianismo é nos configurarmos a Cristo hoje, no século XXI, em meio aos compromissos, realidades, tentações e obstáculos do mundo contemporâneo. Disso deveria tratar a CNBB, deixando de firmar parceria com o atraso da boa ciência econômica e com seus adversários em tudo mais, inclusive na verdadeira promoção e proteção da dignidade da pessoa humana.

artigo de Percival Puggina. 

A MÍDIA, EM GERAL, PREFERE O CAOS

Chega a impressionar, mesmo sem surpreender, o quanto a mídia brasileira ainda é capaz de INFLUENCIAR, e muito, a nossa frágil opinião pública, que aceita com grande facilidade aquilo que, de forma exagerada, ou seja, com viés SENSACIONALISTA, é dito e publicado.

 ATAQUE ÀS CONSEQUÊNCIAS
O que mais chama a atenção é que a maioria das notícias tem único propósito: atacar EXCLUSIVAMENTE as CONSEQUÊNCIAS dos problemas, críticas ou especulações apontados. Isto, infelizmente, tem levado boa parte dos INFLUENCIADOS a não perceber que a solução, ou prevenção, de algum problema, só é possível desde que as CAUSAS sejam combatidas.   

DESEMPREGO
Ora, não é preciso ser iniciado em economia para entender, por exemplo, que a elevada TAXA DE DESEMPREGO do nosso empobrecido Brasil é PURA CONSEQUÊNCIA da má administração pública. A grande CAUSA da enorme falta de oportunidade de trabalho é o tamanho descomunal do Estado brasileiro, que impõe uma excessiva CARGA TRIBUTÁRIA para pagar, principalmente, tanto QUEM JÁ DEIXOU DE TRABALHAR quanto QUEM NÃO MAIS ESTUDA. 

SACOS DE MALDADES
O curioso, para não dizer indecente, é que aqueles que dizem que a Previdência Social não é deficitária geralmente ganham maior espaço na mídia. Já quem defende uma séria e profunda REFORMA DA PREVIDÊNCIA, na maioria das vezes é levado ao cadafalso midiático como se fosse um portador e distribuidor de SACOS DE MALDADES. Pode?

LIBERALISMO ECONÔMICO
Como a vitória de Jair Bolsonaro dá a entender que o Brasil vai, pela primeira vez na sua história que já completou 518 anos, experimentar o LIBERALISMO ECONÔMICO, modelo que, além de tirar o pesado Estado das costas fragilizadas dos cidadãos,  proporciona o saudável aumento da concorrência, nem assim boa parte da mídia, que comunga dos princípios ideológicos socialistas, se propõe a colaborar como influenciador. 

SEGURANÇA, SAÚDE E EDUCAÇÃO
Esta mesma má vontade é vista, claramente, nas notícias ligadas à SEGURANÇA, SAÚDE E EDUCAÇÃO, cujos problemas -enormes- não passam de CONSEQUÊNCIAS. Vejam que;

1- na SEGURANÇA, a grande CAUSA está nas ridículas LEIS PENAIS que estimulam o crime;

2- na SAÚDE, a maior CAUSA está na falta de tratamento de esgoto; e, 

3- na EDUCAÇÃO, a maior, indiscutivelmente, está na forte IDEOLOGIZAÇÃO dos alunos.

texto por Gilberto Simões Pires

(em Ponto Crítico)

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Bolsonaro já tem um bom pretexto para despachar Mandetta

O único erro das escolhas apontadas até aqui para o seu ministério, obedecendo os critérios que foram delineados na própria campanha eleitoral, é, sem dúvida, o nome do deputado federal Luiz Henrique Mandetta.
Com uma vida pregressa desqualificada, envolvido em casos escabrosos de corrupção, Mandetta destoa de nomes como o do futuro ministro da Justiça.
A experiência de Mandetta como gestor na saúde pública foi catastrófica.
O Jornal da Cidade Online já publicou algumas matérias onde o tenebroso passado do cidadão é descrito.
Por outro lado, demonstrando sua má índole, mesmo antes de assumir o cargo, o ‘pretenso’ ministro já arrumou um ‘pé de briga’ com o presidente.
Mandetta é o típico sujeito que não vem para o governo com o propósito de somar, vem para defender interesses, alguns inconfessáveis.
No imbróglio com o presidente, Mandetta propôs exigir certificação dos médicos formados.
Bolsonaro vetou de maneira peremptória, e citou como exemplo, aleatoriamente, o caso da OAB.
“Sou contra Revalida para médicos brasileiros, está ok? Ele (o deputado Mandetta) está sugerindo um Revalida até com uma certa periodicidade. Sou contra porque vai desaguar na mesma situação que acontece com a OAB. Nós não podemos formar jovens no Brasil, cinco anos no caso da advocacia, e depois submetê-los a serem boys de luxo nos escritórios de advocacia.”
Pois bem, ouvido novamente, Mandetta peitou o presidente:
“Concordo com o presidente, se fosse para fazer uma prova de admissão nos moldes da OAB como condicionante para exercer profissão seria absurdo, porque olha quantos anos leva para formar um médico. Mas, para garantir que a sociedade vai ter profissional legal, terá que haver uma modernização na fórmula”, refutou.
O cara é atrevido.

texto de Lívia Martins, articulista e repórter
(via Jornal da Cidade)

O governo cubano e as regras do “Mais Médicos” explicitam a natureza exploradora do socialismo

Socialistas são muito mais gananciosos e exploradores do que o mais inescrupuloso capitalista

Sejamos diretos: o programa "Mais Médicos", lançado em 2013 por Dilma Rousseff, foi, na realidade, uma genial criação da ditadura cubana.
Visto por todos como 'humanitário', o programa nada mais era do que uma fachada utilizada pelo regime socialista para aumentar suas receitas e, consequentemente, solidificar ainda mais seu poder. Em outras palavras, uma ditadura criou um esquema por meio do qual aumentava seu poder e sua riqueza ao mesmo tempo em que recebia aplausos mundiais.
Rotulada de "diplomacia dos doutores", eis como o esquema realmente funcionava:
1) O governo cubano enviava, temporariamente, profissionais médicos para o Brasil com o declarado objetivo de atender os mais pobres das áreas afastadas do país.
2) Em troca, o governo brasileiro pagava os salários destes médicos enviando o dinheiro para a Organização Pan-Americana de Saúde - OPAS (um braço da Organização Mundial da Saúde).
3) Ato contínuo, a OPAS depositava o dinheiro diretamente na conta-bancária do governo cubano.
4) O governo cubano então retinha até 75% deste valor e, só então, repassava os 25% restantes aos médicos cubanos.
5) Mas a coisa pode ser ainda pior: destes 25%, o governo cubano retém mais 60%, o que deixa o médico cubano com apenas 10% do valor originalmente depositado nas contas do governo cubano. Cuba alega que este valor adicional confiscado (60% de 25%) está guardado em uma conta bancária em Cuba. Só que, como não há qualquer controle sobre isso, é bem provável que o regime embolse também esta fatia.
6) Em números atualizados, sabe-se que, por meio deste arranjo, o governo brasileiro já repassou nada menos do que R$ 3,2 bilhões de reais diretamente à ditadura cubana.
7) A cifra é superior aos R$ 2,5 bilhões que o BNDES emprestou para obras do Porto de Mariel (R$ 2,4 bilhões), aeroporto de Havana (R$ 525 milhões) e para construção de fábricas locais (56 milhões).
8) O valor total desembolsado pelo governo brasileiro foi de R$ 6 bilhões. Segundo relatório do TCU, tal valor dava para formar 52.413 novos médicos brasileiros para serviço permanente (quase cinco vezes o número de profissionais importados de Cuba para atuação temporária). Ou então construir 14.068 Unidades Básicas de Saúde em municípios menores (quase 3 UBS para cada cidade). Ou construir 1 UBS para cada município e ainda usar o restante do dinheiro para formar cinco novos médicos para cada uma dessas unidades.
9) Ou seja, se a intenção do governo brasileiro fosse realmente melhorar a saúde, o dispêndio total direcionado ao programa Mais Médicos traria muito mais retorno (melhorias permanentes em vez de meramente paliativas) caso fosse investido aqui mesmo.
Reféns e escravos
Mão-de-obra estrangeira, que vem para trabalhar livremente, é sempre bem-vinda, independentemente de sua nacionalidade. Por outro lado, mão-de-obra estrangeira que é utilizada como fachada para sustentar regimes ditatoriais e homicidas é algo ética e moralmente intolerável. Se 75% do dinheiro utilizado para financiar essa mão-de-obra é desviado para sustentar uma ditadura homicida, então o programa nada mais é do que uma fachada para bancar a boa vida de tiranos.
Mas tudo piora.
Se essa mão-de-obra não tem nem sequer o direito de escolher como quer trabalhar, e se sua família é mantida como refém no país de origem, então o programa é escravagista e chantagista. 
"Você é treinado em Cuba e nossa educação é gratuita. A saúde é gratuita, mas a que preço? Você acaba pagando por ela pelo restante de sua vida". Essas foram as palavras da doutora Yaili Jiménez Gutierrez, uma das médicas enviadas por Cuba, um uma reportagem do jornal The New York Times (que não pode nem remotamente ser acusado de direitista ou reacionário).
Prossegue a doutora:
É quando você sai de Cuba pela primeira vez que você então descobre várias coisas que sempre foi proibido de ver. E aí chega um ponto em que você se cansa de ser um escravo.
Segundo a reportagem, os médicos cubanos, tão logo chegaram ao Brasil, começaram a notar a disparidade salarial e de tratamento não apenas em relação aos médicos brasileiros, mas também em relação aos outros médicos estrangeiros que participavam do programa. Além de os salários dos médicos brasileiros e estrangeiros no Brasil serem quatro vezes maiores que os seus, as liberdades civis e econômicas deles eram inacreditáveis para os padrões cubanos.
"Começamos a ver como as condições dos outros médicos eram totalmente diferentes", explicou a doutora Jiménez. "Eles podiam ficar com suas famílias, trazer seus filhos, morar com eles. E os salários eram muito maiores".
Não demorou muito, e vários cubanos começaram a se rebelar. Até 2017, mais de 150 médicos cubanos já haviam entrado com processos nos tribunais brasileiros exigindo igualdade de proteção e pedindo que possam permanecer no Brasil como terceirizados independentes, podendo assim manter todo o seu salário.
The New York Times resumiu assim a situação:
As sementes da rebelião foram plantadas um ano atrás em uma conversa entre um médico cubano e um sacerdote em um remoto vilarejo no nordeste brasileiro.
Anis Deli Grana de Carvalho, uma médica de Cuba, estava terminando seu período de três anos no Brasil. Porém, tendo se casado com um brasileiro, ele queria permanecer no país e continuar trabalhando. O pastor ficou revoltado ao descobrir que, sob os termos do seu contrato, os médicos cubanos podiam ficar com apenas 25% do valor que o governo brasileiro paga ao governo cubano pelos serviços destes médicos. [...]
Ao final de setembro de 2016, ela entrou com um processo em um tribunal federal para trabalhar como autônoma independente. Algumas semanas depois, vários outros médicos cubanos fizeram o mesmo e moveram ações nos tribunais brasileiros.
No fim do ano passado, juízes expediram liminares para alguns casos, concedendo aos médicos cubanos o direito de permanecer no país como prestadores autônomos de serviços, ganhando salário integral. Um juiz federal da capital denunciou o programa como uma "forma de trabalho escravo" que não pode ser tolerada.
Pouco depois de as primeiras liminares serem concedidas, supervisores cubanos no Brasil convocaram os médicos que haviam aberto processos e os demitiram na hora, de acordo com diversos médicos. Foi-lhes oferecida a escolha de tomar um avião de volta a Cuba em 24 horas — ou enfrentar oito anos de exílio.
Além de terem mais de três quartos do seu salário confiscados, os médicos cubanos não tinham a permissão de trazer seus familiares para o Brasil. Estes eram estrategicamente mantidos reféns em Cuba para garantir que os médicos enviados ao Brasil não iriam desertar e fugir do paraíso socialista.
Para aqueles cubanos que deixaram a família para trás a fim de buscar melhores condições de vida, os custos foram altos; no entanto, segundo eles próprios, tudo valeu a pena.
Conclui a reportagem:
"É triste deixar a família e os amigos em nosso país natal", disse Maireilys Álvarez Rodríguez, médica cubana que processou o governo e conseguiu trazer a família para o Brasil. "Mas aqui estamos em um país onde você é livre, onde ninguém pergunta aonde você está indo ou lhe diz o que fazer. Em Cuba, sua vida é ditada pelo governo".
Não deixa de ser uma curiosa contradição: exatamente aquele regime que se jacta de priorizar a "igualdade" fez com que seus médicos fugissem do país por causa de uma arbitrária desigualdade de tratamento, chegando ao ponto de abandonarem suas famílias e terem de pedir ao governo brasileiro para que, finalmente, alguma igualdade de tratamento lhes fosse concedida.  
A ganância socialista
Após ser eleito, Jair Bolsonaro anunciou novas condições para a manutenção do programa Mais Médicos. De um lado, os médicos cubanos teriam de fazer o Revalida; de outro, eles agora teriam de receber o pagamento integral por seus serviços (nada mais de a ditadura cubana confiscar 75% dos proventos) e seus familiares seriam livres para vir ao Brasil caso os médicos assim quisessem. Mais: também foi oferecido asilo àqueles que quisessem permanecer no Brasil.
O governo cubano, como imaginado, prontamente rejeitou os novos termos, alegando quea "dignidade" e o "altruísmo" dos cubanos não podem ser questionados. E imediatamente mandou os médicos voltarem para Cuba.
Como disse Rafael Ribeiro, o regime socialista gosta de parolar conceitos como "mais-valia" e "exploração", mas é ele próprio quem esbulha seus trabalhadores, explora sua mão-de-obra e aprisiona seus familiares. E quando seus programas "humanitários" não mais trazem retorno financeiro para o regime, eles imediatamente cancelam tudo e punem os "rebeldes".
No final, socialistas sempre se mostram mais gananciosos, mais ávidos e mais exploradores do trabalho humano do que até mesmo o mais inescrupuloso capitalista.

domingo, 25 de novembro de 2018

Bolsonaro quer auditoria de todos os programas sociais

Jair Bolsonaro afirmou neste sábado que em seu governo todos os programas sociais passarão por auditoria, relata O Antagonista.

Segundo o presidente eleito, é necessário que as pessoas com capacidade para trabalhar estejam no mercado de trabalho e não sejam dependentes do Estado.

“Projeto social tem que ser para tirar a pessoa da pobreza e não para mantê-la num regime de quase dependência. Nós não queremos nenhum brasileiro dependendo do Estado”, afirmou.

“Logicamente, ninguém será irresponsável a ponto de acabar com qualquer programa social, mas todos serão submetidos a auditoria para que aqueles que podem trabalhar entrem no mercado de trabalho e não fiquem dependendo do Estado a vida toda.”

O enorme “buraco” de Lula, todos os processos criminais e as chances inexistentes

A rigor, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem a mínima chance de sair da cadeia.
Sua situação processual é a pior possível, tão complicada quanto a do ex-governador Sérgio Cabral.
Em todos os processos a culpa do petista parece bem clara para quem analisa tecnicamente, desprovido de qualquer sentimento partidário ou ideológico.
Por enquanto, Lula tem apenas uma condenação, em 1ª e 2ª instâncias, que o mantém preso. É justamente a ação que trata do malfadado tríplex do Guarujá.
Além dessa ação do tríplex, Lula é réu e já está sendo processado criminalmente em outros seis processos.
No processo que trata do Instituto Lula, que tramita na Justiça Federal de Curitiba, Lula foi denunciado por ter recebido propina por meio de um terreno para a construção do Instituto Lula e a aquisição, por meio de um laranja, de um apartamento vizinho à residência dele em São Bernardo do Campo (SP). É o caso em que, segundo o MP, foram forjados recibos de locação, onde, demonstrando a gigantesca incompetência dos advogados de Lula, o preenchimento se deu com algumas datas inexistentes. Coisa bem amadora. Picaretagem de ‘trombadinha’.
O processo do Sítio de Atibaia é o que Lula foi ouvido recentemente, quando foi triturado pela juíza Gabriela Hardt, a substituta de Sérgio Moro. Empreiteiras pagaram propina a Lula por meio de benfeitorias custeadas de forma oculta ao sítio.
As outras quatro ações que já tramitam contra Lula ocorrem perante a Justiça Federal de Brasília.
Na ação do esquema de Angola, Lula é acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa. O ex-presidente teria usado a influência no BNDES para favorecer a Odebrecht em contratos e obras da construtora em Angola, na África.
Numa outra ação, a dos caças suecos, que Lula vem há tempos se esquivando de prestar depoimento, o ex-presidente teria participado, já fora do Palácio do Planalto, de negociações irregulares para compra de caças suecos e prorrogação de incentivos fiscais a montadoras de veículos. Nesse caso, Lula é acusado de lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa.
No sexto processo crime contra o petista, a acusação é de corrupção passiva por, durante a Presidência, ter editado medida provisória em 2009 para favorecer empresas do setor automotivo em troca de propina.
Por fim, nesta sexta-feira (23), Lula começou a ser processado no caso do “quadrilhão do PT”, desta feita em companhia de sua sucessora Dilma Rousseff. A roubalheira estimada neste caso é de R$ 29 bilhões e foi definida da seguinte forma pelo magistrado Vallisney de Oliveira, que recebeu a denúncia: “verificou-se o desenho de um grupo criminoso organizado, amplo e complexo, com uma miríade de atores que se interligam em uma estrutura de vínculos horizontais, em modelo cooperativista, nos quais os integrantes agem em comunhão de esforços e objetivos, bem como em uma estrutura mais verticalizada e hierarquizada, com centros estratégicos, de comando, controle e tomadas de decisões mais relevantes”.

Desintoxicação ideológica do serviço exterior brasileiro

A nomeação do diplomata Ernesto Araújo como Ministro das Relações Exteriores do Brasil harmoniza melodicamente com o programa governamental de Jair Bolsonaro, logo que, impreterivelmente, sua condição antagonista ao sistema ideológico implementado na chancelaria brasileira pelo Partido dos Trabalhadores nos últimos 13 anos, sistema esse que presenteou, patrocinou e apadrinhou ditaduras mundo afora, desperdiçando recursos nacionais no ‘investimento’ em empreendimentos romanescos, deve ser tomado como um pilar fundamental para concretizar o reposicionamento do Brasil como nação livre de influências comunistas na gestão do relacionamento com a comunidade internacional.
Mais do que isso, a formação intelectual de Ernesto Araújo em simetria com sua carreira diplomática liderando o Itamaraty anuncia ao mundo que o Brasil não mais fará coro ao movimento revolucionário, ao derretimento dos valores ocidentais cristãos, e que tal como os Estados Unidos da América não reclinará em adoração ao globalismo ideológico.
A experiência de Ernesto Araújo adquirida na posição de assessor na divisão do Mercosul, e mais tarde como secretário da missão brasileira junto à União Europeia, onde liderou o setor econômico da embaixada brasileira na Alemanha, e principalmente como chefe de divisão das áreas de serviços, investimentos, assuntos financeiros e negociações do Mercosul, além de várias outras posições por ele ocupadas no MRE, indica que o diplomata possui o rudimento político necessário para liderar o processo de redirecionamento de prioridades nas relações exteriores, anteriormente canalizadas para a liga mundial dos fracassados formada por ditaduras africanas, caribenhas e tutti quanti países assolados por governos comunistas-socialistas, agora para as grandes potências ocidentais que formam o bloco de resistência ao avanço das políticas de implementação do governo global e em defesa da cultura ocidental.
Devemos lembrar também que o Itamaraty foi amotinado pela trupe de Lula e seus blue-caps em ordem de ser utilizado como máquina de propagação dos sustentáculos de safadezas do petismo all over the world. Utilizando a aliança de poder entre o Estado e a metacapitalista elite empresarial brasileira, o MRE revelou ao mundo o que mais tarde ficaria conhecido como o principal produto de exportação brasileiro: a corrupção tupiniquim. Portanto, devemos sobretudo compreender que a missão de Ernesto Araújo deve ser personificar frente à comunidade internacional a base de valores que o movimento liberal-conservador busca resgatar no Brasil, e assim, limpar a imagem de completa devassidão deixada pelo PT.
Como não poderia ser diferente, o pútrido mainstream da mídia brasileira, desposado com a causa revolucionária, tenta pateticamente desmerecer a escolha de Bolsonaro por Ernesto Araújo taxando seu trabalho intelectual particular de lunático, aluado ou excêntrico, por defender justamente o posicionamento de Donald Trump e dos norte-americanos contra o globalismo e contra o plano de desmanche da cultura e dos valores ocidentais, como se não fossem essas justamente as bandeiras da própria esquerda, mas um devaneio oriundo de teorias da conspiração. É a velha e boa tática da dialética comunista: para eles, dar as mãos e cantar Kumbaya com Fidel, Chávez, Kadafi e Mugabe está de acordo com a mais genuína normalidade. Estapafúrdio é recusar-se a financiar os estrambólicos governos destes ditadores e investir nas relações com os líderes dos países que historicamente defendem o direito de liberdade, soberania e prosperidade das nações.
O desconsolo da corrente dominante da mídia e do estamento burocrático é para eles uma dolorosa reação deste doente corpo causado pelo processo de desintoxicação ideológica do serviço exterior e de todo o Estado brasileiro.

texto de Alain Ibrahim
(em Conexão Política)

“Eu sou irresistível”

Olavo de Carvalho explicou para a repórter de O Globo como conseguiu emplacar mais um ministro:

O senhor chegou a conversar diretamente com Bolsonaro sobre Vélez, ou indicou apenas pela postagem no Facebook?

Eu conversei com o Bolsonaro três vezes na vida. Uma vez, quando ele sofreu o atentado, fiz uma comunicação para mostrar minha solidariedade, e quando ele foi eleito, telefonou para cá para agradecer. Isso foi todo o contato que eu tive com o Bolsonaro. O filho dele, Eduardo, tive um pouquinho mais, devo ter conversado umas cinco vezes. Eles leem as coisas que eu escrevo e levam a sério.

Os contatos devem ter sido muito bons, porque Bolsonaro já aceitou duas indicações suas para ministros.

Eu sou irresistível. Daqui a pouco você vai estar apaixonada por mim.

sábado, 24 de novembro de 2018

Juiz torna réus Lula, Dilma, Palocci e Mantega por ‘quadrilhão do PT’

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal do Distrito Federal, aceitou nesta sexta-feira, 23, denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) em 2017 contra os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, os ex-ministros da Fazenda Guido Mantega e Antonio Palocci e o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, registra o site Conexão Política.
Com a decisão, os petistas se tornam réus e serão julgados pelas acusações do inquérito conhecido como “quadrilhão do PT”, em que são acusados do crime de organização criminosa.
Formulada em setembro do ano passado pelo então procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a denúncia aceita hoje acusa os ex-presidentes de terem liderado, durante seus governos, uma organização criminosa que lesou a Petrobras entre meados de 2003 e maio de 2016.
Também foram denunciados a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o ex-ministro Paulo Bernardo e Edinho Silva. Entretanto, eles não foram atingidos pela decisão do juiz Vallisney, pois possuem foro privilegiado e responderão as acusações nos Tribunais superiores.

A caixa-preta do Mais Médicos

A ditadura cubana rompeu o Mais Médicos porque Jair Bolsonaro prometeu abrir a caixa-preta do BNDES.

Diz Merval Pereira:

“No desdobramento dos telegramas que a Folha de S. Paulo revelou sobre como o programa foi montado, há uma parte da troca de mensagens altamente reveladora de uma triangulação financeira envolvendo o BNDES.

Segundo relato do Itamaraty, os cubanos alegaram que ‘o incremento das importações brasileiras de Cuba decorrente da contratação de serviços médicos poderia dar mais sustentabilidade às relações comerciais bilaterais e, consequentemente, mais recursos para que o lado cubano tenha condições de honrar, no futuro, dívidas que estão sendo contraídas por conta do financiamento brasileiro em diversas áreas, notadamente de infraestrutura, com a ampliação e renovação do Porto de Mariel’.

Os cubanos propuseram ‘um mecanismo de compensação’ para pagamento dos financiamentos, e o Brasil sugeriu que fosse feito através de uma conta bancária brasileira. Como se vê, a proposta era de que Cuba pagasse os empréstimos do governo brasileiro com o dinheiro que o próprio governo brasileiro lhe pagaria pelo programa Mais Médicos (…)

Toda a negociação, segundo os relatos oficiais, foi feita em termos comerciais, e não de ‘ajuda humanitária’, como o programa era vendido. Por isso, prevendo que o novo governo de direita, que derrotara o PT, faria uma investigação sobre o programa, os cubanos apressaram-se a rompê-lo unilateralmente.”

O trotskista de Bolsonaro

O novo ministro de Jair Bolsonaro, Ricardo Vélez Rodríguez, disse em seu blog que foi trotskista e que militou em “organizações consideradas como terroristas pelo regime militar”, informa O Globo.

'Os trotskistas costumam se transformar nos mais entusiasmados direitistas', comenta O Antagonista.

O empoderamento de Mourão

O alto comando militar defende o empoderamento do general Hamilton Mourão, diz a Crusoé.

De causador de problemas na campanha eleitoral, como na ocasião em que criticou o décimo-terceiro salário e foi posteriormente desautorizado por Jair Bolsonaro, ele passou a ser desatador de problemas. Seu espaço tem crescido nas últimas semanas não apenas pelo seu perfil proativo, mas também pelo desejo dos militares em avançar sobre a área civil.

A reportagem da Crusoé questionou-o sobre as queixas do núcleo político de que ele estaria ocupando setores que não seriam da sua alçada.

Ele respondeu:

“Isso aí tudo faz parte daquele ditado ‘dividir para conquistar’. A turma aí quer dividir. Aguardem a decisão do presidente, ele que vai decidir o espaço de cada um. Cada dia com sua agonia”.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

“Que se limpe todo o entulho marxista que tomou conta das propostas educacionais”, diz Ricardo Vélez Rodríguez

Nesta última segunda-feira (19), O petista Mário Sérgio Cortella, ligado a Fernando Haddad, disse em entrevista à BBC, que as escolas militares ‘são são excelentes porque têm orçamentos superiores a qualquer outra escola’.
Ele ainda afirmou que não é necessário que ‘se traga a militarização [para] dentro da rede de escolas’.
“A Escola Naval, em Angra dos Reis, os colégios militares de Brasília, o Instituto Tecnológico de Aeronáutica, a Escola de Engenharia do Exército são absolutamente admiráveis. Quem, em sã consciência, não gostaria que a excelência fosse essa? Aliás, elas são excelentes porque têm orçamentos superiores a qualquer outra escola. Se um dia eu fosse ministro da educação e tivesse recurso para colocar em todas as escolas públicas brasileiras o mesmo orçamento que tem a Escola Naval em Angra, não teria dúvida em fazê-lo. Esse é o nosso sonho. O que não é necessário? Que se traga a militarização dentro da rede de escolas. Isto é: copiar a conduta, enquanto padrão científico, a capacidade de formação, a seriedade e até a disciplina, mas não a disciplina militarizada porque ela tem outro tipo de objetividade. Uma pessoa que sai de uma escola militar na educação básica, sai com uma formação científica sólida. Eu quero isso para todas as escolas não é só o presidente Bolsonaro que quer”, declarou Cortella.
Em resposta, o futuro ministro da educação Ricardo Vélez Rodríguez, nomeado por Jair Messias Bolsonaro, discordou da declaração de Cortella.
Para ele, o primeiro passa para recuperar o sistema educacional no Brasil é limpando “todo o entulho marxista que tomou conta das propostas educacionais de não poucos funcionários alojados no Ministério da Educação”.
Vélez assegurou que, o sistema educacional miliar, não tem uma alta patente somente por ter altos investimentos. Ele diz que o ensino militar é excelente porque “há patriotismo e neles se faz o que de muito tempo não se faz em não poucas instituições públicas de ensino: estudo, disciplina, valorização dos docentes e amor pelo Brasil”.
Veja a resposta na íntegra:
“O que é necessário na educação, senhor Cortella? Em primeiro lugar que se limpe todo o entulho marxista que tomou conta das propostas educacionais de não poucos funcionários alojados no Ministério da Educação. Isso para início de conversa. Os Institutos Militares são excelentes lugares de ensino. Concordo. Mas não é, exatamente, questão de dinheiro. Eles são excelentes porque há patriotismo e porque neles se faz o que de muito tempo não se faz em não poucas instituições públicas de ensino: há estudo, disciplina, valorização dos docentes e amor pelo Brasil. Tudo que os petralhas e colaboradores não fizeram ao longo dos últimos anos! Isso, apesar de Lula e Companhia terem ‘contingenciado’ o orçamento das Forças Armadas, naquilo que os nossos militares mais queriam: garantir a proteção de fronteiras no Brasil, com o projeto Sisfron”.

CUT afundada em crise, demite funcionários e vende prédio

A Central Única dos Trabalhadores, importante braço político e social do PT, está mergulhada numa crise sem precedentes. Após a aprovação do projeto que acabou com a obrigatoriedade do imposto sindical, criado pelo deputado federal Paulo Martins, a entidade, que estava acostumada a tomar obrigatoriamente dos trabalhadores R$ 50 milhões – de janeiro a agosto de 2017 – passou a arrecadar menos de 10% do que arrecadava anteriormente, cerca de R$ 2 milhões.
Uma das saídas está sendo o corte de gastos, o que significa que até o momento 60 funcionários foram desligados, e o que sobrou está de mudança, pois o prédio atual da sede, avaliado em R$ 40 milhões, será vendido.
O presidente da CUT, Vagner Freitas, declarou que cogita abrir o site para patrocinadores, ou seja, para sobreviver vão se render aos lucros do capital.
Fonte: Época