domingo, 17 de fevereiro de 2019

Entenda melhor a molecagem que Bebiano fez com Bolsonaro

O conceituado jornalista Políbio Braga publicou um vídeo em seu blog, no qual, de forma clara e objetiva, explica a molecagem que Bebianno fez com Bolsonaro. 

Assista:

Miriam Leitão delicia-se com a “crise”

Não são poucos os que torcem contra o país.
Esse é um dos grandes males do nefasto jornalismo ideológico, sem nenhum compromisso com a verdade.
É a procura incessante de inviabilizar um governo que está apenas começando, mas que não reza na cartilha da esquerda.
Não há trégua. E será sempre assim. Quando não existir algo, inventa-se.
Uma reportagem veiculada neste domingo (17) na GloboNews acusa diretamente o presidente Jair Bolsonaro de responsabilidade no escândalo das candidaturas “laranjas” no Pernambuco.
Uma irresponsabilidade. Claramente tipificado o crime de calúnia.
De qualquer forma, sabíamos que seria assim. Não se enfrenta um gigante enlameado sem que ele tente jogar lama geral. É o que faz a Rede Globo.
E Miriam Leitão, em sua coluna deste domingo no jornal O Globo triunfa delirantemente.
“O governo Bolsonaro tem 48 dias e já viveu várias crises, a última tem elementos perigosos e reveladores.”
E também tenta impiedosamente envolver Bolsonaro nas supostas falcatruas de Bebianno:
“Bebianno foi copa e cozinha de Bolsonaro desde a pré-campanha. Não há o que o atinja que não respingue no presidente.”
E conclui infame:
“A crise confirmou as piores previsões sobre o governo Bolsonaro.”
Quanta canalhice! Previsões de quem? Dela, Miriam, odiosa e malévola.
Enfim, é notório que os adversários não têm nenhum escrúpulo, ‘trabalham’ e torcem pela ‘terra arrasada’. Quanto pior, melhor.
A luta é árdua.

artigo de Amanda Acosta, articulista e repórter


(via Jornal da Cidade)

Bebianno, a “galinha dos ovos de ouro” da mídia que pretendia faturar no governo Bolsonaro

Para você compreender o que é a sombra no Jornalismo Político brasileiro:
1. Alguns veículos de comunicação e jornalistas/colunistas embarcaram na chamada "Onda Bolsonaro" para agregar seguidores e likes. São ególatras, prostitutas do pensamento crítico;
2. Além de seguidores e likes, esses "gersonianos" esperavam abocanhar alguma fatia dos recursos públicos destinados à mídia e à publicidade estatal. Não por acaso, essa tarefa de distribuição de dinheiro estava sob a batuta de Gustavo Bebianno na Secretaria-Geral da Presidência;
3. Enquanto arrebanhavam legiões e sedimentavam as "pontes" com o ministro-chefe da pasta, aguardavam a chegada da primeira crise fabricada para justificar o "desembarque" do navio da direita e do liberalismo;
4. O problema é que essa crise chegou muito antes do esperado (graças à ação rápida e certeira de Carlos N. Bolsonaro), derrubou justamente a galinha dos ovos ouro e acabou arrancando a máscara de uns e outros. Não deu tempo para pegar nem uma nesga da verba pública. Por isso o chororô e a defesa intransigente ao ministro em queda;
5. Restou-lhes apenas o que agregaram em seguidores e likes enquanto a máscara vigia. Alguns, inclusive, estão usando as redes sociais para alardear que conquistaram milhares. Afinal, isso importa muito aos ególatras: ser o melhor "isso", o maior "aquilo", etc. Volto a dizer: Sigmund Freud explica essa tara sexual por medidas sócio-existenciais.
Essa dinâmica de atuação, para além de homenagear a Lei de Gerson, exibe com perfeição o jogo de sombras que cerca a Praça dos Três Poderes.
Por fim, vale destacar que o Jornalismo autoproclama-se "isento" na tentativa de justificar as maiores barbáries ditas e publicadas.
Quanto vocês apostam que, a partir de agora, vários veículos de comunicação e jornalistas/colunistas, outrora simpáticos ao Governo Bolsonaro, passarão a criticá-lo abertamente?
À sombra, o que há são umbigos.

texto de Helder Caldeira, Escritor, Colunista Político, Palestrante e Conferencista   *Autor dos livros “Águas Turvas” e “A 1ª Presidenta”, entre outras obras.
via Jornal da Cidade

USP volta atrás e aceita matrícula de alunos de colégios militares

A USP voltou atrás e resolveu confirmar a matrícula de alunos provenientes de escolas mantidas pelo Exército que foram aprovados nos vestibulares.

A universidade havia cancelado a matrícula desses alunos alegando que eles não se enquadram no regime de cotas para estudantes de escolas públicas.

A canalhice ideológica era vidente.

O total preenchimento das vagas do Mais Médicos por brasileiros revela outra falcatrua do PT

Ué?!
As esquerdas dizendo que os médicos brasileiros eram "mauricinhos" e "patricinhas", que "não aceitavam ir para os rincões".
Desde 09h00 da última quarta-feira (13), todas as vagas do programa Mais Médicos foram ocupadas pelos "pequenos burgueses".
E agora?!
A propósito, a amiga e editora Rosana Martinelli faz uma importante visita à memória de 2013: naquele ano, os médicos brasileiros reclamaram que não estavam conseguindo se cadastrar no programa, sendo possível apenas quando utilizavam um IP fora do Brasil. Por que será, né?!
“Pensei que a população ia ficar desassistida... Que coisa curiosa, o que aconteceu com as inscrições de brasileiros em 2013? Será que o processo foi fraudado? Será? Lembro de muitos colegas falando que não conseguiram se inscrever e problemas no site...
No link abaixo a notícia dos problemas que nunca foram explicados e deixaram médicos brasileiros fora do programa na época.
EM SITE, CRÍTICAS DE PROBLEMAS DE INSCRIÇÕES AO MAIS MÉDICOS
‘Estão bloqueando as inscrições dos médicos brasileiros. Assim como eu, tenho vários colegas na mesma situação, que só estão conseguindo fazer a inscrição com IPs de computadores de fora do Brasil’
É... nós médicos brasileiros, burgueses horrorosos que não queríamos ir atender em regiões carentes, criaturas medonhas e capitalistas que não gostamos de ‘apalpar’.”



texto de Helder Caldeira, escritor e  Colunista Político, Palestrante e Conferencista
*Autor dos livros “Águas Turvas” e “A 1ª Presidenta”, entre outras obras.

PELO FIM DA PEC DA BENGALA

Num vídeo, vejo o atual presidente do STF, em palestra realizada no ano de 2014, discorrendo com enorme naturalidade sobre um crime de supressão de documentos ocorrido sob suas barbas. Na TV, fico sabendo que, sob múltiplos apelos, a CPI Lava Toga foi morar no arquivo do Senado. Nas redes sociais, informam-me que o Supremo começa a deliberar sobre ações envolvendo aborto, crime de homofobia e temas conexos. Há poucos dias, chocou-se a nação com a liminar concedida por Toffoli, quando ainda longe a alvorada, para que a eleição do presidente do Senado ocorresse como convinha à banda podre do PMDB e do PT. A imensa maioria dos senadores lixou-se para a ordem judicial, exibiu o voto dado, destronou a turma sinistra e ficou por isso mesmo. Um mês antes, Marco Aurélio não determinara a soltura de mais de 200 mil presos? No twitter, o Procurador do Ministério Público de Contas junto ao TCU, Júlio Marcelo Oliveira aponta três pilares de sustentação da impunidade, sendo, um deles, “a visão de mundo de Gilmar, Toffoli, Lewandowski e Marco Aurélio, que parecem sofrer quando um corrupto é preso”. E arremata: “O STF, hoje, é parte do problema e não da solução”. Há que dar um jeito no Supremo e a revogação da PEC da Bengala é o jeito.
 É difícil conciliar toda uma infinita cadeia de ocorrências nada louváveis e o muito mais que se sabe e presume, com a arrogância que tão decisivamente se manifesta naquele recinto. A mais recente evidência está no ingresso em pauta de temas que todos sabem ser de competência do Congresso Nacional, como a criminalização da homofobia e do aborto.
 A alegação que empurra ou puxa essas pautas para endereço errado é pueril: o Legislativo se recusa a legislar. Diante disso, com muita propriedade, indaga o Promotor de Justiça Bruno Carpes: “E quando o Judiciário deixa de julgar, o Legislativo julga por ele?” (cai o pano, o público aplaude).

Então, vamos explicar bem devagar para que até os ministros do STF entendam. Nos parlamentos, as coisas funcionam assim. Suponhamos (apenas um exercício de imaginação, tal projeto não existe) que um deputado protocole proposta para permitir, que, em nome do multiculturalismo, famílias de certas etnias possam promover a mutilação genital feminina (infibulação), segundo seus próprios costumes, com atendimento pelo SUS para evitar riscos à saúde (argumentos, aliás, que têm sido usados para justificar crimes muito maiores contra a vida). O projeto “Infibulação gratuita e segura” poderia circular durante décadas sem ser votado porque o autor, sabendo-o sem apoio, não o quer rejeitado. Omissão do Legislativo? Não! O projeto não tem apoio suficiente, não conseguiu formar maioria, não vai a plenário porque não tem voto, e o autor não tem interesse em perder.
Raramente, muito raramente, um projeto de parlamentar vai a plenário para ser rejeitado. O que acontece com esses temas que o STF se dispõe a abraçar é exatamente isso: envolvem assuntos sobre os quais não há maioria formada para aprovação, o que equivale a rejeição. E rejeitar um projeto, ou não o aprovar, é prerrogativa do Poder. Deu para entender, senhores ministros, ou preciso desenhar? Quem sabe um Power Point? Um videozinho? Uma entrevista com qualquer funcionário do protocolo da Câmara dos Deputados facilitaria a compreensão.
Quando o STF, alegando “omissão do Legislativo”, invade sua competência e passa a legislar, está, pura e simplesmente, impondo a ilegítima vontade de sua pequena maioria sobre legítima decisão majoritária do Legislativo. É uma reiterada usurpação de competência que está, também ela, a apontar para necessidade de revogar a PEC da Bengala, conforme iniciativa proposta pela deputada Bia Kicis.

artigo de Percival Puggina, pensador, escritor, membro da Academia Rio-Grandense de Letras e colunista de dezenas de jornais e sites no país. 

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Exército acusa USP de “ataque político”

A USP cancelou a matrícula de alunos provenientes de escolas mantidas pelo Exército, alegando que eles não se enquadram no regime de cotas para alunos de escolas públicas  pelo qual foram aprovados.

Os alunos pagam uma quantia mensal, mas as escolas são consideradas oficiais, como decidiu o STF, diz o Exército. Os militares consideram a atitude da USP um “ataque político” contra o governo de Jair Bolsonaro.

João Doria, relata o Estadão, foi acionado pelo Comando Militar do Sudeste, para ajudar a resolver o impasse, uma vez que a USP é mantida pelo governo paulista. O ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodriguez, também entrou na história.

Eduardo Bolsonaro defende irmão e ataca Bebianno em rede social

Deputado federal retuitou postagem que chama de 'jumento' quem diz que Carlos Bolsonaro atrapalha o pai.
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) entrou, neste sábado, na briga na travada entre o ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, e seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ). Eduardo compartilhou em seu perfil numa rede social uma postagem na qual Bebianno é criticado e que chama de "jumento" quem diz que Carlos atrapalha o pai. Esta é a primeira vez que Eduardo se manifesta sobre o assunto, que provocou uma crise política no entorno do presidente Jair Bolsonaro e que deve acabar com a demissão de Bebianno.
Na postagem compartilhada, Bebianno é apontado como envolvido na sabotagem da escolha de Luiz Philipe de Orleans e Bragança para vice-presidente e num esquema de utilização de laranjas durante as eleições de 2018. E o texto conclui: "Se fosse qualquer outro ministro e Bolsonaro o defendesse, a mídia e membros do establishment iriam dizer que o presidente estaria passando pano pra corrupto, mas como grande parte está defendendo Bebianno, somos levados a concluir que ministro tem amigos no establishment e que o buraco é mais embaixo. E ainda tem jumento que diz que o Carlos atrapalha o pai. Vocês são idiotas ou o quê?".
Bebianno enfrenta um processo de desgaste provocado por denúncias envolvendo justamente supostas irregularidades na sua gestão à frente do caixa eleitoral do PSL, partido dele e de Bolsonaro. A crise foi amplificada pelo vereador Carlos Bolsonaro, que foi às redes sociais dizer que Bebianno mentiu ao falar ao GLOBO que havia conversado três vezes com o presidente na última terça-feira. A declaração foi dada para negar que ele não estava protagonizando a crise.

fonte: Renata Mariz – O Globo

“Intelectuais” lançam na USP, comissão contra a Lei Anticrime de Moro

Uma comissão composta por supostos “intelectuais” será lançada no próximo dia 20 de fevereiro com o propósito explicito de combate ao Projeto de Lei Anticrime proposto pelo Ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro.
Paulo Sérgio Pinheiro, ex-secretário nacional de Direitos Humanos e membro da Comissão Nacional da Verdade, será o presidente da Comissão batizada de Arns, em homenagem a Dom Paulo Evaristo Arns, falecido em 2016. Outros ministros dos governos FHC, Lula e Dilma integrarão o grupo.
O principal foco de combate dos intelectualóides é o pacote Anticrime. Eles entendem que o combate a bandidagem proposto pelo atual governo atenta contra os tais 'direitos humanos'.
O futuro presidente da malfadada "Comissão Arns", declarou o seguinte:
“(...) essa proposta absurda de garantir a impunidade das execuções extrajudiciais da polícia, proposta pelo pacote do sr. Moro. Isso é realmente absolutamente escandaloso, quando sabemos que o Brasil é o campeão de execuções pela polícia, chamadas execuções extrajudiciais, mascaradas de conflito. Esse próprio pacote é extremamente preocupante em vários aspectos que dizem respeito à segurança pública e à política penitenciária”.


Hipocrisia ataca ex-candidata do PSL, mas ignora PT, DEM, PSDB e etc

Opositores de Bolsonaro não falam dos milhões torrados por figurões em 2018

Em meio ao falatório para transformar em escândalo de corrupção a transferência de R$400 mil a uma candidata do PSL não eleita em Pernambuco, setores hostis ao presidente Jair Bolsonaro, inclusive na mídia, fazem vista grossa para ‘figurões’ que torraram R$60 milhões dos fundos partidário e eleitoral, em 2018, e apesar da montanha de dinheiro público, fracassaram nas urnas. Casos dos petistas Lindbergh Farias (R$2,6 milhões do PT) e Dilma Rousseff (R$4,1 milhões). A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
Caso chocante de gasto do Fundo Eleitoral foi o de Lula, o presidiário: sem pôr o pé na rua, teve R$20 milhões do PT para sua “campanha”.
Também ninguém menciona o caso de Romero Jucá (RR). Recebeu R$2,25 milhões do MDB, proveniente do Fundo Eleitoral, e nada.
Integrante da tropa de choque anti-impeachment, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) gastou R$2 milhões do Fundo e também fracassou.
Os petistas Wadih Damous e Luiz Sérgio dançaram no Rio, Zé Mentor Valmir Prascidelli, em SP. Receberam R$ 3 milhões e não são citados.

Os 20 milhões de reais de Gilmar Mendes

A Crusoé fez um amplo levantamento do patrimônio de Gilmar Mendes e de sua mulher, Guiomar Feitosa.

Não obstante serem casados em regime de Separação de Bens, o casal Gilmar Mendes e Guiomar costuma fazer negócios em conjunto e é dono de um vastíssimo patrimônio.
A Revista Crusoé, num excelente trabalho de reportagem, conseguiu enumerar uma boa parte dos bens, algo realmente impressionante, que inclui casas, apartamentos, fazendas, rebanhos de gado e cotas de participação societária numa faculdade – ele é sócio do IDP – e num escritório de advocacia – ela é sócia do escritório Sergio Bermudes, um dos maiores do país.
Veja abaixo a imensa relação:
Um apartamento em Lisboa de 137 metros quadrados e nove cômodos. A localização é impecável. Uma das regiões mais nobres da capital de Portugal. Segundo estimativas de especialista ouvidos pela revista, deve valer em torno de 1 milhão de euros (cerca de 4,2 milhões de reais).
Uma casa no Lago Norte, em Brasília, avaliada em 1,4 milhão de reais.
Uma mansão às margens do Lago Paranoá, com jardins bem cuidados que abrigam emas, lembrando os gramados extensos do Palácio da Alvorada.
Guiomar ainda tem 3 milhões de reais, em valor de mercado, em imóveis localizados na parte sul da cidade. São duas salas comerciais pequenas, com cerca de 30 metros quadrados cada, em áreas nobres de Brasília. É proprietária também de um flat, de valor estimado em 400 mil reais, e uma casa no Lago Sul, onde um imóvel vale pelo menos 1,6 milhões de reais.
Gilmar, por sua vez, tem duas casas no Lago Norte de Brasília. Terrenos em duas áreas que se valorizaram com a expansão da cidade e um apartamento de 1 milhão de reais localizado na Asa Norte, outra zona nobre da cidade.
Gilmar também coleciona obras de arte. É dono de quadros e esculturas de artistas celebrados. Um de seus prediletos é Alfredo Ceschiatti (1918-1989), o escultor mineiro cujas obras ornamentam os mais importantes palácios de Brasília.
Gilmar tem como o seu negócio mais lucrativo, o IDP. O Instituto Brasiliense de Direito Público. Uma faculdade de direito relevante no mercado. Na sociedade, o ministro é dono de pelo menos 6 milhões de reais em cotas.
No Mato Grosso, o ministro é proprietário de três fazendas, cada uma com cerca de 5 mil hectares. Fazenda Santa Cecília, Fazenda Jaó e Fazenda Estreito do Rio Claro.
Gilmar tem um rebanho de pelo menos 1000 cabeças de gado.
Sem dúvida, um casal altamente privilegiado e bafejado pela sorte.

“Quero a Gleisi”

“Quero a Gleisi.”

Lula, na cadeia, disse a Jaques Wagner e Humberto Costa que Gleisi Hoffmann tem de ser reeleita presidente do PT.

Seu argumento, segundo a Época:

“Precisamos animar a tropa. É hora de ficarmos unidos. A Gleisi é a pessoa certa para isso.”

A carta desmoralizante do Comandante para o Ministro Dias Toffoli

"Não foi por uma canetada de algum amigo que assumi o meu primeiro posto de comandante."

MENOS... MINISTRO!
Prezado Ministro Dias Toffoli
V.Exa., afirmou ao UOL que "meninos de 25 anos se tornam juízes sem conhecimento da realidade".
Tenho que concordar com o senhor... Como isso acontece? Será porque esses mesmos meninos de 25 anos estudaram Direito Constitucional, Direito Penal, Direito Civil e tantas outras vertentes do Direito, viraram noites "comendo" livros, súmulas, emendas e etc, para poderem passar no mesmo concurso em que o senhor foi reprovado por duas vezes?
Ou será porque para assumir um cargo de Juiz Substituto é preciso mostrar competência e conhecimento, independente da idade, e não ser nomeado por uma canetada de algum padrinho político?
Responda o senhor ao povo brasileiro, Ministro, que é quem paga os salários dos Ministros da Suprema Corte: Como alguém pode chegar na Suprema Corte sem ter sido Juiz de absolutamente nada? Qual é o "conhecimento da realidade" que esse Ministro tem para julgar os atos de Magistrados concursados, tarimbados e com vasta experiência, ou como queira, com absoluto "conhecimento da realidade"?
 Ministro, embora eu tenha 56 anos de idade, não posso menosprezar um "menino" de 25 anos de idade. Quantos se tornam médicos, engenheiros, empreendedores de sucesso com tão pouca idade? A isso se dá o nome de capacidade.
Sabe aquela capacidade necessária para se tornar um Juiz, um Delegado, um Defensor Público ou um Promotor? Aquela que obrigatoriamente tem que ser comprovada numa difícil testagem que engloba prova teórica e depois oral, e que muitos que se acham "acima de todos" não passaram por não reunirem condições? Pois é, não é? Conhece alguém assim, Ministro? Nós também.
Quando eu tinha 17 anos, me tornei Piloto Privado de avião e nem CNH podia ter. Aos 19 me tornei Piloto Comercial, voei muito de copiloto e aos 25 eu já comandava aviões, levando vidas. Claro que estudei muito e passei em todos os testes que comprovaram a minha proficiência. Não foi por uma canetada de algum amigo que assumi o meu primeiro posto de comandante.
Imagine o senhor entrando num avião com um piloto de 42 anos, que sem nunca ter comandado nada, e que sequer tenha sido copiloto, foi alçado à posição de comandante pela canetada de um amigo. Será que o senhor confiaria mais nesse comandante de 42 anos do que naquele de 25 que seguiu todos os passos para assumir o posto?: Acho difícil
Eu acredito, Ministro, que para ser um Juiz, mesmo aos 25 anos, a pessoa precisa servir e ser fiel a três senhores chamados "foco", "dedicação" e "conhecimento".
E isso é mais bonito, mais digno, mais limpo e mais louvável do que ter servido e ter sido fiel a um único senhor chamado Lula.
Talvez esteja aí, na atitude desses "meninos" de 25 anos, o tal "conhecimento da realidade", o que eles demonstram com o mérito.

texto por Marcelo Rates Quaranta, articulista

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

BEBIANNO CAIU

Em mais uma reviravolta no caso, o jornal SBT Brasil da noite de hoje informou  que Gustavo Bebianno será exonerado na segunda-feira do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência.

Mais cedo, Jair Bolsonaro havia concordado em manter o ministro, após reuniões com Heleno, Joice Hasselmann, Santos Cruz e Onyx Lorenzoni.

Apesar de ter cedido inicialmente aos apelos de seus ministros, Bolsonaro resolveu convocar Bebianno para uma conversa final.

O presidente entendeu que houve quebra de confiança com o vazamento de dois áudios dele, o que tornou a situação do ministro insustentável, registra O Antagonista.

Fim do auxílio-reclusão e redução da maioridade penal

Sob o comando de Simone Tebet, a CCJ do Senado vai analisar duas PECs que coincidem com o discurso de campanha de Jair Bolsonaro, registra O Antagonista.

Uma propõe o fim do chamado auxílio-reclusão, benefício pago a famílias de presos de baixa renda segurados pela Previdência Social.

Outra reduz a maioridade penal para os 16 anos, sem exceção.

Ambas as PECs são de autoria do senador Márcio Bittar, do MDB do Acre.

A diferença de tratamento a Bebianno e ao ministro do Turismo

O PSL está rachado sobre a situação de Gustavo Bebianno, já que o ministro da Secretaria-Geral da Presidência tem uma boa imagem junto a setores da bancada, registra Gerson Camarotti no G1.

“O que mais impressiona é o fato de o presidente Bolsonaro estar avalizando todas as ações do filho Carlos (…). No caso do ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, contra quem também pesam suspeita de uso de ‘laranjas’ para receber recursos do fundo partidário, o tratamento foi completamente diferente por parte da família Bolsonaro.”

(O ministro do Turismo não é desafeto do filho Carlos?)

“Há o reconhecimento no núcleo mais próximo do presidente que a situação de Bebianno ficou insustentável. Mas que, diante da resistência do ministro em deixar o cargo, Bolsonaro terá que assumir o desgaste de demiti-lo, depois de um longo processo de fritura.”

O PT já foi extinto?

Antonio Palocci, que coordenou a campanha de Dilma Rousseff, confirmou que ela foi eleita com propina da JBS, depositada no exterior, publica O Antagonista.

Foram 150 milhões de dólares, de acordo com Joesley Batista.

A Lava Jato só vai concluir seu trabalho quando o PT for extinto.

Governo federal investigará ‘indícios de corrupção’ no MEC

O Ministério da Educação anunciou hoje o início de uma “ampla investigação interministerial” de indícios de corrupção em ações da pasta, informa o G1.

Os ministros Ricardo Vélez Rodríguez e Sergio Moro assinaram um “protocolo de intenções” para apurar “indícios de corrupção, desvios e outros tipos de atos lesivos à administração pública no âmbito do MEC e de suas autarquias nas gestões anteriores”.

Segundo a nota do MEC, o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, também participou da reunião em que o documento foi assinado.

Entre os “exemplos emblemáticos” que a pasta afirmou ter apresentado na reunião estão “favorecimentos indevidos no Programa Universidade para Todos (ProUni), desvios no Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) envolvendo o sistema S, concessão ilegal de bolsas de ensino a distância e irregularidades em universidades federais”.

Carlos Bolsonaro propõe ‘simples reflexão’ no Twitter

Carlos Bolsonaro foi ao Twitter propor uma “simples reflexão”: “Por que focam as baterias para me atacar se simplesmente disse a verdade?”

“Não se deixem levar por quem sempre escravizou suas mentes. Estão desesperados pois não têm mais o que é dos senhores!”, escreve o filho de Jair.

Parece mais uma tentativa de culpar a imprensa por uma crise que Carlos provocou –e que gera insatisfação entre os militares e os aliados de Bolsonaro no governo, diz O Antagonista.

“Ou Bolsonaro faz os filhos se calarem, ou vira um banana completo”

José Roberto Guzzo publicou no Twitter:

“Ninguém na oposição está conseguindo prejudicar mais o trabalho do governo do que os três filhos do presidente. Não importa as intenções de cada um, mas sua conduta pública; o que fazem está sabotando o país. Ou Bolsonaro faz os três se calarem, hoje, ou vira um banana completo.”

Augusto Nunes, que costuma ser lido por Jair Bolsonaro, retuitou o comentário, registra O Antagonista.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Mourão diz que a saída de Bebianno “não será boa”

O general Hamilton Mourão defendeu Gustavo Bebianno.

Ele disse a Andréia Sadi:

“Ele sempre foi muito respeitoso comigo, e gosto dele. Acho que ele se sustenta, não será boa a saída dele assim, vamos com calma.”

Ele conversou com o ministro durante a madrugada, por WhatsApp:

“Ele estava aflito, acalmei-o, cabeça fria no corpo quente.”

O general Mourão completou:

“Precisa investigar a questão do PSL? Lógico! Até lá, Bebianno está no mesmo pacote do ministro do Turismo. Não é assim. Ele sempre foi leal.”

Áudio – Alexandre Frota sobre as brigas no PSL: ‘Quero que se foda’

Diego Amorim, de O Antagonista, ouviu Alexandre Frota sobre a briga pública entre Carlos Bolsonaro e Gustavo Bebianno e outros embates dentro do PSL.

O deputado disse estar “muito feliz” no partido. Mas também afirmou que não quer saber “da briga desses caras”: “O PSL nunca fez nada por mim a não ser me dar uma legenda”.

Ao final, Frota resumiu: “Eu quero que se foda”.

Clique abaixo para ouvir o áudio:

Kátia Abreu retirou assinatura da CPI da Lava Toga após ligação de Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes pode ter exercido papel preponderante no sentido de que a senadora Kátia Abreu desistisse de seu apoio à CPI da Lava Toga.
Pelo menos, é isto que sugere o site Terra.
Diz a matéria:
“A reportagem apurou que Kátia Abreu conversou com o ministro Gilmar Mendes por telefone antes de retirar a assinatura e informou que a CPI, tal como proposta, não contava com o seu apoio. Para Kátia, este não é o momento para abrir uma crise institucional no País.”
Para quem não se lembra, a senadora é protagonista do “roubo” da pasta com documentos da mesa do Senado, atitude que flagrantemente demonstra quebra de decoro e que, pelo visto, ficará impune.
Quanto ao ministro Gilmar Mendes, certamente foi muito convincente e conseguiu, por ora, barrar a temível CPI, relata o Jornal da Cidade.

A vista de Toffoli

Dias Toffoli antecipou à bancada evangélica que o julgamento sobre a homofobia será interrompido.

Diz o Estadão:

“A bancada evangélica saiu do encontro com o presidente do Supremo nesta terça (12) convencida de que algum ministro pedirá vista da ação sobre a criminalização da homofobia, retardando uma definição sobre o assunto.”

Moro sem Kakay

Sergio Moro recusou um convite do Instituto de Garantias Penais (IGP) para fazer um debate público sobre seu pacote anticrime, registra a Folha de S. Paulo.

E por qual motivo ele deveria aceitar?

O IGP reúne advogados de uma penca de presidiários da Lava Jato, inclusive Kakay, diz O Antagonista.

A campanha da Previdência

O governo vai fazer uma campanha publicitária para defender a reforma da Previdência.

“Não só nos meios digitais, mas também na TV e no rádio”, segundo a Folha de S. Paulo.

O Antagonista informa que não vai veicular a propaganda do governo.

O site diz que recusam publicidade estatal e de empresas encrencadas com a Lava Jato.

Barroso em primeiro lugar

O apoio à Lava Jato fez bem a Luís Roberto Barroso.

A pesquisa da AMB mostrou que, entre os juristas vivos, ele é a principal referência dos magistrados brasileiros, com 292 votos, registra O Antagonista.

Dias Toffoli não recebeu nenhum voto. Gilmar Mendes também não.

Editora Abril pode falir

A editora Abril pode falir.

Raquel Landim informa que os maiores credores da empresa – Itaú, Bradesco e Santander – “consideraram ruins as três propostas apresentadas por investidores para adquirir a dívida financeira do grupos (…).

Se não houver acordo entre os bancos e os interessados na compra da dívida, o plano de recuperação pode ser simplesmente rejeitado, e a falência da Abril, decretada”.


(O Antagonista conteúdo)

Lula prende Haddad

O poste vai voltar para a cadeia.

Segundo a Folha de S. Paulo, “Lula já assinou nova procuração para que Fernando Haddad volte a advogar para ele — tendo acesso livre à sala em que está preso”.

O medo de Lula é perder o controle do PT.

Ao constranger Fernando Haddad a visitá-lo regularmente, o presidiário reafirma que nada pode ser decidido sem seu aval.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Bolsonaro recebe alta e deixa hospital em São Paulo

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) recebeu alta no início da tarde desta quarta-feira (13), após 17 dias internado no Hospital Albert Einstein, na região central de São Paulo.

A informação foi confirmada pelo porta-voz da presidência. Ele deixou o centro médico por volta das 12h20, e seguiu para o Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul. 

Neste momento ele está voando para Brasília, em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB), que decolou às 13 horas.

O boletim médico, divulgado pelo hospital logo após a saída do presidente, afirma que Bolsonaro "recebeu alta nesta manhã com o quadro pulmonar normalizado, sem dor, afebril, com função intestinal restabelecida e dieta leve por via oral".

fonte: G1

URGENTE: BOLSONARO RECEBE ALTA

Jair Bolsonaro acaba de receber alta do Albert Einstein, após 17 dias internado.

Sob forte escolta policial, o presidente está a caminho do aeroporto de Congonhas, de onde seguirá logo mais para Brasília em um avião da FAB.

Jair Bolsonaro “recebeu alta nesta manhã com o quadro pulmonar normalizado, sem dor, afebril, com função intestinal restabelecida e dieta leve por via oral”, informa o boletim médico do Albert Einstein.

“Durante o período de internação, realizou exercícios de fisioterapia respiratória e motora, com períodos de caminhada fora do quarto. Medidas de prevenção de trombose venosa também foram adotadas.”

As grandes tragédias do Brasil e a pior de todas as tragédias... Quem tem a culpa?

Somente este ano, que mal começou, o Brasil se deparou com duas grandes tragédias que poderiam ter sido evitadas, e cujos saldos foram centenas de vidas brutalmente ceifadas pela avalanche de lama, e uma dezena de jovens vidas consumidas pelo fogo. Uma lástima.
Se aceitar os resultados das tragédias causadas por desastres naturais é algo que para nós não é fácil, mesmo que não tenhamos sido de alguma forma envolvidos nas suas consequências, imaginem o que deve ser para aqueles que perderam entes queridos. Conviver com tragédias que poderiam ter sido evitadas e que foram causadas pelo descaso e pela negligência é algo infinitamente pior. Além da dor e do sofrimento pela perda, há o elemento da inconformação. Só quem sabe avaliar a extensão desse sentimento é quem passou ou está passando por isso.
A apuração da culpa e a punição dos culpados não traz as vítimas de volta, mas certamente causa algum conforto, pelo sentimento de justiça feita. Mas qual justiça, se aqueles que são diretamente responsáveis pelas tragédias são os primeiros a posar de "vítimas"? Qual justiça, se no Brasil a impunidade e o esquecimento sempre andaram de mãos dadas?
Vale a pena aqui fazer uma breve retrospectiva pegando apenas alguns desses tristes eventos que culminaram na morte de um grande número de pessoas.
ELEVADO ENGENHEIRO FREYSSINET
 

No Rio de Janeiro, em 20 de novembro de 1971, um trecho de 50 metros do Elevado Engenheiro Freyssinet desabou sobre o cruzamento da Rua Haddock Lobo com a Avenida Paulo de Frontin, na Tijuca, matando 29 pessoas e ferindo outras 18.
Erros no cálculo estrutural e também a abertura de janelas de inspeção fizeram com que apenas um caminhão betoneira passando pelo viaduto – ainda em construção – provocassem o colapso da estrutura. O engenheiro Sérgio Marques de Souza foi condenado a um ano e quatro meses, mas não ficou preso porque conseguiu um sursis, uma dispensa do cumprimento da pena. Quem pagou pelos erros alheios? As 29 pessoas que morreram.
EDIFÍCIO ANDRAUS
      

Em 24 de fevereiro de 1972 a cidade de São Paulo viu arder um dos seus grandes prédios comerciais – o Edifício Andraus. O prédio de 32 andares foi tomado pelas chamas, causadas por um curto-circuito proveniente de uma sobrecarga elétrica no segundo andar. As chamas foram tomando os andares superiores. Foram 16 mortos, e o número de vítimas só não foi maior graças ao resgate aéreo, cujos pilotos extremamente habilidosos fizeram a maioria dos salvamentos.
Uma sobrecarga não ocorre dissociada de um erro técnico na instalação, e erros técnicos acontecem associados à falta de vistorias sérias, rígidas e que exijam a utilização de padrões de segurança corretos.
EDIFÍCIO JOELMA

Em 1974 tivemos a clara demostração de que a lição não havia sido aprendida com o evento do Andraus, ocorrida a quase exatos dois anos antes, e outra tragédia abala São Paulo. Por volta das 08h50 do dia 1º de fevereiro o edifício Joelma, localizado no Vale do Anhangabaú, pegou fogo depois de um curto-circuito no sistema de refrigeração do Banco Crefisul, que ocupava boa parte do prédio.
O incêndio começou no 12º andar, durou mais de três horas, destruiu 14 pavimentos, deixando como saldo final 187 mortos e mais de 300 feridos. Não houve a responsabilização de ninguém e a conta foi paga com a vida, por aqueles que não tinham culpa no evento.
PAVILHÃO DO PARQUE DAS GAMELEIRAS

Passados apenas três dias do incêndio do Joelma, do qual o Brasil não havia ainda se recuperado emocionalmente, outra tragédia acontece, agora em Belo Horizonte. Às 11h45 do dia 4 de fevereiro toda estrutura – 10 mil toneladas – do pavilhão em construção no Parque das Gameleiras veio abaixo.
A obra estava atrasada. O então governador de Minas, Israel Pinheiro, vivia seus últimos dias no cargo, pois deixaria o Palácio da Liberdade em 15 de março de 1974. Com esse atraso, o governo começou a pressionar os trabalhadores para que as obras terminassem antes do fim do mandato.
Sem ouvir os operários, o governo mandou retirar as vigas de sustentação, o que foi feito apesar das recomendações contrárias e avisos dos operários que já vinham alertando o governo sobre fissuras e estalos nos alicerces. Com a queda , mais de 69 trabalhadores morreram e muitos ficaram por meses internados em hospitais da capital mineira – vários deles sofreram amputações. Ninguém foi punido. Quem pagou? 69 pessoas que morreram no local e outros que vieram a morrer no hospital.
BATEAU MOUCHE

Na noite do dia 31 de dezembro de 1988 a embarcação Bateau Mouche IV zarpou do Iate Clube do Rio de Janeiro, na Urca, para as comemorações da virada do ano em Copacabana. O barco tinha a capacidade para 62 passageiros, mas levava 142. Assim que a embarcação deixou a boca da barra, ou seja, a saída da baía de Guanabara, uma movimentação de passageiros no deck superior fez com que o barco adernasse e afundasse. 55 pessoas morreram.
Em 1993 os sócios majoritários da empresa proprietária do barco foram condenados por homicídio culposo (???), sonegação fiscal e formação de quadrilha, em maio de 1993, a quatro anos de prisão em regime semiaberto (só dormiam na prisão).
Em fevereiro de 1994, graças a uma lei extremamente benevolente e também a uma sentença estúpida, em vez de retornarem para a prisão, eles fugiram para a Espanha, onde vivem muito bem. Alguns aguardam uma extradição que jamais acontecerá. 55 pessoas efetivamente pagaram com a vida pela omissão e pela irresponsabilidade de outros.
Vale lembrar que tragédias semelhantes ocorrem quase todos os anos nos rios da Amazônia, deixando até saldos maiores de vítimas. E ninguém paga por isso... só as vítimas.
BOATE KISS

Vamos dar um salto para o fatídico dia 27 de janeiro de 2013. Na madrugada daquele dia, centenas de jovens se divertiam na Boate Kiss, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Por volta das 2h30 h durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, a segunda banda a se apresentar na noite, o irresponsável vocalista da banda resolveu detonar um sinalizador de uso externo no interior da boate.
O teto revestido por material inflamável pegou fogo e em cerca de três minutos uma fumaça espessa se espalhou por toda a boate. Numa ação criminosa, os seguranças não permitiram inicialmente que as pessoas saíssem pela única porta do local, por acharem que se tratava de uma briga, e que as pessoas estavam saindo sem pagar. Foram 242 mortos.
Seis anos se passaram e não tem ninguém na cadeia. Não houve sequer a responsabilização do Corpo de Bombeiros local, que era responsável pela vistoria de segurança e emissão do certificado de conformidade, sendo que a casa não tinha saída de emergência e havia materiais inflamáveis por todos os lados.
Quem pagou por isso até agora? As 242 vítimas e mais as 242 famílias que, passados seis anos da tragédia, continuam de luto, não viram a justiça ser feita e muito provavelmente não verão.
MARIANA

Na tarde de 5 de novembro de 2015 no subdistrito de Bento Rodrigues, a 35 km do centro do município de Mariana-MG, um estrondo é ouvido. A barragem do Fundão, construída para acomodar rejeitos tóxicos se rompeu, e um verdadeiro tsunami de lama invadiu o pequeno lugarejo, levando tudo o que estava em seu caminho. Foi uma tragédia de proporções monumentais, com um impacto ambiental ainda impossível de ser calculado, e que causou a morte de 19 pessoas.
O Ministério Público de Minas Gerais havia sido contrário à renovação da licença de funcionamento da barragem, tendo solicitado a realização de análise de ruptura e um plano de contingência para o caso de riscos ou acidentes. A barragem já apresentava riscos e no entanto funcionava normalmente graças a alvarás concedidos sabe-se lá por quanto. Houve negligência, sabe-se nomes e funções, mas ninguém foi responsabilizado criminalmente até hoje e ninguém foi punido. Quem pagou? 19 pessoas... com a vida.
CICLOVIA TIM MAIA



Construída para ligar a praia do Leblon a São Conrado e margeando a encosta da Avenida Niemeyer, a ciclovia Tim Maia havia sido inaugurada em janeiro de 2016. Apenas três meses após a sua inauguração, no dia 21 de abril, uma onda mais forte – devido a uma ressaca - atinge parte da ciclovia e 20 metros da sua estrutura desmoronam.
A construção tinha várias falhas no seu projeto e na sua construção. Os cálculos não levavam em conta a possibilidade de uma ressaca e os efeitos de uma onda mais forte sobre a estrutura da ciclovia, cujo piso era apenas assentado sobre as colunas de sustentação. Duas pessoas morreram. Três anos se passaram e ninguém sofreu qualquer punição.
BRUMADINHO



No dia 25 de janeiro de 2019 a certeza da impunidade, a irresponsabilidade técnica e a benevolência do governo em conceder autorizações causaram aquele que é considerado o maior desastre com rejeitos de mineração no Brasil. Repetindo Mariana, só que em proporções muito maiores. a barragem de rejeitos localizada em Brumadinho-MG se rompe resultando em um desastre com mais de 160 mortos confirmados (até agora) e 200 desaparecidos.
Classificada como de "baixo risco" e "alto potencial de danos", era controlada pela Vale S.A – mesma empresa responsável pela barragem de Mariana.
A única certeza que temos até agora é que ninguém será punido.
NINHO DO URUBU



No último dia 8 de fevereiro o Brasil acordou com a notícia de mais uma tragédia. Um incêndio causado por um curto-circuito no ar condicionado de um dormitório ceifou a vida de dez crianças cheias de sonhos.
O local não possuía alvará de funcionamento, quem deveria fazer um laudo técnico de segurança não fez, quem deveria fiscalizar não fiscalizou, quem deveria interditar a área não interditou e o local funcionava normalmente, à parte da legalidade.
Mais uma vez, quem será responsabilizado? Ninguém. O caso não passará de homenagens aos mortos e em pouco tempo será apenas uma história a ser lembrada.
A PIOR DE TODAS AS TRAGÉDIAS
Todas esses mortos foram vítimas daquela que eu chamo de "mãe de todas as tragédias", e que é a nossa justiça. Essa mesma justiça que com seus códigos carregados de erudições e pouca objetividade garante infindáveis recursos, cometendo a negligência de permitir a impunidade.
Leis ultrapassadas, cheias de brechas e permissivas em excesso pelos infindáveis recursos, traduzem na sua linguagem pomposa e rebuscada que as únicas sentenças advindas da sua morosidade e ineficiência são aquelas que condenam as vítimas ao esquecimento ou que precificam cada corpo.
E é justamente por isso que vamos continuar acordando escandalizados pelas tragédias, que vão continuar acontecendo pela omissão da justiça, que por sua inoperância faz e sempre fez cara de paisagem diante das perdas de vidas humanas, e tem em suas mãos o sangue de todas essas vítimas, por ter garantido a impunidade e até a fuga dos culpados, abençoando as negligências em vez de punir exemplarmente os responsáveis.
Aqui Juízes se sentam sobre processos que se arrastam até a prescrição ou são cooptados por aqueles que deveriam perder a liberdade. Na concepção da Justiça brasileira, apenas valorar monetariamente os corpos e forçar as indenização das famílias parece ser suficiente. Não é. O dinheiro não é suficiente para trazer a sensação de que a Justiça foi feita e muito menos tem qualquer caráter didático que venha a prevenir o acontecimento de outras tragédias e mais perdas de vidas.
Todavia, o sangue dessa gente também respinga em nós. Esquecemos que a Justiça deve ser feita para dar ordenamento a uma sociedade e não para ser propriedade e poder absoluto daqueles que a operam, e cuja manipulação muitas vezes se faz com descaso e apartada de qualquer humanidade.
Abaixamos a cabeça para os "intocáveis de toga donatários incontestes de toda a verdade" e adotamos uma conduta cordata diante de discrepâncias como os recursos dos recursos dos recursos, em vez de pressionarmos fortemente os legisladores para que promovam as mudanças necessárias nas Leis, e também aos operadores para que apliquem essas Leis de acordo com a lógica e com o rigor que se espera.
Mas o que esperar de uma Justiça que nada de braçada no corporativismo e que pune o Juiz que erra com o prêmio de uma aposentadoria compulsória e salário integral?
O que nos falta: Dura Lex Sed Lex. Centenas de mortos e ninguém preso. Experimente estar desempregado e atrasar 3 meses de pensão alimentícia, e verá o quanto a Justiça é implacável, na forma de um Oficial de Justiça batendo em sua porta...

artigo de Marcelo Rates Quaranta, articulista
via Jornal da Cidade