terça-feira, 16 de abril de 2019

Com apenas duas frases, Procurador da Lava Jato detona a censura do STF

O Procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que se notabilizou por sua atuação na Operação Lava Jato, atualmente aposentado, mas sempre atuante nas redes sociais, detonou com o Supremo Tribunal Federal (STF) e a absurda censura imposta a Revista Crusoé.
Carlos Fernando postou duas frases, apenas isso, mas de fortíssimo conteúdo.
Veja abaixo:
“A reportagem da Crusoé foi censurada ADMINISTRATIVAMENTE, ao estilo DOPS, pois não foi sequer feito em um processo regular.”


“O STF viola o estado de direito ao conduzir um inquérito para investigar o que não é crime e para censurar a imprensa.”


O STF entrou num caminho tortuoso, afrontando o direito na tentativa de fazer prevalecer a força.
fonte: Jornal da Cidade Online

domingo, 14 de abril de 2019

Ciro, o debilóide inimputável

Declaração do candidato derrotado à Presidência da República Ciro Gomes na última quinta-feira (11), sobre a proposta do governo Jair Bolsonaro de dar autonomia ao Banco Central.
"Isso acontecendo, é daqueles casos de ir para a rua e quebrar tudo. Afirmo com toda serenidade”.
Na sequência, o próprio Ciro confessou que não conhecia o projeto e que ainda iria lê-lo.
Não é a primeira vez que Ciro Gomes faz declarações irresponsáveis e criminosas.
Algo profundamente lamentável e extremamente temerário.
Na sua pequenez é a maneira que encontra para aparecer e ganhar manchetes de jornais.
Fala em “serenidade”, mas conclama às pessoas para o crime: “ir para a rua e quebrar tudo”.
Ademais, o projeto que esse pulha e leviano não leu, resume-se a considerar um mandato fixo para o presidente do Banco Central, exatamente como funciona em quase todo o mundo.
Até quando políticos como esse sujeito continuarão a falar o que bem entendem, sem serem responsabilizados?
texto de Lívia Martins, articulista e repórter
(via Jornal da Cidade Online)

José Dirceu, a cabeça da serpente, volta para a Papuda no próximo mês

Inteligente, frio, calculista, meticuloso, disciplinado, culto, treinado, discreto, articulado, organizado, vaidoso, ambicioso.
O mais importante, lúcido e preparado líder do PT vai ser preso definitivamente. 30 anos.
Ele, mais do que qualquer outro, é o mentor intelectual e executor do plano detalhadamente planejado de aparelhar o Estado brasileiro e usurpá-lo para construir uma fina e capilarizada estrutura de poder para implantar uma doutrina radical de esquerda na América Latina a partir do Brasil.
Foi pego e derrubado no último degrau da escada que construiu milímetro a milímetro.
Nunca omitiu seus ideais ideológicos. É um guerreiro que não transige nas suas ideias e não tem limites para alcançar seus objetivos.
Não teve escrúpulos para tentar implantar a revolução na qual acredita, pelo meio mais torpe e vil que lhe sobrou: o aparelhamento do Estado para roubar.
Muitos dos seus seguidores, e outros ingênuos e bobos alegres, seguiram-lhe os passos para encher as burras.
Dirceu não roubou só para si. Roubou para corromper outros. É o eixo de todo o mal que está aí e que movimenta muitas engrenagens marginais que ainda vão aparecer. Coisas muito sérias ainda precisam vir e virão à tona. Armas...Drogas...
Sua prisão definitiva é muito mais significativa e importante que a prisão de Lula. José Dirceu é o “capo”. Ele é o verdadeiro líder. O comandante em chefe.
Sua saída de cena desestrutura a pior esquerda que existe: aquela que não mede esforços, nem consequências para tentar dominar.
Não há - e nunca houve - outra inteligência sequer comparável à de Dirceu na esquerda brasileira.
Zé Dirceu representa o que há de mais sofisticado na esquerda e o que há de pior para o país.
Por mais duro que - humanamente isso possa parecer - foi mandado para o lugar certo. Não por ser comunista radical. Eu tenho respeito pela sua clareza ideológica! Mas por ser um ladrão perigoso, atrevido e reincidente. E isso eu não posso respeitar!
E, por mais doloroso que seja admitir, o Roberto Jeferson tinha razão...
texto de Luiz Carlos Nemetz, Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia.
via Jornal da Cidade Online

Crivella não recua, vai ao ataque e em “Nota de Repúdio” destrói a Rede Globo

Sem recuo, com ‘sangue nos olhos’, o prefeito do Rio de Janeiro partiu para o enfrentamento, franco e direto contra a Rede Globo.
O desespero definitivamente tomou conta da emissora. As benesses de outrora, as verbas bilionárias de publicidade não existem mais. A fonte secou.
A solução encontrada é atacar. Crivella não se intimidou.
Veja abaixo o forte teor da Nota de Repúdio emitida:
1) De forma desrespeitosa, os jornalistas da TV Globo têm dirigido perguntas ao prefeito Marcelo Crivella, na tentativa de pôr na boca do prefeito declarações que não foram feitas pelo alcaide;
2) A TV Globo tem faltado ao respeito com milhões de cidadãos cariocas, que passam horas do dia assistindo a um simulacro das ações do governo municipal, que sozinho luta para recuperar a infraestrutura de uma cidade que há décadas não recebe investimentos suficientes;
3) É importante destacar que os milhões de reais que a TV Globo recebeu de publicidade para divulgar ações marqueteiras da gestão anterior seriam mais do que suficientes para concluir as obras nas 31 comunidades, paralisadas ainda na gestão passada;
4) A verdade é que as Organizações Globo têm sangue nas mãos. Os mais de R$ 170 milhões recebidos da gestão passada, para divulgar o “Sonho Olímpico”, poderiam ter salvado vidas de pessoas que, lamentavelmente, nos deixaram, por falta de recursos que hoje não temos;
5) Esses mesmos inquisidores (que não podem ser chamados de jornalistas), que hoje se arvoram em condenar uma administração que herdou uma cidade quebrada, não viram os desmandos de anos que levaram o Estado e a Cidade do Rio à bancarrota?
6) O Rio estava com suas contas comprometidas, desde 2016, como mostra o extenso voto do conselheiro do TCM, Ivan Moreira. Em sua exposição, “destacou pontos frágeis como a municipalização dos hospitais Rocha Faria e Alberto Schweitzer, que contribuiu sobremaneira para o déficit orçamentário verificado; a não adoção de ações sanativas para a situação do Funprevi; e os cancelamentos de empenhos, entre outros”, está escrito no site do TCM;
7) E sabe por que os jornalistas das Organizações Globo não viram isso? Porque muitos deles recebiam polpudas remunerações por palestras encomendadas pelo ex-presidiário Orlando Diniz, ex-presidente da Fecomércio-RJ e que hoje tem que explicar os desvios de milhões de reais;
8) Matéria do site “Intercept”, de 9/11/2017, traz a lista de alguns desses valorosos e independentes jornalistas. Detalhe: alguns são apresentadores de Telejornais da TV Globo e que hoje cobram do prefeito Marcelo Crivella a aplicação de recursos. Caso consciências tivessem, devolveriam esse dinheiro aos cofres do Sistema S, que vive de subsídios que fazem falta aos gestores públicos;
9) Esse linchamento público voltou a acontecer na quinta-feira (11). Em entrevista coletiva, no Palácio da Cidade, o prefeito falava sobre as medidas já tomadas para trazer o município, em especial na área de trânsito, ao seu ritmo normal. De forma imperial, a repórter tratou o prefeito como se este estivesse em um tribunal e não numa entrevista coletiva. Vejam a batalha:
Repórter: Agora prefeito a cidade está parada ainda…
PREFEITO: não, não está parada…
Repórter: esperando para retomar, as pessoas estão demorando para chegar…
PREFEITO: não, não, não…
Repórter: Tem sete pontos de interdição ainda
PREFEITO: começa a sair, como se fosse encerrar a coletiva “Obrigado, obrigado”
Repórter: As pessoas têm realmente pressa de chegar…
PREFEITO volta: É impressionante como a Rede Globo faz campanha contra mim, não é contra mim não. A cidade não está parada, a cidade está se movimentando, a única cidade…
Repórter interrompe: Prefeito, desculpa, as pessoas têm pressa para retomar suas vidas…
PREFEITO tenta continuar: “A única, a única…
Repórter insiste: O senhor me permite
PREFEITO: Eu vou permitir. Mas é impressionante, é impressionante como vocês fazem oposição, não a mim, mas ao Rio de Janeiro…
Repórter: Prefeito, o senhor está enganado (interrompe de novo)…
PREFEITO: Não estou enganado não…
Repórter: Nós estamos reproduzindo o que as pessoas estão encaminhando pra gente. O senhor me permite…
PREFEITO: Você acabou de fazer a pergunta? Eu quero saber, se você acabou de fazer a sua pergunta?
Repórter: Sim, a minha pergunta é essa: o senhor não acha que tem uma demora?
PREFEITO: Quer fazer outra? Eu posso responder? É impressionante como a Rede Globo de televisão é absolutamente contra a cidade do Rio de Janeiro. É a televisão que anuncia o tempo todo os problemas do Rio, que faz drama sobre coisas corriqueiras que acontecem na nossa vida desde que eu nasci aqui (falando sobre a retomada do ritmo da cidade).
Repórter: O senhor acha que o que aconteceu foi um drama corriqueiro? Perdão prefeito, o senhor acha que o que aconteceu, a pior chuva em 22 anos, foi um drama corriqueiro?
PREFEITO: A cidade do Rio de Janeiro, a cidade do Rio de Janeiro…
Repórter insiste: dez pessoas mortas?
PREFEITO: Não, não, não, não vou falar com você, me dá licença, é um direito que eu tenho. A cidade do Rio de Janeiro, desde a minha infância, sofre problemas no trânsito. Esses que eu disse são corriqueiros. São problemas que a gente enfrenta porque temos dificuldades com a nossa topografia. Nós somos uma cidade com muitas montanhas, com muitos túneis, com vias estreitas e temos sim problemas com o trânsito. É claro que os desabamentos, que nós já temos uma Geo-Rio de 50 anos, procuramos evitar, mas nem sempre conseguimos. Lamentamos profundamente nossas tragédias. Agora é preciso aprender com elas e não fazer campanha política, não fazer exploração, o que a Globo quer é dinheiro na sua propaganda, o que ela quer é que a gente faça uma festa no carnaval e ela possa vender R$ 240 milhões com a Prefeitura pagando todo o carnaval. Isso está errado. Então, o que elas fazem é chantagem, é chantagem, isso não tem nada a ver com interesse da cidade. E seguramente não vão colocar isso no ar.
10) Não vamos ceder a pressões financeiras de um grupo de mídia que insiste em editorializar a cobertura sobre as chuvas, deixando de lado a prestação de serviço público, informação e orientação à uma população tão sofrida como a carioca.
(As informações são do Jornal da Cidade online)

Dona Aparecida, a avó de Michelle, e a perversa canalhice da Revista Veja

A onda de ataques contra o atual Presidente da República tem alcançado um patamar de absoluta crueldade, algo realmente indescritível e nojento.
A dor que a mídia tradicional está sentindo com a perda da mamata de outrora, com o fim das polpudas verbas publicitária, faz destilar ódio todos os dias. Contra o presidente, os seus filhos e agora, contra a primeira dama, buscando para tanto, sabe-se lá em que contexto, uma conversa cheia de más intenções entre um repórter aético e uma velhinha de quase 80 anos, analfabeta, avó de Michelle.
Nunca foi negada a origem humilde de Michelle. Família bem pobre. Fato que a reportagem só confirma.
Ruidosamente, tentam transformar Michelle numa megera.
Porém, as contradições da reportagem demonstram a ‘sacanagem’, o jornalismo picareta, onde a ausência do ‘jabá’ leva ao ataque difamatório, sem qualquer propósito e sem nexo.
Puro sensacionalismo maldoso e inconsequente.
Diz o repórter:
“Faz mais de seis anos que ela não vê a neta que ajudou a criar”.
Ora, Michelle até o final do ano passado morava no Rio de Janeiro.
Na sequência, a revista descreve a rotina da velhinha, cardíaca e portadora do mal de Parkinsson, para alfinetar:
“Passados três meses de governo, ela não recebeu convite para uma visita ao Palácio da Alvorada, a residência oficial, que fica a apenas 40 quilômetros da favela.”
E opinar maliciosamente:
“A neta agora famosa, o presidente da República e a pobreza são assuntos que parecem despertar sentimentos conflitantes em dona Aparecida.”
E ai soltam uma declaração da vovó, que notadamente revela uma preocupação natural de uma pessoa humilde, tratada pela revista com absoluta maldade:
“Além disso, se eu chegar assim (diz apontando para as próprias roupas), posso ser destratada, e isso vai me magoar. Eu não tenho roupa, sapato, nada disso, para frequentar esses lugares”.
É o jornalismo promíscuo, sem noção, desrespeitoso. Não com Michelle, mas com a velhinha, usada covardemente para um ataque sórdido.
Termino com o meu testemunho pessoal. Minha avó, nascida e criada na Liberdade, um dos maiores e mais violentos bairros de Salvador (BA), atualmente com a idade bem próxima da avó de Michelle, não deixa o bairro de jeito nenhum. Já teve diversas oportunidades de sair, mas, segundo ela, é lá que estão os seus amigos, as suas lembranças e a sua vida. É lá que ele quer viver o resto de seus dias e ser enterrada.
São mistérios da vida humana que um repórter insensível como esse da Veja, jamais será capaz de compreender.
texto de Otto Dantas, articulista e repórter
(via Jornal da Cidade online)

O fim dos “conselhos” onde prevalecia o sistema de “boquinha" para a “cumpanherada”

O governo juntou vários "conselhos" (que serviam como local de empregar os companheiros de campanha) e enxugou mais de 700 destes puxadinhos.
Resultado? A mídia espalhou que o "Conselho de crianças com deficiência foi extinto porque Bolsonaro não tem um deficiente em casa e não se importa!"
Ora, de todas as primeiras damas que tivemos, essa é a que mais se importa com a causa, inclusive, pela primeira vez, teremos pessoas com deficiência auditiva e visual, trabalhando nas pastas que cuidam de pessoas com deficiência auditiva e visual!
Não é interessante?
Assim como teremos índios cuidando da questão indígena! Não é fantástico?
Por que não fizeram isso antes?
Porque tinham que dar empregos pra "cumpanherada" e nessa hora, deficiente e índios "só ocupam vagas".
Tiveram 16 anos para resolver e não mexeram um dedo, só deram emprego e mais emprego para os companheiros.
Acabou o poder, acabou o dinheiro, perdeu o emprego.
É assim que funciona nas prefeituras também.
Por que seria diferente com o governo federal?

texto de Raquel Brugnera, Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político - Universidade Estácio de Sá - RJ.  

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sexta-feira, 12 de abril de 2019

O ocaso de Dirceu

A volta de José Dirceu à prisão é iminente, diz a Crusoé.

Em breve, ele será recolhido à penitenciária da Papuda, onde já esteve por uma longa temporada. O retorno ao cárcere se dará provavelmente em maio, quando o TRF-4 julgará seu último recurso em uma ação da Lava Jato na qual ele é acusado de receber 2,1 milhões de reais em propinas decorrentes de um contrato da Petrobras com uma fornecedora de tubos.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

A ousadia do irreverente Rodrigo Maia

Conta à fábula, que uma grande comunidade de ratos vivia tranquila e se reproduziam rapidamente num velho armazém. Por mais que seu proprietário tentasse envenená-los, não conseguia. Ratoeiras? Nem pensar, cardápio diferente. Era melhor continuarem nos grãos. Até que cansando, o dono do depósito resolveu botar um gato. Na primeira noite, três vítimas. Durante o dia ou a qualquer hora, o gato atento, mesmo dispensando refeição extra, matava-os por instinto predatório. Em uma semana, as baixas foram grandes. Os ratos acuados se reuniram para discutirem o destino da comunidade. Surgiu a ideia de botar um chocalho no gato, pois ao andar, com o som do chocalho, eles localizariam onde estava o bichano. Todos concordaram. Então veio à pergunta irrespondível: quem vai botar o chocalho no gato? Não apareceu o voluntário.


No sábado (17.03.2019), um dia antes de o presidente Bolsonaro viajar para os Estados Unidos, o irreverente Rodrigo Maia convidou-o para um churrasco íntimo em sua casa, onde discutiriam "minúcias" sobre a reforma da Previdência. No encontro, apenas ele, o ministro Onyx Lorenzoni e o convidado (Jair Bolsonaro). Desconfiado da cortesia e conhecedor da "malandragem carioca", o presidente foi. Mas, levou consigo 17 convidados. Dentre eles, alguns generais, o ministro Heleno do Gabinete de Segurança Institucional. Para surpresa de todos, quem estava lá era o Ministro Dias Toffoli, presidente do STF, David Alcolumbre (presidente do Senado) e seu ex-ministro da Casa Civil, Gustavo Bebianno (?).


A ousadia do destemido Rodrigo Maia, pressionado e instigado pelo famigerado "centrão", é de um afoito inominável. Ao lado de David Alcolumbre - presidente do Senado - "armaram" para tentar botar o chocalho no gato (Bolsonaro). Mas, para o bem geral da nação, o ímpeto foi abortado pelo excesso de testemunhas. A partir da "cabeça" do ministro Sérgio Moro, ocupação de cargos estratégicos (com dinheiro) pelo centrão; barrar pedidos de impeachment de ministros do STF; impedir instalação da lava-toga e fim da lava-jato, tudo seria discutido e pleiteado. Um registro fotográfico discreto seria providenciado, e espalhado nas redes sociais, fato que geraria suspeitas no eleitorado de Bolsonaro e em toda a sua equipe de abnegados da causa de mudar o país. A foto ainda foi feita e divulgada. Mas, não conseguiram esconder o Gen. Heleno, delegado Waldir, ministra Damares.


O "centrão" é um movimento de deputados federais suprapartidário, que surgiu das cinzas do "baixo clero" - aglomerado de parlamentares espertos - que elegeram em 2005 o pernambucano Severino Cavalcanti para presidência da câmara, uma candidatura avulsa, derrotando o pretendente do governo (PT) e adversários lançados por composições das grandes legendas de então, PMDB, PFL; PDT; PTB. Severino Cavalcanti durou pouco mais de 07 meses como presidente. Em manobras para abortar o mensalão, fazendo todo tipo de negociação espúria e trancando a pauta com o apoio da gang que o cercava, foi alvo do MPF em investigação destinada, onde descobriram um "mensalinho" pago a ele pelo concessionário que explorava os serviços de restaurante da câmara. Temendo ser cassado, renunciou a presidência e seu mandato.


A tática do centrão é levar o governo de plantão ao desgaste. Na medida em que o governo se impopulariza, cresce o centrão, passando a ocupar a explanada dos ministérios e negociando pessoalmente (deputado por deputado) votos para projetos que tragam benefícios diretos para o povo e o governo brasileiro. De bolsos cheios, renovam seus mandatos com folgas. Até as eleições de 2014, os campões de votos por estado, eram todos do centrão. O "baque" veio em 2018. Mas, com o aprofundamento da crise, a pressão do centrão empurra o presidente da câmara para chantagear o executivo até que ele ceda. O destempero do presidente Rodrigo Maia não é por acaso. Já disse que "a câmara não é cartório para registrar queixas do povo" (?). Depois disparou com outra: "a câmara e seus deputados são soberanos." Um internauta respondeu que "soberano" não se elege, já nasce soberano. O povo vota em representantes. Quarta-feira (20.03.2019) foi à vez de agredir e humilhar um dos nomes mais respeitados do país, o Juiz Sérgio Moro. "Ele é funcionário de Jair Bolsonaro. Está trocando as bolas, eu converso com o presidente". Ontem, quita-feira, veio à prisão de seu sogro, ex-governador do Rio Moreira Franco. Seus comparsas quiseram atribuir a uma retaliação corporativa do Juiz Marcelo Bretas, em defesa de Sérgio Moro. Rodrigo Maia conferiu que o mandado de prisão foi expedido um dia antes 19.03.2019.


Queiram ou não, para aprovar a reforma da Previdência, Bolsonaro terá que botar um "gato" (PF e lava-jato) na câmara. E Rodrigo Maia, se tiver juízo, renuncia imediatamente a presidência e seu mandato. Imagine se na busca e apreensão na casa de seu sogro, a PF tiver encontrado algo como "doação de campanha não declarada"


Júnior Gurgel - Jornalista político e memorialista

sábado, 23 de março de 2019

Zanin finalmente ganha uma ação em favor de Lula

Parece inacreditável, mas o advogado Cristiano Zanin conseguiu êxito numa ação em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A vitória inusitada do advogado abobalhado aconteceu na Comarca de São Bernardo do Campo (SP). A decisão é ainda de 1ª instância e, portanto, cabe recurso.

O embate foi contra o promotor de justiça Cássio Conserino, que foi condenado a pagar indenização de R$ 60 mil por danos morais a Lula, por chamá-lo de "encantador de burros" num post no Facebook.
Vale salientar, que o pedido inicial de Zanin era de uma indenização de R$ 1 milhão.
O promotor certamente irá recorrer.
da Redação

Fux: “Estou chocado com tamanha leviandade”

Luiz Fux está chocado com o vazamento para a Veja de uma denúncia contra ele.

Ele disse para a Folha de S. Paulo:

“Estou chocado com tamanha leviandade. Fica claro o desespero em querer ofender a honra e a dignidade de quem serve a nação.”

Ele disse também:

“Publicou-se apenas uma insinuação, um ataque a um ministro honrado e sem máculas. Ministro que continuará a apoiar os esforços da nação brasileira contra a corrupção, dentro da lei. E que continuará um defensor perpétuo da liberdade de imprensa, mesmo quando ela erra.”

Sobre a tal denúncia de Jacob Barata, de que um ex-assessor do ministro teria recebido propina, ele acrescentou:

“Ela se baseia não numa delação, mas numa proposta de delação, ainda não aceita, em que o que promete delatar diz que ouviu falar no pagamento de uma propina, mas não sabe de quanto e nem se ela foi efetivamente paga. A própria revista menciona que só examinei a matéria que afetava a entidade [Fetranspor] numa votação, segundo a revista, com ‘decisão totalmente previsível'”.

sexta-feira, 22 de março de 2019

É hora de interpretar o que representa a prisão de Michel Temer

Passada a euforia da prisão do ex-presidente Michel Temer, vamos interpretar esse acontecimento na "linha do tempo" do país.
O fato de que haverá manobras, principalmente por parte de Alexandre de Moraes no STF, que foi ministro e indicado de Temer; e de haver muitos outros a serem presos, não pode diminuir a importância dessa prisão e eu explico o motivo.
Não é só pelo caráter pedagógico da relação "castigo x recompensa" quando um homem tão rico e poderoso vai preso por ter lesado a pátria, tem outra questão que está no pano de fundo dessa prisão:
Se Temer foi preso, quer dizer que aquele "Grande Acordo Nacional com o Supremo e com tudo" que o Jucá falou na escuta telefônica, não tem mais força! Ele ruiu!
Se tivesse ainda a mesma força que derrubou Dilma, não conseguiriam prender Temer.
É uma questão óbvia!
E sabem quem interferiu drasticamente nesse plano dos políticos?
Você, os tios e tias do Whatsapp, a galera do "caixa 2 do Bolsonaro", todos que foram considerados robôs e hoje compõem a perigosa "milícia digital".
Quem votou 12, 13, 15, 18 ou 45 nas últimas eleições, votou a favor do "Grande Acordo Nacional"!
Só agora é que eles começam a entender que foram usados para defender bandeiras que eles não carregam. No mínimo, ingênuos.
Se não fosse a direita brasileira se organizar e eleger um certo capitão, que trouxe consigo vários militares e fortaleceu a Lava Jato, estaríamos assistindo a conclusão do acordo, que era: retiravam Dilma, colocavam Temer, terminavam com a Lava Jato, liberavam Lula dos inquéritos e "delimitavam onde está", dizia Jucá, se referindo a não terem mais denúncias contra político algum.
Entenderam agora?
Até quem é de esquerda deveria agradecer a direita que se organizou e interferiu na história do país. Quando o acordo foi pensado, eles não imaginavam que o povo iria fazer o que fez nas últimas eleições, eles esperavam a boa e velha disputa de PT x PSDB e ficaria tudo em casa.
Quem é contra tudo aquilo que está sendo expurgado de Brasília, são aqueles que arriscaram mudar radicalmente a direção do país e votaram 17 (mesmo desconfiados).
Quem votou em outra coligação votou pelo continuísmo.
Todos os outros faziam parte do "acordo", por isso queriam Lula livre e Bolsonaro morto.

texto de Raquel Brugnera

E agora, Marcela?

Confesso que, como todo bom brasileiro, engabelado por uma imprensa leniente e conivente com a bandidagem política, tive uma pontinha de esperança quando Temer assumiu a presidência em agosto de 2016.
Naturalmente, todos deduzimos que nada poderia ser pior do que Dilma Rousseff.
Isso era praticamente impossível, graças aos ‘dotes’ inimagináveis do poste de Lula da Silva agarrado ao poder com unhas e dentes.
Mas, passados poucos meses, Michel Temer conseguiu superar em incompetência e sacanagem o insuperável.
Nem a presença da bela Marcelinha ao seu lado conseguia disfarçar as estripulias do negociador de porão que era Temer.
Casos como a dinheirama que despejou na tentativa de comprar políticos para aprovar sua falida reforma da previdência ou das reuniões secretas para conspirar com os brothers Ley, Joesley e Wesley, pipocaram na imprensa.
Os processos e inquéritos contra Temer foram se acumulando, revelados pela Lava Jato.
Hoje são dez processos por corrupção, improbidade administrativa, e outros do mesmo naipe.
Nesta quinta-feira (21), finalmente, para alívio dos brasileiros o juiz Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, mandou para a cadeia o ex-presidente.
A prisão é relativa ao recebimento de propina nas obras da Usina Nuclear de Angra 3, uma das muitas maracutaias do indivíduo.
Junto com ele, mais um notório punguista politico: Moreira Franco, homem de confiança do chefão.
No total,10 presos, contando com a arraia miúda, especialmente empresários que participavam do esquema.
A prisão de temer é preventiva, sem data para liberação.
O MDB, talvez o partido mais corrupto do planeta (ou seria o PT?), esperneou.
O Brasil, assim, vai conseguindo um surpreendente recorde mundial: dois ex-presidentes em cana em pouco mais de um ano.
Claro que poderíamos querer mais, se pensarmos em justiça.
Falta a obscura catadora de vento Dilma Rousseff.
Ou o conspirador Fernando Henrique, que queria a todo custo transformar o Brasil em Venezuela e engabelou toda a nação com sua fala mansa.
Mas, por ora, é suficiente.
Temer na cadeia é um grande passo em direção ao cumprimento da justiça.
E uma resposta da Lava Jato aos Rodrigo Maia e ministros do STF que acreditam que podem destruí-la.
Não podem.
A Lava Jato é dos brasileiros de verdade.
E agora, Marcela?
texto de Marco Angeli Full
no Jornal da Cidade

quinta-feira, 21 de março de 2019

Temer está preso em sala com cama improvisada

Surpreendidos com a decisão de Marcelo Bretas, que determinou que Michel Temer fique preso na PF do Rio, os policiais federais improvisaram uma sala no terceiro andar do prédio para acomodar o ex-presidente, relata O Globo.

Temer foi levado para uma sala padrão ocupada pelo corregedor-geral da PF do Rio, uma das poucas no edifício que têm banheiro privativo, ar-condicionado e frigobar. Uma cama foi providenciada às pressas.

O ex-presidente, descrito como “bastante abatido”, não quis jantar. Disse aos policiais que estava sem fome.

Ibope é desmascarado em pesquisa sobre o percentual de aprovação de Bolsonaro

A pergunta é: quem acredita no Ibope?
Parece que a resposta é: somente a mídia tradicional, notadamente a Rede Globo, registra o Jornal da Cidade.
A mais recente pesquisa do Ibope aponta que o presidente Jair Bolsonaro caiu 15 pontos percentuais em seus índices de aprovação.
O resultado causou estranheza, pois não é o que se vê nas ruas, nas redes sociais e nas manifestações espontâneas da população.
Pois é, o Ibope não aprendeu a lição das urnas de 2018 e prossegue com suas malfadadas amostragens.
Esta última, um hora após ser divulgada, já foi categoricamente desmentida pelo RealTime Big Data, que, diga-se de passagem, teve um desempenho muito melhor do que o Ibope no pleito que elegeu o atual presidente.

terça-feira, 19 de março de 2019

“Um ministro do Supremo tem mais poder sozinho do que o Congresso inteiro”

Ivar Hartmann, da FGV, defendeu a CPI da Lava Toga.

Ele disse para o Valor:

“Eu prefiro que essa CPI ocorra, porque hoje um ministro do Supremo, infelizmente, tem mais poder sozinho do que o Congresso inteiro.”

Ele disse também:

“Se uma CPI, mesmo a versão ruim dela, acabar em pizza, ainda assim acho que a existência dela vai colaborar um pouco para tentarmos voltar a uma situação de equilíbrio institucional (…). O Senado é o único órgão capaz de colocar em xeque a conduta de um ministro do Supremo”.

segunda-feira, 18 de março de 2019

Dilma gasta mais do que todos os ex-presidentes juntos

Dilma Rousseff, em 2018, torrou 632,2 mil reais para pagar diárias e passagens de seus assessores.

Segundo o Estadão, ela gastou mais do que todos os ex-presidentes somados: José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso e o presidiário Lula.

FHC foi o mais parcimonioso: ele custou apenas 41 mil reais para os cofres públicos.

Estou desolada com a decisão do Supremo

Lamentavelmente eles prepararam um enterro de luxo para a Lava Jato, em diabólica armação, ao que tudo indica saída da mente brilhante de Gilmar Mendes.
O mais grave é que eles sabem perfeitamente que a Justiça Eleitoral não está preparada para atender ao que eles determinaram.
Os juizes eleitorais são juizes emprestados da Justiça Comum, com mandato de dois anos e portanto sem as garantias que dão ao magistrado independência. Eles são escolhidos pelo Tribunal de Justiça, e percebem uma polpuda gratificação que hoje está na faixa de oito mil reais mensal, pois o jeton por sessão é de R$ 914,13 e o número de sessões é de, no mínimo, de 8 sessões. Essa gratificação não está sujeita a imposto de renda e se agrega integral à remuneração do magistrado. O jeton e o prestigio curricular faz com que as indicações sejam altamente cobiçadas e sempre acompanhadas de forte interferência política.
O mesmo ocorre nos Tribunais Regionais Eleitorais, formado de desembargadores e advogados escolhidos por critério meramente político, o que se repete na escolha dos ministros representantes do quinto constitucional no Tribunal Superior Eleitoral.
A sistemática, portanto, retira do juiz eleitoral as garantias da inamovibilidade e da irredutibilidade de vencimentos.
Portanto, nào se diga apenas que falta estrutura burocrãtics para atuar a Justiça Eleitoral na apuração de complexos processos de corrupção de políticos, enfrentando os mais hábeis e enturmados advogados, regiamente pagos. A falta de estrutura é uma dificuldade contornável, mas a falta de garantia dos magistrados eleitorais é incontornável e os torna vulneráveis.
A decisão do Supremo foi premeditadamente preparada para acabar com a Lava Jato, repito.
Primeiro veio a portaria do Presidente da Corte, sem limites objetivos ou subjetivos, como instrumento de intimidação, adredemente concebida como mordaça Depois partiram para a desconstrução de uma Operação que só fez enaltecer o Judiciário Brasileiro e pela primeira vez na história desse país chegou até os corruptos de colarinho branco e parlamentares.
O enterro foi arquitetado com esmero e já antecipando o alcance já indicam alguns ministros a possibilidade de ser dado efeito retroativo e assim anular muitas das condenações da Lava Jato, ou seja um apagar quase tudo para começar de novo.
Mas não é só. Pela forte manifestação de Gilmar foi dado inicio à desconstrução da reputação dos investigadores, tal como aconteceu na Itália com a Operação Mãos Limpas. Só nos falta, agora, saber quem será o nosso Berlusconi.

texto de Eliana Calmon, Ministra do STJ de 1999 a 2013

O PAU DE ARARA MIDIÁTICO

Três ministros conservadores, saídos do gueto onde conservadores e liberais estiveram durante mais de três décadas, estão na alça da mira da extrema imprensa, engenhoca audiovisual para propagar as ideias “progressistas”. Ela suporta até os militares, digere o Paulo Guedes, mas tem alergia às posições de Ricardo Vélez, Ernesto Araújo e Damares Alves. Ouvi-los lhes causa rinite, asma, edema de glote. O menor movimento de qualquer deles é imediatamente submetido a um pau de arara midiático diante do qual a mais deliciosa limonada confessa ser limão azedo. E tudo é feito para derrubá-los.
Seus detratores se apresentam como progressistas, apesar do atraso obtido das ideias que defendem. Malgrado os ínfimos resultados educacionais e culturais entregues, dizem-se paladinos das liberdades que, sem as naturais amarras da responsabilidade, fariam explodir a criatividade. Aliás, proclamam defender a liberdade de expressão, mas seus seguidores correm a grito ou a pau toda divergência, segregam autores liberais e conservadores, tomam as salas de aula como cosa nostra e arrasam os índices educacionais do país. Queixam-se do caráter ideológico dos três ministros em questão, como se o governo petista, pelo viés oposto, fosse uma referência cívica de isenção política e conduta republicana e não dedicasse especial estima e muito dinheiro nosso às ditaduras esquerdistas do planeta. Durante os anos divididos entre o tucanato e o petismo, conservadores e liberais não chegavam nem perto da porta do gabinete do sub do sub.
No vastíssimo conjunto das grandes realizações decorrentes desse conluio entre a esquerda política e a extrema imprensa, se inclui parcela imensa das jovens brasileiras levadas a crer que a vida seja uma novela da Globo, onde a libertinagem é o único viés da liberdade, num BBB ao vivo, sem paredão nem assinatura. Chamam também a isso “empoderamento feminino”, que se soma ao “empoderamento LGBT” e ao domínio da linguagem para produzir, em proporções demográficas, homens que desconhecem seu papel na sociedade, procriadores irresponsáveis, reincidentes em sucessivos crimes de abandono de menor.
Trinta milhões de mulheres são chefes de família e onze milhões são chefes de família sem cônjuge no Brasil! Este último número é assustador quando pensamos na situação de milhões de crianças e adolescentes cuja formação e desenvolvimento se processa sem uma presença masculina ciente de seus deveres e responsabilidades (1). O número se amplia quando - ao crime de abandono formal, escancarado, do pai que sai de casa, ou nela sequer entrou - se somam os muitos crimes de abandono cometidos por pais que, mesmo coabitando com os filhos, se fazem ausentes embora presentes.
O primeiro crime praticado contra o menino Bernardo, foi o de abandono pelo pai. Anos de abandono! O homicídio veio depois, com autores e culpas a serem definidos por júri popular. Mas o pai cometeu o primeiro delito contra aquela criança. E ele se repete país afora, também em proporções demográficas, tendo como consequência frequente o recrutamento pelo crime organizado de tantos menores submetidos a essa situação. E há quem não veja as causas; e há quem considere este texto “quadrado”; e há quem deseje que tudo fique como está, produzindo mais e mais frutos dessa venenosa árvore cultural porque “família já era”. À sombra dessa exótica planta, a pena imposta a quem maltrata um animal é maior do que a aplicável a quem maltrata uma criança. Faz sentido. Após tanto progresso e tantas conquistas destes anos, faz sentido. Faz sentido que combatam os três ministros e seu presidente.
(1) É consenso nas escolas a conveniência de haver pelo menos um professor no corpo docente para que os alunos tenham essa referência masculina em um grupo sempre dominantemente feminino. 

artigo de Percival Puggina, membro da Academia Rio-Grandense de Letras, arquiteto, empresário, escritor e colunista de dezenas de jornais e sites no país.