sábado, 9 de dezembro de 2017

Rendimento médio de juízes está acima do teto em oito estados

Os juízes e desembargadores de oito estados do país tiveram remuneração média acima do teto constitucional de 33.700 reais – salário do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) – , segundo levantamento feito por VEJA com base em dados fornecidos nesta sexta-feira pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). De acordo com as planilhas mais recentes disponibilizadas pelo órgão, os juízes e desembargadores do Tribunal de Justiça de Rondônia lideram o ranking – receberam, em média, 48.500 reais em novembro.
No levantamento foram considerados apenas os valores líquidos, já com os descontos de Imposto de Renda, Previdência e retenção do excedente relativo constitucional (corte de verbas salariais que excedem o teto). Além da remuneração e abonos, os valores pagos englobam indenizações e benefícios como auxílio-moradia, auxílio-alimentação, diárias e ajudas de custo, que não se submetem ao texto remuneratório.
Por isso, há casos de pagamentos acima do limite previsto na Constituição, como o do desembargador Valter de Oliveira, lotado na 1ª Câmara Criminal, do TJ-RO. Em novembro, ele puxou para cima a média do tribunal com um contracheque de 227.000 reais — sendo 30.400 reais de salário e 124.480 reais em indenizações. O restante corresponde aos benefícios a que o magistrado tem direito.
Logo abaixo de Oliveira aparece o desembargador Roosevelt Queiroz Costa, da 2ª Câmara Especial. Ao todo, ele recebeu 182.900 reais em novembro — dos quais 30.400 reais são de salário e 124.400 reais a título de indenizações. Os outros 28.100 reais referem-se aos demais benefícios.

Outros estados

Em segundo lugar, segundo o levantamento com os dados do CNJ, aparecem os juízes de Mato Grosso do Sul, que, em média, ganharam 38.500 reais no mês de outubro. Magistrados de Minas Gerais figuram na terceira colocação, com remuneração média de 36.370 reais.
O Tribunal de Justiça de São Paulo, o maior do país, figura na quarta posição no levantamento. Na média, o magistrado paulista recebeu em 36.100 reais em outubro. Apesar da crise financeira que impediu ou atrasou o pagamento do funcionalismo público, o Rio de Janeiro pagou uma média de 33.900 reais a seus juízes e desembargadores em novembro.
Até a publicação desta reportagem, os rendimentos líquidos dos tribunais de Justiça do Paraná, Amapá e Tocantins não estavam disponíveis no site do CNJ.

Cortes abertas

Tribunal de JustiçaRendimento médio
ACR$ 36.058,34
ALR$ 29.018,60
AMR$ 35.882,94
BAR$ 27.445,76
CER$ 25.362,54
DFR$ 27.700,30
ESR$ 21.119,37
GOR$ 34.293,53
MAR$ 28.798,80
MGR$ 36.379,35
MSR$ 38.514,87
MTR$ 29.619,54
PAR$ 22.044,95
PBR$ 25.768,98
PER$ 21.278,51
PIR$ 25.150,64
RJR$ 33.958,98
RNR$ 24.815,44
ROR$ 48.589,36
RRR$ 25.879,81
RSR$ 32.237,73
SCR$ 30.550,70
SER$ 27.062,83
SPR$ 36.162,67
Fonte: Conselho Nacional de Justiça. Dados mais recentes relativos a novembro ou outubro, a depender da corte. Informações não disponíveis para os TJs de Amapá, Tocantins e Paraná.

Previdência: Sem reforma haverá corte em salário, diz Temer

O presidente Michel Temer disse que se a reforma da Previdência não for feita neste momento será necessário reduzir benefícios e salários de funcionários públicos dentro de alguns anos. O alerta foi feito durante discurso a empresários da indústria de eletrônicos nesta sexta-feira, em São Paulo.

Temer falou das medidas tomadas pelo seu governo, como o teto de gastos públicos e a alteração no modelo do ensino médio, mas disse que considera duas reformas como prioritárias, a tributária e a da Previdência.
Segundo o presidente, a mudança na aposentadorias é a mais importante, para não haver  risco de paralisação do país e, se for postergada, haverá cortes em pagamentos. “Se não fizermos agora, em 2019, 2020, vamos ter uma reforma previdenciária radical, do tipo que aconteceu na Grécia e em Portugal, do tipo que foi preciso cortar as pensões em 20% ou 30%, os vencimentos dos servidores públicos em 20% ou 30%. Se nós fizemos agora, nós alongaremos o tempo para uma reforma mais radical”, disse.
Michel Temer também pediu ajuda dos empresários para convencer os deputados a votarem a favor da medida. “Nós temos que aproveitar essa onda positiva. E por isso, peço para que os senhores para se mobilizarem, não só os a Abinee, mas todos os empresários”, disse.

Votação

O governo busca apoio parlamentar para aprovar a Proposta da Emenda da Constituição (PEC) que muda as regras da Previdência no Plenário da Câmara antes do recesso, que começa no dia 23. A avaliação do Planalto é de que ainda não há a quantidade suficiente de votos (308). A data prevista atualmente é no dia 18, segundo o  líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
O governo federal já comprometeu 43 bilhões de reais, a serem gastos nos próximos anos, para aprovar a reforma da Previdência, segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo. A matéria precisa passar por dois turnos na Câmara, e outros dois no Senado.
Entretanto, apesar do esforço, o dinheiro ainda não foi suficiente para garantir uma base sólida que dê ao Planalto tranquilidade na contabilidade de votos a favor da medida. Até o momento, somente o PMDB e o PTB decidiram obrigar seus deputados a apoiar a proposta.

Exército destitui general de cargo por ter criticado Temer

O Exército pedirá ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, a destituição do general Antonio Hamilton Mourão do cargo de secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército depois que ele armou que o presidente Michel Temer faz do governo um “balcão de negócios” para se manter no poder.

Mourão vai ficar sem função à espera do tempo de ir para reserva em março de 2018. Para o lugar dele, o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, indicou o general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira. 

Em palestra a convite do grupo Terrorismo Nunca Mais (Ternuma), no Clube do Exército, em Brasília, na quinta-feira, o general Mourão elogiou a pré-candidatura presidencial do deputado e capitão da reserva do Exército Jair Bolsonaro (PSC-RJ). 

Também voltou a fazer uma defesa da intervenção militar como solução para a crise política no Brasil. “Não há dúvida que atualmente nós estamos vivendo a famosa Sarneyzação (em referência ao ex-presidente José Sarney). 

O nosso atual presidente vai aos trancos e barrancos buscando se equilibrar e mediante o balcão de negócios chegar ao final de seu mandato”, disse o general. 

Mourão se pronunciou sobre o assunto neste sábado, dia 9, e afirmou que suas declarações são mal interpretadas. O general ainda negou ter insinuado que o presidente Michel Temer praticou crimes. 

"Cada um interpreta da forma que melhor lhe provém. Há muito tempo qualquer coisa que eu falo é colocada como se fosse algo que vá derrubar o castelo de cartas no País. [...] É uma movimentação normal dentro do Exército. Meu comandante não me falou nada (sobre a palestra). Eu não fiz comentário a respeito do presidente. Eu apenas retratei cenários que estão sendo colocados hoje. Não chamei o presidente de corrupto, de ladrão nem de incompetente", disse. 

Segundo o oficial, o balcão de negócios é citado na imprensa diariamente. "É uma negociação política. Isso é o balcão de negócios. Eu falei que ele tem tentando aprovar em termos de emenda, de novas legislações, que ele tem que negociar dentro do Congresso. E obviamente que essas negociações às vezes são feitas de forma, digamos assim, mais explícita, e outras buscando administrar o que ele tem condições de administrar." 

Em setembro, Mourão falou três vezes na intervenção militar enquanto proferia uma palestra na Loja Maçônica Grande Oriente, também em Brasília: “Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”. 

Apesar da repercussão negativa, o ministro da Defesa e o comandante do Exército acertaram que não haveria punição ao oficial. No governo Dilma Rousseff, ele fez críticas à então presidente e perdeu o comando direto sobre tropas do Sul, passando a ocupar o cargo atual de secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército, de ordem administrativa. 

O militar foi questionado sobre o que o alto generalato pensavam sobre a pré-candidatura do deputado Bolsonaro. Mourão respondeu em sinal de apoio ao parlamentar, que saiu em sua defesa quando ele proferiu a palestra em setembro e escapou de punição. 

“O deputado Bolsonaro já é um homem testado, é um político com 30 anos de estrada, conhece a política. E é um homem que não tem telhado de vidro, não esteve metido aí nessas falcatruas e confusões. Agora, é uma realidade, já conversamos a esse respeito, ele tem uma posição muito boa nessas primeiras pesquisas que estão sendo feitas, ele terá que se cercar de uma equipe competente, ele terá que atacar esses problemas todos, não pode fazer as coisas de orelhada, e obviamente, nós seus companheiros dentro das Forças olhamos com muito bons olhos a candidatura”, declarou. 


Vocês conhecem este discurso

Cristina Kirchner classificou o pedido de prisão contra ela como “um absurdo”.

“Tudo isso que está acontecendo é um despropósito. Um verdadeiro excesso. Essas medidas não só violam o Estado de Direito, como buscam provocar danos a pessoas. Isso não tem nada a ver com a Justiça e com a democracia.”

O Clarín diz que é quase impossível o Senado autorizar a detenção da ex-presidente.

O deputado Lula

Segundo Roberto Pompeu de Toledo, da Veja, Lula vai acabar se candidatando a deputado federal, porque isso lhe garante quatro vantagens:

“(1) vitória certa;


(2) acréscimo, na esteira de uma gloriosa votação, de um reforço à bancada do PT;

(3) conquista de foro privilegiado;

(4) volta à estaca zero dos processos a que responde.”

Tite 2018

Tite disse à Veja:

“Somos favoritos. Tenho de saber absorver essa pressão, e os atletas também”.

Mesmo que o Brasil confirme seu favoritismo na Copa do Mundo, Tite não vai se candidatar a presidente da República:

“Nunca. Jamais deixarei o futebol. Não tenho essa pretensão. Como cidadão, espero que a política, que por vezes me envergonha, esteja um dia muito melhor do que está hoje. O país é muito maior que o futebol, que mexe com a emoção. A política mexe com o nosso futuro, o de nossos filhos”.

“Existem pessoas no Brasil que não querem se tornar honestas”

Luís Roberto Barroso, em Stanford, disse que o Brasil é dominado por corruptos.

O Globo reproduziu uma passagem de seu discurso:

“Pode parecer uma conspiração, mas há fotos, áudios, malas, os fatos.

A corrupção no Brasil não é resultado de falhas individuais. É um esquema profissional envolvendo a coleta e a distribuição de dinheiro roubado, envolvendo empresas privadas e estatais, políticos e homens de negócio.

Existem pessoas no Brasil que não querem se tornar honestas. E querem que o Brasil fique como está. E essas pessoas estão em todos os lugares, em lugares-chaves do governo, em diferentes braços do governo, na imprensa e lugares os menos esperados. É uma oligarquia que saqueia o Estado.”

Amigo do meu amigo

Lula foi eleito com os dólares de Muamar Kadafi.

A partir de 2007, segundo Antonio Palocci, ele passou a favorecer os negócios das empreiteiras do petrolão na Líbia.

Em seus anexos, diz a Veja, Antonio Palocci contou que “o dinheiro que a Odebrecht acabou repassando a Lula era, em parte, uma retribuição à ajuda do ex-presidente para abrir o mercado líbio à empreiteira”.

Lula era o Amigo do departamento de propinas da Odebrecht. Ele era também “amigo e irmão” de Muamar Kadafi, como ele próprio definiu.

Amigo do meu amigo, meu amigo é.

Os comprovantes de Palocci sobre os dólares de Kadafi

Antonio Palocci, em seus anexos, contou que recebeu a missão de “internalizar” 1 milhão de dólares que Muamar Kadafi deu para Lula.

Segundo a Veja, Antonio Palocci “promete exibir comprovantes da operação” e “revelar os detalhes da transação – quem deu a ordem, quem intermediou, como o dinheiro chegou ao Brasil e de que forma ele foi utilizado”.

CONVIDADO DE HONRA DA FESTA DE FORMATURA AMAN 2017

Formatura AMAN 2017, momento de renovar o patriotismo ao ver jovens se preparando por anos para irem aos mais diversos destinos no Brasil.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Dodge denuncia deputado acusado de pagar empregada com dinheiro da Câmara

Raquel Dodge denunciou João Carlos Bacelar pelo crime de peculato. O deputado do PR da Bahia é acusado de ter pago a empregada com dinheiro público, nomeando-a secretária parlamentar, relata O Globo.

A procuradora-geral da República pede que Bacelar seja condenado à perda do mandato e a devolver os valores pagos pela Câmara. Caberá à Primeira Turma do STF decidir se aceita ou não a denúncia.

Pô, Tiririca, conta as sujeiras que você viu no Congresso, vai…

Carta aberta ao palhaço mais votado do Brasil:

Prezado Tiririca:
Sou um fã sincero desde os bons e velhos tempos da Florentina de Jesus. Você me lembra um palhaço que conheci na infância, o Biriba, e é por isso, acho, que tenho simpatia pelo seu trabalho — no picadeiro e na televisão, que fique claro, pois sou um dos muitos milhões de brasileiros que se surpreenderam com os recordes de votação que você teve para a câmara federal.
Não que eu esperasse alguma seriedade dos eleitores ou daquele circo de cavalinhos que é o Congresso, mas ninguém imaginava que dariam assento a um palhaço profissional — tornando a piada realidade! —, prova definitiva de que os verdadeiros palhaços somos nós, patrocinadores de uma farra sem-vergonha que, com ou sem crise, não tem dia e muito menos hora para acabar.
É por isso que agradeço a sua decisão de não tentar se reeleger. Como muitos conterrâneos em busca de consolo, acostumei-me a dizer que o Tiririca era o que tínhamos de melhor em Brasília, não porque fizesse algo em termos legislativos, mas simplesmente porque não faltava às sessões e não estava metido com a lavagem de automóveis.
Claro, não vamos esquecer aquela passagem Ipatinga-Brasília que você comprou com verba de gabinete. É mixaria, convenhamos, mas é aí que mora o perigo: quem rouba uma galinha pode facilmente se apossar do galinheiro.
Então, cara, de boa, devolva esses trocados — se é que já não devolveu — e saia da vida pública como um raríssimo caso de deputado que, se não fez nada útil, também não deixou rabo para ninguém puxar.
Já pensou se imitam os seus exemplos? Quantos bilhões voltariam aos cofres da nação? Melhor: quantos palhaços, mulheres barbadas e artistas das mil fugas desapareceriam do Congresso Nacional?
Ah, sim: você disse em seu discurso de ontem que não contaria por aí as barbaridades vistas e ouvidas dos seus colegas.
Pô, Tiririca, qual é?
Não sei se você tem algo que já não saibamos, mas, se tiver, é seu dever pôr a boca no trombone. Talvez essa seja a sua grande contribuição política, já pensou?
De qualquer forma, meu caro, sobre deixar a vida pública, não mude de ideia, pelo amor de Deus, é o pedido de um fã que acaba de declarar sinceridade. Quero muito te ver na televisão, mas não a partir de Brasília, para o seu próprio bem. Dizem — e não duvido — que tem alguma coisa errada com o ar daquela cidade.
Feliz Natal para você e toda a sua família.

fonte: Veja

Supremo Tribunal do Bairrismo

No julgamento desta tarde no STF, Gilmar Mendes e Luiz Fux se envolveram numa, digamos assim, polêmica em torno dos méritos retrospectivos de Mato Grosso e do Rio de Janeiro.

“Fico muito admirado quando se fala, por exemplo, na corrupção das Assembleias Legislativas. Se olharmos o caso do Rio de Janeiro, como isso se formou? Se formou dentro de um tipo de pacto entre juízes, presidentes de tribunais, a Assembleia Legislativa e o governador”, disse Gilmar, em um aparte ao voto de Alexandre de Moraes.


“Eu não generalizaria isso em relação à classe política (…). Vou falar de Mato Grosso [porque] Vossa Excelência falou do Rio, absolutamente, mas tenho que citar esse exemplo. É um exemplo expressivo que eu senti na minha própria pele”, rebateu Fux, referindo-se à delação de Silval Barbosa, que ele homologou.

“O que falei para o Rio pode valer para Mato Grosso. Não quero esse tipo de patriotada. A única coisa que disse é que Mato Grosso é progressista e o Rio está em falência”, retrucou Gilmar.

“Um Estado progressista, sinceramente, desde que eu li a delação daquele governador…”, respondeu Fux.

Quando retomou a palavra, Moraes disse que não ficaria “magoado” se falassem de São Paulo.

Com Temer e com ambulâncias

Começaram a ser distribuídas aos deputados que votaram para arquivar as denúncias contra Michel Temer as ambulâncias do Samu.

Os presentinhos de Temer serão repassados a prefeitos aliados.

“Eu não tenho ambulância, não tenho jatinho, não tenho helicóptero…”, contou a O Antagonista Joaquim Passarinho, do PSD do Pará. “Mas onde chego no estado, a conversa termina com as pessoas perguntando como eu votei nas denúncias contra o Temer.”

Passarinho votou pelo prosseguimento das duas denúncias apresentadas por Rodrigo Janot, na contramão da maioria de seus pares de bancada e de Parlamento.

“Não me arrependo.”

O recado do general ao STF (mas não só)

Recentemente o site O Antagonista publicou que os militares voltariam a rugir contra a esculhambação que tomou conta de Brasília — e que pode resultar na candidatura à Presidência do condenado Lula.

Ontem, em artigo no Estadão, o general Rômulo Bini Pereira, que foi chefe do Estado-Maior da Defesa, mandou um recado ao STF (mas não só): “Condutas irresponsáveis e antipatrióticas não se podem tornar costumeiras em nossa vida pública”.

Leia um trecho:

“Infelizmente, para grande parte da sociedade brasileira, não chegamos a um nível democrático que nos dê esse equilíbrio. Para muitos, incluídos os intervencionistas, o sistema inexiste e o processo político está voltado, exclusivamente, para interesses individuais ou de grupos partidários. Questionamentos são sempre feitos nas possíveis soluções das crises que surgem. Para quê? Para quem? Para onde? O interesse do País raramente está presente nas respostas, ficando quase sempre em segundo plano.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) optando pela prévia aprovação das Casas legislativas para a adoção de medidas cautelares impostas a parlamentares é um exemplo. O corporativismo prevalecerá e políticos acusados de crimes estarão imunes e receberão a chancela de inocentes. Outro exemplo foi o incompreensível pedido de vista de um ministro do STF após sete votos favoráveis a pôr fim à imunidade parlamentar, um enorme anseio da sociedade. O pedido não visa um conhecimento maior da causa, mas sim um prazo ampliado que possibilite o Congresso concluir a votação de emenda constitucional do mesmo tema. Se considerarmos que duas centenas de congressistas são processados no STF, a queda da imunidade provavelmente não passará – e nem todos os brasileiros serão iguais perante a lei. Será uma contraposição entre o Judiciário e o Legislativo, advindo certamente outra crise entre eles.

E como se não bastasse, há outro exemplo lamentável. Em sua posse, na presença do presidente da República, o novo diretor da Polícia Federal declarou que uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa. Referia-se a uma das componentes da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente, justamente quando assumia o cargo que lhe foi dado pelo denunciado. Com certeza uma declaração adrede preparada e comprometida.

Tais exemplos demonstram que no mais alto nível da República o sistema de pesos e contrapesos não funciona como deveria e prima pelo desequilíbrio, sendo, por isso mesmo, comprometido e não confiável, justamente por predominarem os conchavos, os interesses individuais e de grupos, a troca de vantagens e de benesses à sombra de um Congresso subornável e de uma Justiça ‘partidária’. As medidas cautelares, o pedido de vista do ministro e a atitude comprometida, tríade degradante para muitos brasileiros, reforçam o descrédito dos nossos três Poderes perante a sociedade.

Segundo publicações veiculadas pelas redes sociais, um trecho de declaração atribuída ao general Figueiredo, último presidente militar, dirigida ao mundo político, chocou a sociedade: ‘… jogarão a Nação num lamaçal de dimensões continentais, onde o povo afundará na corrupção, na roubalheira, na matança até que se instaure o caos social, seguido de uma guerra civil’. Mesmo que não seja verídica, muitos adeptos da intervenção militar já consideram profética tal declaração.

O Brasil precisa encontrar soluções para os enormes impasses que vivemos, para que nenhuma ilegalidade esteja acima do interesse do povo brasileiro. As forças vivas da Nação, movidas pelos homens de bem, incluindo as Forças Armadas, não podem permitir que condutas irresponsáveis e antipatrióticas se tornem costumeiras em nossa vida pública, por atingirem frontalmente os princípios éticos e morais que conduzem um regime democrático e que resultarão num arremedo de democracia.”

É o PT

Na cerimônia de devolução de 653 milhões de reais à Petrobras, Pedro Parente, o presidente da estatal, disse:

“Apoiar a Lava Jato é fundamental, ainda mais em um momento em que certos atores começam a propor medidas para constranger os responsáveis pela operação.”

Jornalistas perguntaram quem seriam esses “certos atores”. Ele respondeu que se tratava de “certo partido” e que a referência estava nos jornais.

LAVA JATO JÁ RECUPEROU 1,5 BI PARA PETROBRAS COM DELAÇÕES

O MPF formalizou hoje a entrega do valor recorde de R$ 654 milhões para a Petrobras.
Ao todo, a Lava Jato já conseguiu recuperar R$ 1,47 bilhão desviados da estatal. Dinheiro obtido por meio de acordos de colaboração e leniência firmados com pessoas física e jurídicas.
“As colaborações premiadas resgataram o dinheiro da sociedade que estava no bolso dos corruptos. Esses R$ 650 milhões são a maior restituição da história da justiça criminal brasileira. Atualmente, as colaborações são, de longe, o melhor instrumento para investigar a corrupção e ressarcir os cofres públicos. É preciso que o Judiciário preserve as colaborações premiadas para que a sociedade não fique a ver navios como no passado. Cada decisão sobre esse assunto é muito importante”, disse Deltan Dallagnol.
O MPF informou que o R$ 1,47 bilhão já devolvido à Petrobras representa 13% do valor de R$ 10,8 bilhões previstos nos 163 acordos de colaboração e 10 de leniência celebrados perante a 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Confira abaixo quem devolveu quanto:
Colaborações com pessoas físicas (R$ 143.479.698,16)
Agosthilde Mônaco de Carvalho – R$ 9.398.250,52
Antônio Pedro Campello de Souza Dias – R$ 1.439.642,48
Augusto Ribeiro de Mendonça – R$ 464.620,41
Cid José Campos Barbosa da Silva – R$ 13.584.858,50
Dalton dos Santos Avancini – R$ 283.128,83
Edison Freire Coutinho – R$ 401.281,90
Edison Krummenauer – R$ 3.608.332,54
Eduardo Costa Vaz Musa – R$ 19.900.683,37
Eduardo Hermelino Leite – R$ 692.857,16
Elton Negrão de Azevedo Junior – R$ 1.439.642,48
Fernando Antônio Falcão Soares – R$ 7.175.247,07
Hamylton Pinheiro Padilha Junior – R$ 753.301,39
João Carlos de Medeiros Ferraz – R$ 1.485.115,08
João Procópio Pacheco de Almeida Prado – R$ 4.225.603,89
João Ricardo Auler – R$ 1.452.434,60
José Adolfo Pascowitch – R$ 132.313,70
José Antônio Marsílio Schwarz – R$ 401.281,90
Julio Gerin de Almeida Camargo – R$ 7.469.693,57
Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva – R$ 11.007.550,50
Luis Mario da Costa Mattoni – R$ 719.821,25
Luiz Augusto França – R$ 403.706,62
Marco Pereira de Souza Bilinski – R$ 403.706,62
Mário Frederico Góes – R$ 25.339.026,07
Milton Pascowitch – R$ 268.362,72
Milton Taufic Schahin – R$ 116.720,22
Otávio Marques de Azevedo – R$ 1.079.731,86
Paulo Roberto Dalmazzo – R$ 719.821,24
Pedro José Barusco Filho – R$ 534.309,31
Ricardo Ribeiro Pessoa – R$ 26.958.877,42
Roberto Trombeta – R$ 152.537,47
Rodrigo Morales – R$ 110.078,50
Salim Taufic Schahin – R$ 584.491,10
Shinko Nakandakari – R$ 12.991,05
Vinícius Veiga Borin – R$ 403.706,62
Walmir Pinheiro Santana – R$ 315.970,22
Acordo sob sigilo – R$ 40.000,00
Acordos de leniência (R$ 510.479.256,76)
Andrade Gutierrez – R$ 118.650.604,46
Braskem – R$ 362.949.960,81
Camargo Corrêa – R$ 28.767.413,55
Carioca Engenharia – R$ 71.589,29
SOG Óleo e Gás – R$ 39.688,65
Devoluções já realizadas para a Petrobras no âmbito da operação Lava Jato:
11/05/15 – R$ 157.000.000,00 (valor referente ao acordo de Pedro Barusco)
31/07/15 – R$ 152.220.335,21 (valores referentes aos acordos de Pedro Barusco e
 Paulo Roberto Costa)
30/09/16 – R$ 145.585.131,34 (valor referente ao acordo de Julio Faerman)
14/09/16 – R$ 2.000.000,00 (valor referente ao acordo de Expedito Machado Filho)
23/10/16 – R$ 754.329,39 (valor referente a leniência da SBM)
18/11/16 – R$ 204.281.741,92 (valores referentes a 18 acordos de colaboração e 3 leniências)
02/05/17 – R$ 8.000.000,00 (valor referente ao acordo de Sérgio Machado)
19/07/17 – R$ 45.887.732,55 (valor referente ao acordo de Sérgio Machado)
04/09/17 – R$ 18.854.501,59 (valor referente ao acordo de Sérgio Machado)
30/10/17 – R$ 87.044.010,81 (valores referentes aos acordos de leniência da Rolls-Royce e acordos de colaboração de Nestor Cerveró e Sérgio Machado)
07/12/17 – R$ 653.958.954,96 (valores referentes a 36 acordos de colaboração e 5 leniências)
Total: R$ 1.475.586.737,77

O golpe de Michel Temer e Gilmar Mendes

Michel Temer e Gilmar Mendes continuam a tramar o golpe do semi-presidencialismo.

Segundo O Globo, “o presidente e o ministro do STF se encontraram na quarta-feira no Palácio do Jaburu para conversar sobre o assunto”.

A reportagem diz também que “será um sistema híbrido — nos moldes dos sistemas francês e português — que dá mais poder ao Congresso e cria a figura do primeiro-ministro, nomeado e exonerado pelo presidente”.

Reforma só em 2018

A reforma previdenciária não será votada em 2017.

Foi o que disseram Ciro Nogueira e Agripino Maia, reunidos ontem à noite com Michel Temer.

Segundo o Valor, os presidentes do PP e do DEM “levantaram a alternativa de se deixar a análise do texto para 2018”.


Em carta a tucanos, Aécio promete provar inocência

A três dias da convenção tucana, Aécio Neves, presidente licenciado da sigla, enviou uma “carta de despedida” em que promete provar a “absoluta correção” de seus atos, informa a repórter Maria Lima, de O Globo.

Aécio se afastou da presidência do PSDB em maio, quando veio a público a conversa em que ele pede R$ 2 milhões a Joesley Batista.

“[Desde maio], venho me dedicando de maneira integral à minha defesa diante das falsas e criminosas acusações de que sou vítima. Estejam certos de que, ao fim, restará provada a absoluta correção de todos os meus atos”, escreveu o senador mineiro.