sábado, 9 de março de 2019

Gleisi, além de mentirosa, é picareta

A deputada petista Gleisi Hoffmann é realmente uma pessoa humana de péssima qualidade, desprovida de caráter, idoneidade e o mínimo de lisura, registra o Jornal da Cidade OnLine.
Recentemente, a pilantra - é assim que ela deve ser tratada - ingressou com uma infame e descabida ação indenizatória por danos morais contra o Jornal da Cidade Online.
A dissimulada e execrável figura alegava que uma notícia publicada no Jornal da Cidade Online a respeito do atentado contra o presidente Jair Bolsonaro, era falsa.
Em audiência conciliatória as partes fizeram um acordo. Sem que houvesse a análise do mérito da ação, o Jornal da Cidade Online concedeu a Gleisi o Direito de Resposta, uma prática comum em qualquer veículo de comunicação democrata.
Em contrapartida, Gleisi desistiu da ação e dos pedidos de indenização e retratação.
Não houve julgamento. Não houve vencedor na contenda judicial.
As partes fizeram uma composição, uma conciliação.
Entretanto, demonstrando o quanto é "picareta" e "sem vergonha", a deputada fez postagens nesta quinta-feira (7) propagando que havia vencido o Jornal da Cidade Online na ação judicial.
Mentira deslavada. Gleisi nunca ganhou nenhuma ação do Jornal da Cidade Online. Mero Fake News desta senhora repugnante.
O Jornal da Cidade Online agora vai ingressar com ação judicial contra esta infame parlamentar.
Gleisi terá que pagar por sua pilantragem e indecência. Também terá que se retratar.
Aguardem!
Abaixo a sentença do acordo, que desmente a narrativa da deputada mentirosa:



texto de José Tolentino, Jornalista. Editor do Jornal da Cidade Online.

O sindicato de pelegos e o fim da farra

Antes eram conhecidos como sindicatos de ladrões, retratados no filme que conta a história de Johnny Friendly, gangster e diretor do sindicato dos operários das docas de Nova York e assassino confesso de um concorrente com medo dele delatar a corrupção existente no sindicato para a Comissão do Crime, outra associação corrupta e também criminosa.
Magistralmente interpretado por Marlon Brando, o filme narra a história desse assassinato mostrando o medo dos trabalhadores com os capangas de Johnny e a luta de Brando para derrubar a liderança sindical da época. Dirigido por Elia Kazan, o filme foi considerado como o envolvimento da Máfia com os sindicatos americanos, muito embora alguns o tenham como a luta de um homem contra o “poder” instituído pelos sindicatos e pelos seus dirigentes.
No Brasil, os líderes sindicais não são conhecidos como gângsteres, mas sim como pelegos, termo que significa, na gíria operária, capacho, espécie de gente dominada por outras para fazer coisas contra a sua própria vontade. Tampouco são conhecidos como ladrões, com exceção de uma minoria, que, embora dominante, não chega a generalizar.
A palavra pelego, a partir do seu sentido figurado, teve início na década de 1930, com o surgimento da Lei da Sindicalização. Na época os pelegos passaram a ser conhecidos como os líderes sindicais a serviço do governo, servindo como elo de ligação entre este e as entidades. Na ditadura passaram a atuar contra os trabalhadores, servindo-se dos sindicatos como instrumento de subsistência para si e suas famílias, ganhando sem trabalhar.
Com a chegada do PT ao poder, essas entidades se multiplicaram tanto que passamos a ser considerado uma república sindicalista, graças ao esquema montado por Zé Dirceu e alguns notórios pelegos, com apoio de gente como Roberto Jefferson, do PTB e Paulinho da Força, este último conhecido como o maior pelego do país depois de Zé Dirceu.
Em um país com as relações trabalhistas e sindicais fortemente controladas pelo estado – reflexo do fascismo de Getúlio Vargas, criador da Lei da Sindicalização (1931) e da CLT (1943) – a criação de sindicatos aumentou continuamente nos últimos anos.
De acordo com o Ministério do Trabalho, temos neste momento 16720 sindicatos com registro ativo, sendo 11478 de trabalhadores e 5242 de empregadores, fora confederações, federações e centrais sindicais. Somente em 2017 foram abertos 289 novos sindicatos no país.
Esse excessivo volume de entidades pelegas era sustentado pela “contribuição” (imposto) sindical, recolhida obrigatoriamente pelos empregadores no mês de janeiro e pelos trabalhadores no mês de abril de cada ano – e extinta pela reforma trabalhista que entrou em vigor no dia 11 de novembro de 2016. Os sindicatos receberam nesse ano R$ 3,5 bilhões dos trabalhadores. Em 2017, a soma chegou a R$ 3,54 bilhões.
Com a chegada de Bolsonaro ao poder uma enorme esperança surgiu. O pacote anticrime de Sérgio Moro e a medida provisória que aboliu a contribuição sindical obrigatória podem inibir a corrupção e destruir de vez a república sindicalista.
Segundo o site Auditoria Cidadã de Dívida, a dívida pública federal brasileira fechou 2018 com R$ 5,52 trilhões de prejuízo, apesar do pagamento de R$ 1,066 trilhão de juros no mesmo ano. A cada dia pagamos R$ 2,9 bilhões da dívida. Se não fizermos nada, essa dívida vai explodir.
Bolsonaro fez bem em acabar com a farra dos sindicatos e com a absurda renda da pelegada. De agora em diante, caso essa decisão seja mantida, a pelegada, para sobreviver, só tem um jeito: trabalhar.
texto de Luiz Holanda, advogado e professor universitário

Parlamentares receberão mais de R$ 13 mil por 12 dias de "folga" no Carnaval

O site Congresso em Foco informa que, nessa quinta-feira, 7, dos 594 deputados e senadores, apenas 21 marcaram presença no Congresso. Isso porque a grande maioria resolveu emendar o recesso de Carnaval e totalizar 12 dias sem votações nas casas legislativas.
"Os parlamentares recebem R$ 33.763 mil por mês, considerando o salário bruto, sem descontos. Apenas em vencimentos, cada congressista ganha R$ 1.125,43 por dia, mais que um salário mínimo, que é de R$ 954. Pelo feriado prolongado de 12 dias sem trabalhos legislativos, cada congressista deve embolsar R$ 13.505,46."
Segundo estimativa da ONG contas abertas, o custo da semana não trabalhada será de aproximadamente R$ 207,12 milhões aos pagadores de impostos.

“Gilmar não tem nenhuma condição de se manter mais como ministro do STF”

Modesto Carvalhosa apresentará ao Senado na próxima semana um novo pedido de impeachment de Gilmar Mendes.

O jurista usará como base o pedido de impedimento do ministro feito pela Lava Jato, e obtido em primeira mão por O Antagonista na última quarta-feira.

Em vídeo, Carvalhosa diz que “a promiscuidade do ministro Gilmar Mendes com os réus que são beneficiados com suas concessões de habeas corpus fica mais uma vez evidente”.

E acrescenta:

“O ministro Gilmar Mendes não tem nenhuma condição de se manter mais como ministro do Supremo Tribunal Federal.”

sexta-feira, 8 de março de 2019

Silêncio na magistratura

Até a tarde desta quinta-feira (07), nenhuma entidade representativa ligada ao Judiciário veio a público se manifestar sobre o pedido da força-tarefa da Lava Jato para afastar Gilmar Mendes de ações relacionadas a Paulo Vieira de Souza e Aloysio Nunes no STF.

Questionadas por O Antagonista, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) silenciaram.

Seus dirigentes aguardam os próximos capítulos do caso. Cabe à PGR a decisão sobre pedir ou não ao STF o impedimento ou a suspeição do ministro. O órgão informou, por meio de sua assessoria, que a representação da força-tarefa será analisada.

terça-feira, 5 de março de 2019

Guaidó pede que militares detenham ‘coletivos’

Em seu retorno à Venezuela, Juan Guaidó fez um apelo para que o Exército do país detenha os chamados “coletivos” –grupos paramilitares que apoiam a ditadura chavista, publica O Antagonista.

Segundo a publicação, esses grupos tiveram papel central na repressão à tentativa de entrada de ajuda humanitária no país, em 23 de fevereiro.

Guaidó chamou os “coletivos” de “última linha de defesa” de Nicolás Maduro. Com isso, o líder da oposição evita atribuir responsabilidade direta pela repressão às Forças Armadas, de cujo apoio ele ainda precisa.

Jair Bolsonaro defende ‘Lava Jato da Educação’

Jair Bolsonaro passou a manhã desta segunda defendendo, no Twitter, mudanças na educação, inclusive com investigação dos órgãos do governo sobre a aplicação dos recursos públicos na área.

“Em 2003 o MEC gastava cerca de R$ 30bi em Educação e em 2016, gastando 4 vezes mais, chegando a cerca de R$130 bi, ocupa as últimas posições no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (PISA)”, postou o presidente.

“Há algo de muito errado acontecendo: as prioridades a serem ensinadas e os recursos aplicados. Para investigar isso, o Ministério da Educação junto com o Ministério da Justiça, Polícia Federal, Advocacia e Controladoria Geral da União, criaram a Lava-Jato da Educação.”

“A agenda globalista mira a divisão de classes. Pessoas divididas e sem valores são facilmente manipuladas. Mudar as diretrizes ‘educacionais’ implementadas ao longo de décadas é uma de nossas metas para impedir o avanço da fábrica de militantes políticos para formarmos cidadãos.”

Bancada sindical não desiste

Irritados com a MP de Jair Bolsonaro que proíbe a contribuição sindical, deputados da ‘bancada sindical’ preparam reação, segundo registro do O Antagonista.

Eles pretendem incluir no texto a chamada “contribuição negocial”, autorizando que sindicatos possam aprovar em assembleia a cobrança dos trabalhadores.

Também querem criar um ‘Conselho Nacional de Autorregulação Social’.

A dança do aparelhamento

O ex-ministro Osmar Serraglio quer ser diretor jurídico de Itaipu, mas terá de tirar do cargo Cezar Ziliotto, apadrinhado de Gilmar Mendes, informa a Crusoé.

Quem vencerá essa briga? Aguardem os próximos capítulos.

A vida nababesca dos filhos da ‘elite bolivariana’

Enquanto cidadãos comuns comem lixo na Venezuela, María Gabriela Chávez, filha de Hugo Chávez, esconde uma fortuna de US$ 4 bilhões em bancos americanos e europeus, segundo a Forbes.

Os exemplos se repetem na ‘elite bolivariana’:

– Rosinés, a caçula, estuda em Sorbonne e posta nas redes sociais fotos com celebridades e carros de luxo. Numa delas, exibia um ‘leque de notas de dólar’, lembra o Estadão.

– Huguito, único filho de Chávez, passa o tempo com amigos em ilhas do Caribe, para onde viaja em aviões do Estado.
– Daniella Cabello, filha de Diosdado, um dos homens mais importantes do chavismo, é socialite. Enquanto Nicolasito, filho de Nicolás Maduro, se elegeu deputado, mas prefere coordenar uma escola de cinema e uma agência de propaganda ligada à vice-presidência.
– Os enteados de Maduro, Yoswal e Walter Flores, gastam com viagens, carros e motocicletas.

segunda-feira, 4 de março de 2019

Mais de 100 militares no 2º e 3º escalões do governo Bolsonaro

Levantamento feito pelo Estadão mostra que pelo menos 103 militares ocupam cargos comissionados de ministérios, bancos federais, autarquias, institutos e estatais no governo Jair Bolsonaro.

Os militares terão como desafio gerir áreas que estão além daquelas associadas a eles, como infraestrutura, ciência e tecnologia.

No Turismo, por exemplo, o ministro Marcelo Álvaro Antonio foi orientado pelo Planalto a nomear um militar da Marinha para o posto de corregedor e um coronel do Exército para o Departamento de Política e Ações Integradas.

domingo, 3 de março de 2019

Lula não merece o respeito de ninguém (veja o vídeo)

Na primeira saidinha desde que foi preso em abril de 2018, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva descumpriu o acordo que fez com a Justiça, segundo registro do Jornal da Cidade.
O compromisso acordado era de que não haveria nenhuma manifestação política.
É evidente que Lula descumpriu.
No vídeo abaixo, o respeitado jornalista Políbio Braga conta detalhadamente como tudo ocorreu.
Veja o vídeo:

A natureza do cínico...

Cínico não sente a nossa dor. Não conhece o amor. Não respeita fronteiras, medidas ou limites.
Não se importa com nada que não seja do seu interesse.
É um amoral que afronta ostensivamente e sem limites éticos todas as convenções e conveniências de honra, integridade ou nobreza sociais.
O cínico é um frio!
Indecoroso, indiscreto, desonesto.
Não conhece a integridade. É um doente. E como tal deve ser tratado. Com respeito humano incondicionalmente! Mas sem flexibilização nos seus atrevimentos ou anistia das suas má-condutas pessoais.
Sempre que pode, ou quando pode, o cínico revela seu mau caráter. Pouco importa a hora ou o lugar!
Não podemos dar autoridade para que esse “tipo” nos tire o sentimento de humanidade ou a nobreza de amar ao próximo.
artigo de Luiz Carlos Nemetz, Advogado.Vice-presidente e Chefe da Unidade de Representação em Santa Catarina na empresa Câmara Brasil-Rússia de Comércio, Indústria e Turismo e Sócio na empresa Nemetz & Kuhnen Advocacia.

Bolsonaro repete padrão estratégico que confunde os inimigos e o fez chegar onde chegou

Por que o presidente escreve nas palmas das mãos?
Bolsonaro repete um padrão estratégico que confunde os inimigos e o fez chegar onde chegou. Eu explico:
Numa entrevista dada à uma emissora de TV, Bolsonaro escreve algo em sua mão, possivelmente um tema que ele gostaria de abordar, nada de mais, coisa comum, mas como tudo o que ele faz gera polêmica, isso virou manchete nos sites: "a cola de Bolsonaro".
Perspicaz, na outra semana aconteceria uma sabatina no Jornal Nacional, o que ele fez?
Previsível, não é? Hoje entendemos que sim.
Ele escreve na mão 3 palavras porque sabia que a internet especularia o assunto.
No dia seguinte vimos a foto da mão rabiscada em todos os sites e podemos ler o que ele tinha escrito, opositores questionaram quão burro é um homem que escreve nas palmas das mãos para não esquecer, mas a pergunta era outra: "quão burro é um homem que ajuda a espalhar a propaganda política de seu opositor?".
DEUS - FAMILIA - BRASIL
Era o que estava escrito na palma de sua mão.
É tipo a Pepsi tentar fotografar a fórmula secreta da Coca-Cola e encontrar escrito "Todos os ingredientes que a Pepsi não usa."
Vemos esse padrão de comportamento novamente se repetindo depois de eleito.
Ele sabe que todas as suas atitudes serão potencializadas e replicadas até chegarem aos olhos e ouvidos do resto do mundo, então mais uma vez Jair "escreve na palma da mão" e a imprensa espalha que o presidente deu super poderes para o ministro Sérgio Moro, mas quando recebeu críticas de seus eleitores quanto uma nomeação feita pelo ministro, o presidente mandou o ministro exonerar.
De que forma o mundo interpreta isso?
Temos brasileiros fora do país dando entrevistas cercado de seguranças, fazendo o teatro de "exilado político" com medo da ditadura militar que está instaurada no Brasil. Como assim "ditador"?
Já viram um ditador convidar um membro da oposição para o diálogo?
Já viram um ditador voltar atrás quando a decisão não é bem aceita pelo povo?
Ditadores não se rendem à pressão popular!
A imprensa e a oposição estão perdidos no dilema "Bolsonaro é DITADOR ou é REFÉM DAS REDES SOCIAIS?" ainda não sabem como conceituá-lo e do que irão acusá-lo, porque os dois conceitos num homem só é impossível.
Não conseguem perceber o básico:
Bolsonaro quer manter o apoio popular que lhe rendeu milhões de votos. Ele não tem obrigação de agradar a oposição e a imprensa, ele só quer agradar quem o fez chegar ao poder, os demais ele conquista aos poucos, provando que tudo o que falaram dele era só um temor político.
DEMOCRACIA - PODER - POVO
É o que ele tem escrito nas palmas das mãos.
Espalhem!
artigo de Raquel Brugnera, Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político - Universidade Estácio de Sá - RJ.

sábado, 2 de março de 2019

Gilmar telefonou para Lula no velório

Gilmar Mendes telefonou para Lula neste sábado para prestar condolências pela morte do neto Arthur, diz a Folha.

Segundo o jornal, Lula e o ministro do STF choraram a ponto de a conversa ter de ser interrompida.

“Um dos amigos do petista, que estava ao lado dele, pegou o telefone e terminou a conversa com Mendes”.

"O ENIGMA BRASIL"

Em artigo no Estadão, o cientista político Murillo de Aragão afirma que é necessário desvendar “o enigma Brasil” para atrair investidores e visitantes ao país.

“A imensa maioria nada sabe sobre o País ou se informa apenas pelo noticiário, que quase sempre é negativo. Na linha tradicional de que good news are bad news. Basicamente porque o Brasil quase nada faz para divulgar – de forma consistente – o que se passa aqui. Não temos uma estratégia de contato com formadores de opinião internacionais nem damos o devido valor à criação de uma rede de informações sobre o País. Países como a China e a Rússia, por exemplo, têm estruturas permanentes de divulgação sobre o ambiente de investimentos em seu território (…).

Assim, além do aprofundamento do processo de reformas, temos de desvendar o enigma Brasil para investidores e visitantes. E se não soubermos contar nossa história, alguém a contará por nós, e quase sempre de maneira negativa. Para tal, a questão da imagem do País deve ser abordada de forma estratégica. Sem esconder nossos problemas. Mas mostrando a realidade de nossos avanços.”

Congresso paga viagens e parlamentares emendam Carnaval

Embora o feriado prolongado de Carnaval só comece amanhã, ao menos dez deputados e senadores emendaram ou pretendem emendar os dias de folga com viagens ao exterior pagas com dinheiro público, revela reportagem publicada nesta sexta-feira (1º) pelo jornal "O Estado de S.Paulo". O principal destino foi Barcelona, na Espanha, um dos locais mais turísticos da Europa.

A cidade recebeu, até ontem, o Mobile World Congress, evento sobre tecnologia que atraiu o interesse de nove parlamentares. Entre eles o senador Espiridião Amin (PP-SC) e a mulher dele, a deputada federal Ângela Amin (PP-SC). Nas redes sociais dela é possível assistir a um vídeo do senador se divertindo com óculos de realidade virtual durante o evento.
Câmara

Senado e Câmara pagaram todos os gastos da viagem do casal. Os valores do ingresso para participar do evento variavam de 799 euros a 4.999 euros. Uma passagem de Brasília a Barcelona não sai por menos de R$ 2,5 mil.


A assessoria de imprensa do senador justificou a viagem com o fato de ele integrar a Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e que sua participação no congresso “oportuniza o aprofundamento dos debates sobre a evolução e o futuro de importante setor na conjuntura nacional e internacional”. Já a dela afirma que a deputada faz parte da Comissão de Tecnologia e Inovação da Câmara. 

O senador nem a deputada têm projetos relacionados ao tema do evento.

Justiça autoriza Lula a deixar a prisão para ir ao velório do neto em SP

A Justiça Federal autorizou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a ir ao velório do neto. Arthur Lula da Silva, de 7 anos, morreu nesta sexta-feira (1º) vítima de meningite meningocócica, em São Paulo, segundo registro do portal G1.

Em nota, a Justiça Federal informou que a íntegra da decisão não será divulgada:

"Foi autorizada a participação de Lula no velório e que, a fim de preservar a intimidade da família e garantir não apenas a integridade do preso, mas a segurança pública, os detalhes do deslocamento serão mantidos em sigilo".

O processo de execução penal do ex-presidente está sob sigilo. Mais cedo, o Ministério Público Federal deu parecer favorável à saída.

O velório do corpo de Arthur teve início por volta das 22h no Cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo.

O pedido feito pela defesa citava o artigo 120 da Lei de Execução Penal, que diz que "os condenados que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto e os presos provisórios poderão obter permissão para sair do estabelecimento, mediante escolta, quando ocorrer falecimento ou doença grave do cônjuge, companheira, ascendente, descendente ou irmão".

Na petição, a defesa de Lula se compromete "a não divulgar qualquer informação relativa ao trajeto que será realizado". O velório ocorre a partir da noite desta sexta no cemitério Jardim da Colina, em São Bernardo do Campo (SP).

Ida de Lula para enterro do neto é ‘questão da Justiça’, diz Mourão

Hamilton Mourão disse que a liberação de Lula para participar do enterro do neto é “uma questão da Justiça”, segundo registro do site Metrópoles.

“É uma questão da Justiça, e devemos aguardar que decidam.”

sexta-feira, 1 de março de 2019

Auditores da Receita também entram no enfrentamento a Gilmar

Em duríssima nota de repúdio o Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Sindifisco) também partiu para o enfrentamento ao Ministro Gilmar Mendes, publica o Jornal da Cidade.
Segundo a publicação, esse homem pode ser realmente muito poderoso, mas a cada dia a junção de forças contra ele se agiganta.
Em mais um texto cheio de coragem e esperança, o inigualável jurista Modesto Carvalhosa diagnosticou a importância da Receita Federal na luta contra a corrupção e pediu todo o apoio da sociedade aos servidores do órgão. Veja o texto:
A Receita Federal é hoje integrante fundamental da Força Tarefa da Lava Jato, juntamente com o Ministério Público e a Polícia Federal. Sem ela, grande parte dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro não seriam apurados.
Apoiamos totalmente a Receita Federal na investigação das fraudes contra os corruptos. Servidores públicos (Ministros ou não) e contribuintes do setor privado devem ser igualmente fiscalizados pela Receita.
A sociedade, a cidadania não permite que crimes de corrupção e fraudes fiscais sejam escondidas.
Destaca o Estadão que, "numa dura nota de repúdio, o Sindifisco diz que os auditores têm assistido atônitos 'a um magistrado da mais alta corte do País 'proferir impropérios e acusações da maior gravidade', classificando os servidores do órgão por termos como 'milícias', 'bando', e jogando ao vento especulações vazias acerca da existência de 'achaques' e de um suposto 'mercado de dossiês'."
Vamos nos pronunciar nas redes sociais em apoio aos servidores da Receita Federal e ao excelente trabalho que têm feito ao nosso país. Não podemos aceitar essa campanha do Presidente do Supremo Tribunal Federal, o Ministro Dias Toffoli contra verdadeiros heróis nacionais.
Abaixo, veja a íntegra da nota do Sindifisco:
Nota Pública do Sindifisco: declarações ofensivas de Gilmar Mendes são inaceitáveis
O Sindifisco Nacional, entidade que representa os Auditores-Fiscais da Receita Federal, manifesta profundo repúdio e irresignação com as expressões pelas quais o ministro Gilmar Mendes – por meio de diversos veículos de comunicação – tem-se referido à Receita Federal e ao seu corpo funcional, nos últimos dias.
Temos assistido, atônitos, a um magistrado da mais alta corte do país proferir impropérios e acusações da maior gravidade sobre a instituição e seus Auditores-Fiscais, classificando-os por termos como “milícias”, “bando”, e jogando ao vento especulações vazias acerca da existência de “achaques” e de um suposto “mercado de dossiês”. Esse espetáculo deprimente contrasta com o papel e as responsabilidades de quem está investido do nobre encargo de zelar pelo respeito à Constituição Federal.
Sem nenhum lastro fático, Gilmar Mendes cria uma temerária narrativa de que a Receita Federal teria se transformado num órgão de “pistolagem” a serviço de juízes e promotores, referindo-se de maneira inusitadamente ofensiva ao Ministério Público Federal e aos magistrados responsáveis pelos julgamentos atinentes às operações Lava Jato e Calicute. Segundo o ministro, teria havido uma “encomenda” desses órgãos junto a Auditores-Fiscais, que estariam atuando à margem da lei e à revelia do órgão.
O pano de fundo para esses ataques é a adoção, pela Receita Federal, de uma metodologia específica para detecção de ilícitos tributários de Pessoas Politicamente Expostas – agentes públicos que desempenham cargos e funções públicas relevantes, assim como seus familiares e pessoas do seu entorno –, o que não raras vezes acaba levando Auditores-Fiscais a se depararem com delitos relacionados, destacadamente a lavagem de dinheiro e a corrupção. Saliente-se que, ao colocar em prática tal metodologia, a Receita Federal alinha-se com o padrão em vigor nas principais democracias do mundo, especialmente nos países da OCDE.
É um clamor constante da sociedade que o Fisco se dedique de maneira mais atenta ao combate às fraudes tributárias, ainda mais depois do aprendizado institucional decorrente da operação Lava Jato. Não interessa à sociedade uma Receita Federal que, enquanto demonstra rigor com as declarações de imposto de renda de pequenos contribuintes, passa ao largo dos radares das grandes movimentações financeiras.
Uma das iniciativas nessa direção foi justamente a criação de uma equipe especializada de seleção, que levantou diversos indícios de irregularidades tributárias em torno de agentes públicos, inclusive algumas Pessoas Politicamente Expostas. Ao contrário do que insinuou Gilmar Mendes – sem apresentar, aliás, a mais ínfima prova – não se trata de um “bando” ou “milícia institucional” destinada a perseguir e “achacar” alvos selecionados por suas predileções ideológicas ou por seu posicionamento crítico à Lava Jato.
Trata-se de um grupo técnico que seleciona contribuintes por parâmetros estritamente objetivos. Para entrar na polêmica lista de 134 nomes, por exemplo, o contribuinte tinha que atender cumulativamente os seguintes critérios: ser agente público; possuir patrimônio familiar superior a 5 milhões de reais; ter declarado possuir em espécie mais de 100 mil reais; ter recebido em suas contas (ou de seu cônjuge) mais de 2,5 milhões de reais de lucros e/ou dividendos por participação societária em empresas; e ter apresentado em sua declaração de rendimentos inconsistências graves com os dados declarados por tais empresas (omissão de valores, movimentação financeira incompatível, etc.). Convenhamos, não são critérios triviais para um agente público.
Foi assim que nasceu a apuração preliminar envolvendo o ministro Gilmar Mendes e pessoas físicas e jurídicas a ele relacionadas. É fato que, no que concerne à deplorável quebra de sigilo, o ministro tem todo o direito de expressar sua indignação. No entanto, não é isso o que temos visto nos últimos dias. A inconformidade inicial com o vazamento transformou-se numa sanha incontida contra o trabalho sério e exemplar da Receita Federal, levando o ministro a desferir genericamente gravíssimos insultos contra o conjunto dos Auditores-Fiscais.
É incompreensível que Gilmar Mendes não se veja como um contribuinte comum, como qualquer outro brasileiro, suscetível de ter seu patrimônio e rendas verificados pela Receita Federal. Afinal, qual o contribuinte que, ao receber uma intimação, convoca diretamente o secretário da Receita Federal para lhe dar explicações? Segundo o próprio ministro, quando o IDP (empresa da qual é sócio) foi intimado, chamou Jorge Rachid ao seu gabinete. Este lhe teria dito que o Auditor-Fiscal responsável pelo procedimento era ligado à operação Calicute, e que isso já o deixara “advertido”.
Seria isso normal? O contribuinte ministro do STF provoca a presença do secretário da Receita Federal em razão de uma intimação recebida por sua empresa; o secretário da Receita comparece e lhe dá explicações, e ainda lhe passa uma informação sensível, advertindo-o que se tratava de um Auditor-Fiscal integrante de uma força-tarefa que investigava pessoas que, como mais tarde revelou a imprensa, possuíam vínculos com o ministro (como Jacob Barata, de cuja filha Gilmar foi padrinho de casamento).
Tratando-se de Gilmar Mendes, nada segue o rito convencional. Valendo-se da condição de ministro da mais alta corte do país, avisou, sem papas na língua, que pretende extinguir a área da Receita Federal que ousou lhe investigar. E para tanto, iniciou uma série de reações, com ofícios a diversos órgãos, buscando a inversão da lógica, para que o órgão de fiscalização passe a ser fiscalizado. No último domingo, o Estadão trouxe à tona uma articulação de Gilmar Mendes junto a um grupo de parlamentares, na tentativa de convencê-los a apresentar um projeto de lei para limitar a atuação da Receita Federal, sabidamente um dos alicerces da Lava-Jato e de outras operações. Ora, se há necessidade de alterar a Lei para amordaçar a Receita Federal, é porque sua atuação hoje está plenamente dentro da Lei.
Ao mesmo tempo em que é censurável o vazamento de informações fiscais sigilosas, é igualmente condenável qualquer tentativa de criminalizar – de forma generalizada – o papel da Receita Federal e o trabalho dos Auditores-Fiscais. São graves as acusações do ministro Gilmar Mendes quando afirma ter “certeza de que há muitos empresários sendo achacados por fiscais”. Se existe, de fato, essa certeza, é obrigação do acusador apresentar as provas e apontar nominalmente os responsáveis.
Também é incabível e ilógico aceitar que o cometimento de um delito – o vazamento de informações sigilosas – sirva de justificativa para anular qualquer investigação fiscal que aponte indícios de outros crimes. Em ambos os casos, é imprescindível dar prosseguimento às investigações, garantindo, no momento oportuno, o exercício do direito constitucional do contraditório e da ampla defesa.
O Sindifisco Nacional, com a mesma contundência com que repudia a quebra de sigilo fiscal, está empenhado em resguardar a Receita Federal e suas autoridades de qualquer tentativa de censura, intimidação ou desconstrução. Os Auditores-Fiscais continuarão emprestando ao país a sua capacidade técnica para identificar ilícitos tributários e aduaneiros, bem como outros crimes a eles relacionados, sem jamais enveredar pela via da perseguição pessoal ou pela formação de conluios institucionais.

Reclamação de Paulo Preto contra nova prisão vai para as mãos de Gilmar

Gravíssimo. Parece que o Supremo Tribunal Federal (STF) está ‘aparelhado’ para atender aos desejos e anseios do Ministro Gilmar Mendes.
Na segunda-feira (25) uma reclamação do operador tucano Paulo Preto seguiu em sigilo para o gabinete do 'poderoso' Ministro.
Foi montado um processo físico especialmente para o caso e carimbado com a chancela de ‘segredo de Justiça’. Ou seja, aboliram o processo eletrônico.
Deltan Dallagnol denunciou o caso e chegou a questionar se o processo foi levado 'em mãos' para o ‘benevolente’ magistrado.
Após a denúncia, o absurdo sigilo foi retirado.
De qualquer forma, Gilmar deve aproveitar a ‘embriaguez’ do carnaval para mais uma vez soltar Paulo Preto.
É inacreditável!
artigo de Amanda Acosta, articulista e repórter

Os três cenários que aparecerão no Congresso com a votação do pacote anticrime de Moro

Votação mostrará quem é quem no Congresso.
Para entendermos melhor essa polêmica, é necessário esclarecermos dois pontos importantes:
- 1° Que CAIXA 2 JÁ É CRIME, porém é previsto no CÓDIGO ELEITORAL
- 2° Que um ministro não tem o poder de, sozinho, retirar um crime do código eleitoral e transformá-lo num crime mais grave do CÓDIGO PENAL.
SE MORO NÃO TEM ESSE PODER, QUEM TEM?
Os deputados! Eles são os nossos representantes no debate que decidirá se CAIXA 2 passará de CRIME ELEITORAL para um CRIME PREVISTO NO CÓDIGO PENAL.
Moro sempre deu declarações em que deixava claro que achava o crime de Caixa 2 tão grave quanto a corrupção, contudo, ao apresentar o PACOTE ANTICRIME o ministro SUGERE aos congressistas que alterem várias leis, enrijecendo suas penas, mas nesse caso específico do CAIXA 2 ele surpreendeu a todos apresentando um PROJETO PARALELO ao projeto principal, que deverá ser discutido ao mesmo tempo que o Pacote Anticrime.
Essa atitude fez parte da direita RECLAMAR e a esquerda COMEMORAR o fato dele ter "mudado de opinião".
O QUE SÉRGIO MORO PRETENDE AO DIVIDIR O PACOTE ANTICRIME E O PROJETO DE CRIMINALIZAÇÃO DO CAIXA 2?
Bom, as notícias diárias de denúncias contra parlamentares nos mostram que boa parte dos deputados eleitos já usufruíam do Caixa 2 na própria campanha e caberá a eles, decidirem os detalhes como:
- Caixa 2 é crime grave, ou é apenas um financiamento de campanha? (Cortarão na própria carne?).
- Se for considerado crime, até onde essa lei deverá retroagir? (Ou seja, muitos deles que votarão a favor da criminalização do Caixa 2, poderão ser denunciados por ter usado dessa artimanha para bancarem os custos de suas próprias candidaturas).
Isso irá escancarar a postura de cada congressista!
Vejam bem, se caixa 2 estivesse incluso no Pacote Anticrime, não saberíamos qual é a opinião de cada um deles sobre esse ponto em específico; eles poderiam votar contra todo o projeto por medo desse único parágrafo, mas alegariam outros pontos do texto para legitimarem seus votos.
Quer um exemplo claro disso?
A esquerda irá votar contra o Pacote e também contra a Criminalização do Caixa 2, não só por questões óbvias, como ter vários representantes eleitos já denunciados por esse crime, mas também, por ser OPOSIÇÃO do governo e esse projeto agrada ao governo.
Mas e a base aliada? E os "novos políticos"?
Como irão votar?
Essa atitude de Sérgio Moro irá forçar o comprometimento de cada parlamentar e veremos 3 cenários:
- A esquerda (que hoje crítica o ministro por ter "afrouxado" as regras contra a corrupção) possivelmente votará contra o projeto, porque a aprovação representará uma importante vitória do governo. A esquerda é quem irá "mudar de opinião", deixando claro que Moro deve ser rigoroso quanto a corrupção, mas #elesnão!
- O centrão terá que optar por ajudar a esquerda a enterrar essa lei, ou se irá ajudar o governo a enrijecer as penas, correndo o risco de serem também penalizados.
- Já a direita terá a chance de mostrar a que veio! Terão que cortar na própria carne e votar junto com Moro, ou, terão que arrumar uma boa justificativa para explicar a "mudança de opinião".
O que o governo espera é saber quem é quem na casa. Quem está de fato alinhado ao governo, ou apenas surfou a onda Bolsonaro.
O que a população pode esperar é o som das máscaras caindo...
Sérgio Moro deu o Xeque Mate!

texto de Raquel Brugnera, Pós Graduando em Comunicação Eleitoral, Estratégia e Marketing Político - Universidade Estácio de Sá - RJ. 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

‘Dois ex-presidentes do Brasil foram em parte responsáveis pelo que estava acontecendo na Venezuela’

Em declaração à imprensa após reunião com Juan Guaidó, Jair Bolsonaro fez um “mea culpa” em nome do Brasil, pela ditadura de Nicolás Maduro, numa referência ao apoio que Lula e Dilma deram ao chavismo, registra O Antagonista.

“Dois ex-presidentes do Brasil foram em parte responsáveis pelo que estava acontecendo na Venezuela. Como pode um país rico, próspero e com o povo maravilhoso conseguiu a chegar a essa situação a que chegou?”, questionou o presidente, para em seguida responder:

“O Brasil estava num caminho semelhante. Graças a Deus o povo aqui acordou e em parte se mirou no que acontecia no seu país e resolveu dar um ponto final no populismo, na demagogia barata”.

Guaidó defende governo de transição

Em pronunciamento no Palácio do Planalto,  na tarde de hoje (28), Juan Guaidó disse que seguirá lutando para que a ajuda humanitária chegue a Venezuela.

Defendendo um governo de transição, ele repetiu que deseja um país livre e democrático.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Bolsonaro faz mídia 'chorar' por falta de verba publicitária do governo

Notícia que vi nos portais Terra e Estadão nesta segunda-feira (25): “Governo Bolsonaro ainda não tem plano de comunicação. Perto de completar dois meses, gestão segue sem uma estratégia definida de divulgação”.
Na realidade, a chamada quer dizer: Bolsonaro não liberou verba de publicidade. Mídia está em desespero porque não tem estratégia definida para sobreviver sem mamar na teta do Estado.
Portanto, não esperem boas notícias sobre o governo nesses veículos de comunicação tão cedo. Derrubar Bolsonaro ou, no mínimo, impedir que ele se reeleja, é questão de vida ou morte para essas empresas, que neste momento possuem interesses em comum com diversos outros setores.
A verba - Com orçamento de R$150 milhões para a Secretaria de Comunicação aprovado para 2019, além das promessas de Bolsonaro de revisar contratos, reduzir ainda mais a verba para 2020, e privatizar a maioria das estatais, os grandes veículos acostumados a mamar no bolso do contribuinte têm mesmo motivo para preocupação.
Minha opinião: não sou contra o governo investir em publicidade, mas 1) não pode ser a festa que foi no governo petista, quando os gastos chegavam a bilhões de reais por ano; 2) a maior parte da mídia não tem moral, logo, fazer publicidade através dela pode ser um tiro no pé, passando a impressão de que o governo se tornou igual a todos os outros.
Bolsonaro deve manter a estratégia não convencional que usou na campanha, com redes sociais, e usar a mídia tradicional apenas naquilo que for indispensável, divulgando com total transparência os valores e finalidades de cada contrato antes da veiculação de cada campanha. Bolsonaro foi eleito para ser contra o sistema, e assim deve se manter. Se arregar, perderá apoio popular e será engolido. Ele que tome cuidado com os conselhos dos “especialistas”.
artigo de Herbert Passos Neto, jornalista, analista e ativista político

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Defender Maduro é ser cúmplice moral de crimes contra a humanidade

O que há em comum entre Coréia do Norte, Cuba e Venezuela? Soldados desertando mesmo sob risco de serem mortos; fome; tortura; inexistência de liberdade de expressão; ausência de livre mercado e, claro, um ditador -- geralmente defendidos por cidadãos abastados e mimados de países livres. O nome deste pacote de maldades vocês já sabem: começa com 'soci', termina com 'alismo'.
Pergunte àquele seu amigo esquerdista, que passa o dia vestido com o manto de paladino da justiça: se a Venezuela é tão livre como dizem, se o problema são os Estados Unidos, se há uma campanha maciça de desinformação, por quê mais de 2 milhões de venezuelanos fugiram de seu país? O fizeram para ganhar um troco da CIA? Não seria por fome, medo ou desespero? Por quê mais de 150 militares desertaram para Brasil ou Colômbia nos últimos dias, sob risco de serem mortos? Foi para postarem fotos no Instagram? Seu amigo não perceberá que, mesmo passando longas horas nas redes sociais defendendo uma suposta liberdade geral e irrestrita, é escravo de uma ideologia assassina.
A lógica é a mesma dos cubanos que enfrentam tubarões, dias sem água ou comida para chegarem à liberdade americana, em Miami. A mesma liberdade com que os norte-coreanos sonham passando por desertos, selvas, terrenos congelados, tiros e até estupros durante longas distâncias (geralmente passam pela China), para pedirem asilo na Coréia do Sul capitalista, livre e aliada da América.
Mesmo a milhares de quilômetros de distância, a hipocrisia, o cinismo e, principalmente, a covardia para com a tirania de Maduro na Venezuela, impressiona e assusta. Estas focas -- quer seja um partido político como PSOL ou PT, ou apenas um militante idiota querendo lacrar -- aplaudindo um país inteiro refém de um psicopata, têm de ser chamadas pelo que são: cúmplices morais de crimes contra a humanidade.

texto de João Ferreira, jornalista