segunda-feira, 22 de maio de 2017

Em cada 3 eleitos no Congresso, 1 teve dinheiro da JBS

Apostando em um futuro bom relacionamento com prováveis candidatos que fossem eleitos em 2014, a J&F (holding controladora do grupo JBS) destinou mais de R$ 500 milhões para ajudar a eleger governadores, deputados estaduais, federais e senadores de todo o país, segundo os delatores. 
Em um dos depoimentos que prestou ao Ministério Público Federal (MPF), com quem firmou acordo de delação premiada já homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o diretor de Relações Institucionais e Governo da J&F, Ricardo Saud, entregou um levantamento detalhado em que aponta todos os candidatos financiados pela empresa.
De acordo com Saud, o total em dinheiro repassado por meio de “pagamentos dissimulados” alimentou as campanhas de 1.829 candidatos. Destes, 179 se elegeram deputados estaduais em 23 unidades da federação e 166 deputados federais por 19 partidos.
Segundo reportagem do Estadão, no Congresso, 1 em cada 3 candidatos eleitos teve dinheiro da JBS. O jornal destaca ainda que, além dos 166 deputados já mencionados acima, a JBS teria doado recursos para 28 dos 81 atuais senadores. Ou seja, de acordo com o periódico, 32% dos 513 deputados e 35% dos senadores eleitos receberam dinheiro da empresa.
O delator não deixa claro quais pagamentos foram feitos via caixa 2 e quais foram doações oficiais. No depoimento, divulgado após a retirada do sigilo da delação, ele dá a entender que os valores citados se referem apenas às campanhas de 2014.
Em outro depoimento, o dono da JBS, Joesley Batista, também afirmou que a maioria das doações feitas pela empresa tratava-se de propina disfarçada por contrapartidas recebidas.
Doamos propina a 28 partidos”, contou Saud, admitindo que os mais de R$ 500 milhões destinados a agentes públicos para as eleições de 2014 formavam um “reservatório de boa vontade”. “Era para que eles não atrapalhassem a gente”, afirmou.
O delator cita ainda que foram distribuídas “propina para 16 governadores eleitos e para 28 candidatos ao Senado que disputavam a eleição, a reeleição ou a eleição para governador”, acrescentou. Segundo ele, os governadores eleitos pertenciam ao PMDB (4), PSDB (4), PT (3), PSB (3), PP (1) e PSD (1).
Ao entregar a documentação aos procuradores, Saud enfatizou a importância do “estudo” que fez por sua própria conta.
Acho que, no futuro, isso aqui vai servir. Aqui estão todas as pessoas que direta ou indiretamente receberam propina da gente.” Os documentos liberados pelo STF não trazem a lista de todos os nomes que fariam parte deste levantamento aponta por Saud.
fonte: // Agência BR

Anonymous invadem sistemas e divulgam banco de dados da JBS

Hackers do grupo ativista Anonymous confirmaram uma invasão aos sistemas da JBS, brasileira que é uma das maiores empresas do mundo no ramo alimentício. O ataque envolve a obtenção de senhas e a criação de usuários dentro do banco de dados da companhia, que vão servir para monitoramento de acessos a arquivos e navegação local.
Para comprovar o acesso, o Anonymous publicou na internet uma lista de bancos de dados disponíveis nos sistemas da JBS e outra com suas etiquetas de produção – algumas, inclusive, teriam sido alteradas pelo grupo. Em manifesto, o grupo se refere à empresa como “uma corja de ladrões, corruptos (…) que estão acabando com nosso povo e nosso país”.
No texto, ainda, tentam tranquilizar os funcionários da companhia, afirmando que não existe problema algum com eles, e desafiam as autoridades.
“Não vamos sossegar. Vocês podem pegar um, dois, três, quatro de nós, mais (sic) nunca conseguiram (sic) deter a todos”, termina o grupo, antes de apresentar uma sequência de informações sobre o banco de dados que comprova a invasão.
Apesar da revelação, dados de executivos ou usuários dos sistemas não foram vazados, nem senhas ou outras informações confidenciais.
No passado, entretanto, o Anonymous já realizou ações semelhantes, revelando uma lista de e-mails relacionadas à Odebrecht, por exemplo, bem como invadindo os sistemas da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) em protesto contra a iminência da imposição de franquias na banda larga doméstica.
A JBS, que é dona da Friboi, Seara, Swift e outras marcas, se tornou o centro de uma grande crise política na última semana. Em delação premiada, Joesley Batista, dono da companhia, revelou suas relações com o governo, que incluem mais de R$ 500 milhões em doações a políticos ao longo dos últimos 15 anos e gravações do presidente Michel Temer negociando o pagamento de propina ao ex-deputado Eduardo Cunha.
Outros nomes, como Aécio Neves, Fernando Pimentel, Ciro Gomes e Gilberto Kassab – bem como os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff – também foram citados.
fonte: // CanalTech

Diante de Moro, Delcídio será testemunha de acusação contra Lula

O senador cassado Delcídio Amaral prestará depoimento nesta segunda-feira ao juiz Sergio Moro. Delcídio será ouvido como testemunha de acusação na ação penal em que o Ministério Público Federal (MPF) acusa o ex-presidente Lula de aceitar “vantagens indevidas” da Odebrecht. O petista nega as acusações.
Neste processo, Lula é réu junto com o ex-ministro Antônio Palocci, Marcelo Odebrecht, e outras cinco pessoas. O caso não tem relação com o tríplex do Guarujá, que está em fase de alegações finais, a penúltima antes de Moro dar a sentença.
Na ação, o MPF diz que Lula recebeu propina da Odebrecht na compra de um terreno para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula e também num apartamento vizinho à cobertura onde o ex-presidente mora em São Bernardo do Campo (SP).

fonte: república de curitiba

A CAMINHO DO BREJO

A sociedade dá de ombros, vencida pela inércia

Um país não vai para o brejo de um momento para o outro — como se viesse andando na estradinha, qual vaca, cruzasse uma cancela e, de repente, saísse do barro firme e embrenhasse pela lama. Um país vai para o brejo aos poucos, construindo a sua desgraça ponto por ponto, um tanto de corrupção aqui, um tanto de demagogia ali, safadeza e impunidade de mãos dadas. Há sinais constantes de perigo, há abundantes evidências de crime por toda a parte, mas a sociedade dá de ombros, vencida pela inércia e pela audácia dos canalhas.

Aquelas alegres viagens do então governador Sérgio Cabral, por exemplo, aquele constante ir e vir de helicópteros. Aquela paixão do Lula pelos jatinhos. Aquelas comitivas imensas da Dilma, hospedando-se em hotéis de luxo. Aquele aeroporto do Aécio, tão bem localizado. Aqueles jantares do Cunha. Aqueles planos de saúde, aqueles auxílios moradia, aqueles carros oficiais. Aquelas frotas sempre renovadas, sem que se saiba direito o que acontece com as antigas. Aqueles votos secretos. Aquelas verbas para “exercício do mandato”. Aquelas obras que não acabam nunca. Aqueles estádios da Copa. Aqueles superfaturamentos. Aquelas residências oficiais. Aquelas ajudas de custo. Aquelas aposentadorias. Aquelas vigas da perimetral. Aquelas diretorias da Petrobras.

A lista não acaba.

Um país vai para o brejo quando políticos lutam por cargos em secretarias e ministérios não porque tenham qualquer relação com a área, mas porque secretarias e ministérios têm verbas — e isso é noticiado como fato corriqueiro da vida pública.

Um país vai para o brejo quando representantes do povo deixam de ser povo assim que são eleitos, quando se criam castas intocáveis no serviço público, quando esses brâmanes acreditam que não precisam prestar contas a ninguém — e isso é aceito como normal por todo mundo.

Um país vai para o brejo quando as suas escolas e os seus hospitais públicos são igualmente ruins, e quando os seus cidadãos perdem a segurança para andar nas ruas, seja por medo de bandido, seja por medo de polícia.

Um país vai para o brejo quando não protege os seus cidadãos, não paga aos seus servidores, esfola quem tem contracheque e dá isenção fiscal a quem não precisa.

Um país vai para o brejo quando os seus poderosos têm direito a foro privilegiado.

Um país vai para o brejo quando se divide, e quando os seus habitantes passam a se odiar uns aos outros; um país vai para o brejo quando despenca nos índices de educação, mas a sua população nem repara porque está muito ocupada se ofendendo mutuamente nas redes sociais.

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O Brasil caminha firme em direção ao brejo há muitas e muitas luas, mas um passo decisivo nessa direção foi dado quando Juscelino construiu Brasília, aquela farra para as empreiteiras, e quando parlamentares e funcionários públicos em geral ganharam privilégios inéditos em troca do “sacrifício” da mudança para lá.

Brasília criou um fosso entre a nomenklatura e os cidadãos comuns. A elite mora com a elite, convive com a elite e janta com a elite, sem vista para o Brasil. Os tempos épicos do faroeste acabaram há décadas, mas os privilégios foram mantidos, ampliados e replicados pelos estados. De todas as heranças malditas que nos deixaram, essa é a pior de todas.
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Acho que está rolando uma leve incompreensão dos reais motivos de mobilização da população em alguns setores. Eles parecem acreditar que o MBL e o Vem Pra Rua falam pelos manifestantes, ou têm algum significado político, quando, na verdade, esses movimentos funcionam mais como agentes de mobilização — afinal, alguém precisa marcar uma data e um horário, ou nenhuma manifestação acontece.

A maioria das pessoas que foi às ruas está pouco se lixando para eles. Seu alvo primordial é gritar contra a corrupção, a sordidez que rege a vida política brasileira, a bagunça geral que toma conta do país. Seu principal recado é o apoio à Lava-Jato, que parece ser a única coisa que funciona num cenário em que o resto se desmancha.

Se ninguém fez muita questão de gritar #ForaTemer nos protestos de domingo passado, isso talvez se deva menos a palavras de ordem vindas de carros de som do que a dois fatos bastante simples. O primeiro é que está implícita na insatisfação popular a insatisfação com Temer, e naquele momento parecia mais urgente responder aos insultos do Congresso; o segundo é que há uma resistência natural a se usar uma palavra de ordem criada pelo “outro lado”, pela turma que acredita na narrativa do golpe.

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Gilmar Mendes disse que a decisão de Marco Aurélio Mello de afastar Renan da mesa do Senado é “indecente”. Não, ministro. Pode ser qualquer outra coisa, mas indecente não é. Indecente é um homem como Renan Calheiros ocupar a mesa do Senado. Aliás, indecente é um homem como Renan Calheiros, que já renunciou ao mandato para não ser cassado e tem mais prontuário do que biografia.

Com todo o respeito, ministro, o senhor precisa rever as suas prioridades e dar um trato nos seus adjetivos.


Por Cora Rónai (O GLOBO 08.12.2016)

Dallagnol conquista plateia com exposição criativa sobre a Lava Jato

Terça-feira, 16 de maio, casa lotada e gente ocupando corredores ou qualquer espacinho disponível. Esse era o cenário na sala Fernanda Montenegro, do Teatro Leblon, onde se desenrolou uma espécie de debate para o lançamento do livro do procurador federal Deltan Dallagnol, de 37 anos, coordenador da Operação Lava-Jato. O encontro marcado para às 20h previa uma conversa informal entre Dellagnol e o jornalista Fernando Gabeira, 76. O ingresso para o evento era a compra da obra do paranaense, intitulada A luta contra a corrupção (Editora Primeira Pessoa / Sextante, R$ 39,90). Às oito em ponto, o palco foi ocupado pelos dois protagonistas e o que se assistiu ganhou ares de stand-up comedy (com a diferença que estavam ambos sentados), tamanho o volume das risadas da plateia. “Deltan às vezes é acusado de ser muito jovem. Eu não levo essas acusações a sério, porque as mesmas pessoas me acusam de ser um velho decadente”, disse Gabeira com a sua habitual calma, arrancando as primeiras gargalhadas. Tranquilo, Dallagnol  foi recebido com aplausos da plateia em pé. Ele era a imagem da felicidade, às vésperas da divulgação da existência das gravações dos irmãos empresários, Wesley e Joesley Batista, sobre o presidente Temer. Confira abaixo os melhores momentos do diálogo entre Dellagnol e Gabeira.
Dor de barriga
DALLAGNOL. Na Lava-Jato, é tudo muito corrido. A gente costuma comprar mantimentos no supermercado para não ter que sair para comer. Certa vez, eu passei mal. Tive problemas gástricos que me levaram ao banheiro muitas vezes. Eu não tinha tempo de ir ao médico, então fui fazer uma consulta via Whatsapp. Só que o nome do meu gastroenterologista é Paulo Roberto Costa Claro, e a gente tinha recém-feito o acordo de colaboração com o Paulo Roberto Costa. Cliquei no primeiro Paulo Roberto que apareceu e escrevi: “Dr. Paulo Roberto, estou me sentindo assim e assado. Quando vou ao banheiro, acontece isso. Me ajuda”. E veio a resposta: “Dr. Deltan, não sou médico, sou engenheiro. Sinto não poder ajudar, mas desejo sua pronta recuperação”. Gabeira, eu fico contente por não ter mandado fotos!
Blackberry
DALLAGNOL. A Lava-Jato recuperou 10 bilhões de reais num país em que a regra é recuperar zero. A operação é fruto de competência e muito trabalho, mas decorreu também de um conjunto de fatores improváveis. Os doleiros identificados nesse caso, lá na origem, trocavam mensagens através de aparelhos Blackberrys, porque entendiam que assim não poderiam ser interceptados. Mas eles mal sabiam que um agente da Polícia Federal tinha estado no Canadá, onde havia sido desenvolvido um sistema de quê? De interceptação de Blackberrys. Foi assim que chegamos ao Alberto Youssef.
GABEIRA. As circunstâncias estiveram muito contra nós no passado. No comício em Caruaru, Pernambuco, durante o movimento Diretas Já, as estrelas eram o Collor e o Lula. Os dois levantando a bandeira anticorrupção. Collor na época era o caçador de marajás, e o Lula era o homem que trazia ética para a política. Anos depois, os dois são réus da Lava-Jato. Fica bastante claro que há alguma coisa errada no sistema que construímos desde a redemocratização do país.
PowerPoint
GABEIRA. Uma das grandes críticas que foram feitas ao seu trabalho foi a apresentação de um PowerPoint. Ali eu acho que você cometeu um erro, porque você diz que o Lula é o comandante de tudo. E agora nós ficamos sabendo que ele é apenas o chefe.
DALLAGNOL Acho que vou chamar meu advogado e me reservar o direito de permanecer em silêncio. E hoje não tem PowerPoint.
Heróis
DALLAGNOL. Quem na plateia acha que a Lava-Jato transforma o Brasil? Infelizmente, a operação não vai mudar o país. Ela pode ser um passo nessa direção, mas é insuficiente. Tirar as maçãs podres do cesto não basta, porque as outras vão continuar apodrecendo. Não existem heróis da Lava-Jato. Eles são vocês, a sociedade. Mas o discurso do herói me preocupa, porque coloca a população como vítima da realidade, de representantes que não nos representam, do passado, da colonização portuguesa burocrática que trouxe a corrupção.
Pizza
DALLAGNOL O foro privilegiado desprestigia a ideia de República, de que todos devem ser iguais perante a lei. Hoje temos mais de 50 000 pessoas com foro. Eu mesmo tenho, e não deveria ter. Precisamos mudar essa realidade, estabelecer um governo entre iguais, em que todos estão sujeitos à lei e ao juízo de primeira instância, inclusive o presidente. E precisamos transformar a Lava-Jato em regra. Hoje, 97% dos casos comprovados de corrupção acabam em pizza. Apenas três a cada 100 casos resultam em punição. Você acha que os réus vão para a prisão? Não. São punidos com prestação de serviços à comunidade e doação de cestas básicas. Isso faz com que o crime da corrupção compense. O problema do país não é o partido A ou B, é o sistema político apodrecido. Vale a pena ser corrupto no Brasil.
GABEIRA. A maioria dos casos não chega ao Supremo, não são alavancados até a mesa do STF, que dirá com uma boa pontaria precisamente à mesa do Gilmar.
História
DALLAGNOL Os esquemas de corrupção vêm de longa data, gente. Em 1650, o padre Antônio Vieira já dizia que quem era ladrão não era o ladrão de galinha, mas os governantes que vinham aqui, segundo ele, não buscar o nosso bem, mas buscar os nossos bens. Em 1820, surgiu uma riminha carioca: “Quem rouba é ladrão, quem rouba muito é barão, mas quem rouba muito e esconde é promovido de barão a visconde”. Recentemente, apareceu uma nova expressão, a do político que “rouba, mas faz”. A quem ela se relaciona?
PARTE DA PLATEIA. Maluf!
DELLAGNOL. Ademar de Barros. Mas o outro que vocês pensaram, até isso ele roubou.
A tática do inimigo
GABEIRA. Há quem diga que a Lava-Jato fere princípios legais. Já compararam os jovens procuradores aos tenentes. Isso inibe a operação?
DALLAGNOL. É muito comum, no Brasil, atacar o procedimento para evitar a discussão do mérito. Quando as investigações são cuidadosas e as provas são fortes, o político nega tudo alegando perseguição. O receio que a gente tem é que essa narrativa de perseguição política e abusos de autoridade acabe pegando com o tempo. Essa já era uma estratégia de Goebbels [Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista]: uma mentira repetida mil vezes começa a parecer verdade.
GABEIRA. O que importa não são as evidências, é a narrativa…
DALLAGNOL. Vivemos a era da pós-verdade, que virou a expressão do ano 2016 no Oxford Dicionaries. Há blogs que simplesmente criam ou distorcem fatos todos os dias. São construídas narrativas, por exemplo, para dizer que as colaborações da Lava-Jato são extraídas mediante pressão. E isso viraliza na internet. Mais de 80% dos casos de colaboração, no entanto, foram feitos em casos em que não existia prisão.
GABEIRA. Escrevi hoje um artigo em que concluí o seguinte: no século passado, caiu o muro; nesse século, precisa cair a ficha.
DELLAGNOL. No Brasil, são desviados 200 bilhões de reais por ano em esquemas de corrupção. Um montante que poderia triplicar o orçamento federal na saúde ou na educação. Em dois anos e meio, o país resolveria o problema do saneamento básico. Não importa se você é de esquerda, direita, de cima ou de baixo, dá para fazer muito com esses 200 bilhões.
Itália
DALLAGNOL. Houve uma operação parecida com a Lava-Jato, na Itália, na década de 90. Tinha até uma estatal petrolífera no centro do escândalo. Lá, o sistema político inteiro estava danificado, como o nosso. Aí, começaram a aparecer alguns discursos de supostos abusos na operação, que jamais foram comprovados. Mas, se a população começa a desconfiar do procedimento, acabou. Foi o que aconteceu na Itália. Oito anos depois, esvaziaram a Operação Mãos Limpas e chegaram até a aprovar uma lei que proibia a prisão preventiva especificamente nos casos de corrupção. Lá, a pauta anticorrupção foi substituída no legislativo pela pauta de abuso de autoridade do judiciário. Qualquer semelhança…
GABEIRA. Em último caso você pode prometer, numa campanha política, que vai prender todos os procuradores.
DALLAGNOL Gabeira, infelizmente a Itália perdeu a janela para a transformação. Se não aproveitarmos a oportunidade que a Lava-Jato está nos oferecendo agora, vamos viver o resto de nossas vidas assistindo aos escândalos, sentados no sofá, e reclamando da vida. Somos capazes, sim, de construir um Brasil melhor, mas a hora é agora.
Projeto anti-corrupção
NELSON FREITAS, HUMORISTA, DA PLATEIA. Mas o que a gente, o povo, pode fazer? Temos que seguir o exemplo da Ucrânia, pegar os políticos e jogar na lata do lixo?
DALLAGNOL. Precisamos avançar com as reformas. Nós do Ministério Público Federal redigimos propostas anticorrupção com três eixos centrais: prevenção, punição e recuperação do dinheiro desviado. No final de 2016, as medidas foram aprovadas no Congresso quase na íntegra. Lá no plenário, no entanto, na noite seguinte à tragédia do Chapecoense, enquanto a sociedade brasileira chorava a morte daquelas pessoas, a Câmara dos Deputados deturpou completamente as propostas, desfigurou o projeto. Eu me arrastei até o trabalho e, pela primeira vez, pensei em desistir. A grande verdade é que existem causas pelas quais vale a pena lutar, independente do resultado. E o nosso país é uma delas. Não sei se vamos ganhar ou perder, mas nós precisamos prosseguir. Concordo com Gandhi quando ele disse que a força não vem das vitórias. Quando você passa por dificuldades e decide não se render, isso é força.

Fonte: Veja

domingo, 21 de maio de 2017

JBS: 70 milhões de dólares para Lula

O dono da JBS, Joesley Batista, disse que transferiu para contas no exterior US$ 70 milhões destinados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais US$ 80 milhões em conta, também no exterior, em benefício da ex-presidente Dilma Rousseff.
Os montantes, afirmou, foram enviados por meio do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e gastos “tudo em campanha”. Joesley falou que tanto Lula quanto Dilma tinham conhecimento dos repasses.
A defesa do ex-presidente Lula afirma “que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados”. Lula é inocente, ainda segundo nota assinada pelos advogados Cristianio Zanin Martins e Roberto Teixeira. A assessoria da ex-presidente Dilma negou irregularidades, e disse que “são improcedentes e inverídicas as afirmações do empresário” 
A declaração foi dada por Joesley em 3 de maio de 2017 na sede da Procuradoria Geral da República, em Brasília. “Teve duas fases, a do presidente Lula e teve a fase da presidente Dilma”, disse. “Na fase do presidente Lula chegou a US$ 80 milhões de dólares, na fase da presidente Dilma chegou a uns US$ 70 [milhões]. Ou ao contrário: US$ 70 [milhões] na do Lula e US$ 80 [milhões] na da Dilma.”
Joesley disse que inicialmente não tinha se dado conta de que os valores eram destinados às campanhas eleitorais de Lula e Dilma. Ele afirma ter percebido quando, ainda segundo ele, Guido pediu a abertura de uma segunda conta, em nome do próprio empresário. “Foi aí a primeira vez que eu desconfiei que o dinheiro não era dele [Guido]”

JBS: 70 milhões de dólares para Lula

O dono da JBS, Joesley Batista, disse que transferiu para contas no exterior US$ 70 milhões destinados ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e mais US$ 80 milhões em conta, também no exterior, em benefício da ex-presidente Dilma Rousseff.
Os montantes, afirmou, foram enviados por meio do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e gastos “tudo em campanha”. Joesley falou que tanto Lula quanto Dilma tinham conhecimento dos repasses.
A defesa do ex-presidente Lula afirma “que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados”. Lula é inocente, ainda segundo nota assinada pelos advogados Cristianio Zanin Martins e Roberto Teixeira. A assessoria da ex-presidente Dilma negou irregularidades, e disse que “são improcedentes e inverídicas as afirmações do empresário” 
A declaração foi dada por Joesley em 3 de maio de 2017 na sede da Procuradoria Geral da República, em Brasília. “Teve duas fases, a do presidente Lula e teve a fase da presidente Dilma”, disse. “Na fase do presidente Lula chegou a US$ 80 milhões de dólares, na fase da presidente Dilma chegou a uns US$ 70 [milhões]. Ou ao contrário: US$ 70 [milhões] na do Lula e US$ 80 [milhões] na da Dilma.”
Joesley disse que inicialmente não tinha se dado conta de que os valores eram destinados às campanhas eleitorais de Lula e Dilma. Ele afirma ter percebido quando, ainda segundo ele, Guido pediu a abertura de uma segunda conta, em nome do próprio empresário. “Foi aí a primeira vez que eu desconfiei que o dinheiro não era dele [Guido]”

JBS comprou Kassab por R$ 7 milhões para apoiar PT

Ricardo Saud contou à PGR que Gilberto Kassab vendeu o apoio do PSD à reeleição de Dilma Rousseff, mas desviou parte do dinheiro para o próprio bolso. “O cara roubar dele mesmo duas vezes, nunca tinha convivido com isso.”
“O PT comprou o PSD do Kassab, comprou o apoio com propina (paga pela JBS) e o Kassab fez uma coisa, uma parte colocou na campanha dele para o Senado, uma parte ele ajudou uns poucos candidatos a deputado, outra ele investiu no Robson Faria lá e no Fábio Faria e uma parte ele tirou para ele, pessoa física. Pediu para guardar R$ 7 milhões para ele, dividir em 22 parcelas de 250 mil, tirando os impostos.”
Segundo Saud, o dinheiro foi repassado pela empresa de Renato Kassab, irmão do ministro, chamada Hiato Consultoria. “Não houve prestação de serviço. Só nota gelada. Eu conversava diretamente com Kassab e com o Flávio, o imediato dele que levava nas notas fiscais.”
Saud disse ainda que Kassab recebia, havia anos, uma propina mensal de R$ 300 mil, disfarçada em aluguel de caminhões para a JBS, por meio de outra empresa de Renato, a Hiato Transportes.

Dilma foi comprada por 80 milhões de dólares, afirma JBS

Joesley Batista, dono da JBS, contou  em depoimento que  havia contas no exterior, para pagamento de propina, cujos beneficiários eram a petista Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. Segundo o empresário, o saldo das contas chegaram ao valor de US$ 150 milhões em 2014 e que o ex-ministro Guido Mantega controlava a operação.  Para Dilma foi transferido US$ 80 milhões e para Lula, US$ 70 milhões.
A respeito das acusações feitas por Joesley Batista, a assessoria de imprensa da ex-presidente negou que Dilma negociou pagamentos ilegais com o dono da JBS, acrescentando que a petista nunca autorizou a abertura de empresas em paraísos fiscais.

A CONSTITUIÇÃO, ACIMA DOS DIGNOS E DOS INDIGNOS

Se o Diabo veste Prada, as esquerdas vestem Armani, consomem caviar, têm penthouses na Flórida e triplexes no Guarujá. Curiosamente, porém, lhes são atribuídas importantes virtudes na relação com os ocupantes dos mais miseráveis porões da vida social. É um fenômeno real: não é o pobre que precisa da esquerda; é a estratégia e o projeto político da esquerda que precisam do pobre na sua pobreza. Duvida? Vá a Cuba e à Venezuela e depois nos conte. A aparente empatia entre a esquerda e a pobreza não se compara à que une seus mais poderosos representantes aos donativos, mesadas e jatinhos disponibilizados pelo "capitalismo" de compadrio, construído com dinheiro do condomínio Brasil, ou seja, com o dinheiro de nossos impostos. Enquanto faz juras de amor aos pobres, pisca o olho e vai para a cama com os mais inescrupulosos bilionários.
 A conversa entre Michel Temer e Joesley Batista faz lembrar muito, mas muito mesmo, certas gravações colhidas em grampos com pessoal do PCC. Ouvindo a confusa loquacidade do empresário, construindo frases de um modo meio cifrado, a gente fica à espera do momento em que vai chamar Temer de "mano". E este se comporta como tal, embora alguém do PCC tivesse, ligeirinho, percebido a armação e dado uma curva no escandaloso encontro.
 O presidente caiu como um pato em pleno voo e a crise política instalou-se no mais inoportuno dos momentos, quando o país começava a se aprumar para uma gradual emersão desde as profundezas da pior crise de nossa história econômica. Quem perde com essa nova enxurrada de lama? Há quem, feliz da vida, diga que perde a base do governo, que perdem os "golpistas". Eu vi essa expressão nos rostos de diversos parlamentares quando a notícia da gravação chegou ao Congresso Nacional. De fato, embora quase todos os que observei tivessem contas a acertar com o mesmo STF, a nova situação os excitou positivamente. "Enfim, uma notícia boa!" - pareciam dizer.
 Boa? Eis onde quero chegar. Nas horas subsequentes, ocorreram manifestações. Pontos de concentração, em várias capitais do país, pintaram-se de vermelho. Era marcante o tom político, partidário e militante que caracterizava quem a elas afluiu. A atitude, as bandeiras, as faixas e cartazes funcionavam como carteiras de identidade do público presente. O povo, aquele que "vive e move-se por vida própria", na feliz definição de Pio XII, estava em casa, chocado, desolado, porque inteligentemente presumiu as penosas consequências daquelas revelações. O povo sabe que fora, acima e além das mesquinharias políticas, é ele quem perde. Ele perde sempre que o espírito público é comprado e o interesse nacional, vendido.
 É hora de prestar atenção a quem tenha atitude responsável, esteja pensando no Brasil, na imagem do país, nas necessárias reformas, na retomada do crescimento em favor dos desempregados, dos endividados, dos jovens da geração nem-nem. É uma boa oportunidade, também, para monitorar e, em 2018, varrer da cena políticos corruptos, demagogos, populistas, oportunistas. E como os temos!
Nesta quadra amargamente pedagógica da vida nacional resta-nos a Constituição. Silenciosa, ela se ergue acima dos dignos e dos indignos. Há que segui-la, sem casuísmos, para a necessária substituição do presidente, forçada ou voluntária, repudiando quem queira aprofundar a crise e convulsionar ou parar o país.
 por Percival Puggina. 

OAB se fez de morta por 14 anos. Agora ressurge como guardiã da moralidade ?

Desde a primeira notícia na última semana acerca de inúmeras denúncias envolvendo figurões da nossa política e o alarde bombástico sobre a já costumeira podridão na República, a desconfiança deveria no mínimo acompanhar o cidadão brasileiro.
Tudo está se desenrolando de uma forma muito célere para a velocidade da nossa conhecida justiça pachorrenta, e com isto notamos um atropelo suspeitíssimo, provavelmente doloso, naquilo que sempre defendemos – não por virtudes morais – mas pela simples obediência à lei.
A delação absolutamente atípica dos irmãos matutos JBS, comandada por um ministro da mais alta Corte do país, que possui ligações viscerais com uma turma que necessita desesperadamente livrar a cara de um certo réu na República de Curitiba, e a pressa em se exigir a saída de um presidente ( que não é flor que se cheire, mas o que temos) em virtude da existência de provas frágeis e que não seriam suficientes para derrubar um mosquito na republiqueta da corrupção lulopetista, nos mostram que existe um angu deveras encaroçado em Brasília. Some-se a isto, a incerteza com relação a legalidade desta prova ainda não periciada, e do que realmente está por trás de tanta sofreguidão para mudança do ocupante do Palácio do Planalto.
Aquela entidade diligente, a OAB, mais do que depressa já está se movimentando neste sentido. Seus expoentes máximos fizeram cara de paisagem e fingiram-se se mortos por longos quatorze anos, ignoraram todas as falcatruas dos nossos barões vermelhos e ficaram inertes diante das mais diversas inconstitucionalidades na última década. Todavia, como num passe de mágica, eis que ressurgiram como Fênix – agora- nossos guardiães da moralidade, da lei e do povo brasileiro.
Temer mostrou uma conduta pouco republicana e merece toda nossa reprovação moral. Ele precisa responder por seus eventuais erros ou crimes. Entretanto, tudo precisa ser feito sob a batuta constitucional, qualquer coisa fora deste mandamento configurará um golpe de Estado.
As perguntas que deveriam ser feitas são as seguintes: a quem interessaria o caos, num momento em que o Brasil precisa de reformas inadiáveis e que sua economia ensaiava sair do buraco negro? A quem interessaria a troca do rito constitucional por um outro rito que colocaria em risco nossa democracia, e poderia contribuir para a volta de figuras nefastas à República? A quem interessaria encobrir fatos graves e destacar seletivamente apenas aqueles que podem render frutos na árvore da impunidade nacional? Em quem confiar neste momento? __Apenas para esta última indagação existe resposta imediata, e ela se chama Constituição Federal.
O povo brasileiro não pode se deixar manobrar por interesses escusos vindos de setores que sempre estiveram contra o desenvolvimento do Brasil, e que lucraram horrores com a corrupção endêmica brasileira, e, que, portanto, sempre apoiaram o projeto autoritário de poder marxista que hoje ameaça voltar. Antes de engrossar o coro de “fora isso, fora aquilo“ reflita sobre estas questões elementares, e exija apenas o cumprimento da lei constante de nossa Carta Magna. Apenas ela deve traçar nosso futuro, e não promessas demagógicas e risíveis, como aquela apresentada ontem pela a viva alma mais honesta deste país, o pai dos pobres, nosso guru-guia; “O PT pode ensinar ao Brasil como acabar com a corrupção“.
E aqueles que não exigirem a observância do rito constitucional estarão dando aval para que o PT e seus quadrilheiros nos “ensinem“ a combater a corrupção no Brasil. Nunca antes na história deste país tivemos tanta massa de manobra que ainda não percebeu o golpe em curso.
Por Claudia Wild
fonte: república de curitiba


“O autor do grampo está livre e solto passeando em Nova York”, rebate Temer

O presidente Michel Temer (PMDB) atacou duramente neste sábado (20), em pronunciamento oficial na TV, as acusações feitas pelo empresário Joesley Batista, da JBS, desqualificou a conversa gravada pelo empresário em reunião com ele no Palácio do Jaburu, afirmou que vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) o arquivamento do inquérito contra ele e reafirmou que vai continuar no cargo.
Em fala de pouco mais de 12 minutos, ele citou evidências de que o áudio da reunião dele com Joesley teve mais de 50 edições. “Essa gravação clandestina foi manipulada e adulterada com objetivos nitidamente subterrâneos e, incluído no inquérito sem a devida e adequada averiguação, levou muitas pessoas ao engano induzido e trouxe grave crise ao Brasil”, afirmou em pronunciamento no Palácio do Planalto.
Ele disse que, em razão das dúvidas sobre a autenticidade das gravações, ele vai entrar com um pedido no STF para arquivamento do inquérito aberto contra ele pelo ministro Edson Fachin após pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que viu evidências de três crimes por Temer: obstrução da Justiça, corrupção passiva e organização criminosa. “Por isso, no dia de hoje, estamos entrando com petição no colendo STF para suspender o inquérito proposto até que seja verificada em definitivo a autenticidade da gravação clandestina”, disse.
No pronunciamento, ele também criticou fortemente Joesley. “O autor do grampo está livre e solto passeando pelas ruas de Nova York”, disse. “Não passou nem um dia na cadeia, não foi preso, não foi julgado e não foi punido. E, pelo jeito, não será”, disse. Ele também atacou o empresário por ter comprado grande quantidade de dólares às vésperas da divulgação de sua delação. “Ele especulou contra a moeda nacional”, afirmou.

'Se o PT tem tanta certeza da vitória de Lula em 2018, por que pede eleições antecipadas que não estão na Constituição?', questiona colunista



O colunista Eric Balbinus, do site O Reacionário, propõe uma "provocação". Ele pergunta: "se o Partido dos Trabalhadores e suas linhas auxiliares estão tão certos da vitória de Lula em 2018, qual o motivo de pedirem eleições antecipadas que sequer estão na Constituição? 

Leia abaixo o texto de Eric Balbinus:

Uma provocação: se o Partido dos Trabalhadores e suas linhas auxiliares estão tão certos da vitória de Lula em 2018, qual o motivo de pedirem eleições antecipadas que sequer estão na Constituição? 
Bom, sabemos que as pesquisas que colocam Lula na frente são tão conclusivas quanto a pesquisa Datafolha que colocou Luiza Erundina como favorita para a prefeitura de São Paulo em 2016. É um cenário onde um candidato já definido enfrenta nomes que são apenas cogitados. Também se trata de um nome já definido na extrema-esquerda, onde se vota em massa em um nome independente de suas obras. As pesquisas têm sido muito exóticas também no que tange aos adversários mencionados. O Datafolha chegou a colocar três tucanos de uma vez concorrendo com Lula, um tirando voto do outro. Adicionaram ainda Sérgio Moro, que sequer é político. Foram dois coelhos acertados com uma cajadada: reforçaram a narrativa de que a Operação Lava Jato tem caráter político e diluíram os votos contrários a Lula, que conta com uma rejeição de 45% do eleitorado. 
Não obstante, a extrema-esquerda fez festa com os números que foram compilados para induzir o eleitor ao erro. A mensagem das pesquisas era a mesma que os Borg repetiam à exaustão em Star Trek: resistir é inútil. Não adianta criticar Lula, torcer pela Lava Jato ou votar contra: ele voltará para o Terceiro Advento e esmagará a oposição de forma impiedosa.
O furo disso pode ser identificado na tentativa de se aplicar uma rasteira na Constituição por meio da aprovação da proposta de emenda constitucional do deputado Miro Teixeira, da Rede. O texto estabelece eleições diretas para a substituição de um presidente cassado. Trata-se não só de um parlamentarismo paraguaio, como também de uma tentativa de desestabilizar o país e devolver o poder à extrema-esquerda por meio das opções Ciro, Lula ou Marina. Tanto é verdade que todos estes apoiam este remendo golpista. Tanto é verdade que todos estão em campanha antecipada para tal, sendo que só Lula possui musculatura para reunir em torno de si os vermelhos e voltar para o Planalto. 
Mas daí fica a pergunta: ele não tinha tanta certeza de que seria eleito em 2018 nos braços do povo? Qual é a razão de novas eleições agora? Se uma eleição acontecesse agora, Lula estaria na frente - mas seria conduzido ao Planalto apenas pela massa de extrema-esquerda que devota a ele uma lealdade canina. Não seria Lula com a Força do Povo que supostamente o ama. Vale lembrar que a simples menção a 2018 já invalida tanto a tese do golpe quanto a tese de que precisamos de "Diretas Já". Primeiro porque em um cenário de golpe, não há preparação para novas eleições. Quando um governo golpista assume o poder, o povo é vítima de censura, prisões arbitrárias, tiro, porrada e bomba. Não se permite que a oposição discuta eleições ou que as atividades políticas corram de maneira livre. Sobre novas eleições, o fato de afirmarem que não podemos esperar até 2018 evidencia a normalidade democrática: teremos eleições diretas já em outubro de 2018. Qualquer coisa diferente disso é invencionice, é fraude intelectual, é enganação, é golpe. E não passará.    

Em ataque de cara de pau, Renan diz que 'mandaria prender' quem o procurasse para falar de propina



O senador Renan Calheiros (AL), líder do PMDB, divulgou nota neste domingo (21) dizendo que se algum delator o procurasse para falar em propina ou caixa 2, "mandaria prendê-lo".

A nota, divulgada por sua assessoria de imprensa, confirma que Renan esteve com o ex-diretor de Relações Institucionais da JBS Ricardo Saud, mas nega que eles tenham tratado de vantagens indevidas.

"A citação do delator é fantasiosa. O fato de ele ter ido a minha casa não significa que tenho qualquer relação com seus atos criminosos. Ele ou qualquer outro delator jamais falaria comigo sobre propina ou caixa 2. Se fizesse isso, eu teria mandado prende-lo", diz a nota.

Ao dizer que "mandaria prender" qualquer pessoa que o procurasse para tratar de propina ou caixa 2, Renan faz uma crítica indireta ao presidente Michel Temer.

Uma gravação feita por Joesley Batista, dono da JBS, mostra uma conversa entre ele Temer no qual o empresário narra iniciativas de tentar frear investigações.

O presidente, embora tenha ouvido relatos de práticas criminosas, não fez qualquer denúncia. Em pronunciamento feito neste sábado (20), Temer disse não ter acreditado em "fanfarronices" de um "falastrão".


Pecuaristas não querem vender gado para a JBS

O escândalo gerado pelas delações dos empresários Joesley Batista e Wesley Batista, proprietários da JBS, companhia que possui no Brasil 36 unidades de abate de bovinos, gerou um clima de apreensão e especulação entre os pecuaristas. Muitos se negaram a fechar novos negócios com a empresa ou simplesmente não entregaram, nesta semana o gado, que já havia sido vendido antecipadamente, com o objetivo de vender para outros frigoríficos. Especialistas do setor aconselham o criador, neste momento, a ter cautela.

Nesta sexta-feira (19/5), em todas as praças brasileiras, as vendas estavam mais lentas que o usual. A sexta-feira, segundo o consultor Alcides Torres, da Scot Consultoria, de Bebedouro (SP), é um dia em que as negociações, tradicionalmente já são mais paradas e, hoje, elas ficaram “praticamente paradas”. “Em algumas praças, como Norte do Tocantins e Goiânia, por exemplo, a maior parte dos frigoríficos ficou fora das compras”, disse Torres. “Escalas confortáveis estão dando aos compradores a possibilidade de aguardarem o mercado responder mais claramente aos recentes acontecimentos. Quem seguiu no mercado, testou preços menores.”

As vendas de gado para os frigoríficos da JBS começaram a diminuir na quinta-feira pela manhã. Na noite anterior, o jornal O Globo divulgou com exclusividade que Joesley e Wesley Batista estavam envolvidos em um esquema de delação premiada que envolvia o Presidente da República Michel Temer, o presidente do PSDB, Aécio Neves, e outros políticos. A denúncia ainda levou ao conhecimento público vídeos e áudios que teriam sido feitos pelo empresário durante o pagamento de propina e encontros com o presidente.

Receio de vender Grande parte dos pecuaristas brasileiros estão receosos em vender gado para as unidades da JBS, com medo de sofrer calote. Pecuaristas afirmaram à GLOBO RURAL que estão evitando fechar novos negócios com frigoríficos da empresa e muitos afirmaram que não entregaram os bois negociados antecipadamente.

A JBS tem 36 unidade de abates espalhadas pelo Brasil, com capacidade de abater 45 mil cabeças de gado por dia. No ano passado, de acordo com relatório da empresa, foram abatidos 2,2 milhões de cabeças durante o ano e, desse volume, 15% vem de “boi a termo”, tipo de negociação antecipada.

Na região do Pantanal (MS), segundo o pecuarista A.H, a classe está ‘dividida’. “Muitos estão tirando bois da escala e há aqueles, uns poucos, que acreditam que eles [a JBS] continuem pagando. Eu tirei o meu gado que estava escalado para eles”, declarou o criador. “Fiz frigoríficos pequenos”, disse ele. “Estamos mortos”.

O medo – disseminado pelas redes sociais e pelos aplicativos de mensagens instantâneas no smartphone - reflete no fato de a JBS concentrar frigoríficos em todo o país. Uma das estratégias da empresa, ao longo dos anos, foi comprar empresas do setor, deixando poucas opções de negociação para quem quer vender. “É uma concentração dos frigoríficos deles em todas as regiões”, disse.

Atílio Gusson, diretor geral do frigorífico Mercúrio, que tem duas unidades de abate no Pará (Xinguara e Castanhal) diz que na região, há quatro frigoríficos JBS e, desde quinta-feira, os criadores de gado da região também estão receosos em vender gado para eles, assim como no Pantanal. “Eles [vendedores] estão com medo de vender gado para as empresas deles [da JBS] e nos procuraram”, contou. “Só que, por precaução, nós não embarcamos nada”.

O executivo diz que o Mercúrio ficou fora das compras nesta sexta-feira e só vai retoma-las na próxima terça-feira (23/5). “O mercado está cauteloso com os últimos acontecimentos e precisamos aguardar”. O receio da parte de quem compra é que, com a maior oferta no mercado, os preços caiam, o que já vem acontecendo desde março deste ano, quando foi deflagrada pela Polícia Federal a Operação Carne Fraca.

“Por outro lado, sem os abates da JBS, o mercado consumidor vai sentir a falta de carne e a demanda pode aumentar”, disse. “Mas o que temos que fazer agora é esperar, tentar enxergar o mercado com mais clareza e estabilidade e acompanhar o comportamento do dólar”, afirmou.

De acordo com Alcides Torres, também em São Paulo, uma quantidade considerável de indústrias também não negociou gado nesta sexta-feira. “A pressão de baixa existe”, reforçou. “Não há terrorismo no mercado”.

Para analistas de economia, apesar da gravidade das denúncias que envolvem as empresas da holding J&F, dona da JBS, a companhia tem “conforto” para honrar seus pagamentos a fornecedores em um curto prazo, principalmente porque a maior receita da companhia vem do exterior. A JBS atua em pelo em pelo menos 56 países.


‘O Brasil está mais para The Walking Dead do que para House of Cards’, diz procurador da Lava Jato

O procurador regional da República Carlos Fernando dos Santos Lima, que integra a força-tarefa da Operação Lava Jato, escreveu em seu perfil no Facebook que ‘não há como comparar a crise brasileira com a série House of Cards’.

Para Carlos Lima, ‘o que vivemos hoje está mais para The Walking Dead, onde hordas de mortos-vivos, apodrecidos de alma e corpo, passam entre nós, contaminando tudo que poderia ser bom com o vírus da imoralidade e da corrupção’.

O procurador subscreve o post como ‘Carlos Fernando dos Santos Lima, cidadão’.

Chama-se ‘o cadáver insepulto’ o título que o procurador deu à longa análise que fez do cenário do País mergulhado em um ambiente de incertezas. Ele postou suas impressões neste sábado, 20.

“Falo isso hoje como cidadão, e não como procurador da República e membro da força-tarefa da Lava Jato”, ressaltou. “Essa história de horror tem que acabar. Não é possível admitir mais que esse cadáver do sistema político-partidário continue a apodrecer tudo o que toca.”

“Nenhum motivo existe para que o Brasil conviva com isso como se estivéssemos sempre fadados a essa podridão e mau cheiro”, segue o procurador. “Nem me venham dizer que devemos tapar o nariz para isso, na esperança de uma volta à normalidade do sistema econômico.”

Adiante, o procurador fala do episódio mais explosivo da Lava Jato, a Operação Patmos, que mira o presidente Temer, o senador Aécio Neves (PSDB/MG) e o deputado Rocha Loures (PMDB/PR) – o executivo Joesley Batista, da JBS, gravou conversa com Temer na noite de 7 de março no Palácio do Jaburu.

“Nem também me digam que as gravações de Michel Temer não são estarrecedoras. Nenhum relativismo moral justificaria uma conversação onde são explicitadas as bases de tudo o que de errado, podre e vil a Operação Lava Jato tem tentado mostrar”, diz o procurador.

“Os que desejam fechar os olhos hoje, em uma cegueira ética intencional, são os mesmos que aplaudiam as investigações que revelaram a podridão dos governos do PT. Igualaram-se abjetamente aos que acusavam a Lava Jato de parcialidade contra o governo Dilma e Lula.”

Carlos Lima sustenta que ‘as motivações econômicas não podem justificar que esses cadáveres insepultos continuem entre nós’.

“Suas vísceras expostas enojam, seus costumes obscenos desvirtuam, a sua sujeira contamina. Devemos lutar contra TODOS eles, enterrando-os definitivamente para que, sepultados pela democracia, tenhamos realmente oportunidade de um futuro são”, prega.

O procurador faz um alerta. “Se não fizermos isso, corremos todos nós o risco de que sejamos um país de zumbis morais, que nem coragem de olhar um espelho teremos, com medo de ver que nos tornamos apenas um reflexo decaído de alguém que um dia se pensou ético.”

“Basta. Basta. Basta. Cumpramos a Constituição e nos livremos do mal. Amém.”

Ele ainda registrou um Pos Scriptum. “Aqueles que não gostarem do que escrevi e constarem de minha lista no facebook, por favor desfaçam a ‘amizade’. Para mim ficaria difícil fazer isso um por um. Obrigado.”


Com 80% do faturamento fora do país, JBS não sofre com crise que criou

A crise política desencadeada pelas delações premiadas de Joesley e Wesley Batista não deve prejudicar os negócios dos dois irmãos, donos do frigorífico JBS.

Mesmo que o Brasil permaneça em recessão ou entre em uma fase de estagnação econômica por causa das incertezas sobre a continuidade do governo de Michel Temer, os negócios dos dois continuarão firmes porque mais de 80% do faturamento do JBS vem das exportações ou é gerado em unidades fora do Brasil.

Decisões de Trump preocupam mais a JBS

A JBS é hoje a maior empresa de proteína animal do mundo, processando carnes bovina, suína, ovina e também de frango, com 220 fábricas espalhadas pelo mundo e empregando mais de 230 mil pessoas no Brasil e no exterior. Somente os Estados Unidos, onde estão são 56 unidades de produção, respondem por mais da metade do faturamento do grupo.

Ou seja, as decisões econômicas de Donald Trump ou as medidas que a Justiça americana poderá tomar em relação aos casos de corrupção envolvendo a JBS preocupam muito mais os irmãos Batista do que o futuro de Michel Temer ou da economia brasileira.

Empresa tem ritmo de crescimento chinês

Em 2016, a JBS registrou um faturamento consolidado de R$ 170,4 bilhões, 4,5% superior ao alcançado em 2015. Já o lucro encolheu 86%, para R$ 707,5 milhões, devido a aumento nos custos dos produtos, perdas com operações financeiras e aumento de despesas com pagamento das dívidas.

Em apenas 10 anos, a receita da JBS cresceu mais de 40 vezes. Em 2006, o grupo faturava pouco mais de R$ 4,3 bilhões. Esse ritmo de crescimento, de fazer inveja até aos chineses, foi possível graças a uma série de grandes aquisições feitas pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, como Swift (2007), Pilgrim's Pride (2009), Bertin (2009), Seara (2013), Moy Park (2015), entre outros.

De picanha Friboi até sandálias Havaianas

Além do frigorífico JBS, os irmãos Batista também ampliaram seus negócios em outros ramos da economia e hoje controlam, por meio da holding J&F, empresas de derivados de leite (Vigor), calçados e vestuário (Alpargatas, fabricante das sandálias Havaianas), celulose (Eldorado Brasil), produtos de higiene e limpeza (Flora), além de uma companhia de energia (Âmbar) e de um banco (Original).

O atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, ocupava o cargo de presidente do conselho da J&F antes de assumir o posto no governo Temer.
JBS teve apoio bilionário do BNDES

Os irmãos Batista eram poucos conhecidos no mercado financeiro até o início dos anos 2000. Ganharam notoriedade a partir de 2007, quando decidiram abrir o capital na Bolsa de Valores. A companhia nascida em 1953 em Anápolis (GO), a partir de um açougue montado por José Batista Sobrinho, pai de de Joesley e Wesley, tornou-se umas das maiores empresas do país em menos de uma década.

"O que chamou muito atenção na época foi o apoio bilionário do BNDES para a empresa, a ponto de o banco se tornar sócio do frigorífico em uma operação de conversão de dívida em ações", comenta um executivo de um grande banco, que preferiu não se identificar.

"O (ex-presidente) Lula elegeu algumas empresas para serem 'campeãs nacionais' em seus setores e se tornarem líderes globais. Foi o caso da Oi, que acabou em recuperação judicial, e também da JBS, que na época ainda se chamava Friboi", lembra o executivo. "Nunca ficou muito claro quais os critérios que o governo escolheu para beneficiar essas empresas por meio do BNDES."

Há uma semana, a Polícia Federal lançou a Operação Bullish, justamente para investigar se a JBS foi beneficiada com aportes irregulares da BNDESPar, empresa de participações do BNDES. Os repasses teriam sido feitos com apoio da consultoria Projeto, do ex-ministro Antônio Palocci, preso em Curitiba na Operação Lava-Jato. 

Irmãos são investigados em outras operações da PF

Além das Lava-Jato e Bullish, os irmãos Batista figuram como investigados em outras três operações da Polícia Federal. A Sépsis, um desdobramento da Lava-Jato, foi deflagrada em julho do ano passado para investigar um suposto esquema de pagamento de propina para liberação de recursos do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal, na Eldorado Brasil Celulose, que faz parte do grupo J&F.

Na época, a Eldorado afirmou por meio de nota que captou recursos do FI-FGTS "para financiar obras de logística, saneamento e infraestrutura de sua primeira linha produtiva em Três Lagoas (MS), inaugurada em 2012". "O financiamento foi realizado por meio de uma emissão de debêntures integralmente subscrita pelo FI-FGTS, com registro na CVM. Todo o procedimento seguiu estritamente as regras do FI-FGTS", disse na nota.

A Operação Greenfield começou em setembro de 2016 para investigar suspeita de fraude nos fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil), Petros (da Petrobras), Postalis (dos Correios) e Funcef (da Caixa Econômica Federal). As irregularidades envolveriam a Eldorado Brasil Celulose.

"O empresário tem o maior interesse no esclarecimento dos fatos e está, como sempre esteve, à disposição das autoridades. Joesley reforça ainda que usará todas as medidas cabíveis para exercer o seu direito de defesa", disse a nota da J&F.

Em janeiro deste ano, foi a vez da operação Cui Bono? (referência a uma expressão latina que significa "a quem beneficia?"), para investigar suspeitas de que o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima e o ex-deputado Eduardo Cunha teriam participado de esquema de fraude na liberação de recursos da Caixa em troca de vantagens ilícitas. Segundo a PF, teriam sido liberados R$ 500 milhões para a holding J&F.

Na época, a J&F disse que todas as relações entre as empresas que fazem parte do grupo com a Caixa "são feitas sempre de forma profissional e na mesma forma de concorrência e tratamento com instituições privadas".

Na gravação da conversa entre Joesley e Temer, divulgada nesta quinta-feira (18), o empresário comenta com o presidente sobre sua relação com Geddel e fala que está mantendo "boa relação" com Cunha, supostamente referindo-se à propina para garantir o silêncio do ex-deputado.


PEC que propõe eleições diretas está pautada para terça-feira

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê eleição direta em caso de vacância na presidência da República foi pautada para ser analisada na próxima terça-feira, 23, informou o autor, deputado Miro Teixeira (Rede-RJ).

A decisão foi tomada nesta quinta-feira, 18, em uma reunião entre o presidente da comissão, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) e outros parlamentares um dia depois da divulgação de informações de que o presidente Michel Temer teria atuado para comprar o silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).


Na noite desta quarta, 17, logo após a divulgação da notícia pelo jornal O Globo, centenas de manifestantes foram às ruas em São Paulo e Brasília para reforçar a renúncia de Temer e a realização de eleições diretas.

“A pressão popular pode fazer com que a tramitação da PEC corra”, disse Teixeira.  Proposta em 2016, a PEC está parada desde junho passado, quando o relator,  deputado Esperidião Amin (PP-SC), apresentou seu parecer pela admissibilidade.

O texto propõe alteração do dispositivo constitucional  no qual está previsto que em caso de afastamento do presidente após a segunda metade do mandato o cargo deverá ser ocupado via eleição direta, pelo Congresso. A proposta é que, neste caso, a escolha do presidente seja feita via voto popular.


http://www.folhapolitica.org/2017/05/pec-que-propoe-eleicoes-diretas-esta.html#more