sábado, 9 de dezembro de 2017

Previdência: Sem reforma haverá corte em salário, diz Temer

O presidente Michel Temer disse que se a reforma da Previdência não for feita neste momento será necessário reduzir benefícios e salários de funcionários públicos dentro de alguns anos. O alerta foi feito durante discurso a empresários da indústria de eletrônicos nesta sexta-feira, em São Paulo.

Temer falou das medidas tomadas pelo seu governo, como o teto de gastos públicos e a alteração no modelo do ensino médio, mas disse que considera duas reformas como prioritárias, a tributária e a da Previdência.
Segundo o presidente, a mudança na aposentadorias é a mais importante, para não haver  risco de paralisação do país e, se for postergada, haverá cortes em pagamentos. “Se não fizermos agora, em 2019, 2020, vamos ter uma reforma previdenciária radical, do tipo que aconteceu na Grécia e em Portugal, do tipo que foi preciso cortar as pensões em 20% ou 30%, os vencimentos dos servidores públicos em 20% ou 30%. Se nós fizemos agora, nós alongaremos o tempo para uma reforma mais radical”, disse.
Michel Temer também pediu ajuda dos empresários para convencer os deputados a votarem a favor da medida. “Nós temos que aproveitar essa onda positiva. E por isso, peço para que os senhores para se mobilizarem, não só os a Abinee, mas todos os empresários”, disse.

Votação

O governo busca apoio parlamentar para aprovar a Proposta da Emenda da Constituição (PEC) que muda as regras da Previdência no Plenário da Câmara antes do recesso, que começa no dia 23. A avaliação do Planalto é de que ainda não há a quantidade suficiente de votos (308). A data prevista atualmente é no dia 18, segundo o  líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
O governo federal já comprometeu 43 bilhões de reais, a serem gastos nos próximos anos, para aprovar a reforma da Previdência, segundo informações do jornal O Estado de S.Paulo. A matéria precisa passar por dois turnos na Câmara, e outros dois no Senado.
Entretanto, apesar do esforço, o dinheiro ainda não foi suficiente para garantir uma base sólida que dê ao Planalto tranquilidade na contabilidade de votos a favor da medida. Até o momento, somente o PMDB e o PTB decidiram obrigar seus deputados a apoiar a proposta.

Exército destitui general de cargo por ter criticado Temer

O Exército pedirá ao ministro da Defesa, Raul Jungmann, a destituição do general Antonio Hamilton Mourão do cargo de secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército depois que ele armou que o presidente Michel Temer faz do governo um “balcão de negócios” para se manter no poder.

Mourão vai ficar sem função à espera do tempo de ir para reserva em março de 2018. Para o lugar dele, o comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, indicou o general Luiz Eduardo Ramos Baptista Pereira. 

Em palestra a convite do grupo Terrorismo Nunca Mais (Ternuma), no Clube do Exército, em Brasília, na quinta-feira, o general Mourão elogiou a pré-candidatura presidencial do deputado e capitão da reserva do Exército Jair Bolsonaro (PSC-RJ). 

Também voltou a fazer uma defesa da intervenção militar como solução para a crise política no Brasil. “Não há dúvida que atualmente nós estamos vivendo a famosa Sarneyzação (em referência ao ex-presidente José Sarney). 

O nosso atual presidente vai aos trancos e barrancos buscando se equilibrar e mediante o balcão de negócios chegar ao final de seu mandato”, disse o general. 

Mourão se pronunciou sobre o assunto neste sábado, dia 9, e afirmou que suas declarações são mal interpretadas. O general ainda negou ter insinuado que o presidente Michel Temer praticou crimes. 

"Cada um interpreta da forma que melhor lhe provém. Há muito tempo qualquer coisa que eu falo é colocada como se fosse algo que vá derrubar o castelo de cartas no País. [...] É uma movimentação normal dentro do Exército. Meu comandante não me falou nada (sobre a palestra). Eu não fiz comentário a respeito do presidente. Eu apenas retratei cenários que estão sendo colocados hoje. Não chamei o presidente de corrupto, de ladrão nem de incompetente", disse. 

Segundo o oficial, o balcão de negócios é citado na imprensa diariamente. "É uma negociação política. Isso é o balcão de negócios. Eu falei que ele tem tentando aprovar em termos de emenda, de novas legislações, que ele tem que negociar dentro do Congresso. E obviamente que essas negociações às vezes são feitas de forma, digamos assim, mais explícita, e outras buscando administrar o que ele tem condições de administrar." 

Em setembro, Mourão falou três vezes na intervenção militar enquanto proferia uma palestra na Loja Maçônica Grande Oriente, também em Brasília: “Ou as instituições solucionam o problema político, pela ação do Judiciário, retirando da vida pública esses elementos envolvidos em todos os ilícitos, ou então nós teremos que impor isso”. 

Apesar da repercussão negativa, o ministro da Defesa e o comandante do Exército acertaram que não haveria punição ao oficial. No governo Dilma Rousseff, ele fez críticas à então presidente e perdeu o comando direto sobre tropas do Sul, passando a ocupar o cargo atual de secretário de Economia e Finanças do Comando do Exército, de ordem administrativa. 

O militar foi questionado sobre o que o alto generalato pensavam sobre a pré-candidatura do deputado Bolsonaro. Mourão respondeu em sinal de apoio ao parlamentar, que saiu em sua defesa quando ele proferiu a palestra em setembro e escapou de punição. 

“O deputado Bolsonaro já é um homem testado, é um político com 30 anos de estrada, conhece a política. E é um homem que não tem telhado de vidro, não esteve metido aí nessas falcatruas e confusões. Agora, é uma realidade, já conversamos a esse respeito, ele tem uma posição muito boa nessas primeiras pesquisas que estão sendo feitas, ele terá que se cercar de uma equipe competente, ele terá que atacar esses problemas todos, não pode fazer as coisas de orelhada, e obviamente, nós seus companheiros dentro das Forças olhamos com muito bons olhos a candidatura”, declarou. 


Vocês conhecem este discurso

Cristina Kirchner classificou o pedido de prisão contra ela como “um absurdo”.

“Tudo isso que está acontecendo é um despropósito. Um verdadeiro excesso. Essas medidas não só violam o Estado de Direito, como buscam provocar danos a pessoas. Isso não tem nada a ver com a Justiça e com a democracia.”

O Clarín diz que é quase impossível o Senado autorizar a detenção da ex-presidente.

O deputado Lula

Segundo Roberto Pompeu de Toledo, da Veja, Lula vai acabar se candidatando a deputado federal, porque isso lhe garante quatro vantagens:

“(1) vitória certa;


(2) acréscimo, na esteira de uma gloriosa votação, de um reforço à bancada do PT;

(3) conquista de foro privilegiado;

(4) volta à estaca zero dos processos a que responde.”

Tite 2018

Tite disse à Veja:

“Somos favoritos. Tenho de saber absorver essa pressão, e os atletas também”.

Mesmo que o Brasil confirme seu favoritismo na Copa do Mundo, Tite não vai se candidatar a presidente da República:

“Nunca. Jamais deixarei o futebol. Não tenho essa pretensão. Como cidadão, espero que a política, que por vezes me envergonha, esteja um dia muito melhor do que está hoje. O país é muito maior que o futebol, que mexe com a emoção. A política mexe com o nosso futuro, o de nossos filhos”.

“Existem pessoas no Brasil que não querem se tornar honestas”

Luís Roberto Barroso, em Stanford, disse que o Brasil é dominado por corruptos.

O Globo reproduziu uma passagem de seu discurso:

“Pode parecer uma conspiração, mas há fotos, áudios, malas, os fatos.

A corrupção no Brasil não é resultado de falhas individuais. É um esquema profissional envolvendo a coleta e a distribuição de dinheiro roubado, envolvendo empresas privadas e estatais, políticos e homens de negócio.

Existem pessoas no Brasil que não querem se tornar honestas. E querem que o Brasil fique como está. E essas pessoas estão em todos os lugares, em lugares-chaves do governo, em diferentes braços do governo, na imprensa e lugares os menos esperados. É uma oligarquia que saqueia o Estado.”

Amigo do meu amigo

Lula foi eleito com os dólares de Muamar Kadafi.

A partir de 2007, segundo Antonio Palocci, ele passou a favorecer os negócios das empreiteiras do petrolão na Líbia.

Em seus anexos, diz a Veja, Antonio Palocci contou que “o dinheiro que a Odebrecht acabou repassando a Lula era, em parte, uma retribuição à ajuda do ex-presidente para abrir o mercado líbio à empreiteira”.

Lula era o Amigo do departamento de propinas da Odebrecht. Ele era também “amigo e irmão” de Muamar Kadafi, como ele próprio definiu.

Amigo do meu amigo, meu amigo é.

Os comprovantes de Palocci sobre os dólares de Kadafi

Antonio Palocci, em seus anexos, contou que recebeu a missão de “internalizar” 1 milhão de dólares que Muamar Kadafi deu para Lula.

Segundo a Veja, Antonio Palocci “promete exibir comprovantes da operação” e “revelar os detalhes da transação – quem deu a ordem, quem intermediou, como o dinheiro chegou ao Brasil e de que forma ele foi utilizado”.

CONVIDADO DE HONRA DA FESTA DE FORMATURA AMAN 2017

Formatura AMAN 2017, momento de renovar o patriotismo ao ver jovens se preparando por anos para irem aos mais diversos destinos no Brasil.

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

Dodge denuncia deputado acusado de pagar empregada com dinheiro da Câmara

Raquel Dodge denunciou João Carlos Bacelar pelo crime de peculato. O deputado do PR da Bahia é acusado de ter pago a empregada com dinheiro público, nomeando-a secretária parlamentar, relata O Globo.

A procuradora-geral da República pede que Bacelar seja condenado à perda do mandato e a devolver os valores pagos pela Câmara. Caberá à Primeira Turma do STF decidir se aceita ou não a denúncia.

Pô, Tiririca, conta as sujeiras que você viu no Congresso, vai…

Carta aberta ao palhaço mais votado do Brasil:

Prezado Tiririca:
Sou um fã sincero desde os bons e velhos tempos da Florentina de Jesus. Você me lembra um palhaço que conheci na infância, o Biriba, e é por isso, acho, que tenho simpatia pelo seu trabalho — no picadeiro e na televisão, que fique claro, pois sou um dos muitos milhões de brasileiros que se surpreenderam com os recordes de votação que você teve para a câmara federal.
Não que eu esperasse alguma seriedade dos eleitores ou daquele circo de cavalinhos que é o Congresso, mas ninguém imaginava que dariam assento a um palhaço profissional — tornando a piada realidade! —, prova definitiva de que os verdadeiros palhaços somos nós, patrocinadores de uma farra sem-vergonha que, com ou sem crise, não tem dia e muito menos hora para acabar.
É por isso que agradeço a sua decisão de não tentar se reeleger. Como muitos conterrâneos em busca de consolo, acostumei-me a dizer que o Tiririca era o que tínhamos de melhor em Brasília, não porque fizesse algo em termos legislativos, mas simplesmente porque não faltava às sessões e não estava metido com a lavagem de automóveis.
Claro, não vamos esquecer aquela passagem Ipatinga-Brasília que você comprou com verba de gabinete. É mixaria, convenhamos, mas é aí que mora o perigo: quem rouba uma galinha pode facilmente se apossar do galinheiro.
Então, cara, de boa, devolva esses trocados — se é que já não devolveu — e saia da vida pública como um raríssimo caso de deputado que, se não fez nada útil, também não deixou rabo para ninguém puxar.
Já pensou se imitam os seus exemplos? Quantos bilhões voltariam aos cofres da nação? Melhor: quantos palhaços, mulheres barbadas e artistas das mil fugas desapareceriam do Congresso Nacional?
Ah, sim: você disse em seu discurso de ontem que não contaria por aí as barbaridades vistas e ouvidas dos seus colegas.
Pô, Tiririca, qual é?
Não sei se você tem algo que já não saibamos, mas, se tiver, é seu dever pôr a boca no trombone. Talvez essa seja a sua grande contribuição política, já pensou?
De qualquer forma, meu caro, sobre deixar a vida pública, não mude de ideia, pelo amor de Deus, é o pedido de um fã que acaba de declarar sinceridade. Quero muito te ver na televisão, mas não a partir de Brasília, para o seu próprio bem. Dizem — e não duvido — que tem alguma coisa errada com o ar daquela cidade.
Feliz Natal para você e toda a sua família.

fonte: Veja

Supremo Tribunal do Bairrismo

No julgamento desta tarde no STF, Gilmar Mendes e Luiz Fux se envolveram numa, digamos assim, polêmica em torno dos méritos retrospectivos de Mato Grosso e do Rio de Janeiro.

“Fico muito admirado quando se fala, por exemplo, na corrupção das Assembleias Legislativas. Se olharmos o caso do Rio de Janeiro, como isso se formou? Se formou dentro de um tipo de pacto entre juízes, presidentes de tribunais, a Assembleia Legislativa e o governador”, disse Gilmar, em um aparte ao voto de Alexandre de Moraes.


“Eu não generalizaria isso em relação à classe política (…). Vou falar de Mato Grosso [porque] Vossa Excelência falou do Rio, absolutamente, mas tenho que citar esse exemplo. É um exemplo expressivo que eu senti na minha própria pele”, rebateu Fux, referindo-se à delação de Silval Barbosa, que ele homologou.

“O que falei para o Rio pode valer para Mato Grosso. Não quero esse tipo de patriotada. A única coisa que disse é que Mato Grosso é progressista e o Rio está em falência”, retrucou Gilmar.

“Um Estado progressista, sinceramente, desde que eu li a delação daquele governador…”, respondeu Fux.

Quando retomou a palavra, Moraes disse que não ficaria “magoado” se falassem de São Paulo.

Com Temer e com ambulâncias

Começaram a ser distribuídas aos deputados que votaram para arquivar as denúncias contra Michel Temer as ambulâncias do Samu.

Os presentinhos de Temer serão repassados a prefeitos aliados.

“Eu não tenho ambulância, não tenho jatinho, não tenho helicóptero…”, contou a O Antagonista Joaquim Passarinho, do PSD do Pará. “Mas onde chego no estado, a conversa termina com as pessoas perguntando como eu votei nas denúncias contra o Temer.”

Passarinho votou pelo prosseguimento das duas denúncias apresentadas por Rodrigo Janot, na contramão da maioria de seus pares de bancada e de Parlamento.

“Não me arrependo.”

O recado do general ao STF (mas não só)

Recentemente o site O Antagonista publicou que os militares voltariam a rugir contra a esculhambação que tomou conta de Brasília — e que pode resultar na candidatura à Presidência do condenado Lula.

Ontem, em artigo no Estadão, o general Rômulo Bini Pereira, que foi chefe do Estado-Maior da Defesa, mandou um recado ao STF (mas não só): “Condutas irresponsáveis e antipatrióticas não se podem tornar costumeiras em nossa vida pública”.

Leia um trecho:

“Infelizmente, para grande parte da sociedade brasileira, não chegamos a um nível democrático que nos dê esse equilíbrio. Para muitos, incluídos os intervencionistas, o sistema inexiste e o processo político está voltado, exclusivamente, para interesses individuais ou de grupos partidários. Questionamentos são sempre feitos nas possíveis soluções das crises que surgem. Para quê? Para quem? Para onde? O interesse do País raramente está presente nas respostas, ficando quase sempre em segundo plano.

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) optando pela prévia aprovação das Casas legislativas para a adoção de medidas cautelares impostas a parlamentares é um exemplo. O corporativismo prevalecerá e políticos acusados de crimes estarão imunes e receberão a chancela de inocentes. Outro exemplo foi o incompreensível pedido de vista de um ministro do STF após sete votos favoráveis a pôr fim à imunidade parlamentar, um enorme anseio da sociedade. O pedido não visa um conhecimento maior da causa, mas sim um prazo ampliado que possibilite o Congresso concluir a votação de emenda constitucional do mesmo tema. Se considerarmos que duas centenas de congressistas são processados no STF, a queda da imunidade provavelmente não passará – e nem todos os brasileiros serão iguais perante a lei. Será uma contraposição entre o Judiciário e o Legislativo, advindo certamente outra crise entre eles.

E como se não bastasse, há outro exemplo lamentável. Em sua posse, na presença do presidente da República, o novo diretor da Polícia Federal declarou que uma única mala talvez não desse toda a materialidade criminosa. Referia-se a uma das componentes da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o presidente, justamente quando assumia o cargo que lhe foi dado pelo denunciado. Com certeza uma declaração adrede preparada e comprometida.

Tais exemplos demonstram que no mais alto nível da República o sistema de pesos e contrapesos não funciona como deveria e prima pelo desequilíbrio, sendo, por isso mesmo, comprometido e não confiável, justamente por predominarem os conchavos, os interesses individuais e de grupos, a troca de vantagens e de benesses à sombra de um Congresso subornável e de uma Justiça ‘partidária’. As medidas cautelares, o pedido de vista do ministro e a atitude comprometida, tríade degradante para muitos brasileiros, reforçam o descrédito dos nossos três Poderes perante a sociedade.

Segundo publicações veiculadas pelas redes sociais, um trecho de declaração atribuída ao general Figueiredo, último presidente militar, dirigida ao mundo político, chocou a sociedade: ‘… jogarão a Nação num lamaçal de dimensões continentais, onde o povo afundará na corrupção, na roubalheira, na matança até que se instaure o caos social, seguido de uma guerra civil’. Mesmo que não seja verídica, muitos adeptos da intervenção militar já consideram profética tal declaração.

O Brasil precisa encontrar soluções para os enormes impasses que vivemos, para que nenhuma ilegalidade esteja acima do interesse do povo brasileiro. As forças vivas da Nação, movidas pelos homens de bem, incluindo as Forças Armadas, não podem permitir que condutas irresponsáveis e antipatrióticas se tornem costumeiras em nossa vida pública, por atingirem frontalmente os princípios éticos e morais que conduzem um regime democrático e que resultarão num arremedo de democracia.”

É o PT

Na cerimônia de devolução de 653 milhões de reais à Petrobras, Pedro Parente, o presidente da estatal, disse:

“Apoiar a Lava Jato é fundamental, ainda mais em um momento em que certos atores começam a propor medidas para constranger os responsáveis pela operação.”

Jornalistas perguntaram quem seriam esses “certos atores”. Ele respondeu que se tratava de “certo partido” e que a referência estava nos jornais.

LAVA JATO JÁ RECUPEROU 1,5 BI PARA PETROBRAS COM DELAÇÕES

O MPF formalizou hoje a entrega do valor recorde de R$ 654 milhões para a Petrobras.
Ao todo, a Lava Jato já conseguiu recuperar R$ 1,47 bilhão desviados da estatal. Dinheiro obtido por meio de acordos de colaboração e leniência firmados com pessoas física e jurídicas.
“As colaborações premiadas resgataram o dinheiro da sociedade que estava no bolso dos corruptos. Esses R$ 650 milhões são a maior restituição da história da justiça criminal brasileira. Atualmente, as colaborações são, de longe, o melhor instrumento para investigar a corrupção e ressarcir os cofres públicos. É preciso que o Judiciário preserve as colaborações premiadas para que a sociedade não fique a ver navios como no passado. Cada decisão sobre esse assunto é muito importante”, disse Deltan Dallagnol.
O MPF informou que o R$ 1,47 bilhão já devolvido à Petrobras representa 13% do valor de R$ 10,8 bilhões previstos nos 163 acordos de colaboração e 10 de leniência celebrados perante a 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba e o Supremo Tribunal Federal (STF).
Confira abaixo quem devolveu quanto:
Colaborações com pessoas físicas (R$ 143.479.698,16)
Agosthilde Mônaco de Carvalho – R$ 9.398.250,52
Antônio Pedro Campello de Souza Dias – R$ 1.439.642,48
Augusto Ribeiro de Mendonça – R$ 464.620,41
Cid José Campos Barbosa da Silva – R$ 13.584.858,50
Dalton dos Santos Avancini – R$ 283.128,83
Edison Freire Coutinho – R$ 401.281,90
Edison Krummenauer – R$ 3.608.332,54
Eduardo Costa Vaz Musa – R$ 19.900.683,37
Eduardo Hermelino Leite – R$ 692.857,16
Elton Negrão de Azevedo Junior – R$ 1.439.642,48
Fernando Antônio Falcão Soares – R$ 7.175.247,07
Hamylton Pinheiro Padilha Junior – R$ 753.301,39
João Carlos de Medeiros Ferraz – R$ 1.485.115,08
João Procópio Pacheco de Almeida Prado – R$ 4.225.603,89
João Ricardo Auler – R$ 1.452.434,60
José Adolfo Pascowitch – R$ 132.313,70
José Antônio Marsílio Schwarz – R$ 401.281,90
Julio Gerin de Almeida Camargo – R$ 7.469.693,57
Luis Eduardo Campos Barbosa da Silva – R$ 11.007.550,50
Luis Mario da Costa Mattoni – R$ 719.821,25
Luiz Augusto França – R$ 403.706,62
Marco Pereira de Souza Bilinski – R$ 403.706,62
Mário Frederico Góes – R$ 25.339.026,07
Milton Pascowitch – R$ 268.362,72
Milton Taufic Schahin – R$ 116.720,22
Otávio Marques de Azevedo – R$ 1.079.731,86
Paulo Roberto Dalmazzo – R$ 719.821,24
Pedro José Barusco Filho – R$ 534.309,31
Ricardo Ribeiro Pessoa – R$ 26.958.877,42
Roberto Trombeta – R$ 152.537,47
Rodrigo Morales – R$ 110.078,50
Salim Taufic Schahin – R$ 584.491,10
Shinko Nakandakari – R$ 12.991,05
Vinícius Veiga Borin – R$ 403.706,62
Walmir Pinheiro Santana – R$ 315.970,22
Acordo sob sigilo – R$ 40.000,00
Acordos de leniência (R$ 510.479.256,76)
Andrade Gutierrez – R$ 118.650.604,46
Braskem – R$ 362.949.960,81
Camargo Corrêa – R$ 28.767.413,55
Carioca Engenharia – R$ 71.589,29
SOG Óleo e Gás – R$ 39.688,65
Devoluções já realizadas para a Petrobras no âmbito da operação Lava Jato:
11/05/15 – R$ 157.000.000,00 (valor referente ao acordo de Pedro Barusco)
31/07/15 – R$ 152.220.335,21 (valores referentes aos acordos de Pedro Barusco e
 Paulo Roberto Costa)
30/09/16 – R$ 145.585.131,34 (valor referente ao acordo de Julio Faerman)
14/09/16 – R$ 2.000.000,00 (valor referente ao acordo de Expedito Machado Filho)
23/10/16 – R$ 754.329,39 (valor referente a leniência da SBM)
18/11/16 – R$ 204.281.741,92 (valores referentes a 18 acordos de colaboração e 3 leniências)
02/05/17 – R$ 8.000.000,00 (valor referente ao acordo de Sérgio Machado)
19/07/17 – R$ 45.887.732,55 (valor referente ao acordo de Sérgio Machado)
04/09/17 – R$ 18.854.501,59 (valor referente ao acordo de Sérgio Machado)
30/10/17 – R$ 87.044.010,81 (valores referentes aos acordos de leniência da Rolls-Royce e acordos de colaboração de Nestor Cerveró e Sérgio Machado)
07/12/17 – R$ 653.958.954,96 (valores referentes a 36 acordos de colaboração e 5 leniências)
Total: R$ 1.475.586.737,77

O golpe de Michel Temer e Gilmar Mendes

Michel Temer e Gilmar Mendes continuam a tramar o golpe do semi-presidencialismo.

Segundo O Globo, “o presidente e o ministro do STF se encontraram na quarta-feira no Palácio do Jaburu para conversar sobre o assunto”.

A reportagem diz também que “será um sistema híbrido — nos moldes dos sistemas francês e português — que dá mais poder ao Congresso e cria a figura do primeiro-ministro, nomeado e exonerado pelo presidente”.

Reforma só em 2018

A reforma previdenciária não será votada em 2017.

Foi o que disseram Ciro Nogueira e Agripino Maia, reunidos ontem à noite com Michel Temer.

Segundo o Valor, os presidentes do PP e do DEM “levantaram a alternativa de se deixar a análise do texto para 2018”.


Em carta a tucanos, Aécio promete provar inocência

A três dias da convenção tucana, Aécio Neves, presidente licenciado da sigla, enviou uma “carta de despedida” em que promete provar a “absoluta correção” de seus atos, informa a repórter Maria Lima, de O Globo.

Aécio se afastou da presidência do PSDB em maio, quando veio a público a conversa em que ele pede R$ 2 milhões a Joesley Batista.

“[Desde maio], venho me dedicando de maneira integral à minha defesa diante das falsas e criminosas acusações de que sou vítima. Estejam certos de que, ao fim, restará provada a absoluta correção de todos os meus atos”, escreveu o senador mineiro.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Greve de fome?

Estes três estão de greve de fome contra a reforma da Previdência.

Deputados petistas os levaram para o Congresso.

É greve de fome ou jejum forçado?

O golpe de Lula contra o TRF-4

O plano de Lula é obstruir a Lava Jato.

O advogado contratado para cuidar do golpe garante que nada poderá impedir a candidatura do condenado.

Diz a Folha de S. Paulo:

“Autor do parecer que definiu a estratégia de Lula para concorrer ao Planalto mesmo condenado em segunda instância, o advogado Luiz Fernando Casagrande Pereira diz que a tentativa de acelerar o julgamento do petista no TRF-4 ‘muda pouca coisa no cenário geral’.

Ainda que os desembargadores concluam o processo no primeiro semestre de 2018, virão os recursos. É improvável que todos sejam apreciados antes de agosto, quando o ex-presidente levará seu registro à Justiça eleitoral.

Pereira explica que, ainda que o TRF-4 analise todos os recursos em tempo recorde, Lula poderá apelar ao STJ e ao STF para tentar suspender o veredito dos desembargadores e levar a campanha até, no mínimo, 20 dias antes do primeiro turno.”

O pior Congresso da história

O pior Congresso Nacional de todos os tempos.

É o que diz o Datafolha.

60% dos brasileiros consideram ruim ou péssimo o desempenho dos atuais 513 deputados federais e 81 senadores.

E apenas 5% o consideram bom ou ótimo, o menor número já registrado.

O Jaburu do Ano

O Brasileiro do Ano, Sergio Moro, não foi aplaudido por Michel Temer, o presidente do Brasil.

Diz a Folha de S. Paulo:

“O juiz foi aplaudido efusivamente pela plateia. O presidente Michel Temer e o ministro Moreira Franco, sentados a poucos passos de Moro, não aplaudiram.

Antes do discurso de Moro, Temer, os ministros Moreira Franco e Henrique Meirelles e o presidente do Senado, Eunício Oliveira, foram os únicos a não se levantar para aplaudir o juiz.

Os outros 20 nomes no palco ficaram de pé.”

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Coitada da Cármen Lúcia

Cármen Lúcia se disse “horrorizada” com a falta de transparência do Judiciário, porque os presidentes dos Tribunais de Justiça não enviaram ao CNJ os dados sobre os salários dos juízes do país.

Coitada da Cármen Lúcia, ela manda e ninguém obedece.

Partido de Bolsonaro bate recorde de filiados

O Patriota, antigo PEN, atingiu em outubro seu número recorde de filiados: 75.369, segundo registro da coluna Expresso, da Época.

Esse número ainda vai crescer até as eleições do ano que vem, inclusive com a adesão de parlamentares, como temos dito.

Embaixador ganha salário como professor da UnB sem dar aulas

O embaixador do Brasil em Praga, Márcio Florêncio Nunes Cambraia, recebe como professor da Universidade de Brasília mesmo sem bater ponto na instituição, segundo auditoria do TCU à qual a Folha teve acesso.

“Professor do Departamento de Ciência Política e Relações Internacionais da UnB, Cambraia está afastado das salas de aula desde 1985 por causa da carreira de diplomata. De lá para cá, viveu a maior parte do tempo no exterior. Conforme o tribunal, que recebeu dados da universidade, o embaixador estava de licença para tratar de ‘assuntos particulares’ até 19 de junho de 2015. Os pagamentos a ele, sem a prestação de serviços como docente, vêm sendo feitos ao menos a partir dessa data. No período, ele viveu em Roma e, em junho do ano passado, foi destacado para servir na República Checa.

O Portal da Transparência mostra que os salários do embaixador somam o equivalente R$ 48,4 mil, mas, com o abate-teto, o valor cai para o máximo permitido ao funcionalismo: R$ 33,7 mil brutos. A maior parte (cerca de R$ 30 mil) é paga, em dólares, pelo Itamaraty. O restante vem da UnB.”

UNE, Gleisi Hoffmann e Maria do Rosário vão se revoltar?

O PT é acusado de quebrar a Petrobras

Dilma Rousseff quebrou a Petrobras segurando o preço dos combustíveis em 2014.

Os petistas Guido Mantega, Miriam Belchior, Graça Foster e Luciano Coutinho acabam de ser denunciados por esse estelionato eleitoral.

O MPF do Rio de Janeiro informa que “moveu ação civil pública por improbidade administrativa contra ex-integrantes do Conselho de Administração da Petrobras em razão da condução da política de preços da gasolina e do diesel em detrimento do interesse da própria Companhia.

Os valores foram utilizados para controlar a inflação nos anos de 2013 e 2014. Os envolvidos são: Guido Mantega, Miriam Aparecida Belchior, Francisco Roberto de Alburquerque, Luciano Galvão Coutinho, Marcio Pereira Zimmermann, José Maria Ferreira Rangel e Maria das Graças Silva Foster”.

DEPUTADO TIRIRICA DISCURSA E SE "DESPEDE" NA TRIBUNA DA CÂMARA: "NÃO FIZ NADA, MAS O POUCO QUE FIZ É MUITO".

DEPUTADO TIRIRICA DISCURSA E SE "DESPEDE" NA TRIBUNA DA CÂMARA: "NÃO FIZ NADA, MAS O POUCO QUE FIZ É MUITO".
Assista ao discurso em que Tiririca se “despede” da vida pública –segundo seus assessores, o deputado não renunciou ao mandato.
Esta é a primeira e única aparição do palhaço campeão de votos na tribuna da Câmara.


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Cabral, aquele que não é Adhemar de Barros

No depoimento a Marcelo Bretas, já terminado, Sérgio Cabral lembrou o “slogan” atribuído a Adhemar de Barros (1901-1969) pelos seus adversários políticos.

“Eu não sou Adhemar de Barros, ‘rouba, mas faz’. Eu realizo, eu realizei”, disse o ex-governador do Rio, que em um desses quesitos superou de muito longe o ex-governador paulista.

‘Na nossa opinião, ladrão tem que ir pra cadeia’, diz Lula. Não é piada

Um dia depois de João Pedro Gebran terminar seu voto no TRF-4, Lula voltou a desafiar a Justiça, o Ministério Público e a PF a apresentarem “provas de que ele seja corrupto”, diz o Estadão.

“Vocês sabem que eu tenho nove processos. Nove. (…) O processo contra o Lula é o processo contra as coisas que nós fizemos no governo. Eu não vou entrar em detalhe, mas estou desafiando o Moro, o Ministério Público e a Polícia Federal a apresentarem um centavo que eu cometi algum deslize nesse país”, disse o condenado, no Espírito Santo.

“Ninguém prendeu mais servidor público do que nós. Ninguém deu mais independência para o Ministério Público e fez mais investimento na inteligência da Polícia Federal do que nós. Quem aperfeiçoou o Coaf e criou a Controladoria-Geral da República fomos nós. Porque na nossa opinião ladrão tem que ir para a cadeia”, acrescentou.

A única conclusão possível é que “o Moro”, o MP e a PF estão fazendo tudo certo até agora.

A finesse de Bolsonaro

Jair Bolsonaro foi ao Twitter rebater Aloysio Nunes Ferreira –o ministro das Relações Exteriores do governo Temer disse que as ideias do deputado “não enchem uma xícara”.

“Ele deve se sentir superior porque as dele transbordam um vaso sanitário!”

Cármen Lúcia ‘horrorizada’ com falta de transparência do Judiciário

Cármen Lúcia cobrou dos presidentes dos Tribunais de Justiça o cumprimento da determinação para que se enviem ao CNJ os dados sobre salários de todos os juízes do país.

“Entreguei a todos uma planilha no dia 20 de outubro. Até hoje, não recebi as informações de novembro e dezembro”, queixou-se a presidente do STF numa reunião, ontem, com os presidentes dos tribunais estaduais.

“Espero que em 48 horas se cumpra essa determinação do CNJ para que eu não tenha que acioná-los oficialmente”, acrescentou Cármen.

A ministra disse ainda que ficou “horrorizada” ao ter de clicar 18 vezes em um dos sites de tribunais para ter acesso às informações. “Tem tribunal dificultando, e isso não pode acontecer.”

A bancada de Bolsonaro

Os aliados de Jair Bolsonaro dizem que ele pode contar, neste momento, com uma bancada de 31 deputados, espalhados por diversos partidos.

O articulador do grupo é Onyx Lorenzoni.

Governo quer apoio de Lula e Bolsonaro à reforma

Eliseu Padilha deve pedir o apoio de Lula e Jair Bolsonaro à reforma previdenciária.

A sugestão foi dada por Osmar Terra, ministro do Desenvolvimento Social.

Segundo O Globo, “Eliseu Padilha é tido como bem relacionado com o deputado Bolsonaro. Já com Lula, pondera um aliado, o diálogo teria de ser detalhadamente avaliado, na medida em que Padilha fez oposição direta ao petista em seu primeiro mandato na Presidência, a partir de 2002.”

Gilmar: “Não podemos pensar em substituir os políticos por funcionários públicos”

Em evento no TSE nesta manhã, Gilmar Mendes disse:

“Precisamos dos profissionais da política, dessas pessoas que se dedicam integralmente à atividade política e que têm todo um aprendizado especial. Não podemos pensar em substituir os políticos por funcionários públicos, ainda que graduados como juízes ou promotores.”

O ministro afirmou que os brasileiros não devem considerar todos os políticos corruptos. Ele também voltou a criticar a decisão do STF sobre financiamento de campanha, alertando para “a presença do crime organizado nas eleições de 2018”.

Dê o exemplo, Gilmar, e renuncie à atividade política.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Os militares contra Jair Bolsonaro

Os militares vão detonar a candidatura de Jair Bolsonaro.

É a opinião de Jorge Bornhausen, em conversa com Eliane Cantanhêde, do Estadão.

Leia aqui:

“A oficialidade das Forças Armadas constitui a mais forte oposição à candidatura de Jair Bolsonaro, que largou a farda em litígio com o Exército, está há um quarto de século como deputado e tenta usar sua ligação antiga com a área militar para se lançar à Presidência.

‘O que os políticos falam contra o Bolsonaro conta a favor dele, mas quando os militares começarem a falar, aí, sim, isso vai pesar contra ele’, disse Bornhausen, referindo-se ao desgaste dos políticos e à aprovação dos militares na opinião pública.”

Lula: “Vou ser candidato e vou ganhar as eleições”

Lula garante que o STF vai permitir sua candidatura, mesmo que ele seja condenado pelo TRF-4 e se torne um Ficha Suja.

Ele disse em Vitória:

“Não fiquem com essa bobagem de que o Lula não vai ser candidato. Vou ser candidato e vou ganhar as eleições”.