sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Mais uma pena de prisão para o comandante máximo da ORCRIM

Os documentos da Odebrecht que o juiz Sergio Moro anexou ao processo contra Lula foram encaminhados pela PGR ao STF e, em seguida, redirecionados a Curitiba.
Os relatos dos delatores e os documentos fornecidos por Rodrigo Janot e Edson Fachin confirmam o que foi descoberto pela Lava Jato e devem garantir mais uma pena de prisão para o comandante máximo da ORCRIM.

Mais uma delação do fim do mundo

A empreiteira Queiroz Galvão está fechando proposta de delação premiada com a recém-criada força-tarefa da Lava Jato em São Paulo, informa o Valor.
A empreiteira foi uma das maiores pagadoras de propinas do petrolão e, entre 2011 e 2014, repassou 4,4 milhões de reais para o Instituto Lula e para a LILS.

Pagamentos a Lula na agenda da Odebrecht

A agenda anexada pelo juiz Sergio Moro ao processo contra Lula mostra que a empreiteira contratou Lula para uma palestra antes mesmo que ele terminasse seu mandato. 
As obras do sítio e os repasses para o Instituto Lula, negociados naquela mesma reunião, provam que o empreiteiro Emílio Odebrecht foi ao Palácio do Planalto apenas para oferecer uma rica aposentadoria ao Amigo.

Odebrecht entrega estudos sobre nova sede do Instituto Lula

Foi entregue à Justiça pela Odebrecht uma série de estudos arquitetônicos e de engenharia sobre diferentes imóveis que poderiam abrigar a nova sede do Instituto Lula.
Essa documentação indica que a empreiteira estava dedicada ao tema a pedido do próprio ex-presidente e reforça a acusação da Lava Jato sobre a compra de um terreno como parte do pagamento de propina.
Abaixo, veja alguns estudos de volumetria.



DOCUMENTOS DA ODEBRECHT CONTRA LULA

Sergio Moro anexou ao processo contra Lula documentos fornecidos pela Odebrecht.
Eles corroboram os relatos dos delatores sobre o pagamento de propinas para a compra do prédio do Instituto Lula e da cobertura em São Bernardo do Campo.
Diz O Globo:
"Os documentos são vinculados a pagamento de propina ao PT em contratos das plataformas de petróleo PRA–1, P59 e P60; reformas na refinaria Presidente Vargas (Repar), no Paraná; e na montagem do gasoduto Gasduc III, além de valores ilícitos que teriam sido pagos por meio do ex-ministro Guido Mantega ao publicitário João Santana e anotações onde aparece o sítio de Atibaia como assunto a ser tratado diretamente com Lula".

Desiludido, Tiririca critica Congresso e diz que deve largar a política em 2018

'A partir do exato momento que você entra, ou entra no esquema ou não faz. É uma mão lava a outra', diz o deputado que votou contra Temer.
No sétimo ano consecutivo de mandato, o deputado Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca (PR-SP), está desiludido com a política e propenso a encerrar a carreira parlamentar em 2018. Em entrevista ao Broadcast Político nesta quinta-feira, 3, um dia após votar pela autorização para que o STF desse encaminhamento à denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB) por corrupção passiva, ele critica o Congresso Nacional e diz não ter o "jogo de cintura" exigido para ser político. "Não vai mudar. O sistema é esse. É toma lá, dá cá", afirmou.

Um dos deputados mais assíduos da Câmara, mas que só usou o microfone três vezes no plenário, o deputado Tiririca vê a maioria dos parlamentares trabalhando para atender interesses próprios, em detrimento do povo. Ele avalia que há parlamentares bem intencionados, mas que não conseguem trabalhar porque o "sistema" não deixa. "A partir do exato momento que você entra, ou entra no esquema ou não faz. É uma mão lava a outra. Tu me faz um favor, que eu te faço um favor. Eu não trabalho dessa forma", desabafou.
Tiririca conta que, certo dia, uma rapaz o procurou para oferecer um "negócio" de aluguel de carro. "O cara disse, 'bicho, vamos fazer assim, tal, o valor tal'. Eu disse: acho que você está conversando com o cara errado. Não uso carro da Câmara, o carro é meu. Ele disse: 'não, é porque a maioria faz isso'", relatou o parlamentar, sem dar nomes e mais detalhes sobre o fato. "Fiquei muito decepcionado com muita coisa que vi lá", acrescentou.
Após se eleger duas vezes deputado com mais de um milhão de votos em cada uma das eleições, Tiririca acha que não tem como continuar na política. "Do fundo do meu coração, estou em dúvida, e mais para não disputar", confessou. 

Questionado se a aversão a políticos tradicionais não poderia favorecê-lo, ele respondeu: "Pode ser que sim ou que não. Mas, para fazer o que? Passar oito anos e aprovar um projeto", desabafou o deputado, que só conseguiu aprovar uma de suas propostas em sete anos de mandato: a que inclui artes e atividades circenses na Lei Rouanet.
Tiririca confessa que disputou o primeiro mandato, em 2010, apenas para tentar ganhar visibilidade como artista. Mudou de ideia quando foi eleito com 1,3 milhão de votos, o que o tornou o deputado mais votado do País. "Aí disse: opa, espera aí. Teve voto de protesto, teve. Mas teve voto de pessoas que acreditam em mim. Não posso brincar com isso", afirmou. À época, o deputado foi eleito ao usar o slogan "Pior do que está não fica" durante sua campanha. 
Em 2014, decidiu disputar reeleição "para provar que não estava de brincadeira e que fiz a diferença na política". E foi reeleito com 1,016 milhão de votos.
No segundo mandato, Tiririca votou tanto a favor do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) quanto pela abertura de investigação contra Temer, mesmo com a pressão da direção partidária sobre ele. "Tem um ditado que minha mãe fala sempre: errou, tem que pagar", disse. Para ele, os indícios apresentados contra o presidente "era coisa muito forte". "Acho que ele tinha que entregar os pontos e pedir para sair. Foi muito feio, muito agressivo para o País essas denúncias", afirmou.
Quando perguntado se o Brasil tem jeito, lembra uma música "das antigas" de Bezerra da Silva, cujo refrão diz "para tirar meu Brasil dessa baderna, só quando morcego doar sangue e saci cruzar as pernas". Com toda a desilusão e os planos de deixar a política, Tiririca voltou a fazer shows como palhaço há cinco meses. O espetáculo conta a história de vida dele e é exibido de sexta a domingo, cada fim de semana em um Estado. De segunda a quinta-feira fica em Brasília, onde mora com a esposa e uma das filhas. 
conteúdo:Estadão

PALAVRAS ENGANOSAS PARA VENEZUELIZAR O BRASIL

O objetivo do Psol é o caos social e político, reduzir tudo a ruínas para, num final imaginado por ele, implantar a sua ditadura do proletariado. Sim, o Psol, que é só um PT sem grife, quer venezuelizar o Brasil.
PALAVRAS ENGANOSAS PARA VENEZUELIZAR O BRASIL
por Renato Sant’Ana
Será que o governo Temer é tão bom a ponto de o Psol ter de mentir para fazer-lhe oposição? Na propaganda eleitoral gratuita, no rádio (25/07/17), o Psol foi o de sempre. Numa das "inserções", por exemplo, a ex-deputada Luciana Genro - que, para demonstrar a profundidade do seu pensamento, abriu com um originalíssimo "Para começar, fora Temer!" - fez malabarismo retórico para dizer sem dizer que é culpa de Michel Temer haver 14 milhões de brasileiros desempregados. Tudo bem! Ele era o vice de Dilma.
Mas, como bem sabe Luciana Genro, Temer assumiu o governo com o país ladeira abaixo, com mais de 12 milhões de desempregados, inflação disparando, juros estratosféricos e nenhuma previsão de crescimento. E ela sabe mais, o que empurrou o Brasil para o abismo econômico foi existir, com as impressões digitais de Dilma Rousseff, a macabra combinação de absoluta incompetência administrativa com roubalheira descontrolada.
Estarei defendendo Michel Temer? Não! Só alguém com deficiência cognitiva tiraria semelhante conclusão: repelir uma acusação falsa não implica ignorar os erros do presidente. Ademais, basta ter juízo – não sei se alguém do Psol tem - para enxergar a realidade. Fato é que, apesar de estar enrolado com a polícia, o governo Temer começou a recuperar a economia. Inclusive, embora lentamente, o desemprego vem caindo. Sim, é um governante menor do que o seu governo: a equipe do suspeitíssimo Michel Temer conseguiu melhorias palpáveis na economia, desfazendo pouco a pouco o desastre deixado por Dilma.
Mas o Psol não terá nada de base conceitual a discutir? Nenhuma ideia? Não conseguirá ir além daquela arenga de grêmio estudantil, atacando as reformas que, há não muito tempo, até as esquerdas pediam?
Não. O Psol jamais fará uma oposição racional. E se o governo é ou não acossado por denúncias não muda nada em sua agenda. Porque o objetivo do Psol é o caos social e político, reduzir tudo a ruínas para, num final imaginado por ele, implantar a sua ditadura do proletariado. Sim, o Psol, que é só um PT sem grife, quer venezuelizar o Brasil.


Renato Sant’Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

A DITADURA DOS BUROCRATAS

Ser do governo é tornar-se superior aos comuns e sofridos cidadãos deste país.
A DITADURA DOS BUROCRATAS
por Ives Gandra da Silva Martins
A máquina estatal brasileira é gigantesca. Uma federação é sempre mais onerosa para os cidadãos que o Estado unitário, por necessitar, na autonomia dos entes federados, uma escala intermediária de poder, que são os Estados, províncias, cantões ou unidades semelhantes. O custo maior da federação deveria ser compensado por uma maior eficiência administrativa. No Brasil, esse custo é consideravelmente superior ao da maioria das federações, pois os municípios, desde 1988, são entidades federativas, com plena autonomia administrativa, política e financeira.

Infelizmente, a eficiência pretendida – o princípio da eficiência é um dos cinco princípios fundamentais da administração pública plasmados no artigo 37 da Lei Suprema – não existe na esclerosada, amorfa e aparelhada máquina administrativa da maior parte das entidades federativas, incluída a União Federal, em que a autonomia financeira dos Poderes Judiciário e Legislativo e do Ministério Público mais a adiposidade do Poder Executivo tornam a carga tributária brasileira insuficiente, apesar de elevadíssima, para pagar o custo burocrático e político do Brasil.

Com efeito, segundo a carga tributária medida pela OCDE em 2014, o Chile ostentava 19,8% do PIB; a Coreia do Sul, 24,6%; os EUA, 26%; a Suíça, 26,8%; o Canadá, 30,8%; Israel, 31%; e o Brasil, 32,6% – sem contar as penalidades, que nas execuções fiscais, nos “refis” e parcelamentos variados a elevam consideravelmente, por força das multas acopladas aos tributos no País.

É interessante que na faixa entre os 32,42% do Brasil e os 36,1% da Alemanha (diferencial de 3,68 pontos porcentuais) se encontram países como Reino Unido (33,26%) e Espanha (33,2%), todos eles com serviços públicos incomensuravelmente melhores que os do Brasil. Em comparação com países da América Latina, o Brasil vence Argentina (32,2%), Colômbia (20,3%), Chile (19,8%), México (19,1%) e Peru (18%). O gasto das empresas brasileiras para pagar os tributos é, em média, de 2.600 horas anuais de trabalho – em segundo lugar no mundo em horas trabalhadas está a Bolívia (1.080); nenhum grande país se encontra entre os dez primeiros colocados.

Como se percebe, nada obstante ter o maior nível de imposição da América Latina, o investimento no Brasil é escasso, pois o brasileiro paga tributos para sustentar a burocracia nos três Poderes, incompatível com o tamanho das necessidades do País. A carga tributária no Brasil é elevada porque a carga burocrática e política é enorme, pagando o brasileiro seus tributos em grande parte para sustentar os privilégios dos três Poderes, a Federação inchada e a corrupção inerente a todo sistema político em que ser do governo é tornar-se superior aos comuns mortais e sofridos cidadãos desta República.

Quando Roberto Campos dizia que o País não corria o risco de melhorar, apenas diagnosticava que gerar empregos produtivos e úteis para a comunidade não é a especialidade de burocratas e políticos – pelo menos no século 21, em que os governos dos últimos 13 anos atolaram o País na mediocridade administrativa, na corrupção burocrática, na incompetência política, na ineficiência empresarial, embarcando em projetos ideológicos fracassados desde o início do século 20. E fazendo as opções erradas, que fulminaram o prestígio que o Brasil , a duras penas, adquirira nos fins do século passado.

O pior é que, apesar de os governos de Lula e Dilma terem afundado a economia nacional, provocando novamente inflação de dois dígitos, o sucateamento do parque industrial, a perda de competitividade internacional e o aumento do desemprego – algo que só agora, no governo Temer, começa a ser recuperado –, além de terem dado total apoio aos ditadores Chávez, Maduro e irmãos Castro, implodindo o prestígio do Itamaraty, que fora sempre elevado, em nível mundial, continuam seus áulicos de costas para a realidade, dizendo que querem voltar ao poder. Para isso combatem todas as reformas necessárias para que o País saia da crise, das quais a previdenciária é a mais relevante. Só neste ano o déficit programado da Previdência é de R$ 270 bilhões, em grande parte por força dos privilégios de burocratas e políticos dos três Poderes. Basta dizer que a média de proventos dos aposentados de segunda classe, os “não governamentais”, é de R$ 1.900 mensais e a dos enquistados nos três Poderes, R$ 15.800!!!

O próprio carro-chefe da propaganda ideológica dos governos anteriores, o programa Bolsa Família, foi transformado em sistema de aposentadoria precoce, quem recebe o benefício não procura emprego para não perdê-lo, passando a ser mais um estímulo à ociosidade do que um verdadeiro e provisório auxílio a necessitados.

Para crescer o Brasil precisa de seis reformas: 
1.trabalhista, já em parte feita; 
2.previdenciária;
3.tributária;
4.administrativa; 
5.do Judiciário; e
6.política. 
Isso para que a adiposidade da Federação encolha, a burocracia diminua e os privilégios sejam reduzidos, permitindo que a sociedade possa desenvolver-se.

Enquanto todos desejarem ser burocratas ou políticos, para alcançarem privilégios que o comum dos cidadãos não tem, o Brasil continuará patinando. 

Está cada dia mais longe o país do futuro de Stefan Zweig e, em vez de se aproximar das grandes potências, terá o seu futuro muito mais semelhante ao da Venezuela de Maduro.

Desburocratizar, desregulamentar, não atrapalhar a iniciativa privada, para que ela possa gerar empregos e desenvolvimento, sem ter de rastejar perante os “regulamenteiros” da Federação – que multiplicam obrigações e alimentam a corrupção pelas dificuldades criadas –, isso é o que o povo desta desesperançada nação deseja para voltar a ser o país dos brasileiros, e não dos detentores do poder. 

Precisamos de democracia cidadã, e não de ditadura burocrática.

conteúdo: Estadão

EXPULSAMOS DEUS E NOS SURPREENDEMOS COM QUEM CHEGA...

EXPULSAMOS DEUS E NOS SURPREENDEMOS COM QUEM CHEGA...
Percival Puggina 
"Nossa Constituição foi feita para um povo moral e religioso. Ela é totalmente inadequada  para qualquer outro". John Adam (2º presidente dos EUA).

Sempre é bom lembrar que alguns anos antes dessa significativa afirmação, ao declararem a independência das colônias, os Founding Fathers, afirmaram sua crença em que os homens, "criados iguais", foram "dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis" e explicitaram entre esses direitos "a vida, a liberdade e a busca da felicidade".

Afirmaram, também, a supremacia da sociedade sobre o Estado, "porque os governos são instituídos entre os homens", derivando seus poderes "do consentimento dos governados". 

Boa parte da solidez institucional dos Estados Unidos se deve a esses elevados consensos e perdurará enquanto eles resistirem ao severo ataque interno a que estão submetidos.

E nossa Constituição? Para que povo foi ela feita? Tão solenes princípios de nada nos acusam nestes turbulentos dias? Com eles, certamente, teríamos evitado a atual alienação da nação ao Estado e a dupla apropriação que nele ocorre - a apropriação desde o topo pelo patrimonialismo casado com a corrupção e a apropriação interna promovida pelos corporativismos. Na conjugação de ambas, a soberania popular se converte em servidão.

Alguém não sabia o que havia no fim dessa estrada? Pode o dependente químico queixar-se da droga ou denunciar o traficante com base no Código de Defesa do Consumidor? Pois é algo muito parecido o que está acontecendo com a sociedade brasileira em relação à sua representação política. Todos os pilantras, picaretas e negocistas que infestaram a política nacional de modo crescente ao longo dos últimos anos prosperaram na carreira criminosa tapados de votos populares. Fizeram suas mal havidas fortunas a olhos vistos. 

Muitos, aliás, chegaram em Brasília de ônibus, vindos dos grotões, pés encardidos, calçando sandálias. E foram protagonistas da mais vertiginosa ascensão social de que se tem notícia. Em cada uma de suas páginas, os jornais trazem exemplos dessa produtiva combinação de desmazelo social, irresponsabilidade cívica e enriquecimento criminoso.

De tanto brincarmos com tudo que é sério, o Brasil virou uma grande zorra. Fazemos piada de Lula. E o elegemos. Fazemos piada de Dilma. E a elegemos. Assistimos as tropelias do MST e tratamos com deferência seus protetores nos poderes do Estado. Consideramos charmosamente moderna a fabricação de conflitos étnicos, de sexo, de classe, de cor da pele, de gerações. 

Acreditamos quando alguns vigaristas intelectuais nos dizem que é feio ser liberal ou conservador. 

Silenciamos, constrangidos, quando políticos e comunicadores são benevolentes com a criminalidade e severos com a polícia. 

Delegamos a educação de nossas crianças às escolas e aceitamos que estas sejam entregues a militantes políticos. 

Assinamos, assistimos e prestigiamos veículos de comunicação que influenciam negativamente a sociedade. 

Estamos vendo o PT apoiar ditaduras de esquerda em Cuba e Venezuela e permanecemos passivos quando nos lecionam sobre golpismo, Estado de Direito e democracia.

Somos tolerantes com as imposições e os achaques de minorias locais organizadas. Achamos decente endividar-se o país e indecente o pagamento dessa dívida. 

Afastamos Deus de tudo que seja público e nos espantamos com quem chega, operoso, para ocupar o espaço. Dá ou não vontade de dizer bem feito?

Placa de nova sede do MPF na Paraíba tem erro de português






Erro gramatical está repercutindo nas redes sociais. Na placa, o nome Edifício está escrito com "L" no lugar do "O", portanto, "Edifícil". Apesar de ter sido inaugurado na semana passada, o erro gramatical começou a ser comentado e viralizou nas redes sociais, sobretudo em grupos de whatsapp, nesta quinta-feira (03). 

A placa da nova sede do edifício do Ministério Público Federal (MPF) em João Pessoa (PB), inaugurado na última quinta-feira (27), tem um erro ridículo de português. 

O novo prédio do MPF, localizado na Avenida Epitácio Pessoa, 1800, no bairro Expedicionários, recebeu o nome de João Guimarães Jurema.

A solenidade de inauguração contou com a presença do secretário-geral do Ministério Público da União (MPU), Blal Yassine Dalloul, que representou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

PT, ODEBRECHT E FORO DE SÃO PAULO

Parece muito evidente, tanto nas delações da Odebrecht quanto nas da OAS, a convergência de interesses empresariais com interesses políticos. Estes últimos envolvem países sob governos do FSP ou campanhas eleitorais de interesse daquele coletivo partidário internacional.
PT, ODEBRECHT E FORO DE SÃO PAULO
por Percival Puggina*
Não se trata de especulação nem de "teoria da conspiração", como afirmavam alguns sempre que mencionada a perigosa importância política do Foro de São Paulo (FSP). É a Odebrecht, em acordos judiciais firmados com os governos do EUA, Brasil e Suíça que confessa haver pago propina para garantir mais de uma centena de contratos em 12 países. Segundo o Departamento de Justiça dos EUA, o valor dos pagamentos admitidos pela empresa (US$ 788 milhões entre 2001 e 2016) configura "o maior caso de suborno internacional da história". Os pixulecos foram creditados a funcionários de governos, a representantes desses funcionários e a partidos políticos em Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela.
Vejamos, agora, que países são esses porque a lista fala por si mesma. Há nela dois africanos, estranhos, portanto, ao FSP. Contudo, seus governantes sempre estiveram na lista preferencial da diplomacia petista. Não por acaso, Angola é presidida desde 1979 pelo ditador multibilionário José Eduardo Santos, amigo de Lula; as delações de Mônica Moura e João Santana incluem o PT, a Odebrecht e entregam o serviço sobre a origem de recursos para a eleição angolana de 2014. Moçambique, por seu turno, desde a independência em 1975, vive sob a ditadura partidária da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo). Lula também andou por lá com a Odebrecht, como se verá mais adiante.
Os demais países são iberoamericanos. Durante o período coberto pelas confissões de culpa da Odebrecht, estiveram sob governos de partidos integrantes do FSP o Brasil, Argentina, Equador, Panamá, Peru, República Dominicana e Venezuela. Aparentemente, os esquemas de corrupção envolvendo aquela empresa no México e na Guatemala foram meramente comerciais, sem relação com interesses políticos de partidos ligados ao FSP.
O site do Instituto Lula disponibiliza um relatório sobre as palestras realizadas pelo ex-presidente. Ali se vê que, em maio de 2011, ele falou para convidados na Cidade do Panamá, contratado pela Telos Empreendimentos Culturais que, por sua vez, segundo constatado pela Polícia Federal, era contratada pela Odebrecht. Em junho de 2011, falou em Caracas e em Angola, contratado pela Odebrecht. Em agosto de 2011, pago pela OAS, falou em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Em novembro de 2012 em Moçambique, levado pela Camargo Correa. Em novembro de 2013 foi à República Dominicana, pago pela Odebrecht. Em junho de 2013, foi ao Peru, contratado pela Odebrecht e, dois dias mais tarde, ao Equador, desta feita, patrocinado pela OAS. Em fevereiro de 2014 palestrou no Uruguai do companheiro Mujica, contratado pela OAS. Ainda em fevereiro de 2014 foi a Cuba, a serviço da Odebrecht. Em maio de 2014 voltou a Angola, para a Odebrecht.
Parece muito evidente, tanto nas delações da Odebrecht quanto nas da OAS, a convergência de interesses empresariais com interesses políticos. Estes últimos envolvem países sob governos do FSP ou campanhas eleitorais de interesse daquele coletivo partidário internacional.
Você lembra, leitor, da "Pátria Grande"? Pois é desse mega projeto político internacional que estamos falando. Abastecido com financiamentos brasileiros do BNDES, ele teve sua tesouraria esvaziada pelo impeachment e pelas investigações da Lava Jato. 
Percival Puggina (72), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. integrante do grupo Pensar+.

O MELHOR POSSÍVEL

Pelo que revelam as pesquisas, a maioria do povo brasileiro desaprova o presidente Michel Temer e como tal quer vê-lo fora do cargo o quanto antes. Entretanto, uma minoria já se deu conta de que a situação do nosso sofrido Brasil pioraria ainda mais com o afastamento de Temer da presidência.  

Em suma: se já está difícil com Temer, mais difícil fica sem Temer. O melhor, portanto, neste grave momento, é que Temer fique no cargo até 01 de janeiro de 2019. 

É preciso sempre levar em conta que o nosso país foi vítima de enormes estragos gerados e nutridos com muito amor pelos governos Lula/Dilma. Pois, no exato momento (17 de maio) em que a nossa economia dava os primeiros sinais de vida, eis que a mídia brasileira, capitaneada pela Rede Globo e suas afiliadas Brasil afora, não só compraram os direitos de transmissão do FORA TEMER como resolveram patrocinar a atual crise política que agravou ainda mais o que já estava ruim.

Com os direitos de transmissão garantidos, a novela FORA TEMER se transformou no -blá, blá, blá- político mais cansativo de todos os tempos. A Rede Globo, com o propósito de influenciar os pobres brasileiros incautos, passou a mostrar, de forma repetitiva (mais de 40 vezes), em todos os telejornais, a mesma cena das gravações feitas por Joesley Batista no dia 17/05. Tal qual o -VALE A PENA VER DE NOVO-, que a emissora usa para exibir novelas antigas.

O mais nojento é que na falta de notícias novas e/ou interessantes, os repórteres que cobrem a política nacional passaram a se portar como se fossem obrigados a cumprir uma cota diária de informações. Ou seja, na falta de um fato novo, a ordem era inventar alguma coisa para ser publicada e mostrada no Jornal Nacional. Mais: os âncoras, antes e depois de cada notícia, nunca poderiam esquecer de usar as expressões faciais, tipo -caras, bocas e olhos- que definem o interesse da emissora.

Pois, com toda esta pantomima o resultado da votação, ontem, na Câmara dos Deputados, mostrou que ainda resta alguma dose de sensatez. Ainda assim é importante observar o quanto estamos rodeados de gente insensata. Vejam, por exemplo, o que a maioria dos deputados que votaram contra o relatório da CCJ (que manda arquivar as denúncias contra Michel Temer), disse ao se posicionar:  - CONTRA A REFORMA TRABALHISTA;  CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA; CONTRA A CORRUPÇÃO; DIRETAS JÁ! LULA 2018. O meu voto é NÃO.  Pode?

Não por acaso, este contingente de doentes mentais, cuja gravidade é imensa, é responsável direto pela situação terrível pela qual passa a nossa economia, com imensos respingos no social. Analisando friamente tudo que disseram antes de dar o voto, o que mais querem, como venho afirmando, é o FIM DAS REFORMAS e a VOLTA DO MAIOR CORRUPTO DO PLANETA. Só que desta vez, quem fez esta afirmação foram os próprios comunistas que, sem esconder, apoiam a DITATURA MADURO-VENEZUELANA.

O que mais espero daqui para frente, é que o Brasil deixe de patinar e que as reformas finalmente aconteçam. Ontem, o Brasil que produz se viu livre de algumas amarras. Tomara que nossa economia encontre o caminho do crescimento; e que a pauta política esteja voltada apenas para as eleições de 2018. 

por Gilberto Simões Pires

Polícia Federal pode restabelecer equipe exclusiva da Lava Jato em Curitiba

Igor Romário de Paula, o delegado da Polícia Federal que coordenou  a Operação Lava Jato em Curitiba – base da grande investigação sobre propinas e cartel na Petrobrás, está pensando em recompor a força-tarefa da Polícia Federal, informou o blog O Antagonista.
A Lava Jato, no auge da investigação, chegou a ter um elenco com mais de dez delegados em dedicação exclusiva, além de agentes, escrivães e peritos criminais federais. Foi uma época, sobretudo entre 2014 e 2016, em que multiplicavam-se os alvos ligados a partidos políticos e dirigentes da Petrobrás.
No dia 6 de julho deste ano, Igor anunciou a fusão da equipe especial da Lava Jato com a Delegacia de Combate à Corrupção e assegurou  que ‘não havia nenhum tipo de interferência” externa.
Na época, a direção-geral da PF informou que a medida que pôs fim à exclusividade da força-tarefa da Lava Jato visava ‘priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário’. 
Em nota oficial, a PF destacou que a incorporação da equipe especial pela Delegacia permitia o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilitaria o intercâmbio de informações.
via site República de Curitiba Online

BOLSONARO VOTA DE ACORDO COM CAMPANHA PETISTA E GLOBAL PELA SAÍDA DE TEMER, E É DETONADO POR EDITOR DE DIREITA

por Rodrigo Constantino*
Os Bolsonaros votaram em coro com o PT e o PSOL contra Michel Temer. Bolsonaro e Maria do Rosário tiveram o mesmo voto. Para sua bandeira jacobina contra o “sistema”, apesar de estar há sete mandatos no Congresso e ter três filhos na política, tal voto faz sentido. Ele precisa manter a imagem de que é contra tudo e todos que estão aí. 

Por isso vai para um partideco “ecológico”, que poderá controlar como coisa sua, talvez mudando o nome para Prona, em homenagem ao caricato Dr. Enéas, conhecido pelo nacionalismo fanático e pelo grito de campanha: “meu nome é Enéas!”. A versão nova pode ser “Pelo grafeno e nióbio, meu nome é Bolsonaro!”. 

Com esse voto, Bolsonaro acumula apenas mais um que fere de certa forma os interesses do povo brasileiro, como quando foi contra a reforma da previdência. O deputado é bom de discurso do contra, mas pelo visto ainda está muito longe de ações efetivas em prol de uma mudança sustentável de rumo no país. Ser contra a “corrupção” em abstrato é fácil; complicado é colaborar para o avanço do país. Não é questão de ter bandido preferido; mas não dá para querer ser a única virgem vestial do bordel. Luciano Ayan condenou a postura do deputado:

O que o Bolsonaro deveria fazer? Simples. Declarar: “O Temer fica até o fim, e depois do mandato vai ser investigado sim. Não vamos antecipar as coisas só porque Janot e a escória do PT estão exigindo. Chola mais!”. Isso é o que alguém de direita deveria fazer. Mas não… o sujeito vai lá e dá o voto EXIGIDO pela bancada do PT, do PCdoB, do PSOL e da Rede. Clap, clap, clap….

Em seguida, acrescentou:

Dois grupos são coerentes politicamente nessa votação: a tropa do PMDB, DEM e centrão que votam por Temer, e a extrema esquerda que vota contra. Aquela molecada do PSDB e aquela direita true tipo Franciscini, Bolsonaro e Major Olímpio não demonstram um traço de coerência. Alguns tem muito o que aprender. Outros são caso perdido.

Já o editor Carlos Andreazza, legítimo conservador, detonou o oportunismo e o militarismo do potencial candidato a presidente em seu programa na rádio Jovem Pan, de forma bastante dura. Andreazza, que disse ter lastro e cultura para se afirmar um conservador, questionou qual lei Bolsonaro apresentou para apontar o país à direita no Congresso. Bolsonaro faria proselitismo com a pauta de costumes, que é necessária mesmo, mas o editor não vê ação concreta em prol dela.

Sei que qualquer crítica ao “mito” é logo motivo de desespero, chilique, histeria e muitos, muitos ataques pessoais, xingamentos e lembranças de debate com Ciro Gomes (alguém que, no fundo, desperta alguma simpatia nessa gente, talvez por não ser tão diferente assim do “messias”, com seu estilo machão coronelista de “falo e acontece”). A Gazeta fez uma matéria sobre votos passados de Bolsonaro alinhados ao PT e até em Lula e logo entrou na lista negra dos inquisidores.



A tropa de choque conhecida como “bolsominions” nas redes sociais não perdoa. Mas o exemplo vem de cima: não há reação com argumentos, apenas com listas negras e “hall da canalhice”. Daqui a pouco não vai sobrar ninguém, só os mais fanáticos seguidores. É sempre “fora do contexto”, mas não parece incrível que Bolsonaro, de fato, tenha feito tão pouco nesse tempo todo dentro da política, e que tenha votado em várias ocasiões de forma no mínimo estranha para um verdadeiro conservador? Isso para não lembrar de quando ele considerava privatização um “crime de lesa-pátria”, que não faz tanto tempo assim…

Se é guerra, e se a guerra é basicamente contra o comunismo, o socialismo, o petismo, e mesmo o “fabianismo”, então a última coisa que um soldado deveria fazer nessa guerra é votar de acordo com o que deseja o PT e o PSOL, não é mesmo? Vai dar munição grátis assim para o inimigo? Ah, mas é preciso deixar claro que todos são iguais, ninguém presta, é tudo farinha do mesmo saco, pois só ele, o mito, o messias, será o salvador da Pátria, sozinho!

E sabe a quem essa narrativa mais interessa? Isso mesmo: aos piores, aos comunistas, aos petistas, aos bolivarianos, aos que defendem até hoje o modelo venezuelano e o cubano, aqueles que fizeram campanha pelo “Fora Temer” e que foram para casa do Caetano acompanhar o espetáculo, ou então que foram ao Congresso votar, o mesmo voto de Bolsonaro. Pensem, caros admiradores do Bolsonaro, que quando seu guru votou, Letícia Sabatella vibrou de felicidade, deve ter tido até orgasmos múltiplos. Assim não dá!

Um mínimo de pragmatismo deve ser exigido de quem pretende, efetivamente, ajudar o Brasil a sair da lama vermelha. Mas talvez o deputado não tenha isso como real objetivo, e sim sua própria carreira (ainda resta algum filho para entrar na política? A filha é muito novinha, parece…).

Chega de tanta ingenuidade, e chega de monopolizar as intenções, como fazem os petistas. Não é patriota apenas aquele que idolatra Bolsonaro. Talvez seja até o contrário: se é para votar com o PT, de que adianta tanto discurso oposicionista?

por Rodrigo Constantino*Economista pela PUC com MBA de Finanças pelo IBMEC, trabalhou por vários anos no mercado financeiro. É autor de vários livros, entre eles o best-seller “Esquerda Caviar” e a coletânea “Contra a maré vermelha”. Contribuiu para veículos como Veja.com, jornal O Globo e Gazeta do Povo. Preside o Conselho Deliberativo do Instituto Liberal.

via Gazeta do Povo

Moreira Franco é condenado a devolver R$ 2 milhões para o Rio

A Justiça do Rio de Janeiro condenou o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Moreira Franco, a devolver cerca de R$ 2 milhões ao Estado do Rio, em sentença emitida em 31 de julho.
Esse é o valor atualizado de dois cheques entregues por Moreira Franco em 1989, quando ele era governador do Estado do Rio, ao então prefeito do município fluminense de Miracema, Jairo Barroso Tostes, condenado solidariamente na sentença.
Na ação popular, que tramita desde 1996, o ministro é acusado de ferir a moralidade administrativa ao entregar dois cheques a Tostes, referentes a um convênio firmado entre o Estado do Rio e a Prefeitura de Miracema para a compra de merenda escolar.
Segundo o acordo, o dinheiro deveria ser transferido por meio de depósito em conta bancária mantida pela prefeitura no então Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj).
Em depoimento à Justiça, Tostes afirmou que a entrega de cheques, em vez de depósito em conta do município, seria “praxe habitual” e “prática de político para político”.
Ele admitiu ainda que, “por equívoco”, usou o dinheiro para pagar professores, em vez de comprar a merenda.
A juíza Flávia de Almeida Viveiros de Castro, da 9ª Vara da Fazenda Pública, considerou que a atitude de Moreira Franco e de Tostes “fere, às escâncaras, a moralidade pública, prejudicando sobremaneira o controle sobre os recursos assim recebidos e sua aplicação”.
“Embora as contas tenham sido aprovadas (pelo Tribunal de Contas do Estado), tal circunstância não invalida a plena ilicitude da conduta do então governador, que entregou cheques ao então prefeito, como se dele próprio fossem, como se tirasse do bolso um pagamento qualquer (e eram recursos públicos para a merenda escolar!), em desafio ao disposto no convênio firmado e, em última análise, à própria Constituição”, registrou a magistrada.
“Julga-se procedente o pedido em face dos réus Moreira Franco e Jairo Barroso Tostes, para declarar a invalidade dos atos praticados e condenar os réus solidariamente a devolver aos cofres públicos os valores relativos aos cheques entregues/recebidos e relativos à merenda escolar, no ano de 1989, no valor, à época, de Ncz$ 89.907,64 e Ncz$ 117.410,00, tudo devidamente atualizado, com juros legais de 1% ao mês desde a data do fato”, concluiu a sentença.
O atual ministro Moreira Franco afirmou que desconhece a condenação:
“Não fui comunicado e não sei nada a respeito do assunto. Nos últimos 20 anos não tenho lembrança desse processo. Acho estranho um julgamento que demorou 20 anos e não tem nenhum tipo de notificação. Vou procurar um advogado para me informar. De fato, vivemos tempos muito estranhos”, afirmou o ministro, por meio de sua assessoria, nesta quarta-feira, 2.
A reportagem procurou Jairo Tostes e seus advogados ao longo da tarde desta quarta-feira, sem sucesso.

PSOL diz que apoia Maduro e é contra a “direita golpista com sólidos laços com a Casa Branca”

A Secretaria de Relações Internacionais do PSOL mantém uma nota em seu site em que reforça o apoio do partido ao regime do ditador Nicolás Maduro.  No domingo (30), a Venezuela realizou eleições para eleger os membros de sua Assembleia Constituinte, que terá a missão de reformar o Estado e redigir uma nova Constituição. No mesmo dia, diversos países declararam que não reconheceriam os resultados e outros condenaram o processo. O Brasil pediu que a Constituinte fosse suspensa.
Na publicação do PSOL, o partido diz houve conquistas populares na Venezuela e que existe “uma oposição de direita ultraliberal, golpista e com sólidos laços com a Casa Branca e com o sistema financeiro internacional”, além de contar com o apoio de “golpistas brasileiros”.
“De um lado estão quase duas décadas de conquistas populares, de apropriação da riqueza petroleira por parte do Estado, de expansão dos direitos e garantias sociais e de uma rota da transformações profundas. De outro está uma oposição de direita ultraliberal, golpista e com sólidos laços com a Casa Branca e com o sistema financeiro internacional. Além disso, tais forças contam com o apoio dos governos conservadores da América Latina e da Europa e com o suporte dos golpistas brasileiros.”
A votação na Venezuela aconteceu sob violentos protestos. Pelo menos dez pessoas morreram, elevando para quase 120 o número de mortes nos últimos três meses no país, que vive uma grave crise política e econômica. Entre as vítimas da violência, está o candidato à Assembleia José Félix Pineda, de 39 anos, morto em casa um dia antes da votação.  O líder da oposição Henrique Capriles considerou os atos como um “massacre de ativistas”.

Tribunal aumenta a pena imposta por Moro a Jorge Zelada para 15 anos

Não gostou da pena aplicada por Sérgio Moro e entrou com apelação criminal, mas se deu mal.

A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) decidiu nesta quarta-feira, 2, aumentar a pena do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás Jorge Luiz Zelada de 12 anos e 2 meses para 15 anos, 3 meses e 20 dias de reclusão. 

Os outros três réus da apelação criminal, o ex-gerente da estatal Eduardo Costa Vaz Musa e os operadores financeiros João Augusto Rezende Henriques e Hamylton Pinheiro Padilha Júnior tiveram as penas mantidas. Essa é a 14ª apelação analisada pelo tribunal.

As informações foram divulgadas pelo Tribunal.

A condenação de 12 anos e 2 meses havia sido imposta pelo juiz federal Sérgio Moro, em 1ª instância.

Os quatro foram condenados pela 13ª Vara Federal de Curitiba nos autos da Operação Lava Jato em fevereiro de 2016. Zelada, Musa e Padilha foram condenados por corrupção e lavagem de dinheiro. Rezende Henrique foi condenado por corrupção passiva.

Os réus foram denunciados por recebimento e pagamento de propina para garantir o contrato de afretamento do navio-sonda Titanium Explorer pela Petrobras ao custo de U$ 1,816 bilhão.

O aumento da pena de Zelada foi deferido por maioria, tendo prevalecido o voto do revisor, desembargador federal Leandro Paulsen. O magistrado considerou que houve concurso formal entre os crimes de lavagem de dinheiro e manutenção de divisas não declaradas no exterior, e não consunção. 

Por esse entendimento, os crimes são considerados de forma autônoma, resultando numa pena maior. Na consunção, um crime é considerado decorrente do outro, resultando numa pena menor.

A 8ª Turma deu provimento ao recurso da Petrobras e fixou um valor mínimo para reparação dos danos causados à estatal, sobre os quais deverá incidir juros moratórios.

COMO FICARAM AS PENAS:

Jorge Luiz Zelada: teve a pena aumentada de 12 anos e 2 meses para 15 anos e 3 meses e 20 dias;

Eduardo Costa Vaz Musa: teve a pena mantida em 11 anos e 8 meses;

Jorge Augusto Rezende Henriques: teve a pena mantida em 6 anos e 8 meses. O réu deverá cumprir pena nos termos do acordo de colaboração premiada;

Hamylton Pinheiro Padilha Júnior: teve a pena mantida em 12 anos e 2 meses. O réu também fez acordo de colaboração e deverá cumprir pena nos termos deste.

Cobrada pelos gastos do mandato, vereadora do PSOL tripudia: “Dinheiro público tá ai pra ser gasto com o povo babaca”

Isa Penna, vereadora do PSOL, foi questionada por um internauta sobre o uso de dinheiro público por seu gabinete. 

Suplente do vereador Toninho Vespoli, Isa Penna assumiu o mandato durante 30 dias, em março. 

Uma reportagem do jornal Gazeta de São Paulo publicou um ranking de gastos, e a suplente teve gastos expressivos apesar do pouco tempo na função. 

Irritada com o questionamento, Penna respondeu ao cidadão de forma grosseira: 



PAPA PEDE AOS JOVENS BRASILEIROS PARA QUE 'NÃO TENHAM MEDO DE COMBATER A CORRUPÇÃO'

O papa Francisco pediu para os jovens brasileiros que combatam a corrupção e que não tenham "medo" de lutar. O líder da Igreja Católica fez o apelo em uma mensagem divulgada nesta segunda-feira, 31, e enviada aos participantes de um evento organizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) para celebrar os 300 anos da aparição da Virgem Maria no Rio Paraíba do Sul, em São Paulo. 

"Vocês são a esperança do Brasil e do mundo, não tenham medo de combater a corrupção", disse o pontífice.

O papa Francisco também agradeceu os jovens pelo seus testemunhos de fé e pelo zelo com que enfrentam as dificuldades diárias.

"Caros amigos, em meio às incertezas e inseguranças de cada dia, em meio à precariedade que as situações de injustiça criam ao redor de vocês, tenham uma certeza: Maria é um sinal de esperança que lhes animará com um grande impulso missionário", escreveu. 

"Ela conhece os desafios em que vocês vivem. Com sua atenção e acompanhamento maternos, lhes fará perceber que não estão sozinhos", disse ainda.

Na carta, o papa também citou o tema da 32ª Jornada Mundial da Juventude, que ocorrerá em janeiro de 2019, no Panamá, e recordou os apelos que fez na Assembleia do Conselho Episcopal Latino-Americano (Celam) em 2017.

"Não tenham medo de se arriscar e de trabalhar para construir uma nova sociedade, permeando com a força do Evangelho os ambientes sociais, políticos, econômicos e universitários. Não tenham medo de combater a corrupção e não se deixem seduzir por ela", pediu Francisco. 

"Sob o manto de Maria, vocês poderão redescobrir a criatividade e a força para serem protagonistas de uma cultura de aliança e, consequentemente, criar novos paradigmas que guiarão a vida do Brasil", acrescentou.

A mensagem foi entregue aos jovens brasileiros que participam do programa "Rota 300", encerrado em 29 de julho com uma festa no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo.