quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Prisão em segunda instância: questão de honra para a PGR

Os advogados esperavam que Raquel Dodge e equipe fossem maleáveis em relação à prisão de condenados em segunda instância.

Quebraram a cara.

“Para a atual PGR, a manutenção da prisão para condenados em segunda instância é uma questão de honra. E todos ao seu lado estão fechados com ela”, disse um dos advogados.



TRF-2 nega habeas corpus a Nuzman

Abel Gomes, desembargador do TRF-2, negou habeas corpus pedido pela defesa de Carlos Arthur Nuzman.

Nuzman, que renunciou hoje à presidência do Comitê Olímpico Brasileiro, seguirá preso por tempo indeterminado.

Ele é acusado de participar de esquema de compra de votos para a realização da Olimpíada no Rio.


O SISTEMA É F#D@


O SISTEMA É F#D@, desabafa Cláudio Dantas no Momento Antagonista.


Quando precisava de dinheiro, Joesley ligava para Luciano Coutinho

No depoimento complementar à PGR, Joesley Batista narrou detalhadamente como obtinha empréstimos bilionários no BNDES, registrou O Antagonista.

Quando precisava de dinheiro, ele ligava diretamente para Luciano Coutinho.

“Eu contatava o presidente do banco, que delegava o assunto para as áreas específicas. O meu time técnico se reunia com o time técnico do BNDES, com a minha presença na maioria das vezes, e ali se discutia como se daria a formalização das negociações com o banco.”

Ou seja, enquanto simples empresários precisam seguir o script oficial (de baixo para cima), o amigo de Guido Mantega fazia o percurso inverso (de cima para baixo). E acertava tudo antes, para formalizar depois.



URGENTE: POR 6 A 5, STF DECIDE A FAVOR DE AÉCIO

A presidente do STF desempatou o julgamento com voto a favor da necessidade de o Congresso avalizar medidas cautelares que impliquem afastamento de parlamentares.

A decisão tem impacto direto no caso de Aécio Neves, afastado do cargo de senador desde 26 de setembro, por decisão da Primeira Turma do Supremo.

No próximo dia 17, os senadores vão decidir se derrubam as cautelares impostas a Aécio — agora amparados pelo entendimento do STF.

Pasadena: TCU bloqueia bens de Dilma por compra da refinaria-sucata.

Prejuízo foi de US$ 580 milhões à Petrobras.
O Tribunal de Contas da União (TCU) bloqueou nesta quarta-feira, 11, os bens da ex-presidente Dilma Rousseff, por conta de sua atuação na aquisição da refinaria de Pasadena, no Texas (EUA), pela Petrobras. O bloqueio, que tem validade de um ano, foi aprovado pelo plenário da corte.

A informação de que Dilma poderia ser punida com o bloqueio de seus bens foi revelada pela Coluna do Estadão em 31 de agosto. 

O bloqueio de bens também atinge os ex-membros do conselho Antonio Palocci, José Sergio Gabrielli, Claudio Luis da Silva Haddad, Fabio Colletti Barbosa e Gleuber Vieira. Cabe recurso da decisão do tribunal.

A decisão atinge a diretoria colegiada da petroleira que, em 2006, aprovou a aquisição da refinaria americana.

Segundo o tribunal, a compra de Pasadena acarretou em prejuízo de US$ 580 milhões à estatal, “em razão desses gestores terem adotado critérios antieconômicos para definir o preço da refinaria”.

O ministro da corte de contas Vital do Rêgo, relator do processo, acatou as recomendações de bloqueio que foram
feitas por técnicos do tribunal e pelo Ministério Público junto ao TCU.

Em 2006, quando votou favoravelmente à compra de 50% da refinaria de Pasadena, Dilma era ministra da Casa Civil e comandava o Conselho de Administração da Petrobras. Todos os demais seguiram seu voto. 

Em março de 2014, quando foi questionada pelo ‘Estado’ sobre a aprovação da compra da refinaria, Dilma
declarou que só apoiou a medida porque recebeu “informações incompletas” de um parecer “técnica e juridicamente falho”. Era sua primeira manifestação pública sobre o tema.

O “resumo executivo” sobre o negócio Pasadena foi elaborado em 2006 pela diretoria internacional da Petrobras,
comandada por Nestor Cerveró, que defendia a compra da refinaria como forma de expandir a capacidade de refino da estatal no Exterior. Indicado para o cargo pelo ex-ministro José Dirceu, na época já apeado do governo federal por causa do mensalão, Cerveró é hoje diretor financeiro de serviços da BR-Distribuidora.

Em agosto, o TCU já havia condenado Cerveró e Gabrielli a ressarcir US$ 79 milhões (cerca de R$ 250 milhões)
por dano ao erário na compra de Pasadena. A corte impôs ainda, a cada um, multa de R$ 10 milhões, o arresto dos bens para assegurar o ressarcimento e determinou que sejam inabilitados para o exercício de cargos em comissão e funções de confiança por oito anos. 

Na prática, no entanto, a quitação dos montantes é improvável, pois o patrimônio já rastreado de ambos não alcança o valor cobrado pelo tribunal. Cabe recurso contra a decisão.

O bloqueio de bens ocorre após o tribunal receber e analisar as argumentações e defesas de cada um dos membros do conselho. Durante este processo, o TCU tomou conhecimento de informações contidas em um Relatório da Comissão Interna de Apuração (CIA) e Relatório de Auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU).

“A diretoria executiva apreciou a aquisição de Pasadena em um dia e o Conselho de Administração aprovou uma negociação de milhões de dólares exatamente no dia seguinte”, declarou em seu voto o ministro Vital do Rêgo.

“Não se tem dúvida de que o conselho contribuiu para a prática de gestão de ato antieconômico no que se refere à
aquisição da primeira metade da refinaria.”
A decisão afirma que “todos aqueles que participaram da valoração da refinaria de Pasadena no momento de aquisição dos 50% iniciais devem ser responsabilizados pelo débito total, pois o próprio contrato se valia daqueles valores para calcular o preço das ações remanescentes”.

Segundo o TCU, o conselho será responsabilizado “pela integralidade do débito e não apenas pelo dano decorrente da aquisição da primeira metade da refinaria”.

Sírio-Libanês confirma visitas de contador a Glaucos

Em ofício a Sérgio Moro, o Hospital Sírio-Libanês confirmou que o contador João Muniz Leite visitou Glaucos da Costamarques três vezes no final de 2015.

Na época, o empresário estava internado para um procedimento cardiovascular. O hospital disse não ter encontrado registros da visita de Roberto Teixeira, advogado e compadre de Lula.

Segundo Glaucos, o contador o visitou para colher assinaturas de recibos de aluguel referentes ao ano de 2015. O empresário, primo de José Carlos Bumlai, é acusado de ser laranja do ex-presidente.

A força-tarefa da Lava Jato diz que Lula recebeu propina da Odebrecht por meio do apartamento atribuído a Glaucos, vizinho à cobertura do petista em São Bernardo, e pela aquisição do terreno que serviria de sede para o Instituto Lula.

Imprescindível mesmo é extraditar logo o terrorista Battisti

O advogado de Cesare Battisti, acha "imprescindível" que ele seja ouvido pela Justiça.

Imprescindível é extraditar logo para a Itália o terrorista que assassinou quatro pessoas e, não contente em matar o pai de um menino então com 15 anos, ainda deixou o garoto paraplégico.

A turma da Gleisi chegou

Nesta manhã, Gleisi Hoffmann, presidente do PT, convocou a militância para um ato contra o impeachment de Dilma Rousseff em frente ao STF.

A turma chegou.


Dodge quer que Geddel seja mandado para 1ª instância

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou manifestação para o Supremo Tribunal Federal (STF) na qual defende o desmembramento das investigações relacionadas ao ex-ministro Geddel Vieira Lima no caso do “bunker” que guardava o equivalente a R$ 51 milhões. Se o relator do caso, ministro Edson Fachin, decidir na linha apresentada pela procuradora, a apuração sobre o ex-ministro e aliado do presidente Michel Temer deve voltar à Justiça de primeira instância.

Geddel e o advogado Gustavo Ferraz foram presos no dia 8 de setembro na Operação Tesouro Perdido, quando o dinheiro foi achado em um apartamento em Salvador. Cinco dias depois, o juiz Vallisney Oliveira, da 10ª Vara da
Justiça Federal em Brasília, remeteu as investigações ao Supremo ao identificar a menção ao deputado Lúcio Vieira Lima – o único dos três que tem foro privilegiado. Segundo depoimentos colhidos pela PF, o apartamento onde foram encontradas as malas com dinheiro foi emprestado a Lúcio.

Celeridade
A manifestação de Raquel é mantida em sigilo e será analisada por Fachin, que recebeu o parecer anteontem. Na primeira instância, a tendência é de que as investigações tenham desfecho mais rápido do que no STF – tanto pelo procedimento célere em relação à Corte como pelo fato de que os investigadores no primeiro grau já conduziam o caso.

O Ministério Público Federal (MPF) aguarda a decisão para oferecer provável denúncia contra os envolvidos. As defesas também esperam o desmembramento para discutir a estratégia a ser tomada – como eventuais negociações de delação.

(República de Curitiba conteúdo)

Sob orientação de Lula, Gleisi elogia as Forças Armadas

Por orientação do ex-presidente Lula, o PT tenta se reaproximar das Forças Armadas. Depois de ele mesmo louvar investimentos que fez com gastos no setor, durante evento em Brasília, na segunda-feira (9), a
senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidente da legenda, subiu à tribuna nesta terça-feira (10) para dedicar 13 minutos de discurso às Forças Armadas. 

Ela listou, a exemplo de Lula, as ações do governo petista para equipar a área. 

Em seguida, Gleisi afirmou que o governo de Michel Temer quer reduzir em mais de 60% o orçamento da Defesa. 

Os gestos surgiram da indicação do ex-ministro Celso Amorim (Defesa e Relações Exteriores) de que nas Forças Armadas há grande sentimento de insatisfação com o governo Temer.

Fonte: Epoca

Dilma bate Janot em intenção de voto para o Senado em Minas

Levantamento inédito do Instituto Paraná Pesquisas

Dilma Rousseff está na frente nas intenções de voto para o Senado em Minas Gerais.
Levantamento inédito feito Instituto Paraná Pesquisas mostra que a ex-presidente teria 16,9% dos votos, seguida pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot, com 15,2%.
Na terceira colocação, Josué Alencar (PMDB) tem 15,1% do eleitorado.
No segundo cenário feito pelo instituto, outro petista lidera: o governador do estado, Fernando Pimentel, que tem 24,6% das intenções de voto.
Veja abaixo as duas simulações feitas pelo Instituto para o Senado:
Cenário 1
Dilma Rousseff – 16,9%
Rodrigo Janot – 15,2%
Josué Alencar – 15,1%
Aécio Neves – 13,7%
Mauro Tramonte – 13,3%
Márcio Lacerda – 13,1%
Carlos Viana – 11,9%
Nenhum 20,7%
Não sabe – 5,8%

Cenário 2
Fernando Pimentel – 24,6%
Rodrigo Janot – 15,5%
Josué Alencar – 15,3%
Aécio Neves – 13,9%
Mauro Tramonte – 13,7%
Márcio Lacerda – 13,6%
Carlos Viana – 12,5%

Quem manda e quem obedece

Aprendendo com os erros do passado: a diferença entre a Operação Mãos Limpas e a nossa Lava Jato são as redes sociais.
A sua opinião pesa muito mais do que você imagina.
Dois episódios da semana passada no Congresso Nacional ilustram bem a importância da chamada pressão das bases na cabeça dos nobres parlamentares.

O Senado ameaçou, ameaçou, mas, sentindo o pulso dos eleitores, não teve peito de desacatar o Supremo Tribunal Federal no caso do recolhimento noturno de Aécio Neves. Recuou. Optou por esperar pelo menos até amanhã, quarta, dia 11, por novo pronunciamento do STF.

Na Câmara, outro recuo diante de outra indecência: a que estenderia a corruptos de plantão o direito a privilégios na renegociação de dívidas tributárias.

São exemplos de que, mesmo em nossa democracia cheia de defeitos, é o engajamento da sociedade que dá as cartas, sim.

Estamos a um ano das eleições.

O Brasil tem chance de sair da Lava Jato melhor do que a Itália saiu da Operação Mãos Limpas.

Lá, o octogenário e cassado Silvio Berlusconi está de volta à cena política graças a infindáveis apelações à Justiça e à aprovação de leis oportunistas, concebidas apenas para servir aos políticos investigados, sempre em prejuízo do eleitor.

Berlusconi lá, Maluf aqui

Aqui faço um parêntesis: qualquer semelhança com o também octogenário Paulo Maluf talvez seja mera coincidência.

Mas sempre que leio sobre a volta de Berlusconi, lembro-me de Maluf. Há 40 anos, o hoje deputado federal estreou nas páginas policiais. E por um motivo que, de tão atual, é deprimente: empréstimos do BNDES à Tecelagem Lutfalla, da família da mulher de Maluf, que estava em situação pré-falimentar.

E sabe por que Maluf não está enquadrado na lei da ficha limpa, que torna inelegíveis os corruptos? Graças a outros tantos recursos judiciais.

Muito além da urna

Fecho o parêntesis sobre Maluf, e volto à grande diferença entre a Operação Mãos Limpas, de 1992, e a nossa Lava Jato: há 25 anos, não havia redes sociais.

O eleitor brasileiro tem se mostrado um craque no uso dessas preciosas ferramentas junto aos governantes.
Os resultados são imediatos e visíveis.
O eleitor manda, e o eleito – quem diria – muitas vezes obedece, sim.

O impacto do que você escreve ou diz é maior do que imaginamos. E não só no poder legislativo. Os magistrados das cortes superiores também têm se mostrado sensíveis à opinião pública, especialmente ao que vêem no Facebook ou no Twitter.

Há poucos anos, o voto era, praticamente, o único veículo de expressão da vontade popular. As raras exceções eram manifestações como as das Diretas Já, ou as mais recentes, contra a corrupção.

Hoje, podemos e devemos exercitar a cidadania o tempo todo. O pulso da sociedade é levado em conta, sim.

Por isso estou aqui, no site da Revista Veja.

Como jornalista, não pretendo baixar a guarda.

Vou seguir lutando por um Brasil melhor, mais democrático, mais decente.

Através da internet. Graças à internet.

Conto com a interação de vocês.

Terei este blog, participarei da TV Veja, e estarei presente também, lógico, nas redes sociais.

Vamos nessa?

Por Lillian Witte Fibe

terça-feira, 10 de outubro de 2017

DESCULPE, SENHOR RÉU!

O ex-presidente Lula acha que as leis brasileiras atrapalham muito a sua vida, e por isso acredita que tem direito a receber desculpas.

O ex-presidente Lula, falando há pouco para o seu próprio público, manifestou o que parece ser o seu desejo mais recente: quer que o juiz Sérgio Moro, que o condenou a nove anos e meio de prisão num dos variados processos por corrupção a que responde no momento, peça desculpas para ele. Lula explicou que não pretende ser absolvido – o que, aliás, não é mais possível no mundo das coisas reais, levando-se em conta que ele já foi condenado. A essa altura não há nada que se possa fazer: o juiz, mesmo que esteja morto de arrependimento, não pode mais voltar atrás e trocar a sentença que deu por uma outra. Quem pode mudar as coisas, pelo que está escrito na lei, é o tribunal que examina no momento a decisão de Moro – e, acima daí, outros tribunais ainda mais elevados. Mas Lula, pelo jeito, não parece muito confiante nas suas próprias razões. Disse que já está “lascado”, e diante desta constatação pessoal o que lhe restaria agora seria o consolo de um pedido de perdão. É uma novidade, pelo menos. Normalmente, segundo os hábitos em vigor no resto do mundo, quem pede perdão é o sujeito que foi condenado. No Brasil de hoje, segundo Lula, é o contrário.

Tudo isso, naturalmente, é gritaria de arquibancada, que xinga o juiz mas não muda o resultado. Mas também é uma comprovação a mais de que Lula continua convencido da existência de dois Brasis separados – um para todos os cidadãos brasileiros e um outro, diferente, só para ele. Quanto mais a sua situação penal se complica, mais o ex-presidente tem certeza de que a lei não pode ser aplicada a ele. Se for, como está sendo agora, trata-se de um crime de lesa-pátria: segundo a sua visão das coisas, só há justiça quando as decisões são a seu favor, e só existe na sociedade brasileira um cargo à altura de suas virtudes – o de presidente da República. Quem não concorda é inimigo do povo, do Brasil e da humanidade. Você sabe quem é essa gente – são “eles”. Se o incomodam, pelo motivo que for, só podem lhe pedir desculpas.



por J.R. Guzzo 

(Veja conteúdo)

O laranjal sem recibos

O laranja de Lula, Glaucos da Costamarques,é acusado também de ser o laranja de Lulinha e Luleco no escritório da Bilmaker, já sabemos todos.

Agora o Estadão relembra o caso:

“A Bilmaker foi aberta em 30 de janeiro de 2009, com sede na Avenida Brigadeiro Luís Antonio, 3.530, conjunto 61, São Paulo. A firma foi registrada em nome de Glaucos da Costamarques e dos sócios majoritários Fábio Haruo Tsukamoto e Otávio Portugal Linhares Ramos. Os dois são de São Bernardo do Campo, amigos de escola de Luís Cláudio Lula da Silva e sócios dele – no mesmo período – na empresa ZLT 500 Sports Gerenciamento e Marketing de Competições Esportivas Ltda (…).

O endereço da Bilmaker – que já foi alvo de buscas da Lava Jato – é também o mesmo usado por Luís Cláudio e seu irmão Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, para abrirem LLCS Participações Ltda, em agosto de 2010.”

Relator pede para arquivar segunda denúncia contra Temer e ataca polícia, MP e Judiciário

O deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG) deu parecer pelo arquivamento da segunda denúncia do ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer (PMDB), que atinge também os ministros Eliseu Padilha (casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência). Conforme antecipado pela Gazeta do Povo na segunda-feira (9), o relator desconsiderou a acusação de organização criminosa e acusou o Ministério Público Federal (MPF) de abusar dessa tipificação criminal. 

A leitura do relatório de Bonifácio na tarde desta terça-feira (10) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara durou uma hora e dez minutos. O relator criticou parte da denúncia que acusa o presidente de colocar nos ministérios integrantes de organizações criminosas. “A tentativa de envolver o presidente da República e os ministros não encontram respaldo no conteúdo da denúncia”, disse. 

Para o deputado tucano, o Ministério Público “banalizou” a figura da organização criminosa e o usa com um conceito “amplo, vago, elástico e impreciso”. E diz que os procuradores tratam os grupos políticos como mafiosos e citam as organização italianas Cosanostra e Camorra. “Quer dizer, o Ministério Público deseja que o presidente assumisse o governo sem ministros. Ou com personalidades desconhecidas. No meio político essa assertiva parece absurda e pilhéria”, afirmou.

O relator afirmou no seu parecer que o MPF ganhou muita força nos últimos anos – até mesmo mais que os juízes. “ Hoje as acusações do Ministério Público passam a constituir consequências sérias, ficando, de certa forma, com uma força até maior que o próprio juiz. E viram questões escandalosas nos telejornais com ações espetacularizadas pela televisão”, afirmou. 

Disse que a Polícia Federal atua “à mercê” do Ministério Público e que toma “medidas exageradas e exóticas”. Afirmou que “chega ao ponto de investigar o presidente da República e ministros de Estado”, queixou-se. “A Presidência da República não é tratada com a deferência devida”, completou. 

“Não é possível que juízes permitem e apoiem o Ministério Público e a Polícia Federal para que venham a público e atinjam cidadãos já arrasados por decisões judiciais e o exponham ao envergonhamento público de forma tão escandalosa e exagerada”, disse Bonifácio. 

Sobraram críticas ainda aos delatores. Ele chamou as colaborações de réus de “delações espúrias e sem credibilidade”. 

Agora, a CCJ precisa aprovar o relatório do tucano, o que deve acontecer somente na semana que vem por causa do feriado de quinta-feira (12). 

Aprovado ou rejeitado, o parecer seguirá para apreciação do plenário da Casa – lá, são necessários os votos de dois terços dos deputados para aprovar o prosseguimento da denúncia.

(República de Curitiba conteúdo)

A fatura de Temer

O Pastor Everaldo, segundo Andréia Sadi, da Globonews, foi cobrar a fatura de Michel Temer.

Ele cedeu uma vaga na CCJ para Bonifácio de Andrada, o relator da denúncia da PGR escolhido a dedo pelo próprio Michel Temer.

Agora ele quer que “o Planalto o ajude em questões de sua base eleitoral”.


Lula jura que, se voltasse ao poder, não daria nenhum privilégio a grupos particulares

Em uma palestra em Brasília, ontem (9), Lula afirmou que se voltasse ao poder máximo do país, a economia brasileira teria um destino diferente do que se viu durante os 13 anos em que o PT esteve na direção do Brasil. “Eles sabem que, comigo, a economia brasileira não vai ficar mais subordinada ao rentismo”, declarou.

Rentismo é a tentativa de grupos particulares de persuadir o governo a atribuir-lhes monopólios valiosos ou privilégios legais. Se o um “rentismo” for bem-sucedido, tais benefícios podem acrescentar uma transferência substancial de riqueza do público geral para esses grupos privilegiados. 

O governo petista esteve no centro dos principais escândalos do país relacionados à corrupção. Empreiteiras, como a Odebrecht, e empresas como as do grupo JBS, receberam verbas públicas vultuosas, sobretudo financiadas pelo BNDES, mas também por meio de contratos fraudulentos com a maior estatal brasileira, a Petrobrás. 

Apenas no caso das seis empreiteiras acusadas de cartel e corrupção na Operação Lava Jato, que pagaram, direta e indiretamente, o ex-presidente, a estimativa é de de terem dado um prejuízo de R$ 20 bilhões para a Petrobrás, entre 2004 e 2014. O valor foi calculado por peritos da Polícia Federal 

Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa, UTC, Andrade Gutierrez e OAS pagaram Lula por palestras – após sair do governo, em 2011 – ou fizeram doações ao Instituto Lula. Juntas, elas pagaram ou doaram R$ 30 milhões desde 2011, oficialmente. A força-tarefa da Lava Jato apontou que esses valores ocultaram propina de negócios com a Petrobrás. 

Lula já foi condenado a 9 anos e 6 meses de prisão em primeira instância, pelo juiz Sergio Moro. Neste momento, o processo está parado na segunda instância, à espera de julgamento. 

A cúpula do PT pretende manter a candidatura de Lula à Presidência até serem esgotados todos os recursos jurídicos, mesmo que ele seja condenado em segunda instância e vire ficha suja. Nesse cenário, Haddad só será uma opção em último caso. Por enquanto, o ex-prefeito e ex-ministro da Educação pretende concorrer ao Senado. 

(Lula recebeu R$ 900 mil da Cervejaria Itaipava por palestras em 2013. Uma delas foi dada no seu sítio em Atibaia, em outubro daquele ano.)

(República de Curitiba conteúdo)

“AS FORÇAS ARMADAS TOMARÃO A INICIATIVA”

O general da reserva Luiz Eduardo Rocha Paiva avisou que os militares devem intervir se o STF permitir que um condenado assuma o poder em 2018.

Leia um trecho de seu comentário publicado no Estado de S. Paulo:
“A intervenção militar será legítima e justificável, mesmo sem amparo legal, caso o agravamento da crise política,
econômica, social e moral resulte na falência dos Poderes da União, seguida de grave instabilidade institucional com risco de guerra civil, ruptura da unidade política, quebra do regime democrático e perda de soberania pelo Estado. Esse processo revolucionário já foi propugnado, publicamente, por líderes de movimentos pseudossociais e políticos de ideologia socialista radical, todos investindo constantemente na divisão da sociedade.

Em tal quadro de anomia, as Forças Armadas tomarão a iniciativa para recuperar a estabilidade no País, neutralizando forças adversas, pacificando a sociedade, assegurando a sobrevivência da Nação, preservando a
democracia e restabelecendo a autoridade do Estado após livrá-lo das lideranças deletérias. São ações inerentes às missões constitucionais de defesa da Pátria, não restrita aos conflitos externos, e de garantia dos Poderes constitucionais, da lei e da ordem.

O Executivo e o Legislativo, profundamente desacreditados pelo envolvimento de altos escalões em inimagináveis escândalos de corrupção, perderam a credibilidade para governar e legislar. 

Embora moralmente desgastadas, as lideranças políticas têm força para tentar deter a Lava Jato e outras operações congêneres, escapar da Justiça e manter seu ilegítimo status de poder. 

São visíveis as manobras insidiosas da velha ordem política patrimonialista
fisiológica e da liderança socialista radical, cuja aliança afundou o País em 13 anos de governo.

Pela credibilidade da presidente do STF e da maioria dos ministros, a Alta Corte tem autoridade moral tanto para dissuadir essas manobras insidiosas quanto para encontrar caminhos legais e legítimos que permitam acelerar os processos das operações de limpeza moral, como a citada Lava Jato. Não fossem o foro especial e os meandros de uma Justiça lenta e leniente, o País já teria avançado muito mais em sua higienização política.

Por sua vez, a sociedade, hoje descrente, tenha consciência de que, para traçar seu destino, precisa manter constante pressão para sanear instituições fisiológicas, que não cumprem a obrigação de defender interesses coletivos. Não se iluda a liderança nacional. A apatia da Nação pode ser aparente e inercial, explodindo como uma bomba se algo ou alguém acender o pavio.

Na verdade, só o STF e a sociedade conseguirão deter o agravamento da crise atual, que, em médio prazo, poderá levar as Forças Armadas a tomarem atitudes indesejadas, mas pleiteadas por significativa parcela da população.

O Brasil não pode continuar sangrando indefinidamente, pois isso aumenta a descrença no futuro, retarda a retomada do desenvolvimento econômico e ameaça a estabilidade política e social. 

O comandante do Exército estabeleceu a legalidade, a legitimidade e a estabilidade como cláusulas pétreas para guiar a instituição, mas a mensagem se estende, também, à sociedade e à liderança nacional. Que tenham visão de futuro e responsabilidade cívica e política para impedir que a legalidade continue sendo corrompida pela ilegitimidade, assim desestabilizando o País.

As cláusulas pétreas são pilares que precisam ser rígidos, sendo os Poderes da União e a sociedade os responsáveis pela firmeza do tripé.”

(República de Curitiba conteúdo)

LULA SABE QUE ESTÁ LASCADO

Durante o seminário sobre educação pública de que participou nesta segunda-feira (9), Lula deixou escapar o seguinte:
“Eu sei que eu tô lascado, todo dia tem um processo.”

Depois emendou com a história de que Sérgio Moro lhe deve “desculpas”. Mas Lula sabe muito bem que está lascado.

Nota da J&F sobre o acordo de leniência

A J&F, que controla a JBS, divulgou nota em que diz ter cumprido as exigências do Ministério Público e seguido  "estritamente" os termos do acordo de leniência.

Leia abaixo a íntegra:

“O Grupo J&F cumpriu todas as exigências feitas pelo Ministério Público Federal no âmbito do acordo de leniência em vigor. Não houve omissão ou qualquer uso indevido de informação privilegiada e foram seguidos estritamente os termos comprometidos. A J&F comprometeu-se a pagar a maior multa da história, de R$ 10,3 bilhões, e mantém o firme propósito de cumprir tudo que foi determinado em seu acordo com o MPF, homologado pela Justiça. Os colaboradores continuam à disposição para cooperar com a Justiça e atender as determinações do acordo.

J&F Investimentos”

BATTISTI: ‘Eu posso sair desse país quando e como quero’



O italiano condenado em seu País à prisão perpétua afirma que não pretendia fugir para a Bolívia e que não conhece Evo Morales

Esquerdista e acusado de terrorismo na Itália, Cesare Battisti, retornou para a casa de amigos em Cananéia, no litoral de São Paulo. Ele ficou preso por dois dias após tentar acessar a Bolívia pela fronteira com Corumbá (MS). Battisti falou pela primeira vez após ser solto, com exclusividade, para a TV Tribuna, afiliada da Rede Globo na Baixada Santista e Vale do Ribeira.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Dodge é contra pedido da defesa de Lula

Em parecer ao Supremo,
Raquel Dodge se manifestou contra pedido feito pela defesa de Lula.
Os advogados do petista querem que a investigação sobre obstrução da Justiça –na qual Rodrigo Janot denunciou Lula, Dilma Rousseff e Aloizio Mercadante– continue no STF. 

É aquele caso da nomeação do ex-presidente para a Casa Civil de Dilma.

Edson Fachin havia determinado o envio do caso para a primeira instância. No caso, não Sérgio Moro em Curitiba, mas a Justiça Federal do Distrito Federal.

“Esta Suprema Corte (…) tem decidido que a sua competência para processar e julgar organização criminosa investigada no contexto da denominada Operação Lava Jato não acarreta, necessariamente, a sua competência para apurar crimes específicos praticados por integrantes da organização que não tenham prerrogativa de foro”, escreveu Dodge.

US$ 68 milhões para o laranja de Guido Mantega

Francisco de Assis e Silva, o diretor jurídico da J&F, também detalhou os repasses que o grupo fez a Victor Sandri no exterior.

Em anexo complementar, obtido pelo site O Antagonista, ele disse que Joesley lhe mostrou uma relação de pagamentos a empresas de Sandri e queria ‘formalizá-los”.

Os repasses totalizavam US$ 68 milhões e foram feitos em contas offshore, por meio da Lunsville, do próprio Joesley.

Sandri chegou a mostrar a Francisco um contrato de “assessoramento em processo de internacionalização” da JBS. Na prática, propina para azeitar a engrenagem bilionária do BNDES.

Apesar das acusações diretas e lastreadas em provas, Sandri até agora não foi chamado pelo MPF e nem está entre os convocados da CPMI da JBS.





CHE GUEVARA, HERÓI OU VILÃO?


Há quase 50 anos, Ernesto 'Che' Guevara recebeu uma grande dose de seu próprio remédio. 
Sem qualquer julgamento, ele foi declarado um assassino, posto contra um paredão e fuzilado. Historicamente falando, a justiça raramente foi tão bem feita. Se o ditado 'tudo o que vai, volta' expressa bem uma situação, é esta.

Mas como um sujeito horrendo, vazio, estúpido, sádico e epicamente idiota conseguiu um status tão icônico?

A resposta é que esse nômade psicótico e completamente inexpressivo chamado Ernesto Guevara teve a magnífica sorte de associar-se ao maior assessor de imprensa da história moderna, Fidel Castro, que por meio século sempre foi capaz de manter toda a imprensa mundial diligentemente à espera de diretivas, correndo para ele a cada chamado seu, como pombos treinados. 

Caso Ernesto Guevara De La Serna y Lynch não tivesse se juntado a Raul e Fidel Castro na Cidade do México naquele fatídico verão de 1955; caso ele não tivesse se associado, um ano antes, a um exilado cubano na Guatemala chamado Nico Lopez, que mais tarde o apresentou a Raul e Fidel Castro na Cidade do México; tudo indica que Ernesto continuaria vivendo sua vida de viajante vagabundo, mendigando e molestando mulheres, dormindo em albergues inabitáveis e escrevendo poesia ilegível.

Herói para alguns, vilão para outros. Amado por seus seguidores e odiado por seus opositores. Poucos personagens tem papel tão intrigante na história quanto o médico argentino Ernesto "Che" Guevara. 

Mesmo quase meio século após sua morte, "Che" ainda desperta sentimentos antagônicos e atrai admiradores com a mesma facilidade que coleciona inimigos. Mas por quê? Quem foi verdadeiramente Ernesto "Che" Guevara?



Para muitos, Che é um mártir que se opôs a ditadores e aos EUA e lutou por sociedades mais justas em países como Guatemala, Congo e Bolívia. Para outros, foi um guerrilheiro obcecado por violência que usou de métodos polêmicos – como perseguir e matar opositores – para atingir seus objetivos. De qualquer forma, é uma figura histórica importante e um ícone cultural em todo o mundo, chegando a ser venerado como santo em algumas partes da Bolívia. Seu nome e seu rosto viraram símbolos de rebeldia, sendo usados até hoje em camisetas, pôsteres, músicas e até games.

Ernesto Guevara de la Serna nasceu em 1928 na Argentina, onde cresceu. Em 1951, deu um tempo na faculdade de medicina e montou numa moto Harley-Davidson para viajar pela América Latina por oito meses com o amigo Alberto Granaldo, também médico. Eles desceram a costa atlântica argentina, atravessaram os Andes até o Chile e depois foram para o norte.

No Peru, a dupla conheceu o dr. Hugo Pesce, médico membro do Partido Comunista, que cuidava de uma colônia de leprosos. Che sonhava em ser médico para curar doenças que afetavam os pobres. Depois da viagem, decidiu que o melhor jeito de ajudar era combater os responsáveis pelas injustiças políticas que contribuíam para a proliferação da pobreza.

O jornalista americano Jon Lee Anderson, autor de CHE - UMA BIOGRAFIA, que descobriu, no final de 1995, o segredo, guardado há três décadas, sobre o lugar onde fora enterrado o corpo do guerrilheiro. Durante uma viagem à Bolívia para investigar os últimos dias de Che, o autor desvendou o mistério, divulgando-o numa grande reportagem no The New York Times. Anderson também conseguiu a gravação do interrogatório final a que Che foi submetido pelo falecido Coronel Andrés Selich, reproduzido no livro. Che Guevara foi capturado em 8 de outubro de 1967 (não no dia 9) e morto no dia seguinte.

O regime cubano ainda hoje homenageia Che Guevara, onde é objeto de veneração quase religiosa; as crianças nas escolas cantam: "Pioneros por el comunismo, Seremos como el Che".



Seu mausoléu em Santa Clara atrai, todos os anos, milhares de visitantes, muitos dos quais estrangeiros. Inclusive, existem pessoas que o consideram um santo e rezam a ele. 

Um homem que a vida toda lutou para implantar ditaduras. Para alguns historiadores essa glorificação messiânica é injustificável. 

Para eles, longe de ser um humanista, Che Guevara aprovou pessoalmente centenas de execuções sumárias pelo tribunal revolucionário de Havana.

Che Guevara virou grife; os maus capitalistas, aqueles que não são atraídos pelo lucro honesto, mas pelo lucro a qualquer custo no mundo todo usam a imagem dele para vender os mais diversos produtos.

Era um assassino ditador, mas isso não anula o fato de que o símbolo representa a liberdade, visto que na época em que ele foi inserido liberdade era sinônimo de se desvincular da área de influencia comercial dos EUA. As gerações precisam de ídolos, forma mais simples de implantar idéias...

Um dos principais líderes da Revolução Cubana (1953-59) ao lado de Fidel Castro, Guevara teve papel fundamental na doutrinação ideológica dos revolucionários. Após ter participado da guerrilha que defendia o governo socialista de Jacob Arbenz Guzmán na Guatemala, "Che" ingressou na guerrilha cubana em 1954. 

Até aquele momento, os guerrilheiros eram apenas camponeses insatisfeitos com a ditadura de Fulgencio Batista (1952-59). O médico argentino foi o principal responsável por transformar a revolta popular em um movimento revolucionário de ideologia comunista.

Após a vitória em 1º de janeiro de 1959, Guevara exerceu diversos cargos na alta administração do novo governo comandado por Fidel Castro, mas em 1965 decidiu seguir espalhando a revolução socialista pelo mundo. Para seus admiradores um ato de coragem e compromisso com seus ideais. Partiu para o Congo e posteriormente para a Bolívia, onde pretendia estabelecer uma base guerrilheira. Em 1967, acabaria sendo morto pelo exército local.



Não há duvida sobre legitimidade do que motivava os revolucionários cubanos: o desejo de libertar-se de uma ditadura corrupta. Entretanto seus métodos eram terríveis.

Há uma série de relatos de execuções sumárias de guerrilheiros tidos como espiões. Muitas dessas execuções se deram pelas próprias mãos de "Che". 

Após ascender ao poder, a promessa de livrar o país de uma ditadura sanguinária movida pelos interesses dos Estados Unidos foi cumprida, mas no lugar instalou-se outra ditadura, igualmente repressora e dessa vez subserviente aos interesses da União Soviética socialista. 

Opositores do governo eram mandados executados ou mandados para o campo de trabalhos forçados de Guanahacabibes, onde eram mantidos em condições desumanas, sofriam torturas psicólogas e físicas e em grande parte das vezes não saiam com vida, algo bastante semelhante aos gulags russos na Sibéria ou os Campos de Concentração da Alemanha nazista.

"Che" Guevara pode até ter sido movido por boas intenções no princípio, mas o fato de comandar um exército de camponeses e pessoas do povo não legitima e justifica o desprezo que ele desenvolveu pela vida de seus adversários. Embora alguns historiadores insistam em apresentá-lo como revolucionário, ele não passou de um assassino. 

Apesar de socialistas pelo mundo o descreverem como um libertador, ele foi na verdade um dos responsáveis por construir uma das ditaduras mais longevas do último século. Negar esses fatos é fugir de uma realidade que muitos buscam deturpar: ditaduras de esquerda são tão repugnantes quanto ditaduras de direita. 

Não há como relativizar. E os responsáveis por elas só merecem um lugar na história: O lixo.

Segundo documentos, Che teria se envolvido em 144 mortes e teria sido responsável pela prisão irregular de 30 mil pessoas.

Mais do que sua crueldade, megalomania e estupidez épica, o que mais distinguia Ernesto "Che" Guevara de seus companheiros era sua manhosa covardia. Suas tietes podem ficar zangadas o quanto quiserem bater a porta do quarto, cair na cama, espernear e chorar abraçadinhas com o travesseiro, mas o fato é que Che se entregou voluntariamente ao exército boliviano e a uma distância segura. Foi capturado em ótimas condições físicas e com sua arma completamente carregada.

Um dia antes de sua morte na Bolívia, Che Guevara, pela primeira vez em sua vida, finalmente enfrentou algo que podia ser adequadamente chamado de combate. Então ele ordenou a seus guerrilheiros que não cedessem um milímetro, que lutassem até o último suspiro e até a última bala.

Com seus homens fazendo exatamente o que ele ordenou (lutando e morrendo até a última bala), um Che ligeiramente ferido evadiu-se do tiroteio e se entregou com um pente cheio de balas em sua pistola, enquanto choramingava manhosamente para seus capturadores: "Não atirem! Sou Che! Valho mais para vocês vivo do que morto!”.

E então ele rebaixou-se desavergonhadamente, tentando desesperadamente se engraçar: "Qual é o seu nome, meu jovem?", perguntou Che a um de seus capturadores. "Ora, mas que nome bonito para um soldado boliviano!"

E mais tarde: "E então, o que eles vão fazer comigo?", perguntou Che ao capitão boliviano Gary Prado. "Não creio que irão me matar. Certamente sou muito mais valioso vivo... E o senhor, capitão Prado", adulou Che, "o senhor é uma pessoa muito especial... Andei conversando com alguns de seus homens. Todos lhe têm em alta estima, capitão! E não se preocupe tudo isso aqui acabou. Nós fracassamos." E então, para adular ainda mais, "seu exército nos perseguiu muito obstinadamente... agora, será que o senhor, por favor, poderia descobrir o que eles planejam fazer comigo?”.


O prazer que Che Guevara tinha em matar cubanos só era possível porque esses cubanos estavam completamente indefesos no momento. Amarrados e vendados, de preferência. E dessa forma eles eram alinhados de frente para o pelotão de fuzilamento e executados. 

Porém, quando o cenário se alterou e as armas de fogo estavam em posse de outros, o argentino tremeu de medo.

Compare a morte de Tony Chao Flores — "Atire bem aqui! Como um homem!" — com a captura de Guevara: "Não atirem! Sou Che! Valho mais para vocês vivo do que morto!”.

E então pergunte a si próprio: quem deveria ter sua face exposta em camisetas vestidas por jovens que gostam de fantasiar, se imaginarem rebeldes, bravos e adoradores da liberdade? 
Quem merece um filme de Hollywood?

(Fontes:politik.cafe//.mundoestranho.abril.com. br.

Referência:
Livros Che Guevara, Uma Biografia, de Jon Lee Anderson, 

De Moto pela América do Sul – Diário de Viagem, de Ernesto Guevara, 

Enciclopédia de Guerras e Revoluções do Século XX, de Francisco Carlos Teixeira da Silva, 

Guia Politicamente Incorreto da América Latina, de Leandro Narloch e Duda Teixeira, e 

A Vida em Vermelho, de Jorge Castañeda, e documentário Chevolution.
Pio Barbosa Neto, Articulista. Consultor legislativo da Assembleia Legislativa do Ceará