sábado, 24 de fevereiro de 2018

General Braga Netto, o povo do Rio lhe implora: nos socorra


A intervenção do governo federal (União) nas polícias civil, militar, corpo de bombeiros e sistema penitenciário do Rio, além de capenga, é medida paliativa, sem garantia de êxito, de curta duração e fez surgir uma multidão de "especialistas em segurança pública", entrevistados pela mídia em geral. Neste rol não me incluo.

Não passo de observador, comentarista e colaborador na busca da legalidade e da paz. 

Capenga porque a Constituição somente autoriza a intervenção da União nos Estados, nas hipóteses que a própria Carta indica. 

Inexiste intervenção federal em órgãos, corporações, instituições, entidades e serviços congêneres pertencentes ao Estado. A intervenção é no Estado, diz o artigo 34 da Constituição. Estado uno, federativo, como Pessoa Jurídica de Direito Público Interno.  E uma vez decretada e nomeado o interventor, o afastamento do governador é consequência jurídica imediata. 

Onde está escrito na Constituição que o governo federal, por decreto de intervenção, pode comandar as polícias e o sistema carcerário do Estado Federado e, sem o afastamento do governador, deste retirar o comando de seus agentes públicos, no tocante à segurança pública e entregá-lo ao interventor?

O decreto de intervenção que Temer assinou é também capenga quando transferiu ao interventor todos os poderes de comando sobre os presídios (sistema carcerário) e a administração penitenciária. É oportuno lembrar que em 7 de maio de 1992, o plenário do Supremo Tribunal Federal, julgando a Ação Direta de Inconstitucionalidade do artigo 183 da Constituição do Estado do Rio de Janeiro  (ADIN 236-8/600, de 1990), acolheu o pleito e decidiu o seguinte:

 "A vigilância dos estabelecimentos penais e os órgãos encarregados dessa atividade, como é o caso da guarda penitenciária, não se inclui no conceito de Segurança Pública".

Mas diante do pavor que vive a população do Rio, e sendo urgente, urgentíssimo, que o povo tenha proteção, em casa, nas ruas e em todos os lugares, as inconstitucionalidades que contém o decreto ficam, digamos, toleradas. Superadas mesmo.

A vida, a paz, a ordem, a segurança , a felicidade da população são infinitamente mais importantes e insuperáveis do que essas questões jurídico-constitucionais. 

Que o bravo, talentoso e destemido interventor, general Walter Souza Braga Netto, acuda a todos nós.

Fala-se que poderá ocorrer violação dos Direitos Humanos. Não, não haverá. Grave violação dos Direitos Humanos vivem o povo do Rio e de muitos outros Estados da federação. 

São tantos assaltos, tantos crimes hediondos e tantas mortes, que dispensa comentário. 

Fala-se da impossibilidade da expedição de Mandados Coletivos de Busca, Apreensão e Prisão. Bobagem!

Prisão em flagrante pode ser feita em qualquer lugar, com ou sem mandado. E quando as diligências dependerem de Mandados, estes serão expedidos pela Justiça na forma da lei, preenchidas todas as formalidades que o Código de Processo Penal exige. 

A propósito: as Cartas Precatórias e as Cartas de Ordem que juízes e tribunais expedem não são itinerantes? Isto é, se não for possível serem cumpridas no endereço nelas constantes, os agentes da lei não podem ir em frente e cumpri-las onde devem ser cumpridas, até mesmo em outros Estados? Não podem os agentes ir buscar e apreender pessoas e coisas que, num primeiro momento não foram encontradas, mas que diligências indicaram onde estavam?

O Código de Processo Penal admite analogia e o caráter itinerante daquelas Cartas é autorizado pelo Código de Processo Civil. Então, que a lei processual civil seja aplicada, por analogia, à lei processual penal.

Não, general Braga Netto, o senhor e seus comandados nada têm a temer. Mas permita-me repetir neste artigo o aconselhamento que já dei ao senhor. O senhor é o general-interventor com plenos e absolutos poderes sobre a segurança pública no Rio. General, a incumbência é dar segurança pública, segurança para o povo, segurança para todos. 

Portanto, o alvo da segurança é o público. O povo é que está enfermo. O povo é que precisa da emergência médica. 

E, no âmbito da segurança, essa emergência é o policiamento pelos militares das Forças Armadas em todos os cantos da cidade, fardados e armados, ininterruptamente, dia e noite, nas ruas, praças, quarteirões, avenidas, estradas...em todos os lugares. 

A população grita, pede socorro e agora, sob seu comando,  tem a esperança de ser ouvida e atendida. E tomara que seja para sempre.

No mais e também com o amparo e resguardo dos militares das Forças Armadas, caberá às polícias militar e civil, a caça aos "inimigos". 

Como é doloroso, general, chamar irmãos patrícios de "inimigos". Mas o estado é de guerra. Guerra interna, intestina e fratricida.

Volto àquele exemplo que Fernand Cathala (o experiente comissário da polícia da França, que tive a honra de conhecer pessoalmente), cita no seu livro "Polícia, Mito e Realidade". Relata Cathala que nada acontecia de anormal em Neuchâtel. Nenhuma ocorrência policial, por mais leve que fosse o comissariado tinha registro. Então, o prefeito da cidade resolveu retirar as guaritas e os gendarmes que nelas se revezavam para proteger aquele cantão. Para que tê-los lá, se reina a mais completa paz? E aconteceu que na primeira noite sem o policiamento ainda houve paz. Mas na segunda os bares passaram a fechar de madrugada. E já na terceira noite um turista italiano foi assaltado. E uma semana depois, ocorreu o primeiro homicídio! E arremata Cathala: "A só presença do gendarme na guarita, fardado e armado, era a presença da autoridade, presença do Estado, do policiamento e da segurança publica". 

General Walter Souza Braga Netto, o povo do Rio devota ao senhor e à sua administração na segurança pública aquele mesmo voto que dedicou a João Paulo II, quando o Pontífice esteve aqui no Rio pela primeira vez: 

"Totus Tuus" (Somos todos seu).
E acrescentamos: 
"Curare et miserere nobis" (Nos socorra e tenha compaixão de nós). 

Texto de Jorge Béja, advogado no Rio de Janeiro e especialista em Responsabilidade Civil, Pública e Privada (UFRJ e Universidade de Paris, Sorbonne). Membro Efetivo do Instituto dos Advogados Brasileiros (IAB) 

Toffoli tirou Bernardo da cadeia e engavetou pedido da PF para interrogar Gleisi (Veja o Vídeo)


No dia 23 de junho de 2016 o ex-ministro Paulo Bernardo foi preso pela Polícia Federal, numa operação que apurava o pagamento de propina referente a contratos de prestação de serviços de informática pela empresa Consist, no valor de R$ 100 milhões.

A PF também vasculhou o apartamento de Bernardo e sua esposa senadora Gleisi Hoffmann.

O casal, tudo indica, está envolvido até o pescoço no caso. Gleisi ainda saiu ilesa graças ao seu malfadado ‘foro privilegiado’.

Estranhamente, seis dias após a prisão, Bernardo conseguiu uma ordem de Habeas Corpus determinada pelo ministro Dias Toffoli.

Para Toffoli, não havia provas que justificassem a manutenção da medida contra Bernardo.

Um absurdo equívoco do ministro que, por certo, atrapalhou bastante o andamento das investigações.

Eis que há menos de um ano do episódio, já em abril de 2017, a Polícia Federal oficiou ao mesmo ministro Dias Toffoli, requerendo autorização para interrogar Gleisi Hoffmann.

Hoje, passados quase um ano deste pleito, a PF não recebeu ainda nenhuma resposta do magistrado, registra o site Jornal da Cidade Online.

Parece óbvio que Toffoli não quer que as investigações que atingem o casal petista avancem.

A rigor, como ex-advogado do PT, Toffoli deveria se declarar suspeito para atuar no caso. Não o faz e ainda atravanca nitidamente o andamento das investigações.

É lamentável.

Abaixo veja um vídeo que o movimento "Vem Pra Rua' preparou denunciando o fato:


Defesa de Aécio ataca ‘alta cúpula’ do MPF

Os advogados de Aécio Neves pediram ao STF a rejeição da denúncia contra o senador tucano, por corrupção passiva e obstrução da Justiça, apresentada por Rodrigo Janot no ano passado.

Em 82 páginas, segundo a Época, a defesa de Aécio alega que a denúncia é inepta e acusa integrantes da “alta cúpula” do MPF de atuação ilícita.

“A partir das heterodoxas (para se dizer o menos) delações dos executivos da JBS, descortinadoras da atuação ilícita de membros da alta cúpula do MPF, viu-se o peticionário submetido a toda sorte de agressões institucionais e morais”, escreve a defesa.

A denúncia da PGR baseou-se na delação premiada de Joesley e Wesley Batista.

Temer tem fazenda em nome do coronel Lima, diz Saud

Ricardo Saud disse à PF, em 16 de fevereiro, que Michel Temer tem uma fazenda no interior de SP em nome de João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, já acusado de receber propina em nome do presidente.

O ex-executivo da JBS disse ter ouvido de Paulinho da Força a informação sobre a fazenda. Saud está preso, sob suspeita de ter omitido fatos em sua delação premiada.

Ouvido por O Globo, Paulinho da Força disse que Ricardo Saud frequentava muito sua casa e que ele pode ter comentado “em tom de brincadeira” que a fazenda pertenceria a Temer.

A assessoria do presidente nega que ele seja dono de fazenda.

O DEDO DE DIRCEU

Ricardo Pessoa, dono da UTC, confirmou ontem, 23, em depoimento a Sergio Moro a informação de que José Dirceu foi quem indicou Renato Duque a diretor de Serviços da Petrobras.

Assista:

Toffoli: servidor quer ‘trabalhar pouco, ganhar bem e se aposentar cedo’

No evento da FGV em que criticou a falta de um “projeto nacional” dos partidos brasileiros, Dias Toffoli também disse que grupos de interesse ocuparam o lugar de uma elite nacional.

Para o ministro do STF, a ausência dessa elite, que pense o país racionalmente, é o que explica a falta de projeto de PT, PSDB e outros. E os grupos de interesse incluem, por exemplo, servidores públicos e as bancadas ruralista e evangélica.

“O servidor público, por exemplo, quer trabalhar pouco, ganhar bem e [se] aposentar cedo. Quem não quer tudo isso? Não tenho nada contra esses interesses, mas eles existem”, disse Toffoli, conforme o relato do portal Jota.

ADVOGADOS DE LULA RECEBERAM 68 MILHÕES DE REAIS DO JABUTI

A Receita Federal descobriu que o presidente da Fecomércio, Orlando Diniz, o jabuti de Cabral preso nesta sexta, 23, pela Lava Jato, repassou mais de 68 milhões de reais a Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, contratados para resolver seus “problemas políticos”.

Moradores da Vila Kennedy relatam alívio com chegada do Exército: 'Matam um todo dia aqui'

Enquanto jovens soldados, jipes e tanques do Exército entravam na Vila Kennedy, comunidade da zona oeste do Rio de Janeiro, durante nova operação das Forças Armadas e polícias nesta sexta-feira (23), moradores consultados pelo UOL afirmaram que apoiam a operação. 

"Matam um todo dia aqui", disse uma mulher que preferiu não se identificar, temendo represália de traficantes. A moradora, que vive na favela desde a sua fundação em 1964 e apoia a incursão das tropas, afirma que nunca viu tanta criminalidade na região quanto agora.

"Fazia muito tempo que não passava polícia por aqui, coisa de meses. De 'cidade maravilhosa', o Rio de Janeiro virou 'cidade do medo'", critica ela, indo às lágrimas quando pensa que seu neto também é soldado. "Nem eles estão seguros. Muito novos. Só Deus para guardar."

Assistindo à ação dos militares com a cabeça parcialmente para fora do portão, quatro pessoas da mesma família entraram na residência com a chegada da reportagem.

"Olha onde a gente mora. Não podemos falar. Aqui anda horrível, mas olha só, ainda bem que eles vieram. Ninguém aqui aguentava mais", disse, sob anonimato, um jovem que estava na casa. "Muito crime por aqui, crime todo dia e coisas horríveis acontecendo. Estamos aliviados", disse.

Encostado na parede de um pequeno supermercado, o aposentado João Cordeiro, 73, assistia à destruição das barricadas, feitas pelo tráfico para dificultar a entrada de forças de segurança na comunidade.

"Eu acho que agora eles vão vir sempre, né? Eu estou gostando de ver. Moro aqui há 40 anos, era tão tranquilo. Hoje fazem coisas horríveis aqui", disse. "Nos últimos tempos, vi coisas aqui que nunca tinha visto na minha vida. [A favela] virou uma grande tragédia", lamenta.

O idoso relata que assassinatos e roubos de veículos acontecem com muita frequência. "Mataram um homem a tiros do meu lado. Não sei como sobrevivi. Foi Deus."

Também apoiando a ação das Forças Armadas, uma dona de loja de doces da comunidade --que também preferiu não se identificar-- se surpreendeu. "Achei ótimo. Abri a loja e eles estavam aqui. O comércio aqui caiu por causa da criminalidade", disse. 

Crianças brincavam em rua hoje, tentando chamar a atenção de militares. Mas a lojista disse que isso não é o comum. "Geralmente os pais proíbem elas de saírem na rua. Muita gente andando de fuzil e pistola em punho", conta.

Sobre as críticas quanto à falta de policiamento na comunidade, o UOL faz contato com a Coordenadoria de Polícia Pacificadora.

A "lei do silêncio" impera na comunidade. Moradores evitam se identificar ou mesmo que a imprensa chegue perto. Isso porque há o temor de que criminosos façam retaliações depois.

A comunidade é dominada pelo Comando Vermelho. Nas vielas às quais o UOL teve acesso na manhã de hoje, diversas pichações fazem alusão à facção, além de pregar a morte de policiais da UPP e do chamado "alemão" (inimigo de facções rivais, na gíria carioca).

Ontem, uma mulher de 63 anos foi encontrada em cativeiro após ser torturada na comunidade Kelson's, na zona norte. Segundo a Polícia Civil, traficantes desconfiaram que a idosa fosse informante dos agentes. 
Vila Kennedy viveu guerra do tráfico em 2014

Apesar de contar com uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) desde 2014, a Vila Kennedy é considerada um dos bairros mais perigosos do Rio. Em outubro, o sargento reformado Gilmar Raposo foi assinado a tiros na porta de casa, na travessa Croácia.

Em 2014, uma guerra entre facções deixou vários mortos, levando a operações policiais frequentes.

Localizada na zona oeste, a cerca de 35 km do centro do Rio, a comunidade nasceu a partir de um conjunto habitacional, construído para abrigar moradores desalojados de favelas de várias regiões da cidade.

Seu nome homenageia o presidente dos Estados Unidos John F. Kennedy, que chegou a doar dinheiro para a construção dos primeiros prédios e de uma réplica da estátua da liberdade.

Presidente do TRF-4 defende prisão após segunda instância e fim do foro privilegiado

O presidente do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), desembargador Carlos Eduardo Thompson Flores, afirmou nesta sexta-feira, 23, em São Paulo, que o recurso do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será julgado rapidamente pela Corte. Após ter condenação confirmada pela 8.ª Turma do TRF-4, Lula entrou com embargos de declaração em que questiona a decisão. 

"Os recursos do ex-presidente e do Ministério Público (MP), se houver, vão ser julgados, e o tribunal tem sido rápido", disse Flores. Ele afirmou, ainda, que os recursos após o processo passar no TRF-4 não são "fáceis" porque instâncias superiores não analisam provas. "Não são recursos fáceis porque nem STJ (Superior Tribunal de Justiça) nem STF (Superior Tribunal Federal) examinam prova." 

Ele também defendeu a manutenção do entendimento atual do Supremo Tribunal Federal que autoriza a prisão após condenação de réus em segunda instância. A decisão, que depende de julgamento no STF, pode levar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão, se mantida a condenação do petista por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Lava Jato.

"Eu acho que o ideal para a efetividade da Justiça é que se mantenha a posição do Supremo que foi deliberada há pouco mais de um ano no sentido que está vigorando hoje, que há possibilidade da execução provisória da pena a partir das decisões de segunda instância", disse o desembargador, após proferir palestra na Câmara Americana de Comércio (Amcham), em São Paulo. Ele reforçou que não estava defendendo a prisão de Lula, mas falando da tese em geral.

Na palestra, Flores aproveitou para falar a favor da redução do foro privilegiado e afirmou que o Brasil precisa também enfatizar a punição a crimes de obstrução da Justiça e perjúrio (juramento falso).

"Temos de começar a examinar crimes de obstrução da Justiça, de perjúrio; está mais do que na hora de revisar o foro privilegiado", disse, ao defender o fim da prerrogativa também para juízes, além de políticos com mandato. Ele afirmou ainda que o crime de perjúrio, quando há falso testemunho perante juízo, "não é levado muito a sério".

Flores declarou ainda que as instâncias judiciais estão, "com toda certeza", preparadas para a mudança no foro por prerrogativa de função.

"A Operação Lava Jato é prova disso", declarou, ao afirmar que o TRF-4 já recebeu 911 processos da investigação e que apenas 2% deles foram reformados em instâncias superiores. Dos que foram revisados, observou, a maioria se trata de prisões preventivas. "Os processos da Lava Jato estão tendo um prazo, digamos assim, não rápido demais, o que poderia comprometer o direito de defesa do acusado, dos investigados, e também não demasiadamente demorado, o que poderia dar noção de impunidade."

Recursos 

Presidente de um tribunal de segundo grau, o desembargador disse que o sistema de recursos no Brasil é muito "generoso" em comparação com outros países.

"Poucos países como o Brasil possuem um sistema de recursos tão generoso. O acesso à Justiça aqui é de uma generosidade poucas vezes vista em qualquer outro país", opinou.

Comparando a situação do Brasil com a dos Estados Unidos, Flores acredita que a Constituição brasileira seja "prolixa" e permita "uma interpretação muito grande". O TRF-4, em Porto Alegre, é a instância de segundo grau à qual o ex-presidente Lula recorreu e tentou reverter decisão do juiz Sérgio Moro, que o condenou por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Lava Jato no caso do triplex no Guarujá, no litoral paulista. A 8.ª turma do Tribunal Regional confirmou a condenação em janeiro e agora julga uma nova apelação de Lula, denominada de embargo de declaração.

Watergate

Na palestr
a, o presidente do TRF-4 admitiu que o Brasil tem muito a aprender com o caso de Watergate, nos Estados Unidos, escândalo político que culminou com a renúncia do presidente Richard Nixon, do Partido Republicano, em 1974.

"Ali, começou-se pela primeira vez a identificação do crime de obstrução da Justiça, que é algo que agora estamos começando a conhecer na realidade brasileira", citou. 

Toffoli diz que devolve processo do foro privilegiado 'até fim de março' e dá sugestões para evitar a morosidade do Supremo

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, prometeu nesta sexta-feira, 23, que irá liberar até o fim de março para julgamento o processo que analisa a restrição do foro privilegiado.

O plenário da Corte já formou maioria para restringir a prerrogativa de foro para crimes cometidos durante e em função do mandato, em julgamento de novembro do ano passado. O caso foi interrompido com um pedido de vista de Toffoli.

"Em breve. Até final de março, eu libero", disse o ministro a jornalistas, após participar de um debate sobre transparência do Judiciário na Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo. 

No debate, Toffoli defendeu a antecipação de votos dos relatores de processos para evitar o número excessivo de pedidos de vista e a morosidade do Supremo. Ele afirmou que já há maioria para estabelecer um método seguindo sua sugestão. Toffoli afirmou que foi um dos precursores da iniciativa de adiantar seu voto a colegas em ações que relata. "Já há conversas para mudar a metodologia. Haverá resistências? Haverá, mas acho que já há maioria no Supremo que pensa que temos de modernizar", disse o ministro. Ele afirmou que já mudou de entendimento quando recebeu de um relator o voto antecipado.

O ministro citou o julgamento da terça-feira, 20, na Segunda Turma do STF que permitiu prisão domiciliar a mulheres grávidas ou com filho de até de 12 anos, ou mães de filhos deficientes, que estejam em prisão preventiva. "Se o ministro Ricardo Lewandowski [relator do caso] não tivesse distribuído o voto antes, eu iria pedir vista", argumentou.

SUPREMO POLÍTICO

Toffoli declarou que a corte é um órgão político, mas não partidário. "Toda corte constitucional é um órgão com função técnico-política", afirmou. "Política não é político-partidária ou ideológica."

O ministro lembrou que já foi advogado do PT e de movimentos sociais de esquerda. "Já julguei contra o partido e contra movimentos sociais, porque o juiz não pode ter desejo. Se você quer ter desejo, vai para outro lugar."

Para ele, o Supremo é um poder constituinte permanente que está revendo pactos da sociedade o tempo todo. "Isso é política ou não é?", declarou.

"JULGADOR DE TUDO"

Em sua fala, o ministro criticou o excesso de judicialização no País e afirmou é preciso rever o sistema de repercussão geral, modelo de julgamentos levados ao STF que repercute em ações semelhantes.

"O Supremo não pode ser julgador de tudo, se não vamos acabar com todas as instâncias e acabar com o Supremo", declarou. "Por isso temos que repensar a repercussão geral", argumentou, sem detalhar uma proposta. 

BANDIDOS DAS FAVELAS TENTANDO DESMORALIZAR OS SOLDADOS DO EXÉRCITO (veja o vídeo)

Quando o Exército começar a fazer a limpeza geral, virão os esquerdopatas e a turma dos direitos humanos para defender essa bandidagem.

Veja o vídeo:

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Lula mandou expulsar famílias "sem teto" do terreno que abrigaria o seu instituto (Veja o Vídeo)

O PT é hipocrisia e Lula é infame.

Pregam uma coisa para os seus alucinados militantes e na escuridão agem de maneira totalmente diferente.

O PT e Lula chafurdaram-se no mar de lama da corrupção e para proteger o patrimônio produto da propina não hesitam em agir até mesmo contra os próprios parceiros, no caso os sem tetos.

Entre os email entregues esta semana pelo empresário Marcelo Odebrecht para a ‘Lava Jato’, que demonstram categoricamente a negociação em torno do terreno onde seria a sede do Instituto Lula, num deles o advogado Roberto Teixeira, o terrível compadre do meliante petista, pede recursos para a Odebrecht, a fim de contratar uma empresa para retirar famílias de sem teto acampadas no imóvel.

No vídeo abaixo, os jornalistas Felipe Moura Brasil e Augusto Nunes comentam o caso.

Veja o vídeo:

Para os pseudo-intelectuais da esquerda é impossível um pobre ser feliz, por isso é "permitido" roubar


Um dia depois do colunista (dizem que também é ator, escritor etc.) da Folha, Gregório Duvivier, chamar pobres de sub-humanos, Maria Ribeiro (atriz e colunista do Globo) acrescentou aos absurdos da classe "artística" que pobre é infeliz.

Está lá no texto dela a seguinte passagem :

"Filho, se você não tem uma escola bacana pra aprender coisas novas, se você fica doente e não tem um médico pra te dar o remédio certo, se a sua mãe trabalha o dia todo e ainda fica quatro horas por dia no transporte e por isso passa pouco tempo do seu lado, e se você não tem uma quadra de esportes pra brincar perto de casa, você dificilmente vai ser uma criança feliz."

Compreendo que é mesmo difícil para alguém que se intitula uma materialista entender as sutilezas do espírito que se alimenta não de eletrônicos ou tênis da moda mas de AMOR, AFETO, CUIDADO, PROTEÇÃO, VALORES.

Esses alimentos não são comprados com dinheiro, talvez a "sorte" dela de ter nascido em berço esplêndido e sempre ter tido seguro saúde não tenha sido tanta sorte assim já que não lhe passa pela cabeça a possibilidade de felicidade nas famílias mais simples e pobres. 

É uma pobre menina rica que desconhece as maravilhas além da matéria.

Inclusive, é por desconhecer o Amor que ela chega ao cúmulo do absurdo: atropela o bom senso e ensina ao próprio filho o erro. Inverte os valores. Subverte a Moral. Confunde o certo e o errado.

"Acontece que você muitas vezes não tem dinheiro pra nada disso, e, por acaso — ou não, óbvio que não, que desigualdade não é acaso — você vê, diariamente, e bem do seu lado, alguém com a mesma idade que você, com as mesmas duas pernas e os mesmos dois braços, só que com dez tênis e três eletrônicos. Você fica com vontade de ter também, filho, e às vezes você rouba, porque essa diferença, ou sorte, é mesmo muito injusta."

Outra Maria, a que pega 4 conduções, que trabalha dignamente, que chega em casa exausta e vai cuidar da família, JAMAIS diria isso ao próprio filho. As Marias mais pobres, que saem de casa para trabalhar e sabem que a qualquer momento seu filho poderá ser tragado para o mundo do CRIME, repetem todos os dias aos seus filhos que ROUBAR É ERRADO e IMPLORAM para que não entrem nesta vida.

Só mesmo Maria, a Ribeiro, que acha pobre infeliz e potencial ladrão, ensina ao seu filho que existe justificava para o roubo e ainda acha isso bonito ao ponto de levar para uma coluna de jornal.

Gostaria de ver se lhe arderia a cara de vergonha ela falar isso para a mãe do menino, João Hélio, que foi arrastado por quarteirões num martírio abominável executado por ASSALTANTES.

Além de materialista, uma irresponsável desprezível.

Eu tive uma infância pobre e (pra o azar de Maria Ribeiro) felicíssima. Tudo o que tenho hoje é fruto EXCLUSIVO do meu trabalho honesto e esforço individual conforme MINHA MÃE sempre me ensinou. E é o que eu ensino à minha filha também. O que é o certo e o que é o errado.

E falando em filhos, eu espero que o CONSELHO TUTELAR bata em sua porta pois induzir uma criança ao ilícito é CRIME.

A propósito, é assim que se escreve um texto.

#Absurdo
#NemInfelizEnemBandido
#Cretina
#IRRESPONSÁVEL

(Texto de Michele Prado, de Salvador-BA)

(Jornal da Cidade Online conteúdo)

Lula será preso, mas por pouco tempo


Após as palavras da Ministra Carmen Lúcia, Presidente do STF, de que seria irreversível a prisão de Lula, tão logo julgado o recurso de embargos declaratórios promovido contra a sua condenação, pela Egrégia 8ª Turma do TRF-4, é evidente que essa prisão vai acontecer. 

O impacto será grande. O ex-presidente será filmado indo para trás das grades. Mas “valerá a pena”. 

Essa simulação trará um resultado altamente positivo perante a opinião pública, muito bem manipulada, com ajuda decisiva da grande mídia especializada em lavagens cerebrais, sempre ao  lado dos poderosos.                  

Sem dúvida Lula será preso. Porém com alguns “senões”. 

O tempo da sua prisão jamais será aqueles longos 12 anos e 1 mês, como estabelecido pelo  TRF-4. Presenciaremos um falso espetáculo. Todo o roteiro será “teatral”. 

Com certeza os mínimos detalhes dessa fictícia “operação” já estão previamente acertados. Acertados entre o “ator” principal, Lula, seus advogados, e os próprios Ministros “supremos”. 

Sabe-se que a maioria desses Ministros, nomeados pelo PT (7 dos 11), deseja realmente  que Lula fique fora das grades. E outros também.  

A “corporação” STF precisa antes de tudo salvar a própria imagem. E também a própria “pele”. Daí o “acordo” entre eles. 

O referido tribunal (STF) terá que dar uma satisfação pública, mesmo que “driblando” a sociedade e sacrificando Lula “de leve”, sem “machucá-lo” muito, para que ele “interprete” o papel de presidiário por algumas poucas horas ou dias, como se fosse episódio de uma peça teatral. 

E Lula sabe como ninguém interpretar o papel de vítima. A “vitimização” é a sua maior qualidade. Ninguém o bate nessa “arte”.

Com essa interpretação ,ele conseguirá impressionar os trouxas que chegam a dar a própria vida por ele em troca de algum pão com mortadela. E de muitas promessas que jamais serão cumpridas.

Tudo leva a crer que de fato estão preparando essa tremenda “armação”, um baita “teatrinho”, inclusive para contentar muita gente da torcida que deseja ver a prisão do ex-Presidente. 

Que ele vai chegar a ser preso não resta nenhuma dúvida. Com isso muita gente terá a “alma lavada”. Ficará satisfeita pelo simples fato dele “ser preso”, nem que seja por pouco tempo (minutos, horas ou dias). O povo esquece rápido. Principalmente quando banca o trouxa. A vergonha tem força para fazer esquecer.

Jamais o Supremo teria “peito” de acolher o “habeas corpus” preventivo de Lula que está em tramitação, antes do julgamento dos embargos declaratórios pelo TRF-4. 

Muita  gente festejará e terá o “gostinho”  de ver Lula preso. Mas esse “gostinho” durará muito pouco. Mas psicologicamente funcionará. E muito bem. 

Depois da espetacular prisão de Lula, magistralmente interpretando o papel de “injustiçado” e “perseguido” político das “elites”, que é sua especialidade, certamente será dado provimento pelo STF a algum “habeas corpus” qualquer em favor desse paciente, caso não for o mesmo que já está tramitando e que só teria uma adaptação, deixando de ser “preventivo”.

Lula também poderá ficar livre da prisão através de remédios jurídicos outros que não o “habeas corpus”. 

Se o STF mudar a intepretação sobre a prisão dos réus após condenação em segunda instância, seja exigindo a “terceira” instância (STJ), seja exigindo o trânsito em julgado da decisão, talvez passando até pelo Supremo, não só Lula ficará livre, até o “Dia-do-São-Nunca”, mas também todo um batalhão de corruptos e outros criminosos que se encontrarem  em situações  processuais similares. 

Ocorreria certamente um “esvaziamento” de políticos das  cadeias, especialmente os enleados na Operação Lava Jato. Até diminuiria expressivamente a população carcerária. 

Paralelamente à soltura de todos esses políticos corruptos, os  estabelecimentos prisionais ficariam reservados a abrigar somente aqueles que se enquadrassem nas categorias dos chamados “PPPs” (pobres, pretos e putas).            
texto por Sérgio Alves de Oliveira, Advogado, sociólogo,  pós-graduado em Sociologia PUC/RS.

Jucá é flagrado tratando de possível "propina" pelo WhatsApp


O senador Romero Jucá tem se sobressaído pela sua audácia em tratar de assuntos espúrios.

Mesmo sem cargo no executivo, é indubitavelmente um dos homens fortes do atual governo, especialmente no que concerne a negociação de ‘malfeitos’.

O fotografo Daniel Ferreira do portal ‘Metropoles’ conseguiu um fantástico feito nesta quinta-feira (22).

O profissional flagrou a tela do celular do senador rondoniense no momento exato em que ele discutia sobre uns tais ‘recurso da termoelétrica’, que iriam para ‘o bolso’ do interlocutor.

Na malfadada conversa é mencionado também o nome de Paulo Linhares, secretário de saúde de Rondônia.

Jucá já soltou uma nota dizendo que ‘é alvo de informações caluniosas e mentirosas’.  

Zanin já faz uso de ansiolíticos


A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou definitivamente em ‘parafuso’.

Nem mesmo o substancial reforço do festejado Sepúlveda Pertence foi suficiente para acalmar os ânimos.

Segundo o bem informado jornalista Gilberto Luiz Di Pierro, o ‘Giba Um’, Zanin foi obrigado a recorrer a ansiolíticos.

O fator preponderante para que o advogado buscasse a medicação, teria sido o novo conjunto de e-mails que o empresário Marcelo Odebrecht encaminhou à Lava Jato.

O conteúdo é devastador e certamente será fundamental para mais uma condenação do meliante petista.



(Jornal da Cidade Online conteúdo)

Temer repete caso Cristiane Brasil e faz nova nomeação espúria


O presidente da República Michel Temer parece que não aprendeu a lição no caso ‘Cristiane Brasil’.

Sua última nomeação para um cargo importante é de um sujeito absolutamente incompatível para o exercício da função.

O cargo em questão é o de diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

O agraciado com a nomeação é Mário Rodrigues Júnior.

O dito cujo foi citado em delações de executivos da Odebrecht. Ele teria recebido propina por obras do Rodoanel.

Veja o que diz o jornal ‘O Globo’: 

“A Associação Nacional dos Servidores Efetivos das Agências Reguladoras protocolou, na manhã desta sexta-feira, na Presidência da República, pedido para que seja revogada a nomeação de Mário Rodrigues Júnior como diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). No texto, a entidade lembra que proposta do próprio presidente Michel Temer com regras para as agências, que tramita no Congresso, prevê que só ocupem cargos em diretorias das agências pessoas com reputação ilibada.”

A entidade, com razão, entende que o tal Mário não possui os requisitos necessários para o cargo.

O caso poderá ser levado para a Justiça, tal e qual o episódio envolvendo a filha de Roberto Jefferson.

Odebrecht entrega novos e-mails sobre prédio do Instituto Lula

O empresário Marcelo Odebrecht apresentou ao juiz Sergio Moro nesta quarta-feira, 21, uma série de e-mails enviados entre 2010 e 2012 que comprovariam suas alegações de que a empreiteira comprou um imóvel para abrigar o Instituto Lula, em São Paulo, mas que acabou descartado pela instituição. Os documentos foram anexados ao processo da Operação Lava Jato que tem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os réus, acusado de receber 12,9 milhões de reais em propina da Odebrecht por meio das compras do prédio, supostamente adquirido por 12,5 milhões de reais, e de uma cobertura vizinha à do petista em São Bernardo do Campo, por 504.000 reais.

Ao incluir os e-mails na ação, Odebrecht alega a Moro que só teve o acesso ao conteúdo após dezembro, quando foi transferido para a prisão domiciliar e recuperou um HD com arquivos de seu computador, e que as mensagens corroboram o que ele relatou em seu acordo de delação premiada. Os e-mails mostram tratativas entre o empresário e executivos da empreiteira com referências que, segundo Marcelo Odebrecht, dizem respeito ao prédio.

O nome do ex-presidente aparece diretamente no material em uma única ocasião. Em 8 de novembro de 2010, o ex-diretor da Odebrecht Realizações Paulo Ricardo Baqueiro de Melo enviou a Marcelo Odebrecht e a Paul Altit, presidente da empresa, uma mensagem que reproduziu uma reportagem publicada pelo portal UOL, com o título “Instituto Lula já tem patrocinadores e sede”. A notícia tratava do projeto da entidade idealizada pelo petista.

Respondendo a este e-mail, o então presidente do Grupo Odebrecht disse ter “avisado ao Italiano [referência ao ex-ministro Antonio Palocci] que estamos batendo na trave” e que ele temia que “algum repórter xereta” acabasse “chegando na DAG”. Empresa de Demerval Gusmão, amigo de Marcelo Odebrecht, a DAG Construtora é a compradora formal do imóvel que abrigaria o Instituto Lula, localizado na rua Haberbeck Brandão, 178, Vila Clementino, na capital paulista.

Em outra mensagem, Paulo Melo questiona Odebrecht sobre a origem dos recursos, três parcelas de pouco mais de 1 milhão de reais, para o pagamento do imóvel. O empresário responde, então, que os valores sairiam de uma conta mantida por “HS”, que ele alega ser Hilberto Silva Mascarenhas, diretor do Departamento de Operações Estruturadas, o “setor da propina” na empreiteira.

Em um e-mail anterior, datado de 21 setembro de 2010, o advogado Roberto Teixeira, compadre de Lula, enviou a três pessoas “para análise e conferência, ainda incompleta, a minuta da escritura do imóvel da Haberbeck Brandão”. Executivos da Odebrecht não estão entre os destinatários da mensagem, que, no entanto, acabou sendo encaminhada a eles. Teixeira também está entre os réus do processo, acusado de intermediar, em nome de Lula, as tratativas que levaram à compra do imóvel.

Além do compadre do petista, outra figura próxima ao ex-presidente, o pecuarista José Carlos Bumlai, também é citado nas trocas de mensagens entre executivos da Odebrecht. Em 3 de novembro de 2010, Paulo Melo informa a Marcelo Odebrecht e a Paul Altit que Bumlai o havia procurado para tratar da sede do Instituto Lula: “Fui procurado hoje por José Carlos Bumlai. Ele deseja retomar rapidamente o assunto de reforma / construção do Instituto e me comunicou uma expectativa de prazo bastante desafiador para inauguração: maio/2011. Ele espera contar com o nosso suporte neste assunto”.

No mesmo e-mail, Melo diz a Odebrecht e Altit ter informado a Bumlai que foi orientado “apenas a viabilizar a aquisição do prédio e dar suporte técnico nas questões construtivas, sem orientação específica quanto ao investimento futuro. Segundo estimativas do próprio José Carlos, o investimento na reforma será da ordem de R$ 30 MM a R$ 40 MM”. Segundo o Ministério Público Federal, José Carlos Bumlai participou, ao lado de Roberto Teixeira, das transações para a aquisição do imóvel.

Em outro e-mails, de março de 2012, Marcelo Odebrecht pondera que era “importante ter certeza” de que a empreiteira estava tratando com interlocutores do Instituto Lula sobre o assunto. “Tem que ser o japones [sic.] ou o italiano”, pede o empresário, em referências ao presidente da entidade, Paulo Okamotto, e a Palocci. Em resposta ao pedido do empreiteiro, Paulo Melo afirma que “é o Japonês. E pelo que entendi, o próprio titular irá aprovar o imóvel”.

Defesa de Lula
Por meio de nota, a defesa do ex-presidente Lula afirma que “os documentos juntados hoje por Marcelo Odebrecht em nada mudam a realidade de que Lula jamais solicitou ou recebeu a propriedade ou a posse de qualquer imóvel para o Instituto Lula. Tampouco demonstram que qualquer recurso ilícito tenha sido direcionado a Lula. A iniciativa é mais um factoide que tem por objetivo mascarar que nenhuma prova foi produzida contra Lula após a coleta de inúmeros depoimentos e diversas diligências”.

fonte: Veja

Juízes avaliam paralisação contra julgamento de auxílio-moradia

O presidente da Associação dos Juízes Federais (Ajufe), Roberto Veloso, afirmou nesta quinta-feira que a categoria está sendo consultada para fazer uma paralisação no dia 15 de março a fim de protestar contra a inclusão na pauta de julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de uma ação que poderá acabar com o pagamento do auxílio-moradia para os integrantes da carreira, segundo a Veja.

A entidade, com mais de 2 mil associados, começou nesta quinta a fazer uma consulta virtual entre os associados para paralisar as atividades no dia 15 de março. A sondagem vai até a próxima quarta-feira.

A principal queixa dos integrantes da associação, segundo Veloso, é que a presidente do Supremo, Cármen Lúcia, estaria dando um tratamento seletivo ao incluir na pauta apenas o julgamento do auxílio-moradia para a magistratura federal em vez de discutir também uma ação referente a juízes estaduais do Rio de Janeiro e que teria a condição de estabelecer os limites para o pagamento de auxílios e benefícios a todos os juízes brasileiros.

O presidente da Ajufe disse que também já foi apresentado um pedido para decretação de greve por tempo indeterminado pelos juízes federais. A expectativa é que um pedido como esse possa ser votado se houver a derrota na ação da Ajufe e os processos que tratam de todos os outros penduricalhos não forem julgados.

“Se não houver o julgamento para todos, haverá um prejuízo de ordem moral porque somente a magistratura federal será atingida”, afirmou. “Essa é a razão da revolta dos colegas”, completou ele, ao defender transparência para todos.