sexta-feira, 3 de março de 2017

FORA TEMER, QUEM MAIS OS PETISTAS ODEIAM?

Todo mundo que participa do seu governo (ilegítimo, inconstitucional, fisiológico, entreguista, feio, bobo, golpista etc).

Compactuo do horror que os petistas têm ao Temer, ao seu governo, aos seus ministros.
Com a ressalva de que eu não votei no Temer.
Eles, sim.

O Temer me caiu de paraquedas, me foi enfiado goela abaixo.
Os petistas, ao contrário, escolheram-no.
E não uma vez só, mas duas.

Aceito o Temer como quem aceita uma injeção de Benzetacil.
Não quero, não gosto, é horrível – mas ou é isso ou a infecção generalizada.
Respiro fundo, prendo o choro, xingo a mãe do moço da farmácia e toco o barco.

Como os petistas, não suporto olhar para a cara do Edison Lobão, nobre presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado.
Mas, ao contrário dos petistas, eu também não o suportava quando ele era Ministro de Minas e Energia de Lula e de Dilma.

Compartilho com os petistas uma profunda antipatia pelo Presidente do Senado, Eunício Oliveira.
Só que eles o achavam simpaticíssimo quando era Ministro das Comunicações de Lula.

Eliseu Padilha, braço direito do golpista, quem consegue confiar nesse sujeito?
Os petistas, certamente – pelo menos enquanto foi Ministro da Aviação Civil da finada Presidenta.

Como não me solidarizar com os petistas no asco pelo Geddel Viera Lima, o do apartamento com vista pro mar em Salvador?
Mas o asco deles é recente, só desabrochou depois que ele deixou de ser Ministro da Integração Nacional do viúvo de D. Marisa.

Ah, Romero Jucá, o surubático Romero Jucá...
Impossível não ser tomado de ojeriza ao vê-lo, ouvi-lo, imaginá-lo.
Exceto os petistas, que surubaram com ele sem pudor algum enquanto era Ministro da Previdência Social do Lula.

E Silas Rondeau, encalacrado na Lava Jato, indiciado por tráfico de influência?
Abominável, diriam os petistas - e eu concordo.
Mas os petistas só acham isso depois que ele deixou de ser Ministro de Minas e Energia.
De quem?
Ganha um sítio em Atibaia quem adivinhar.

E tem ainda Moreira Franco, estrategicamente nomeado pelo nefasto Temer apenas para adquirir foro privilegiado.
Se bem me lembro, ele teve o mesmo foro como Ministro de Assuntos Estratégicos de Dilma, e ninguém falou nada.

Eu não gosto do Temer, mas desde sempre.
Os petistas, esses só começaram a desgostar quando ele se cansou de ser um vice decorativo e resolveu partir para novos desafios e se reposicionar no mercado.

Por isso entendo quando entram transe (e em loop) com seu mantra “Fora, Temer”.

É que levaram cinco anos para perceber que ele existia (e que existiam Moreira Franco, Jucá, Eunício, Rondeau, Padilha, Geddel), e só aí começar a ladainha.

Sabe como é, ficha de petista demora um pouco a cair."

texto Eduardo Affonso. 

fonte: blog do Puggina




NÃO À CORRUPÇÃO



DIGA NÃO À CORRUPÇÃO !

ARTISTAS IMPLORAM PARA QUE LULA VOLTE EM 2018

Artistas e intelectuais lançaram na quarta-feira (1º) um manifesto defendendo a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o Palácio do Planalto no ano que vem.  O documento diz que a participação do petista na eleição visa “garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam”.

O manifesto é assinado por artistas como Chico Buarque, Beth Carvalho, Martinho da Vila, Marieta Severo e Dira Paes, além de intelectuais como Leonardo Boff, Fábio Konder Comparato e Fernando Morais. O documento também traz a assinatura de militantes ligados ao PT, como João Pedro Stédile, da direção nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

Em sua página oficial na internet, o partido informa que será aberta uma plataforma no site para que os internautas que concordam com a candidatura do ex-presidente assinem o manifesto virtualmente.

Denúncias

O documento assinado pelos artistas e intelectuais não cita as denúncias aceitas pela Justiça contra o ex-presidente. Lula é réu em cinco ações judiciais, sendo três na Lava Jato , uma na Zelotes e outra na Operação Janus. Caso ele seja condenado em algum desses processos, pode ficar inelegível  para o pleito do ano que vem.

Veja o que diz o manifesto.

“Por que Lula ?

É o compromisso com o Estado Democrático de Direito, com a defesa da soberania brasileira e de todos os direitos já conquistados pelo povo desse País, que nos faz, através (sic) desse documento, solicitar ao ex-Presidente Luiz Inácio LULA da Silva que considere a possibilidade de, desde já, lançar a sua candidatura à Presidência da República no próximo ano, como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam.

Foi um trabalhador, filho da pobreza nordestina, que assumiu, alguns anos atrás, a Presidência da República e deu significado substantivo e autêntico à democracia brasileira. Descobrimos, então, que não há democracia na fome, na ausência de participação política efetiva, sem educação e saúde de qualidade, sem habitação digna, enfim, sem inclusão social. Aprendemos que não é democrática a sociedade que separa seus cidadãos em diferentes categorias.

Por que Lula? Porque ainda é preciso incluir muita gente e reincluir aqueles que foram banidos outra vez; porque é fundamental para o futuro do Brasil assegurar a soberania sobre o pré-sal, suas terras, sua água, suas riquezas; porque o País deve voltar a ter um papel ativo no cenário internacional; porque é importante distribuir com todos os brasileiros aquilo que os brasileiros produzem. O Brasil precisa de Lula!”





Fonte: Ig Último Segundo

ÓDIO HIPÓCRITA DA ESQUERDA FURIOSA CONTRA JOÃO DÓRIA

– O cara reduz 10 milhões, por mês, de dinheiro público só com a retirada dos carros oficias.
Pô, mas pintou os grafites de cinza

– O cara remaneja mais de 450 milhões de obras para pagar professores do ensino municipal (rombinho que o Sr. Haddad deixou aos esquecer de contabilizar os aumentos de 2016 e as saídas de servidores);
Pô, mas pintou os grafites de cinza.

– A custo zero para a cidade de São Paulo, renovou a frota de carros da CET, reformou banheiros em parques públicos, conseguiu fornecimento de produtos de higiene pessoal para moradores de rua e cuidados com áreas verdes de espaços público (sem custar nada aos contribuintes);
Pô, mas o cara pintou os grafites de cinza

– Vai plantar milhares de mudas e áreas verdes na 23 de maio – bom pro meio ambiente, bom para a beleza da cidade é bom para o ar de São Paulo
Pô, mas o cara pintou os grafites de cinza.

– Doa o salário para instituições de caridade; instituiu multa para secretários que se atrasarem para reuniões, está buscando parceria com a Nike para reformar as quadras esportivas da cidade…
Pô, mas o cara pitou os grafites de cinza.

– Em 28 dias mostrou muito mais eficiência do que o seu antecessor em 4 anos.
Isso é ser gestor, não político.
Parabéns prefeito, até que enfim alguém que, até o momento, falo que me representa!
Pô, mas o cara pintou os grafites de cinza… (está faltando assunto para esses esquerdas não?)

Texto de Fábio Glingani

fonte: brasil notícias on line

O BRASIL JÁ ENTERROU O PT EM 2016. O PARTIDO PERDEU 50 MILHÕES DE VOTOS

A mediocridade socialista não terá espaço em 2018. Mesmo que “intelectuais” insistam.

Quando intelectuais socialistas produziram, em conjunto com alguns artistas, um manifesto pedindo a volta de Lula em 2018, eles registraram: “Aprendemos que não é democrática a sociedade que separa seus cidadãos em diferentes categorias.”

A ideia da declaração acima é uma das mais reverberadas no que se refere à teoria socialista. Uma doutrina que, historicamente, é responsável pelo empobrecimento maciço. Um sistema que leva os indivíduos a se tornarem “igualmente pobres” enquanto sua elite política (intelectual e artística) vive cercada de luxos e regalias.

Uma elite responsável pela destruição da economia e geração de miséria para todos, transformando os cidadãos em dependentes do estado para sua sobrevivência. Mas, sobretudo, uma elite que alcança o poder ao confiscar a riqueza do povo (como a Petrobrás) para garantir uma vida de magnata. E tudo isso potencializado por uma máquina cujas engrenagens envolvem uma articulação corrupta entre o governo e seus pares.

No Brasil, essa descrição foi constatada de perto pela população.

Da posse de Lula, em janeiro de 2003 ao afastamento de Dilma, em maio de 2016, os escândalos políticos e casos de corrupção estiveram presentes no primeiro escalão do governo. Ao todo, as denúncias comprovadas no ciclo de 13 anos de governo somaram mais de R$ 47 bilhões em desvios.

O resultado foi que, nas eleições de 2016, os brasileiros enterraram o PT e sua pregação socialista. Ficou óbvio para o Brasil que acorda cedo, enfrenta trânsito, ônibus lotado, e depende dos serviços básicos de saúde, educação e segurança que era hora de dar um basta em um sistema de ineficiências e desperdícios assombrosos. Mas, acima de tudo, corrupto.

Se contabilizados apenas os votos para prefeito, o PT perdeu mais de 23 milhões de eleitores. Caiu de 27,6 milhões para 4,4 milhões. Já se for incluída a eleição para vereador, o partido viu 50 milhões de votos evaporarem – quase o que a ex-presidente Dilma Rousseff recebeu nas eleições de 2014.

A população simplesmente não enxerga no PT qualquer possibilidade de oferecer à sociedade novos líderes políticos. Com suas lideranças mergulhadas na Lava Jato, qualquer cidadão, por mais desatento que seja, ficou perplexo com o destino do PT. Um destino político que se tornou policial.

Está claro para a população que a mediocridade socialista não terá mais espaço a partir de 2018.

Apesar disso, alguns intelectuais e artistas se posicionaram agora em um esforço para desenterrar o partido e sua ideologia. (O que não é de se espantar quando se sabe que o socialismo sempre decorre do pecado da soberba intelectual.)

Uma boa síntese para tal insanidade pode ser encontrada nas palavras de Thomas Sowell: “O histórico de desastres do socialismo é tão óbvio, que somente um intelectual poderia ignorá-lo.”


Elisa Robson, jornalista.
Conteúdo: República de Curitiba

quinta-feira, 2 de março de 2017

"EU ERA O BOBO DA CORTE DO GOVERNO"

Disse Marcelo Odebrecht em depoimento.

Empreiteiro depôs nesta quarta-feira ao TSE na ação que pode cassar a chapa Dilma-Temer.
Em depoimento à Justiça Eleitoral, Marcelo Odebrecht disse que se sentia o “bobo da corte” do governo federal, segundo relatos colhidos pelo Estado.

Ao falar sobre a situação da empreiteira baiana que leva seu sobrenome, o ex-presidente do conglomerado demonstrou descontentamento por ser obrigado a entrar em projetos que não desejava e bancar repasses às campanhas eleitorais sem receber as contrapartidas que julgava necessárias.

Marcelo Odebrecht foi preso em junho de 2015, no âmbito da Lava Jato, e pelo seu acordo de colaboração premiada deve permanecer na carceragem da Polícia Federal em Curitiba até o final deste ano.

Marcelo detalhou que tinha contato frequente com o alto escalão do governo – como o ex-ministro da Fazenda do governo Dilma Rousseff, com quem negociava repasses eleitorais.  “Eu não era o dono do governo, eu era o otário do governo. Eu era o bobo da corte do governo”, disse Marcelo Odebrecht, conforme foi relatado ao Estado. Ele também se mostrou incomodado por divergências com seu pai, patriarca e presidente do Conselho de Administração do Grupo Odebrecht, Emilio Odebrecht, quanto a projeto em que a empresa apoiava o governo.

O ex-presidente da empreiteira foi ouvido pelo ministro Herman Benjamin, relator da ação que tramita no Tribunal Superior Eleitoral e investiga a chapa formada por Dilma Rousseff e Michel Temer na campanha eleitoral de 2014.

No depoimento, Marcelo Odebrecht fala sobre a “naturalidade” do caixa 2 em campanha eleitoral, defende a legalização do lobby e deixa claro que a Odebrecht não era a única empresa a usar doações para conquistar apoio político. De acordo com ele, o uso de dinheiro de caixa dois em campanhas eleitorais é algo “natural”, mas que de alguma forma envolve também propina. 
Sobre pagamentos de propina, Marcelo Odebrecht disse saber que os empresários da empresa precisavam fazer “acertos” para poder atuar

Conteúdo: Estadão

A SEGUNDA ALMA MAIS HONESTA DO MUNDO

A gente já esperava, mas chamar o amigo que a sustentou com tanto dinheiro de mentiroso é ruim até para Dilma.
Veja abaixo no Antagonista que Dilma soltou nota chamando Marcelo Odebrecht de mentiroso. 



E a coisa está só começando...

fonte: O Antagonista e Vem pra Rua

RICARDO BOECHAT DETONA ROMERO JUCÁ


BOECHAT, COM INIGUALÁVEL CATEGORIA, DIZ A ROMERO JUCÁ QUE ELE É "LADRÃO"
Certamente foi a crítica mais contundente que o senador Romero Jucá já recebeu em toda a sua promíscua e vergonhosa carreira.
O jornalista Ricardo Boechat dissecou toda a mirabolante e irritante ‘comédia’ plantada pela arrogância e indecência que caracterizam a maledicência e o mau-caratismo do líder de Michel Temer no Senado Federal.
Com fatos e dados contundentes, Boechat colocou Jucá na 'lata do lixo'.

fonte: Jornal da Cidade Online

MARCELO ODEBRECHT TRATAVA DIRETAMENTE COM JOÃO SANTANA SOBRE MAIS DE R$ 100 MILHÕES PARA PT E CAMPANHA DE DILMA

Em seu depoimento ao TSE nesta tarde (01/3), Marcelo Odebrecht teria confirmado o que já foi revelado por João Santana, o marqueteiro de Dilma e Lula: a Odebrecht fez pagamentos diretamente ao marqueteiro e a sua esposa, em contas no exterior, utilizando esquemas profissionais para a lavagem do dinheiro. 

Segundo o site O Antagonista, "Marcelo Odebrecht também disse a Herman Benjamin que tratava diretamente com João Santana sobre o dinheiro de campanha do PT, em 2014".

APÓS DEPOIMENTO DE MARCELO ODEBRECHT, FICA A PERGUNTA: QUANDO DILMA E LULA SERÃO PRESOS ?

O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, depôs hoje ao relator do processo de cassação da chapa Dilma-Temer no TSE. Trechos do depoimento estão sendo divulgados pela imprensa e mostram um cenário absurdo de caixa 2 para a reeleição de Dilma. O site Ceticismo Político, tendo em vista as revelações, pergunta: "quando Dilma e Lula serão presos?". 

Leia abaixo o texto do site: 
O depoimento de Marcelo Odebrecht ao ministro Herman Benjamin do TSE foi uma bomba atômica, disse o Antagonista. MO disse que 80% do dinheiro doado à campanha de Dilma Rousseff em 2014 foi no caixa dois. No total, a Odebrecht deu 150 milhões de reais ao PT.
Nada mais nada menos que cinquenta milhões foram para pagar a edição da medida provisória 470, em 2009, que beneficiava a empreiteira. Isso foi na época do governo Lula.
O detalhe é que o PT não precisava da verba em em 2010, para a primeira campanha de Dilma, ele foi pago em 2014.
A pergunta que fica: não faz sentido que Dilma e Lula estejam soltos. Eike Batista, Sergio Cabral, Marcelo Odebrecht e Eduardo Cunha estão na cadeia. Mas nada explica a proteção dada a Dilma e Lula, que estão soltíssimos da Silva. E aí?

PT QUER QUE TESE QUE TIROU BRUNO DA PRISÃO VALHA PARA JOSÉ DIRCEU

Rui Falcão considera "memorável" a decisão que soltou goleiro Bruno e, com base nela, pede liberdade para Dirceu, Vaccari e Palocci.
Em artigo publicado nessa segunda-feira  (27), o presidente nacional do PT, Rui Falcão, defende que o argumento que garantiu a soltura do ex-goleiro Bruno de Souza, condenado por homicídio, seja aplicado para todas as decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) referentes a pedidos de habeas corpus – entre eles, os casos do ex-tesoureiro do PT João Vaccari e dos ex-ministros José Dirceu e Antônio Palocci.

A decisão liminar (temporária) que tirou o ex-goleiro do Flamengo da prisão foi tomada na última sexta-feira (24) pelo ministro do STF Marco Aurélio Mello.

O principal argumento do ministro é que não há base legal para manter Bruno na prisão uma vez que ele ainda aguarda julgamento de recurso na segunda instância. Bruno foi condenado, em primeira instância, a pena de 22 anos anos e 3 meses em regime fechado pela morte de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador.

“O Juízo, ao negar o direito de recorrer em liberdade, considerou a gravidade concreta da imputação. Reiterados são os pronunciamentos do Supremo sobre a impossibilidade de potencializar-se a infração versada no processo”, escreve o ministro em seu despacho. “Colocou-se em segundo plano o fato de o paciente ser primário e possuir bons antecedentes. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas. A esta altura, sem culpa formada, o paciente está preso há 6 anos e 7 meses. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato. A complexidade do processo pode conduzir ao atraso na apreciação da apelação, mas jamais à projeção, no tempo, de custódia que se tem com a natureza de provisória.”

Como Bruno, Vaccari e Dirceu já foram condenados em primeira instância pelo juiz Sérgio Moro e cumprem pena em regime fechado. Na última quinta-feira, o relator da Lava Jato no STF, o ministro Edson Fachin, negou pedido de habeas corpus deflagrado pela defesa de José Dirceu contra sua prisão.

O ex-ministro Palocci, preso preventivamente desde setembro passado, também entrou com um pedido de habeas corpus no STF, que foi negado pelo ministro Teori Zavascki, então relator da Lava Jato morto em janeiro em um acidente de avião.

“Diante do excesso de prisões preventivas, sem motivo e prolongadas no tempo para forçar delações, o rigor jurídico do ministro Mello para um homicida confesso deveria estender-se ao conjunto das sentenças do STF. Afinal, por que manter presos João Vaccari, José Dirceu e Antônio Palocci – e há outros em situação semelhante — contra os quais só existem delações e nenhum prova consistente?”, afirma Rui Falcão no artigo.

Veja a íntegra do artigo:

“A soltura do ex-goleiro do Flamengo, Bruno de Souza, semana passada, por decisão liminar do ministro do STF, Marco Aurélio Mello, deveria levar a uma revisão geral nas decisões recentes da Suprema Corte nos requerimentos de habeas corpus sistematicamente denegados.

Como se recorda, Bruno foi condenado a 22 anos e 3 meses de reclusão por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver da ex-amante Eliza Samudio. Estava preso há 6 anos e 7 meses, sem que fossem apreciados seus recursos de apelação.

Em despacho memorável, o ministro Marco Aurélio escreveu que a prisão preventiva decretada pelo Tribunal do Júri de Contagem (MG), de primeira instância, não se sustentava, pois, a despeito da opinião pública contrária ao réu, o “clamor popular não é suficiente” para negar o direito de responder em liberdade.

‘A esta altura, sem culpa formada”, disse o ministro, ‘o paciente está preso há 6 anos e 7 meses. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato. A complexidade do processo pode conduzir ao atraso na apreciação da apelação, mas jamais à projeção, no tempo, de custódia que se tem com a natureza de provisória’.

Vale lembrar que cerca de 40% dos mais de 600 mil presos nas penitenciárias brasileiras (na maioria jovens e negros) ali permanecem sem julgamento, a maioria sem culpa formada, escancarando as falhas do sistema judiciário brasileiro, consagrando a injustiça e favorecendo a proliferação de organizações criminosas.

Diante do excesso de prisões preventivas, sem motivo e prolongadas no tempo para forçar delações, o rigor jurídico do ministro Mello para um homicida confesso deveria estender-se ao conjunto das sentenças do STF. Afinal, por que manter presos João Vaccari, José Dirceu e Antônio Palocci – e há outros em situação semelhante — contra os quais só existem delações e nenhum prova consistente?

É hora de cessar a parcialidade nos julgamentos, dar um fim à perseguição politica promovida por certos juízes e procuradores e libertar Vaccari, Dirceu e Palocci”.

fonte: Exame

APÓS ÚLTIMO DEPOIMENTO DE MARCELO ODEBRECHT, REGISTRO DO PT DEVE SER CANCELADO, RELATAM JORNALISTAS

Embora o PT seja o partido que mais recebeu pedidos de cassação de registro  desde o fim do Estado Novo, em 1945, segundo os jornalistas do site O Antagonista, a partir do depoimento de Marcelo Odebrecht ao TSE hoje, o cancelamento do registro tornou-se inevitável, pois o empresário revelou pagamentos de empresas sediadas no exterior. 

Leia o post: 
O PT recebeu propina de empresas sediadas no exterior.
O fato será confirmado hoje à tarde por Marcelo Odebrecht, em seu depoimento ao TSE.
A Lei dos Partidos é clara: o registro do PT tem de ser cancelado.



ELE PRENDEU CABRAL E EIKE

Quem é Marcelo Bretas, juiz que mandou Cabral e Eike para Bangu.
Ele já vinha sendo chamado de "Sérgio Moro carioca". Mas agora o juiz federal Marcelo da Costa Bretas terá de se habituar ao novo aposto que segue seu nome: o de juiz que prendeu o ex-governador Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista (que outrora recebia o título de homem mais rico do Brasil).
Bretas não poderia ter estilo mais díspar à ostentação de riqueza dos presos ilustres - Cabral com sua coleção de joias e gosto por restaurantes estrelados e Eike com a Lamborghini estacionada na sala de estar da mansão na zona sul carioca.
Tido como sério, severo e discreto - ou "low-profile", na descrição de uma advogada - o magistrado nasceu na Baixada Fluminense, região metropolitana do Rio. Filho de um comerciante e uma dona de casa, tem uma rotina de dedicação ao trabalho, à família e à religião.
"Ele é uma pessoa muito simples, muito discreta. Não gosta de aparecer, pelo contrário. Tem uma vida pacata, entre trabalho, casa e igreja", descreve Fernando Antonio Pombal, diretor de secretaria e seu braço direito na 7ᵃ Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.
Com a dimensão dos escândalos da operação Lava Jato no Rio - que no último ano revelaram esquemas de corrupção na Eletronuclear, no governo Cabral e agora trazem acusações contra Eike - o juiz ganhou os holofotes e vê seu nome mencionado entre os cotados para a vaga de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é um de 30 magistrados relacionados em uma pré-lista da Associação de Juízes do Brasil.
Bretas estava a bordo de um cruzeiro quando a operação Eficiência foi deslanchada na semana passada, com um total de nove mandados de prisão preventiva assinados pelo juiz - incluindo o de Eike Batista. Mesmo à distância, acompanhou tudo de perto, do meio das férias.
Pombal não sabia precisar em que lugar do oceano Atlântico estaria o chefe a cada momento, apenas que estava sempre disponível para os telefonemas, que têm sido constantes.
"Os dias que antecedem uma operação são muito tensos. O Dr. Marcelo estava muito ansioso. Mas ficou muito feliz com o resultado, apesar de o principal alvo ter escapado inicialmente", diz, referindo-se a Eike - preso depois ao retornar de Nova York.

Na decisão judicial, Bretas justifica a prisão preventiva do ex-bilionário sob pena de que persistisse "na prática de atos forjados para acobertar pagamentos ilícitos" e afirma que sua conduta revelava "sua contemporânea disposição em ludibriar os órgãos estatais de investigação".
Ele tem 46 anos e é casado com a juíza Simone Bretas, que conheceu nos tempos de estudante de Direito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O casal tem dois filhos adolescentes.
O juiz é evangélico, frequentador da Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul, no bairro do Flamengo, onde vive. Tem um irmão pastor e citou um versículo da Bíblia - retirado do livro de Eclesiastes - na decisão que autorizou a operação Calicute, quando Cabral foi preso, em novembro. Diz separar trabalho e religião, mas a Bíblia está sempre a mão para consultas. Como hobby, gosta de tocar bateria.
Sua vida sofreu uma guinada em novembro de 2015, quando Teori Zavascki, então relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou o desmembramento das investigações em Curitiba e enviou o caso da estatal Eletronuclear para o Rio de Janeiro.
O caso foi para a 7ᵃ Vara Criminal, caindo nas mãos de Bretas, que se tornara titular dela meses antes, chegando à capital fluminense depois de 15 anos trabalhando em cidades do interior do Estado.
Na época, a Procuradoria-Geral da República chegou a recorrer ao Supremo Tribunal Federal para reverter o fatiamento das investigações. Mas o temor de que o caso pudesse ser levado menos a sério em outra comarca logo se dissipou.
Bretas condenou o almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, ex-presidente da Eletronuclear, a 43 anos de prisão - uma pena muito mais dura que as do juiz Sérgio Moro, que condenou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu a 23 anos de cadeia.
Um colunista de um jornal carioca chegou a dizer que advogados de acusados da Lava Jato estavam torcendo para os casos permanecerem em Curitiba, temorosos do rigor demonstrado por Bretas.
Coordenador da força-tarefa da Lava Jato no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro, o procurador Leonardo Cardoso de Freitas descreve magistrado como um juiz "sério" e "de muito bom trato", cujas decisões são bem fundamentadas.
"Mesmo quando nossos pedidos são indeferidos, eu tomo suas razões com muita humildade", diz Freitas. "É um juiz muito sério, em cujas decisões eu confio."
Freitas afirma que não é raro que pedidos dos procuradores sejam negados pelo juiz.
Na semana passada, por exemplo, quando a operação Eficiência foi deslanchada, a Polícia Federal foi às ruas com nove mandados de prisão preventiva, incluindo o de Eike Batista. Freitas revela, porém, que ele e os demais procuradores haviam solicitado que Bretas autorizasse um total de dez prisões preventivas - e um desses pedidos foi negado. A identidade da décima pessoa, evidentemente, é sigilosa.
Outro procurador que prefere não se identificar afirma que o juiz é muito bem visto pelos integrantes da força-tarefa do Rio. "O MPF tem muita confiança em seu trabalho. Ficamos tranquilos de trabalhar com ele porque sabemos que ele vai ser um juiz técnico, que vai julgar de uma maneira séria e rigorosa."
O rigor visto como adequado por uns é visto como excessivo por outros. Bretas sofre críticas semelhantes às feitas a Moro em Curitiba pela forma com que adota conduções coercitivas e prisões preventivas.
A BBC Brasil tentou entrevistá-lo para esta reportagem, sem sucesso.

Pesando a mão

O advogado criminalista João Carlos Castellar vem prestando assistência legal a Flávio Godinho, uma das nove pessoas detidas semana passada e, por isso, imediatamente afastado do cargo de vice-presidente do Flamengo. Ele considera que Bretas "está pesando um pouco a mão" nas decisões tomadas no âmbito da Lava Jato.
"Sempre o conheci como um juiz ponderado, muito educado no trato com as partes, e não com o perfil que tem se verificado agora. Ele tem sido muito severo e muito duro", diz Castellar, contestando, como outros advogados fazem frequentemente, a interpretação que vem sendo dada à condução coercitiva e à prisão preventiva no âmbito da Lava Jato.
"A letra da lei estabelece que a condução coercitiva só pode ocorrer depois que a parte intimada deixa de comparecer regularmente ao ato, sem que haja uma justificativa", afirma.
"Mas com o (Sérgio) Moro, e agora também com o Bretas, isso vem sendo aplicado a torto e a direito com a justificativa de que as pessoas têm que ser conduzidas (coercitivamente), senão podem combinar versões (de depoimentos) entre si. Isso é absolutamente distante do corpo da lei", acrescenta ele, criticando também o prolongamento da prisão preventiva de réus "quando não há razão" para tal.
"A lei estabelece uma série de medidas constritivas da liberdade, como por exemplo a apreensão do passaporte. Que tipo de influência os réus podem ter sobre provas que são basicamente documentais? O dinheiro deixa um rastro, é só seguir. Não é preciso a pessoa ficar presa. A prisão preventiva passa a ser uma antecipação da pena."
Outra advogada e professora de processo penal, que prefere não se identificar, reitera a crítica, e diz que Bretas está seguindo uma tendência que "virou moda" com a Lava Jato e com as ações do juiz Sérgio Moro, adotando esses expedientes de maneiras não previstas no Código de Processo Penal.
"Não existe o que muitos juízes estão fazendo, a lógica do 'mandar prender para ouvir'. Não podemos ter prisões preventivas como forma de espetáculo, por mais que não se goste da figura política", ressalta.
Afora essas restrições, porém, ela afirma ter experiência muito positiva com Bretas nos tribunais. "Ele é um juiz extremamente correto e cordial, preocupado em não cercear a defesa dos réus", afirma a advogada.
"Ele não é espetaculoso como o Sérgio Moro. Não se vale da mídia para dar suporte a suas decisões. Ele cumpre o seu papel, o papel que acha correto, e você não o vê recebendo prêmios, dando discursos, dando declarações", compara.
Bretas passou 12 anos atuando como juiz em Petrópolis e, no fim desse período, realizou seu trabalho de mestrado na Universidade Católica de Petrópolis. Sua dissertação, defendida em 2014, era sobre o uso de interceptações telefônicas em investigações e sobre como conciliar o direito à privacidade à necessidade do Estado de investigar ilícitos.
Seu orientador à época, o professor Cléber Francisco Alves, considera que o tema já refletia uma preocupação de se qualificar e refletir sobre seu papel como magistrado, buscando uma fundamentação na doutrina para pautar sua conduta.

Determinação

"Ele tem sido um juiz muito determinado no cumprimento das suas obrigações, acho que é exemplar. Tem tido um perfil bastante firme, corajoso, e toma as decisões que considera adequadas sem contemporizar", afirma Alves, que também é defensor público em Petrópolis.
Na 7ᵃ Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, o diretor de secretaria Fernando Pombal diz que a carga de trabalho tem sido pesada desde a chegada dos casos da Lava Jato, e a rotina, estressante. Mas ele fala de Bretas, a quem chama sempre de Dr. Marcelo, com enorme admiração.
"Ele é uma pessoa extraordinária, um ser humano evoluído, um juiz extremamente bem preparado. Ele trabalha no mesmo patamar que seus servidores, de igual para igual, e dá espaço para todos trabalharem", afirma.
"Quem trabalha com ele sabe o quanto ele faz pela Justiça e o quanto é justo e dedicado. E não tem medo. Não tem medo de nada, absolutamente nada."
Pombal diz que, quando cada uma das operações da Lava Jato chega ao fim, a sensação compartilhada por todos 7ᵃ Vara Criminal é de dever cumprido.
"A gente se sente recompensado. Eu costumo dizer que não prestamos mais um serviço público, prestamos um serviço cívico à nação."
fonte: BBC Brasil







quarta-feira, 1 de março de 2017

COMPARADA A MORO, JUÍZA DE MATO GROSSO É APLAUDIDA NAS RUAS

A mulher do momento em Mato Grosso tinha planos de pular Carnaval no domingo (26). Mas, para isso, precisava levar seu "bloco" particular: Selma Arruda, 54, juíza da 7ª Vara Criminal do Estado, não dá um pulo fora do cordão de seguranças que a cerca 24 horas por dia.

"Ano passado deu um nó danado com os seguranças. Queria ficar mais, mas eles acharam melhor eu voltar para casa", conta, rindo.

Quatro policiais grandalhões escoltam a juíza de 1,50 metro, que se destaca sobre saltos altíssimos, colares e pulseiras reluzentes. Ganhou a guarda no ano passado.

fonte: Folha de S. Paulo

COMO A TECNOLOGIA É USADA NA LAVA JATO PARA DAR AGILIDADE À OPERAÇÃO

Para vencer a burocracia dos processos no meio jurídico, no âmbito da Lava Jato, o juiz Ségio Moro conta com uma importante ajuda da tecnologia: o sistema eletrônico de processos, conhecido como “e-proc”. Em Curitiba, são 52 terabytes em processos digitalizados — apenas no processo que investiga o ex-presidente Lula pelo tríplex são 6 gigabytes somente em vídeos, muitos deles por videoconferência.

— Eu defendo muito que, além do juiz Sérgio Moro, o e-proc é o que está mudando o Brasil. Ele propiciou mais rapidez, segurança e flexibilidade — diz Regaldo Milbradt, diretor judiciário da Justiça Federal da 4ª Região (JF4), onde correm os processos da operação e um dos responsáveis pelo sistema.

Tudo que acontece dentro dos processos da Lava-Jato é feito e registrado digitalmente, desde a autorização para visitar a mãe no interior de Minas Gerais até a recente insistência da defesa de Claudia Cruz em ouvir duas testemunhas em Cingapura, na Ásia. É pelo e-proc que todas as partes consultam o processo via internet. É lá que Sérgio Moro escreve suas decisões. Recentemente, o departamento de TI adicionou uma nova possibilidade para os defensores: um aplicativo de celular para acompanhar as ações.

Antes de 2010, ano de implantação do e-proc, os advogados iam fisicamente até a sede da Justiça Federal para conferir cada decisão de Moro ou protocolar seus pedidos ao juiz. Os documentos do processo eram transferidos ao Ministério Público Federal todas as vezes que os procuradores precisassem se posicionar sobre algo. Com o e-proc tudo acontece automaticamente.

O juiz Eduardo Picarelli chama os atrasos causados pelos processos físicos como “tempo morto”. Responsável pelo sistema, o juiz calcula que os processos correm 30% mais rápido quando digitalizados. A economia, para a JF4. alcançou R$ 77 milhões em dinheiro e o equivalente, em estantes, para a construção de duas pontes Rio-Niterói — e ainda sobrariam estantes que, empilhadas, alcançariam o topo do Monte Everest.

O sistema foi desenvolvido a partir de 2008 em cima de uma versão que já existia desde 2003, mas limitadas aos juizados especiais. Todos os encarregados são unânimes em apontar uma decisão à época para o sucesso atual: manter o desenvolvimento do sistema dentro de casa, sem terceirizações. Desembargadores, juízes e servidores e o departamento de TI participaram de grupos de discussão para sugerir funcionalidades, prática que permanece até hoje.

— Em outros sistemas, simplesmente transformam em autos digitais, mas continuam com a filosofia do papel. Aqui, ele tramita de forma eletrônica. Uma série de controles são feitos de forma eletrônica — diz Ivan Forgearini, diretor encarregado do sistema no departamento de TI.

Entre os controles citados por Forgearini, o de prazos é o principal. Com os processos físicos, um funcionário em cada vara era encarregado apenas de acompanhar os prazos dos processos.

— Acabou o carimbinho, a contagem de prazo. Hoje o sistema conta o prazo e a pessoa é automaticamente intimada. Todas as burocracias foram sendo eliminadas e os servidores de secretaria atuam apenas na atividade-fim. 

Fonte: O  Estado de S. Paulo

'DILMA MORRE, TEMER VIVE' DIZEM JORNALISTAS SOBRE DEPOIMENTO DE MARCELO ODEBRECHT QUE 'DESTROÇA' DILMA

O ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, depôs hoje ao TSE na ação de cassação da chapa Dilma-Temer. 

Desde o início da ação, questiona-se se a cassação atingirá toda a chapa ou se é possível que apenas Dilma seja cassada. 

Segundo os jornalistas do site O Antagonista, o depoimento de hoje pode ter decidido essa questão: o empresário admitiu caixa 2 para a campanha de Dilma, mas livrou Temer, afirmando que ele não lhe pediu recursos. 

Segundo o site, Temer não teria interesse em pedir recursos para a campanha à presidência, pois estes já estavam garantidos. 


fonte: O Antagonista

DEPOIMENTO DE HOJE DE ODEBRECHT 'ENTERRA' DILMA E PODE TORNAR A SUA PRISÃO INEVITÁVEL

Em depoimento ao ministro Herman Benjamin, do TSE, o ex-presidente da Odebrecht relatou R$ 120 milhões em caixa 2 para a campanha de Dilma em 2014. Além desse valor, mais R$ 30 milhões foram entregues ao PT na forma de doações legais. Já se sabe, pela delação do marqueteiro João Santana, que parte desse dinheiro foi paga no exterior. 

Marcelo Odebrecht relatou ainda que Dilma não apenas sabia mas também participava das negociações. 

Se a cassação de Dilma já parecia certa, agora parece que a prisão também se aproxima. 



fonte: Folha Política

MARCELO ODEBRECHT DIZ QUE NÃO ACERTOU VALORES COM TEMER

O empreiteiro Marcelo Odebrecht confirmou hoje ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que jantou com o presidente Michel Temer no Palácio do Jaburu, em Brasília, durante a campanha presidencial e que discutiu com ele uma contribuição para a campanha eleitoral de 2014.

Temer era candidato a vice-presidente na chapa de Dilma Rousseff.

Odebrecht negou, no entanto, que tenha acertado um valor de contribuição para a campanha.

Ele afirmou acreditar que os montantes a serem doados tenham sido acertados previamente entre Eliseu Padilha, homem de confiança de Temer e hoje ministro da Casa Civil, e Claudio Melo Filho, ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht.

Em sua delação premiada, Melo Filho afirma que o acerto foi feito diretamente por Marcelo Odebrecht, no encontro que o então presidente da empreiteira teve com Temer. "No jantar, acredito que considerando a importância do PMDB e a condição de possuir o Vice-Presidente da República como Presidente do referido partido político [PMDB], Marcelo Odebrecht definiu que seria feito pagamento no valor de R$ 10.000.000,00."

Deste total, R$ 4 milhões, segundo Melo, teriam sido destinados ao PMDB via Eliseu Padilha. Uma parte do dinheiro teria sido entregue no escritório de José Yunes, um dos melhores amigos de Temer. Yunes diz que serviu apenas de "mula involuntária" de Padilha, atendendo a um pedido dele de receber um "pacote" em seu escritório.

Os outros R$ 6 milhões, segundo Melo, seriam destinados à campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo.

Odebrecht confirma o valor mas disse no depoimento de hoje que depois soube que o valor doado foi bem menor. 

fonte: Folha Política


'MARCELO ODEBRECHT IMPLODIU TUDO. LULA E DILMA NA CADEIA'

'Marcelo Odebrecht implodiu tudo. Lula e Dilma na cadeia!', afirma jornalista

A jornalista Joice Hasselmann afirmou que, com o depoimento de hoje, o empresário Marcelo Odebrecht "jogou uma bomba" nas cabeças de Lula e Dilma. De acordo com ela, Odebrecht confirmou não apenas o caixa 2, mas um "propinoduto". 

A jornalista afirma, ainda, que tudo era destinado a manter o "esquema criminoso de poder" do PT. Ela relata que Odebrecht falou enfaticamente que Dilma sabia de tudo. "Dilma sabia de tudo, Dilma sabia de tudo, Dilma sabia de tudo, falou Odebrecht", destacou a jornalista. "Dilma e Lula precisam ser agraciados com a cadeia, agora ele deu a certeza do que eu e você já tínhamos certeza", concluiu.

fonte: Folha Política

ÁUDIO DE RENAN REVELA TODA A MARACUTAIA



(PARA NÃO CAIR NO ESQUECIMENTO)
PF GRAVA 11 minutos de pilantragem, assista o ÁUDIO que revela como eles roubam o Brasil DESCARADAMENTE

Já passou da hora de colocar ele e os amigos na cadeia!

A cada dia que passa, nós somos surpreendidos com notícias que nos deixam mais perplexos, porém com os acontecimentos dos últimos dias, uma notícia como essa não deixa praticamente ninguém surpreso.

Vazou um áudio do senador Renan Calheiros revelando toda a tramoia, o que se espera agora é que alguma coisa seja feita por parte das autoridades policiais.


No áudio, Renan Calheiros conversa com Sérgio Machado, e não medem palavras para o que vão falar.
Sérgio Machado é ex-dirigente da Transpetro. E está envolvido na Operação Lava Jato, que tem a frente juiz federal Sérgio Moro.

ASSISTA O ÁUDIO DOS PILANTRAS PROFISSIONAIS EM AÇÃO

O BLOCO DOS LADRÕES, O DOS OTÁRIOS E O DIA 26

POLÍTICOS INVESTIGADOS POR CORRUPÇÃO ENVOLVEM OS PRÓPRIOS FILHOS NOS ESQUEMAS DE DESVIO

Em algumas residências, a Operação Lava-Jato pode ser tratada, literalmente, como um caso de família. Muitos dos políticos que faziam parte do esquema de corrupção entre partidos e empreiteiras também envolveram os herdeiros nas tramoias para desviar recursos públicos. No Brasil, não faltam casos de filhos que aproveitam a fama paterna para se eleger e, uma vez no poder, não decepcionam os pais e figuram ao lado deles nos noticiários sobre esquemas de corrupção, em especial a Lava-Jato.


No centro das operações da Polícia Federal nas últimas semanas, os peemedebistas do Senado Federal preferem dividir o cacife político e as propinas com quem tem o mesmo sangue. O ex-presidente do Senado Federal Renan Calheiros (PMDB-AL) usou a campanha de Renan Filho (PMDB) ao governo de Alagoas para lavar dinheiro. O pagamento por ter atuado em favor de empreiteiras no Legislativo teria sido feito através doações de eleitorais, segundo duas delações premiadas. Em uma delas, o ex-presidente da UTC Engenharia Ricardo Pessoa garante que a doação de R$ 1 milhão em 2014 para o postulante ao Executivo alagoano se tratava, na verdade, de propina para o então presidente do Senado. Em outra, Cláudio Melo Filho, ex-diretor de relações institucionais da Odebrecht, deu um relato similar sobre o repasse de R$ 1,52 milhão quando Renan Filho disputava o governo do estado.

Na família Sarney, o modus operandi era parecido. Sérgio Machado, que comandava a Transpetro, importante subsidiária da Petrobrás, informou, em delação, que teria operado para o ex-presidente da República e ex-senador José Sarney receber R$ 18 milhões em propina. Do montante, R$ 400 mil teriam sido repassados pelas empresas investigadas Camargo Corrêa e Queiroz Galvão em forma de doação legal à campanha de Sarney Filho (PV-MA), que atualmente é ministro do Meio Ambiente.

Outro integrante da alta cúpula do PMDB no Senado é investigado ao lado dos dois filhos: Edison Lobão (PMDB-MA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Um deles, Márcio, foi alvo da Operação Leviatã há duas semanas. Presidente da Brasilcap, braço do Banco do Brasil na área de títulos de capitalização, ele é suspeito de ter se beneficiado de parte do desvio de 1% da construção da Usina Hidrelétrica de Belomonte.

A casa dele e a sede da Brasilcap foram alvo de busca e apreensão. A PF encontrou, na residência, R$ 40 mil em várias moedas e 1.200 obras de arte. O irmão de Márcio, Edison Lobão Filho, que era suplente do pai e assumiu o assento no Senado quando Lobão foi ministro de Minas e Energia, é suspeito de ter recebido pagamento ilegal do Grupo Bertin, envolvido no suposto esquema de financiamento ilegal do PT operado pelo pecuarista José Carlos Bumlai.

PROPINA Os esquemas em família não são exclusividade dos peemedebistas. O ex-ministro-chefe da Casa Civil do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, José Dirceu, que está preso, teria usado a campanha do filho Zeca Dirceu a deputado federal pelo Paraná em 2010 para esquentar recursos desviados da Petrobras. O esquema envolveria a empresa Hope Recursos Humanos, que tem contratos milionários com a estatal. Segundo inquérito da PF, “doações eleitorais para a campanha de Zeca foram originárias dos ajustes espúrios envolvendo as contratações direcionadas à Hope com a Petrobras e que se revelaram como um meio de branquear a propina decorrente desse esquema”.

O caçula de Lula é réu em outra operação da PF, a Zelotes. Luiz Cláudio, o Lulinha, prestou uma consultoria por R$ 2,5 milhões para uma empresa que participava de um esquema de compra de medidas provisórias para favorecer montadoras de veículos com incentivos fiscais. A suspeita da PF surgiu porque o trabalho prestado foram de “meras reproduções de conteúdos disponíveis na rede mundial de computadores”.

Assim como Lobão, o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha também usou os parentes para manter conta bancária na Suíça com verba da corrupção. A filha dele, Danielle, e a mulher, Cláudia Cruz, são investigadas por isso.

O professor de ciência política João Paulo Peixoto acredita que a existência de famílias que perduram no poder por muitos anos é um reflexo do “subdesenvolvimento político que vive o Brasil”. “Isso acontece geralmente no Nordeste. As famílias têm uma força econômica e política muito grande e o pai passa esse poder para os herdeiros”, explica.

Conteúdo: Folha Política