sábado, 11 de agosto de 2018

Filme que satiriza trajetória criminosa de Lula promete ser sucesso nos cinemas (Veja o Trailer Oficial)

Se o filme ‘Lula, o filho do Brasil’ amargou um enorme revés nas bilheterias dos cinemas brasileiros, dado o enredo fraco, falso e desinteressante, a comédia ‘O Candidato Honesto 2’, protagonizada pelo ator Leandro Hassun, tem tudo para ser um enorme sucesso.

O filme claramente satiriza a trajetória criminosa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, registra o site Jornal da Cidade.

Na realidade trata-se de uma continuação de da trama que teve a sua primeira versão lançada em 2014. Desta feita, João Ernesto Ribamar (Lula) após uma temporada na prisão, realiza uma nova campanha política.

A produção cinematográfica faz inúmeras referências ao cenário político brasileiro, com a presença de claras sátiras a Temer, Dilma, o advogado Cristiano Zanin e o Japonês da Federal.

Desta vez, após ser eleito presidente do Brasil, João Ernesto se envolverá em outros escândalos.

A estreia está marcada para o dia 29 de agosto.

Veja o trailer:

Lava Jato oferece denúncia contra ex-ministros Guido Mantega e Antonio Palocci

A força-tarefa da Operação Lava Jato apresentou nesta sexta-feira (10) denúncia contra Guido Mantega e Antonio Palocci, ex-ministros da Fazenda nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT), por lavagem de dinheiro e corrupção passiva e ativa envolvendo a edição das medidas provisórias 470 e 472, conhecidas como MP da Crise, que teriam beneficiado diretamente empresas do grupo Odebrecht, relata o site Folha Política.

As duas medidas provisórias foram criadas em 2009. A MP 470 permitiu que empresas exportadoras, como a petroquímica Braskem, do grupo Odebrecht, parcelassem --praticamente sem multas e juros-- dívidas decorrentes da extinção do chamado crédito-prêmio do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Já a MP 472, depois aprovada pelo Congresso e convertida na lei 12.249/2010, instituiu um "regime especial de incentivos" para a indústria do petróleo nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Na prática, o "regime especial" dava à Braskem isenção de impostos em determinadas transações.

Também foram denunciados pelos procuradores da força-tarefa os ex-representantes da Odebrecht Marcelo Odebrecht, Maurício Ferro, Bernardo Gradin, Fernando Migliaccio, Hilberto Silva e Newton de Souza, além dos publicitários Mônica Santana, João Santana e André Santana.

A denúncia é decorrente de depoimentos prestados por Marcelo Odebrecht e outros executivos do grupo no âmbito dos acordos de delação premiada homologados no ano passado pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

Na delação, Marcelo Odebrecht afirmou ter pagado R$ 50 milhões ao PT, por meio de Mantega, como contrapartida à publicação das medidas provisórias.

De acordo com a denúncia, Marcelo Odebrecht, com ajuda de Ferro, Gradin e Souza, ofereceu promessas indevidas a Palocci e Mantega com o objetivo de influenciá-los na edição da medida provisória. A propina prometida a Mantega seria de R$ 50 milhões.

Segundo os procuradores, Mantega e Palocci não só aceitaram "promessas de vantagens indevidas (...) como efetivamente interferiram e atuaram" para a publicação das MPs, "bem como as instruções normativas que as regulamentaram, de acordo com os interesses do Grupo Odebrecht."

A quantia de R$ 50 milhões, de acordo com os procuradores, permaneceu à disposição do ex-ministro em uma conta bancária mantida pelo Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, como era conhecido o setor de propinas da empresa. Uma parcela desse valor teria sido entregue aos publicitários Mônica, João e André Santana para a campanha eleitoral da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2014.


Mônica e João Santana teriam recebido mais de R$ 15 milhões da Odebrecht por meio de 26 entregas em espécie, no Brasil, e também em contas mantidas em paraísos fiscais no exterior.

Moro se pronuncia sobre declarações de Alvaro Dias em debate da Band


O juiz federal Sergio Moro, citado como provável Ministro da Justiça do candidato Álvaro Dias durante o debate entre presidenciáveis transmitido pela Band nesta quinta-feira, divulgou uma nota sobre as citações do presidenciável. Moro afirmou em nota nesta sexta-feira, 10, que não tem como se manifestar sobre declarações de Álvaro Dias sobre convidá-lo para assumir o Ministério da Justiça em um eventual governo do candidato do Podemos:


Mônica Moura diz a Sérgio Moro que negociou dinheiro de campanha diretamente com Dilma


A mulher do marqueteiro João Santana, Mônica Moura, confirmou novamente ao juiz Sérgio Moro, que negociou valores para campanha de 2014 diretamente com a ex-presidente Dilma Rousseff.


"Pela primeira vez na vida eu negociei diretamente com uma presidente e com candidato, valores. E depois ela me encaminhou a Guido [Mantega, ministro da Fazenda à época] para que eu resolvesse a parte por fora. A parte por dentro, não, foi toda negociada com ela o valor, mas o partido pagou, nota fiscal, o tesoureiro da campanha", disse a marqueteira ao juiz da Lava Jato.



Segundo o G1, a marqueteira do PT, responsável pelas campanhas de Lula em 2006 e de Dilma em 2010 e 2014, afirmou que se reunia com Guido Mantega, na casa dele, em Brasília, para acertar os pagamentos "por fora" negociados com Dilma. Em um dos encontros, disse ter questionado sobre a origem dos valores.



"Cheguei lá [no Guido] com a negociação fechada e disse: 'Acertei isso com a presidente e ela me disse que o senhor vai dizer como é que vamos fazer'. Aí, mais uma vez: 'Vai ser a Odebrecht'", disse a empresária.



A publicitária foi ouvida pelo juiz Sérgio Moro nesta sexta-feira, 10 sobre pagamentos não contabilizados da Odebrecht para o casal de marqueteiros, feitos no Brasil e no exterior.



Mônica Moura e o marido, João Santana, foram responsáveis pelas últimas três campanhas do PT à Presidência da República e são acusados pelos procuradores da Lava Jato de receber dinheiro ilegal do setor de propinas da Odebrecht.



O Ministério Público diz ter identificado nas planilhas da Odebrecht repasses que somam R$ 23,5 milhões, entre 2014 e 2015, quando a Operação Lava Jato já estava em andamento. Mônica e João alegam que receberam apenas parte do valor".



Com informações do G1

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

A mordaça de Amoêdo fez sucesso

Fez sucesso nas redes a foto que João Amoêdo postou ontem para criticar sua não participação no debate da Band.

Segundo O Antagonista, a imagem teve mais de 40 mil curtidas e 9 mil compartilhamentos. O tema em si alcançou cerca de 3,5 milhões de pessoas no Facebook.

Até agora, o abaixo-assinado pedindo a inclusão do presidenciável do Novo nos debates de TV superou 230 mil assinaturas.

Jair Bolsonaro sugere compromisso de todos para que BNDES não empreste dinheiro a ditaduras

No debate da BAND, ao discutir sobre “abrir a caixa-preta do BNDES”, Jair Bolsonaro interrogou o fato de vice de Alvaro Dias ser Paulo Rabello, ex-presidente do banco.

Álvaro respondeu:
“Sem dúvida, o meu vice vem em razão da convergência das nossas propostas. (…) Não permitiremos que o BNDES empreste, sobretudo, para nações de ditadores corruptos e sanguinários. Os recursos do BNDES não construirão metrô na Venezuela”.
Bolsonaro concordou: “Deveria ser o compromisso de todos”.

Flávio Rocha anuncia apoio a Jair Bolsonaro

O dono das lojas Riachuelo, Flávio Rocha, que chegou a se colocar como candidato a presidente neste ano, anunciou nesta sexta-feira apoio ao candidato do PSL, Jair Bolsonaro.
A reunião entre os dois aconteceu pela manhã, em São Paulo.
Em momentos diferentes da campanha, os dois chegaram cada um a dizer que o outro não estaria suficientemente à direita para receber apoio do outro. 
Além de Flávio Rocha, estiveram na reunião com Bolsonaro nomes do agronegócio como Nabhan Garcia, presidente da UDR; Paulinho Vilela, produtor rural e candidato a deputado federal pelo Paraná; e seu filho, Eduardo Bolsonaro, também candidato a deputado federal por São Paulo.
As informações são do jornal Gazeta do Povo. 

“Faz qualquer negócio para conseguir voto”, diz João Amoêdo sobre Ciro Gomes

Durante o primeiro debate presidencial, transmitido ao vivo pela Band nesta quinta-feira (9), o candidato à Presidência pelo Partido Novo, João Amoêdo, fez criticas às falas do presidenciável Ciro Gomes, do PDT, pelo Twitter, registra o site Conexão Política.
O candidato @cirogomes diz “Não vamos introduzir insegurança jurídica” e depois diz “Vou revogar as medidas aprovadas pelo Congresso”

Se isso não é insegurança jurídica, o que é?
Mais à frente, quando Ciro prometeu que gerará 2 milhões de empregos e tirará o nome das pessoas do SPC, Amoêdo publicou em sua rede social:
“Depois de prometer tirar o Lula da prisão, Ciro agora promete tirar as pessoas do SPC. A turma faz qualquer negócio para conseguir voto.”
O candidato pelo Partido Novo não foi convidado à participar do debate por não possuir o mínimo de 5 deputados federais/senadores em sua coligação. O partido não possui alianças e está em sua primeira eleição de nível nacional.

De acordo com informações do RENOVA Midia, a assessoria do candidato disse ao site InfoMoney que o mesmo atraiu 5.000 novos seguidores no Twitter durante o debate, mais que os candidatos que participaram do debate, com exceção de Jair Bolsonaro, que ganhou novos 10.520 seguidores, segundo dados do Sistema Bites.

Lula “era machista e achava que homossexual era doença”, diz Marta Suplicy

Em entrevista para o site UOL, a senadora Marta Suplicy falou sobre seu afastamento da vida pública.
Marta afirmou que não se arrepende “de nada” e que faria tudo novamente.
Em determinado momento, a senadora disse que não votará em Fernando Haddad “porque ele foi um péssimo prefeito”, justificou seu voto para afastar Dilma da presidência “pela incompetência dela” e relembrou que o ex-presidente Lula “era machista e achava que homossexual era doença”. 

General Mourão não descarta intervenção militar se o Judiciário for “atacado”

A Crusoé publica uma entrevista esclarecedora com o general Hamilton Mourão, vice de Jair Bolsonaro.

Mourão afirma que não há espaço para intervenção militar, mas diz que ela pode ocorrer se o Judiciário “não cumprir mais a sua missão porque está sendo atacado”.

Leia o trecho:

Qual é a opinião do senhor sobre a ideia de intervenção militar e como os senhores agiriam em caso de crise?
Não vejo nenhum espaço para uma intervenção militar. Isso tem sido repetidamente dito pelo nosso comandante, o general Villas Bôas, e outros oficiais-generais. Agora, o que ocorre é que a gente nunca pode abandonar aquela nossa questão da missão constitucional das forças, das garantias dos poderes constitucionais e garantias da lei e da ordem. Nós temos alguns objetivos nacionais permanentes, que é o estado de democracia e paz social. Então, se quero preservar a democracia, tenho que conservar os poderes constitucionais. Se eu quero preservar a paz social, tenho que garantir a lei e a ordem. No momento em que isso estiver seriamente ameaçado, aí poderá ocorrer algum tipo de intervenção. Mas não é o caso no momento, nem vejo assim a curto e médio prazo. Teria que haver uma hecatombe no país.

O que, por exemplo, justificaria uma intervenção?
Digamos assim, uma total discordância em relação às ações de combate ao crime organizado e essas quadrilhas que estão por aí, o Judiciário incapaz de fazer cumprir suas sentenças, incapaz de conseguir julgar quem tem que ser julgado, em total desrespeito à lei. Então, a partir daí a gente está no caos, não é? Eu tenho dito seguidamente que uma democracia como a nossa só se sustenta, e as pessoas só conseguem conviver, porque existe a lei. Se não houver respeito à lei, nós vamos para a barbárie.

O senhor está reafirmando o que disse no ano passado, quando defendeu que seria necessária uma intervenção se o Judiciário não enfrentasse a corrupção?
Sim, eu estou. Estou mostrando a questão do caos. Não é única e exclusivamente que o Judiciário deixou de julgar fulano, beltrano. Não. É o Judiciário não conseguir cumprir mais a sua missão porque está sendo atacado.”


Jair Bolsonaro fala em terceira pessoa

Em sua mensagem final Jair Bolsonaro diz que o melhor candidato à Presidência é Jair Bolsonaro:

“Precisamos de um presidente honesto, que tenha Deus no coração, que seja patriota, independente. Um presidente que honre e respeite a família, que trate com consideração a criança em sala de aula.  Um presidente que não divida homos e héteros, pais e filhos, brancos e negros, nordestinos e sulistas, que deixe para trás comunismo e socialismo, que sepulte o Foro de São Paulo. Que pratique o livre mercado, que jogue pesado na questão da insegurança pública e que acima de tudo tenha palavra.”

O vencedor do debate da Band

Murilo Hidalgo, diretor-presidente do Paraná Pesquisas, aponta o vencedor do debate da Band:


“O vencedor foi o sono.”

Meirelles, o Dilmo

Henrique Meirelles encerra sua participação com uma fala enrolada e recheada de obviedades que desafiam a paciência do eleitor, comenta O Antagonista.

“O presidente é importante para  vida de todos. Eu pretendo ser presidente com seu apoio e seu voto.”

Enquanto falava, Meirelles mexia as mãos e apontava para a câmera. Uma coisa esquisita.

Debate desnuda candidatos

O debate na Band desnudou os candidatos à Presidência, expôs o baixíssimo nível de nossos políticos e traduziu o alto índice de eleitores indecisos ou que não querem votar, simplesmente.

O Brasil vai piorar muito ainda antes de começar a melhorar.

Daciolo, ex-PSOL

Vale lembrar que Cabo Daciolo, o que ataca o Foro de São Paulo e o comunismo, foi eleito deputado federal pelo PSOL, registra O Antagonista.

Hoje é candidato à Presidência da República pelo Patriota.

Boulos tenta provocar e leva 'invertida' de Bolsonaro: 'teria vergonha se estivesse invadindo casa dos outros'

No primeiro debate entre presidenciáveis, o "chefe" do MTST, Guilherme Boulos, partiu para o ataque sobre o deputado Jair Bolsonaro,  chamando-o de machista, racista e homofóbico, e acusando-o de ter uma funcionária fantasma, de ter colocado os filhos na política e de receber auxílio-moradia. 

Bolsonaro respondeu lembrando que seus filhos foram eleitos para seus cargos, e questionou o senso de "moral" do chefe de movimento de invasões: "teria vergonha se estivesse invadindo casa dos outros. Auxílio-moradia está previsto em lei. Imoral é fazer o que você faz". 

Bolsonaro ainda acrescentou: "Agora, eu não vim aqui para bater boca com um cidadão desqualificado como esse aí", devolvendo o tempo restante. 

Bolsonaro se destaca e Boulos é ignorado, confira alguns pontos do debate

O debate da Band foi um sucesso de audiência causando diversas reações. 
A seguir, alguns pontos sobre o debate:
  • Bolsonaro bem tranquilo e seguro em suas respostas, se irritou em um momento com Ciro, porém, teve saldo muito positivo.
  • Alckmin, demonstrou entendimento na área de saúde, porém, usou de um discurso bem tradicional e ficou de ”bate-bola” com Marina.
  • Marina e Meirelles ficou no ”Meio-termo”. Com Meirelles muito seguro de suas bandeiras financeiras mas nada carismático; já Marina, falou muito de pautas ambientalistas e fiquei bem “em cima do muro” ao tema de aborto, sugerindo talvez um plebiscito.
  • Boulos, levou cortes de Jair Bolsonaro e até usou os EUA como exemplo, meio contraditório. E ninguém queria fazer perguntas para ele, ignorado.
  • Cabo Daciolo, confrontou muita gente e se perdeu em algumas posições e rendeu muitos memes. Em quase todas as suas falas citava Deus ou a bíblia.
  • Ciro, se manteve mais calmo e só teve uma reação estranha ao Daciolo pedir sobre o Foro de São Paulo, continuou levantando sua bandeira sobre o tema SPC.

Cúpula do PT já não trabalha com cenário de liberdade para Lula antes da eleição

Apesar do discurso oficial de que a defesa analisa um "fato novo" para entrar com um novo pedido de liberdade de Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo Tribunal Federal (STF), o PT já não trabalha com um cenário em que o ex-presidente esteja livre antes das eleições.

De forma reservada, integrantes da cúpula do partido reconhecem que a situação ficou adversa nos tribunais superiores.

Isso ficou claro com a decisão da Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que negou recurso da defesa de Lula para suspender os efeitos da condenação dele no caso do triplex em Guarujá.

O próprio fato de ter sido uma decisão unânime do colegiado foi recebido com pessimismo entre os petistas.

No STF, a defesa já tinha recuado do pedido de liberdade e de inelegibilidade depois que o ministro Edson Fachin levou o caso para o plenário.

Como revelou o Blog do Camarotti, foi uma decisão pragmática, depois da percepção de que Lula sofreria uma dupla derrota.

De todo jeito, a ordem é buscar um novo recurso para manter o roteiro estabelecido pelo PT de criticar politicamente o Judiciário e com isso tentar vitimizar o ex-presidente.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

O ‘debate com Lula’ sem Lula

A “live” no Facebook que Fernando Haddad e Manuela D’Ávila vão fazer no horário do debate dos presidenciáveis da Band está sendo anunciada pelo PT como um “debate com Lula”.

O próprio texto publicado no Twitter explica que Haddad, Manuela, Gleisi Hoffmann e José Sérgio Gabrielli “estão entre os confirmados” –pelo PT, claro, não pela TV– “e falarão em nome do nosso eterno presidente!!”, com duas exclamações mesmo.

A Folha explica que os quatro vão “contracenar com imagens” do hóspede ilustre da carceragem da PF em Curitiba.

O mundo paralelo do petismo está cada vez mais bizarro. A única possibilidade de a live ser, de fato, um “debate com Lula” é se servirem lula à doré durante o evento.

Contra Bolsonaro, Haddad admite a possibilidade de apoiar Alckmin

Em evento do Banco BTG, o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad afirmou que um segundo turno entre Bolsonaro e Alckmin seria um ”pesadelo”.

Ele também admitiu que o PT não tem preconceito com uma possível aliança com o PSDB e lembrou de outras ocasiões que os partidos se uniram.

fonte:Conexão Política

TRF-4 nega pedido do PT e Lula não participará do debate na Band

A desembargadora Cláudia Cristina Cristofani, do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), negou, nesta tarde, um pedido do PT para que Lula participasse do primeiro debate entre candidatos à Presidência, que será realizado pela TV Bandeirantes na noite de hoje, às 22h.
O pedido foi realizado pelo PT nesta quarta-feira (8). O partido ingressou com um mandado de segurança, recurso que visa combater eventuais violações referentes a uma decisão já tomada, para questionar uma decisão da juíza Bianca Georgia Cruz Arenhart, que também negou, na segunda-feira (6), a participação do encarcerado no debate da Band.
Por decisão da juíza federal Carolina Lebbos, responsável pela execução penal do petista, Lula está proibido de conceder entrevistas e não pode deixar o local para participar de debates ou atividades de campanha.

Venezuela manda prender oposicionistas por ‘ataque’ a Maduro

Como era de esperar, Nicolás Maduro usou o “ataque de drones” –não comprovado– do último sábado para mandar prender opositores de sua ditadura na Venezuela, registra O Antagonista.

Alinhada com o ditador, a Suprema Corte mandou prender Julio Borges, líder oposicionista e ex-presidente da Assembleia Nacional, acusado de “homicídio intencional qualificado em grau de frustração”.

Outro oposicionista acusado de envolvimento no “atentado”, Juan Requenses, foi capturado pela polícia política chavista, o Serviço Bolivariano de Inteligência, segundo seu partido, o Primeiro Justiça.

Nesta quarta ( 8), Maduro falou na TV por 40 minutos e não apresentou provas de que Requenses e Borges –que vive na Colômbia– estejam ligados ao alegado ataque.

PF vai limitar segurança de candidatos à Presidência nas eleições 2018

Responsável pelo esquema de proteção dos candidatos à Presidência da República ao longo da campanha nas eleições 2018, a Polícia Federal pretende limitar, neste ano, a segurança para representantes de partidos nanicos – com menos de cinco parlamentares na Câmara dos Deputados. Nem todos terão policiais à disposição 24 horas por dia.

Segundo o site Folha Política, a PF já entrou em contato com candidatos para informar sobre o funcionamento do esquema de segurança. Uma fonte da corporação informou que será usada a métrica da legislação eleitoral para convite de debates em emissoras de televisão – candidatos cujos partidos contam com cinco ou mais parlamentares no Congresso terão “segurança dedicada”, ou seja, 24 horas e durante toda a campanha.


Os presidenciáveis sem essa representação mínima também terão segurança, mas apenas em ocasiões específicas previamente informadas à PF. No caso de Marina Silva (Rede), no entanto, será levada em consideração sua posição nas pesquisas de intenção de votos, o que a coloca em situação diferente dos nanicos.

Para a PF, o número maior de candidatos ao Palácio do Planalto e a disseminação de “eventos espontâneos” – como a recepção a políticos em aeroportos – são os maiores desafios na garantia da segurança dos presidenciáveis nesta campanha. 

A atuação da PF na segurança dos candidatos é prevista em lei e tem como objetivo viabilizar o exercício democrático da escolha do novo chefe do executivo nacional. Todo o custeio e organização das viagens para os policiais envolvidos na segurança, inclusive os gastos com reservas de hotel, é bancado pela própria corporação. Ainda não há estimativa dos gastos. Inicialmente, cada candidato terá uma equipe com 20 policiais – o número pode ser maior dependendo do local ou risco do evento.

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, já estava sendo acompanhado por agentes, nesta terça-feira, 7, ao chegar à Câmara. A campanha de Guilherme Boulos (PSOL) disse à reportagem que ainda não decidiu se vai pedir a proteção pessoal da PF.

O ex-ministro Henrique Meirelles (MDB) disse ao Estado que ainda está pensando se utilizará os serviços da PF. O PDT avalia a situação do presidenciável Ciro Gomes. A assessoria de Marina afirmou que vai acertar com a PF como será o esquema. 

A assessoria de Alvaro Dias (Podemos) confirmou que o candidato terá proteção pessoal. Já a campanha do PT informou que não foi comunicada oficialmente pela PF e não tem posição definida. A reportagem não obteve resposta de Geraldo Alckmin (PSDB). 

Dilma defende CPMF e diz que Brasil não paga muito imposto

A ex-presidente e candidata ao Senado por Minas Gerais, Dilma Rousseff (PT), afirmou, na noite de terça-feira (7), que o Brasil não paga muito imposto e defendeu a volta da CPMF – imposto que taxava transações financeiras. 

“Temos que parar com essa história de que no Brasil se paga muito imposto. Quem paga muito imposto é assalariado e classe média. Por isso acho muito grave não ter CPMF. A CPMF é em cima da transação financeira. Uma pessoa que tem transação de R$ 100 milhões de reais, paga 0,38% disso. Uma outra que tem transação de R$ 6 mil, paga  0,38%”, explicou.

A fala foi feita durante a aula inaugural do curso “O impeachment de 2016 como golpe de Estado”, realizada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na maior parte de seu pronunciamento, ela voltou a atacar o processo de impeachment e defendeu a necessidade de se "discutir a questão".

No curso, não há docentes favoráveis ao impeachment. Segundo o professor Thomás Bustamante, que coordenou o curso, as aulas favoráveis ao processo não foram organizadas porque, segundo ele, não há argumentos “jurídicos ou Morais” que não indiquem que o impeachment não tenha sido um golpe.

“Desde 2016 eu não ouvi nenhum argumento jurídico ou moral que mostre, que prove, que aquilo não tenha sido um golpe. Só escuto ódio e preconceito”, disse Thomás Bustamante.

Supremo recua e não limita prazo para ações para ressarcimento em ato de improbidade

Após reviravolta no Supremo Tribunal Federal (STF), a Corte definiu que não existe prazo de prescrição para o ressarcimento de dinheiro público desviado por atos de improbidade administrativa, em situações dolosas (ato com intenção de causar dano, feito com má-fé). Por seis votos a cinco, os ministros derrubaram a tese de que uma ação para cobrar a devolução de valores desviados por improbidade (dolosa) só pode ser aberta em até cinco anos depois do descobrimento do fato.

O julgamento do caso começou na semana passada, quando uma maioria de votos tinha sido formada pela fixação do prazo de cinco anos, o que gerou grande repercussão no universo jurídico. Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo publicada nesta quarta-feira (8) mostrou que, na visão de procuradores e juristas, a prescrição iria dificultar a reparação de dano ao erário e aumentar a impunidade no País, incluindo casos antigos da Lava Jato.

A decisão da Corte nesta quarta-feira tem repercussão geral, ou seja, servirá de base para todos os tribunais do País, onde 999 ações estão paradas aguardando essa definição. Os ministros ressaltaram que a imprescritibilidade é exclusiva à prática de ressarcimento, ou seja, se o ato de improbidade prescreveu, não há como aplicar outras sanções a quem cometeu o ato ilícito.

A sessão de hoje contou com uma reviravolta de placar. Na última quinta-feira (2), os ministros Luiz Fux e Luís Roberto Barroso endossaram a corrente da maioria pela prescritibilidade dessas situações. No entanto, no julgamento de hoje, os dois pediram para ajustar seus votos, o que acabou virando o placar.

“Entendo que hoje em dia não é consoante com a postura judicial que danos decorrentes de crimes praticados contra a administração pública fiquem imunes da obrigação com o ressarcimento. Então, com toda humildade, eu peço vênia (licença) aos colegas e retifico meu voto”, disse Fux.

Além do relator, o ministro Alexandre de Moraes, votaram pela prescritibilidade os ministros e mantiveram os votos de semana passada os ministros Marco Aurélio Mello, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, que ficaram vencidos. Pela imprescritibilidade, Edson Fachin, Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Celso de Mello.

DEBATE. O tema gerou uma discussão acalorada no plenário. Os ministros que votaram pela prescrição apontaram que não há coerência em haver prazo para condenar alguém como culpado por improbidade, mas não haver prazo para declarar o agente público culpado somente com o fim de cobrar o ressarcimento aos cofres públicos.

Moraes destacou que sua preocupação estava voltada ao ‘devido processo legal’, já que a ação pelo ressarcimento não teria os mesmos ritos de processo que investiga alguém por improbidade, e, mesmo assim, servir para declarar que a pessoa cometeu o ilícito.

“Se não se pode mais discutir o ato de improbidade (em função da prescrição), como se pode discutir o ressarcimento?”, indagou Marco Aurélio.

Moraes ainda criticou as afirmações de que o prazo prescricional “atrapalharia” o enfrentamento da corrupção. “É uma falácia, com o perdão da palavra, que a imprescritibilidade atrapalharia o enfrentamento da corrupção. O que atrapalha o enfrentamento é a incompetência”, disse Moraes, observando que o prazo de cinco anos seria para ingressar com ação após descobrimento do fato. “Chegou-se ao absurdo de falar que atrapalha a Lava Jato, já é uma vacina que previne eventual incompetência”, completou o ministro.

Por outro lado, ao alterar o voto, Barroso disse que a prescritibilidade, nesse caso, não produz o melhor resultado para a sociedade. Foi o ministro quem sugeriu que a imprescritibilidade seja exclusiva aos atos de improbidade dolosos (feitos de má-fé, como enriquecimento ilícito, enriquecimento ilícito de terceiros, dano intencional a administração pública), e não aos atos culposos (descaso, inépcia).

Para Barroso, ao decidir, o juiz deve considerar primeiro a norma jurídica. Num segundo passo, identificar se há valores ou direitos fundamentais envolvidos na situação. Depois disso, refletir como gerar o melhor resultado. “Não há popularidade ou impopularidade que possam afastar o juiz desse dever”, disse Barroso.

O CASO. A tese foi definida em um recurso do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra decisão do Tribunal de Justiça do estado (TJ-SP) que reconheceu a prescrição em um processo de improbidade de ex-servidores públicos municipais.

Medalha e faixa presidencial de Evo Morales são roubadas

A medalha e a faixa presidencial da Bolívia, símbolos históricos que o presidente do país costuma usar em atos relevantes, foram roubadas.

A polícia boliviana iniciou uma operação para recuperá-las, após a detenção de um militar encarregado da segurança dos dois símbolos, registra o site Folha Política.

A suspeita é que o roubo tenha ocorrido ontem (7) à noite, em Alto, cidade vizinha a La Paz, quando os objetos eram levados em um veículo oficial. As informações são da polícia boliviana.

Em comunicado, o Ministério de Defesa da Bolívia informou que foi detido um oficial do Exército boliviano encarregado da segurança desses objetos históricos e foi aberta investigação.

As circunstâncias do roubo "ainda são investigadas", acrescentou o ministério, que explicou que o Exército é "responsável exclusivo" pelo resguardo desse tipo de patrimônio "durante as festas da pátria", como o aniversário da independência da Bolívia, celebrado na segunda-feira (6).

"A polícia boliviana, seus serviços de inteligência e toda a institucionalidade do Estado foram postos à disposição da investigação para encontrar os culpados do roubo, o mais rápido possível ", diz o comunicado oficial.

O presidente Evo Morales chegou nesta manhã ao local das comemorações do Dia das Forças Armadas bolivianas na cidade de Cochabamba sem usar os símbolos.

A medalha e a faixa são símbolos presidenciais desde a época da República na Bolívia.