quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Gleisi prega confronto com o STF: 'vai acabar a harmonia entre os poderes'

Ao adiar para o dia 17 de outubro a votação sobre a revisão das sanções impostas a Aécio Neves, o Senado manteve o Supremo Tribunal Federal sob chantagem. Isso ficou bastante claro na maioria dos pronunciamentos feitos da tribuna. Mas nenhum orador soou mais explícito do que a presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR). Ré em ação penal da Lava Jato, ela pregou o confronto com a Suprema Corte.
Num pronunciamento permeado de críticas a Aécio, Gleisi ecoou a posição oficial do PT, que considera que a punição cautelar do rival tucano “não tem base legal”. A senadora vociferou: “Não estou entre aqueles que acham que não tem que confrontar o Supremo. Se está errado tem que ser confrontado, para voltar à razão, para voltar o curso normal.” Gleisi se absteve de definir o que considera “normal”.
A senadora prosseguiu: “O Supremo Tribunal Federal não é sacrossanto. Ele tem a última palavra em termos de Justiça. Mas tem que ser dentro da Constituição, dentro do devido processo legal.” Quer dizer: para a senadora, processada por corrupção, o tribunal incumbido de julgá-la trafega à margem da Constituição.

Gleisi recordou que, na semana passada, o PT defendeu em nota oficial a votação do requerimento de urgência para que o Senado sustasse as sanções impostas a Aécio —entre elas a suspensão do mandato e o recolhimento domiciliar noturno. Embora estivesse viajando, a senadora esclareceu: “Se eu estivesse aqui, votaria a urgência. Sabe por quê? Para chamar o Supremo Tribunal Federal à sua responsabilidade.”

Na sequência, Gleisi tornou a ameaça dos senadores ainda mais explícita: “Ao votar aqui a urgência, o Senado passou um recado ao Supremo: ou vocês vão entrar dentro da conduta de se portar como a Constituição manda ou vai acabar a harmonia entre os poderes. E isso vai afetar a democracia.”

Para Gleisi, o Supremo entendeu o “recado”, pois a presidente da Corte, Cármen Lúcia, marcou para o dia 11 de outubro o julgamento de uma ação direta de inconscitucionalidade sobre os poderes do Congresso para avalizar toda e qualquer sanção cautelar imposta a parlamentares. Pela Constituição, apenas a prisão em flagrante por crime inafiançável deve ser submetida à Câmara e ao Senado.

A senadora petista achou positivo que a ação a ser julgada pelo Supremo trate do assunto “em tese, não no caso específico de Aécio”. A certa altura, Gleisi parecia dirigir-se aos demais integrantes da banda processada do Senado: “A decisão que o Supremo terá a partir do dia 11 é a decisão que será a régua geral para o julgamento de todos. Portanto, o que nós temos que cobrar aqui é a responsabilidade do Supremo como guardião da Constituição e que ele também resguarde a autonomia e a independência dos Poderes.”

Ficou entendido que, para a bancada dos encrencados com a lei, ''a responsabilidade do Supremo'' no momento é elevar o nível da régua. Sob pena de o Senado se autoconceder no próximo dia 17 a atribuição de instância revisora do Supremo, que será convertido em penúltima instância do Judiciário.

Terrorista protegido por Lula é preso em Corumbá quando tentava ir para a Bolívia

O italiano Cesare Battisti foi detido nesta quarta-feira na cidade de Corumbá, que fica na fronteira do Brasil com a Bolívia. Segundo autoridades com acesso ao caso, o italiano que é condenado à prisão perpétua em seu país e vive em refúgio no Brasil, estaria tentando fugir para a Bolívia. Ele teria sido preso pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) numa blitz sob uma suposta tentativa de evasão de divisas.

Autoridades brasileiras acreditam que ele iria tentar se refugiar na Bolívia uma vez que o governo italiano pediu formalmente ao Brasil que anule o refúgio dado a Battisti e o devolva para cumprir a pena em seu país de origem.

A defesa de Battisti disse que ainda não tem informação sobre sua detenção. Procurado, o advogado Igor Santana declarou que desconhecia a prisão.

— Não estou sabendo, mas não há justificativa para prisão — comentou.

PEDIDO DE HABEAS CORPUS

A defesa do italiano entrou com um pedido de habeas corpus na última quinta-feira (28), no Supremo Tribunal Federal (STF), para impedir uma possível extradição. Ele recebeu asilo no Brasil após decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010.

O pedido sigiloso feito pelo governo da Itália para que o presidente Michel Temer reveja a decisão de Lula, revelado pelo GLOBO, teria recebido sinal verde de dois ministros brasileiros, segundo integrantes do governo:Torquato Jardim (Justiça), primeiro a analisar o pedido do governo estrangeiro; e Aloysio Nunes Ferreira (Relações Exteriores), por considerar o ato como um gesto importante diplomaticamente.

A defesa do italiano, que soube do pedido por meio da reportagem do GLOBO, chegou a afirmar que o prazo para rever a decisão já está esgotado.

— Certamente está prescrito. Não faz sentido falar em extradição de novo, a não ser que queira deturpar o ordenamento jurídico brasileiro. E isso parece que atualmente é o esporte predileto lá em Brasília — afirmou Igor Tamasauskas, um dos advogados de Battisti.

Em 2009, o Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a extradição, mas disse que a última palavra seria do presidente. Assim, em 2010, Lula autorizou a permanência de Battisti no Brasil. Na época, a defesa do italiano já alegava que os supostos crimes tinham prescrito.

O então ministro Cezar Peluso discordou. Segundo ele, a prescrição ocorreria em 2013, fazendo apenas a ressalva de que o tempo em que ficou preso no Brasil esperando uma decisão sobre sua extradição interrompeu esse prazo.

No ano passado, diante de notícias de que o governo italiano poderia pedir novamente a extradição, a defesa apresentou no STF um habeas corpus preventivo, negado agora em setembro.

O relator, ministro Luiz Fux, disse que não havia motivo concreto que justificasse o pedido. Mas também destacou que o presidente da República tem poder para tomar decisões relacionadas a presença de estrangeiro no país.

TRF2 nega pedido de Cabral para declarar Bretas suspeito

O TRF2 negou por unanimidade pedido da defesa de Sérgio Cabral para declarar suspeito o juiz federal Marcelo Bretas.
Bretas é o responsável pelos processos da Operação Calicute, desdobramento da Lava Jato que condenou o ex-governador do Rio, sua mulher, Adriana Ancelmo, e mais 10 pessoas.

No mês passado, Cabral foi condenado a 45 anos e dois meses de prisão por lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa.

SEMPRE PODE PIORAR

Deputados aprovaram ontem uma emenda à MP do Refis que piora sensivelmente o papel do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), envolvido recentemente em escândalos de corrupção.

Segundo o texto, quando houver empate entre os conselheiros do Carf, a empresa vencerá o processo. O Ministério da Fazenda ficará proibido de recorrer e a dívida, portanto, será extinta.

Grandes banqueiros e empresários aplaudem.

Comissão do Senado aprova fim da estabilidade dos servidores públicos

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovou nesta quarta-feira (4) regras para a demissão de servidor público estável por “insuficiência de desempenho”, aplicáveis a todos os Poderes, nos níveis federal, estadual e municipal.

Debate de quase duas horas antecedeu a votação, encerrada com nove votos favoráveis à proposta e quatro contrários.

A matéria ainda passará por três comissões, a começar pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

No texto de Maria do Carmo Alves (DEM-SE), a responsabilidade pela avaliação de desempenho seria do chefe imediato de cada servidor.

(PapoTV conteúdo)

STF aprova Ficha Limpa para casos anteriores a 2010

O STF acaba de aprovar nesta quarta-feira (4) que a Lei da Ficha Limpa deve valer para os casos anteriores à aprovação da legislação, em 2010. 

A decisão foi apertada e o placar final foi de 6 x 5 votos.

Quem desempatou foi a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia. A decisão é de repercussão geral e deverá ser aplicada em todos os tribunais do País.

Os ministros Ricardo Lewandowski (relator), Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes, Marco Aurélio e Celso de Mello votaram pela inaplicabilidade do novo prazo nos casos anteriores à aprovação da lei. Porém, os ministros Luiz Fux, Edson Fachin, Roberto Barroso, Rosa Weber, Dias Toffoli e Cármen Lúcia divergiram do relator e votaram para a lei valer em casos anteriores a 2010.


DIREITO DE FAZER ESPUMA

Os advogados de Michel Temer parecem os advogados de Lula. Gostam de fazer muito barulho com acusações de golpe e perseguição política, para desviar o foco do que realmente interessa.

Não há nada que apague a gravação de Michel Temer com Joesley Batista no subsolo do Jaburu, nem a corridinha de Rocha Loures com a mala cheia de propina.

Ah, as provas… ess
as danadinhas.

TEMER TERÁ DIFICULDADE PARA BARRAR DENÚNCIA

Rodrigo Maia disse ontem, em um jantar com deputados e senadores, que Michel Temer deverá enfrentar “dificuldades” para barrar a segunda denúncia da PGR, informa a Folha.

No jantar, organizado por Kátia Abreu, Maia disse achar que o presidente terá votos suficientes para derrubar a acusação de Rodrigo Janot, mas cometeu “erros” no relacionamento com aliados e vai encontrar no plenário um ambiente menos favorável que o da primeira denúncia.

Os participantes do encontro se queixaram de que promessas feitas à base aliada na primeira votação, em agosto, ainda não foram cumpridas.

Chateação eleitoral

A Câmara aprovou, dentro da reforma política, a liberação do telemarketing eleitoral.

Isso significa, explica a Folha, que “os cidadãos poderão receber ligações das 9h às 20h, de segunda-feira a sábado, o que hoje é proibido.”

Nós não conseguimos imaginar nada tão agradável quanto receber ligação de propaganda política às 9h da manhã de um sábado. Talvez tratamento de canal no dentista.

Moro ouve testemunhas de acusação do caso Bendine

Sergio Moro começou a ouvir hoje em Curitiba testemunhas de acusação do processo que tem Aldemir Bendine como réu.

Foram ouvidos Paulo Roberto Costa, Ricardo Pessoa, da UTC, Hilberto Mascarenhas e Fernando Migliaccio, do “setor de propina” da Odebrecht –todos condenados na Lava Jato e com acordo de delação premiada fechado.

Bendine, ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, é acusado de cobrar da empreiteira propina de R$ 3 milhões.

O PT CRESCE

O PT foi citado como o partido preferido de 19% dos brasileiros, em pesquisa recente da Datafolha.

Como notou o Valor, seus melhores desempenhos foram no Nordeste, onde apareceu com 29%, e entre os eleitores com ensino fundamental, 26%.

Entretanto, mesmo que os números fossem verdadeiros, ninguém consegue ganhar com um eleitorado desses.


Desesperada, Dilma apela e diz que Marcelo Odebrecht foi torturado para delatá- la

Acuada com a devastadora delação do executivo Marcelo Odebrecht, a ex-presidente Dilma acabou perdendo completamente a noção da realidade durante entrevista à Folha, quando afirmou que o executivo "foi submetido a uma variante de tortura" e que "sofreu muitos tipos de pressão" para aceitar virar delator e que seus depoimentos são "uma coisa absolutamente ridícula". 

"Eu tenho a impressão de que o senhor Marcelo Odebrecht, para que sua delação fosse aceita, tinha de falar sobre coisas ilícitas da minha campanha e inventou essa ficção". 

Folha - A senhora quer dizer que os investigadores o pressionaram para envolvê-la? 

 Dilma - "Olha, eu tenho a impressão de que o senhor Marcelo Odebrecht sofreu muitos tipos de pressão. Muitos tipos de pressão. Por isso, não venham com delaçãozinha de uma pessoa que foi submetida a uma variante de tortura, minha filha. Ou melhor, de coação. Ele nunca teve essa proximidade comigo [para tratar de verba de campanha]. Da minha parte sempre houve uma imensa desconfiança dele", alegou a petista, que se reuniu dezenas de vezes com o executivo para tratar de assuntos de interesse mútuo. 

O executivo não apenas confirmou que repassou mais de R$ 150 milhões em propina para a petista, como informou em depoimento à Justiça Eleitoral que alertou Dilma sobre a contaminação de sua campanha com dinheiro depositado em contas no exterior para saldar dívidas de campanha que ela tinha com o marqueteiro João Santana, que também confirmou a informação em sua delação. 

Dilma foi questionada pela reportagem obre este trecho da delação, mas acabou se enrolando: 

 Folha - Marcelo também diz que, já com a Lava Jato em curso, avisou a senhora, num encontro no México, que a sua campanha poderia ser contaminada, pois ele havia feito pagamentos ao marqueteiro João Santana no exterior. 

Dilma - Eu viajei ao México para um encontro com o [presidente] Peña Nieto e depois houve um almoço e uma reunião com empresários. O Marcelo estava lá. No fim do dia, eu já estava saindo para o aeroporto, atrasada, mas queria ir ao banheiro. Fui para [o toalete de] uma sala reservada e fiz o que tinha que fazer [risos]. Quando voltei, tá lá o senhor Marcelo nessa sala. Ele começou a falar comigo, do jeito Marcelo, tudo meio embrulhado. E eu numa pressa louca, olhando pra ele. Não entendi patavina do que ele falava. Niente ["nada", em italiano]. Ele diz que me contou que poderia ocorrer contaminação. Mas eu não tinha conta no exterior. Se o João tinha, o que eu tenho com o João? Por que eu teria que saber? 

Dilma está desesperada, pois pode ter seus direitos políticos cassados pela Justiça Eleitoral. Sem conseguir concorrer a uma vaga no senado ou na Câmara dos Deputados, a petista se tornará alvo do juiz Sérgio Moro. O ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, já tinha pedido a abertura de inquéritos contra a petista, com base nas delações e provas entregues por Marcelo Odebrecht. 


Renan apela: ‘Melhor dissolver o Senado’

Renan Calheiros diz que, se o Senado não abrir votação nesta terça (3) sobre o afastamento de Aécio Neves, é melhor “dissolver o Senado e entregar a chave ao STF, como na ditadura, com todo o respeito”.

Renan também afirma que o país precisa de um “pacto de navegabilidade”, para garantir o equilíbrio entre os “pudêres”.

Ah, sim, e também aproveita para atacar o governo, dizendo que a economia continua parada.

É um legalista, mas não muito legal.

O Estado de Direito é uma questão de circunstância

A verdade é que, se Edson Fachin tivesse acatado o mandado de segurança da defesa de Aécio Neves, ninguém estaria discutindo hoje sobre se o STF intrometeu-se indevidamente no Senado.

O Estado de Direito é sempre uma questão de circunstância no Brasil.

‘Lula não é mais só o Lula, é uma ideia’

Em discurso de campanha no Rio, Lula adotou aquela humildade de quem se refere a si mesmo na terceira pessoa –e disse que transcendeu a condição de mero ser humano.

“O Lula não é mais só o Lula. O Lula é uma ideia assumida por milhões de pessoas”, disse o petista em evento de sindicatos contra a privatização, ocorrido nesta terça, relata a Folha.

Deve ser a ideia de que um condenado pela Justiça –acusado de fazer “pacto de sangue” com a Odebrecht— esteja em campanha pela Presidência, e não preso.

No mínimo, 54% dos brasileiros discordam dessa "ideia".

Em discurso de cerca de 30 minutos, o ex-presidente fez críticas ao governo Michel Temer, à imprensa, à Polícia Federal e ao juiz Sergio Moro.

JBS PAGOU 17,8 MILHÕES A PRIMO DE BLAIRO MAGGI

No relatório de inteligência financeira do Coaf sobre a JBS, revelado por Veja e também obtido por O Antagonista, há o alerta sobre repasse de R$ 17,8 milhões da empresa dos irmãos Batista para Elusmar Maggi Scheffer, primo de Blairo Maggi, ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do governo Michel Temer

Segundo o Coaf, entre 20 de fevereiro de 2014 e 17 de março de 2016, Elusmar movimentou mais de R$ 437 milhões.

No ano passado, o MPF pediu informações ao grupo JBS, à Amaggi (de Blairo) e ao grupo Bom Futuro (dos primos de Blairo) sobe transações comerciais com a família Junqueira Vilela, acusada de liderar esquema de lavagem de dinheiro por meio de venda de gado criado em áreas desmatadas no sudoeste do Pará.

Brasil vive ‘espetáculo de horror’

Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, participou de um evento em São Paulo e descreveu o Brasil de hoje como “espetáculo de horror”, relata O Globo.

“[É uma] quase total desgovernança, com sinais visíveis como violência, desordem, populismo e corrupção”, disse Armínio, para quem a crise tem dimensões múltiplas.

“É uma crise econômica, já que o PIB per capita caiu 10% nos últimos anos. E na política vivemos um momento triste, com o governo sendo incapaz de governar o país pensando no longo prazo. Há incapacidade do Estado de agir para construir um futuro melhor.”

VALLISNEY MANDA CUNHA DE VOLTA A CURITIBA

O juiz Vallisney de Oliveira determinou hoje à tarde que Eduardo Cunha seja transferido de volta a Curitiba, assim que for inquirido no próximo dia 11.

O juiz da 10ª não gostou nada de Cunha ter aproveitado sua estada em Brasília para criar tumulto processual com entrevista à revista Época.

Caso a audiência do dia 11 seja novamente adiada, pois depende da juntada da delação de Lúcio Funaro – ainda não autorizada -, Cunha será ouvido por videoconferência.

Deveria ter sido assim desde o princípio.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

UMA MORTE ÚTIL

O PT não tem mesmo o menor pudor em usar o suicídio do reitor afastado da UFSC, Luis Carlos Cancellier Olivo, em discursos contra os "abusos" da Polícia Federal e do Judiciário.

Mais cedo, Gleisi Hoffmann fez isso. E mais tarde, foi Lindbergh Farias, da tribuna do Senado.

Nenhum respeito à tragédia, nenhuma preocupação com a família do reitor –que é mero argumento na defesa do 'Grande Líder'.

É mesmo uma gentalha que não tem a menor vergonha na cara.

Dodge é contra volta de presos a estados de origem

Raquel Dodge enviou ao STF parecer contrário à volta de presos que ocupam penitenciárias federais há mais de dois anos aos presídios de seus estados de origem, relata o G1.

O pedido, apresentado pela Defensoria Pública da União, está sob análise de Alexandre de Moraes no Supremo. Mas já provocou protestos do governador Luiz Fernando Pezão.

Se acolhido, ele significará a volta de traficantes como Fernandinho Beira-Mar, Elias Maluco e Marcinho VP às prisões do Rio.

STF solta empresários ligados a Dirceu

A Segunda Turma do STF decidiu soltar Eduardo Aparecido de Meira, sócio da construtora Credencial e acusado de ter repassado a José Dirceu R$ 700 mil em propina.

Sérgio Moro havia decretado a prisão preventiva de Meira em maio do ano passado. Caberá ao juiz agora aplicar medidas cautelares diferentes da detenção.

A turma do Supremo também estendeu a revogação da prisão preventiva a Flávio Henrique de Oliveira, o outro sócio da Credencial.

FACHIN MANTÉM SIGILO SOBRE DELAÇÃO DE FUNARO

Edson Fachin ainda não decidiu retirar o sigilo sobre a delação de Lúcio Funaro, operador do PMDB da Câmara, informou o site O Antagonista.

A decisão adia os processos que correm na primeira instância envolvendo o esquema de corrupção no FI-FGTS.



Senado confirma fim das coligações e cláusula de barreira

O Senado acaba de aprovar, em segundo turno, a cláusula de barreira para a eleição do ano que vem e o fim das coligações para 2020.

Aprovado pelos 58 senadores presentes, o texto segue agora para promulgação.


FINAL COMBINADO

O teatro dos indignados com a “ameaça ao Estado de Direito por ministros do STF” teve o final combinado no Senado.

Salvaram-se esperta e felizmente as autonomias dos Poderes.

Agora é esperar para que o plenário do Supremo também cumpra, digamos, o seu papel em relação ao afastamento de Aécio Neves.

SENADO ADIA PARA 17/10 VOTAÇÃO DE AFASTAMENTO DE AÉCIO

Por 50 votos a 21, o Senado acaba de adiar a votação sobre o afastamento de Aécio Neves, determinado pelo Supremo Tribunal Federal.

Eunício Oliveira mandou votar o requerimento –aprovado– de Antônio Carlos Valadares, para que se adiasse a discussão para 17 de outubro.

Ou seja, ficará para depois que o STF deliberar sobre ação que discute o procedimento para afastar parlamentares do mandato –pauta marcada para o dia 11.

Última semana para Congresso aprovar reforma política, incluindo fundo bilionário

O prazo está cada vez mais apertado para aprovar mudanças para as eleições do ano que vem. O Congresso Nacional fará nesta semana a última tentativa de votar as propostas da reforma política. 

As eleições de 2018 estão marcadas para 7 de outubro e, com isso, deputados e senadores correm contra o tempo para aprovar as mudanças. O prazo para os projetos serem analisados pela Câmara e pelo Senado termina nesta sexta (6). 

Para esta semana, é esperada, no Senado, a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que cria a cláusula de barreira para 2018 e põe fim às coligações, a partir de 2020. 

Na Câmara, será discutida a criação de um fundo para financiar as campanhas eleitorais. O texto, porém, ainda será negociado com os senadores. As discussões sobre a reforma política começaram há alguns meses, mas as mudanças no sistema eleitoral sofrem resistências por parte de parlamentares e, com isso, as votações têm se arrastado por semanas. 

Não há consenso, por exemplo, sobre a origem dos recursos para o novo fundo que financiará as campanhas, assim como não há acordo entre os partidos sobre como o dinheiro será distribuído entre as legendas

Dodge dá parecer favorável para candidatura independente

A nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou ao Supremo Tribunal Federal parecer favorável ao pedido de um político para que a Corte considere constitucionais as candidaturas avulsas, ou seja, sem filiação partidária. 

O parecer foi encaminhado porque o tema está na pauta de julgamento do STF desta quarta-feira (4). 

O caso é o do advogado Rodrigo Mezzorno, candidato a prefeito do Rio de Janeiro, que em 2016 teve registro negado porque não tinha filiação partidária. 

Dodge entende que o tipo de ação apresentada, um recurso extraordinário, não poderia ser utilizada para questionar o tema. O correto seria um mandado de injunção, outra ação para quando existe um vácuo legislativo para algum tema. 

Conforme o parecer, o Pacto de São José da Costa Rica, de 1992, assinado pelo Brasil, prevê que todo cidadão possa participar de assuntos públicos, “diretamente ou por meio de representantes livremente eleitos”. 

Nesse ponto, para a procuradora, a exigência de filiação partidária confronta com o pacto e não é uma cláusula pétrea (ou seja, um ponto que não pode sofrer revisão), da Constituição, que só diz que não podem ser alterados o “voto direto, secreto, universal e periódico”. 

“Apesar da relevância dos partidos políticos para o processo democrático, o art. 60, § 4º, ii, da CR não incluiu os partidos na cláusula de eternidade da Constituição de 1988. 

Ao contrário, nesse aspecto da organização social brasileira, a Constituição só declarou a salvo de mudanças o “voto direto, secreto, universal e periódico”, diz o texto da PGR. 

“Logo”, diz a procuradora na argumentação, “não parece haver incompatibilidade entre a norma internacional aludida e as restrições a emendas constitucionais ou à incorporação do pacto aludido na ordem brasileira. 

Daí que os partidos representados no Congresso Nacional abriram mão, validamente, da função de organizações intermédias exclusivas entre governantes e governados, ao terem aprovado o Pacto de São José”.

DODGE CONTESTA GILMAR

Raquel Dodge defendeu que Lélis Teixeira, ex-presidente da federação de empresas de ônibus do Rio, a Fetranspor, volte a ser preso.

Lélis foi um dos presos preventivamente, por decisão do juiz Marcelo Bretas, na Operação Ponto Final. Ganhou habeas corpus de Gilmar Mendes em agosto.

O Globo conta que, em manifestação enviada ao ministro do STF, a procuradora-geral disse que “o Ministério Público não se conforma” com a decisão de soltura.

E o Barata, PGR?

OS FATOS ALTERNATIVOS DE LULA

Lula disse achar pouco os 35%, 36% que a recente pesquisa do Datafolha lhe deu.

“Eles sabem que a pesquisa mentiu, porque colocaram uma pessoa com um percentual na pesquisa só para tirar voto meu. Eles sabem que eu poderia ter 40”, disse o petista no evento de que participou no Rio.

Lula não se conforma, é claro, com os 54% que acham que ele deveria ser preso. Também acusou Polícia Federal e Ministério Público de mentirem sobre a alma mais honesta do Brasil.

"DECRETEI A MINHA MORTE"

“Eu decretei a minha morte no dia da minha prisão pela Polícia Federal.”

A frase acima estava escrita num papel encontrado no bolso de Luiz Carlos Cancellier de Olivo, reitor afastado da Universidade Federal de Santa Catarina, que se jogou do vão de um shopping de Florianópolis.

Cancellier de Olivo era investigado na Operação Ouvidos Moucos, que apurava desvios de recursos na universidade.

A informação é do Estadão.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

JUIZ DERRUBA ACORDO QUE EVITARIA PRISÃO DE MANTEGA

O juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal de Brasília, não homologou o sinistro acordo firmado entre o procurador Ivan Marx e Guido Mantega.

Esse acordo evitaria a prisão do ex-ministro, que se comprometia a ajudar nas investigações sobre os empréstimos do BNDES à JBS.

Mantega, porém, se recusou a admitir seus crimes. Sem a homologação, o acordo não tem validade.

No despacho negando homologação do acordo com Guido Mantega, o juiz Ricardo Leite ressalta que o colaborador precisa admitir crimes para obter benefícios.

O acordo do MPF, portanto, não tem previsão na Lei 12.850 que define as regras da colaboração premiada.

Além disso, Mantega prestou um depoimento ao procurador Ivan Marx que contradiz a delação de Joesley Batista, já homologada pelo STF.

Felizmente, a pegadinha do Marx do MPF não colou.

DODGE E A 'ELEVADA CORRUPÇÃO' ELEITORAL

Raquel Dodge disse que boa parte da corrupção investigada no Brasil tem origem no sistema de financiamento eleitoral, que ainda apresenta “elevada corrupção”.

“Sabemos todos que muito do que está sendo investigado em termos de corrupção no país advém justamente do modo e das práticas que estavam vinculadas ao financiamento de campanhas eleitorais”, afirmou a procuradora-geral, conforme o relato da Folha.

Ela não citou nominalmente a Lava Jato. Nem precisava, é claro.

DEFESA DE AÉCIO NÃO QUER FACHIN

O advogado Alberto Toron entrou com recurso para que Edson Fachin redistribua a relatoria do mandado de segurança contra decisão da primeira turma que o afastou do mandato.

Toron alega que Fachin declinou de sua competência na ação cautelar 4.327, “o que afasta a prevenção”.

“Além do mais, a decisão impugnada por meio do presente MS restabelece as medida cautelares originariamente impostas”, pelo próprio Fachin.

O ideal mesmo era que o recurso de Aécio caísse no gabinete de Gilmar Mendes.

VENEZUELA: O PT NÃO TEM MESMO VERGONHA NA CARA

Em evento no Rio de Janeiro, agora à noite, Lula disse o seguinte sobre a Venezuela:

“Queria citar a Venezuela e seus representantes: que digam ao presidente dos EUA que quem decide o destino da Venezuela é o povo venezuelano.”

Que povo, Lula? Aquele que deu maioria à oposição no Parlamento venezuelano e teve seus votos jogados no lixo pela “Constituinte” de Nicolás Maduro? Ou aquele que apanha nos protestos contra o ditador?

MUITO MAIS QUE RECIBOS DE PAPEL

Há quase dois anos, o site O Antagonista publicou  informações ainda não esclarecidas pela Lava Jato que envolvem José Carlos Bumlai e seu primo-laranja
Glaucos da Costamarques.Vale a pena lembrar que Bumlai manteve escritório da Usina São Fernando –aquela que quebrou depois de sumir com meio bilhão do BNDES– no mesmo endereço da LLCS, empresa de Lulinha e Luleco, no conjunto 61 do edifício Office Brigadeiro.

Lá também funcionou a Bilmaker 600, de Glaucos da Costamarques, especializada em agenciamento e intermediação de negócios em geral.

Costamarques teve como sócios Fabio Tsukamoto e Otavio Portugal Ramos, que foram sócios de Luleco na ZLT 500, outra empresa de promoção de eventos esportivos.

Quem será que pagava o aluguel das salas?

A DEPOIMENTA DA PRESIDENTA

Dilma Rousseff prestará depoimento a Sérgio Moro no próximo dia 25, como testemunha de defesa de Aldemir Bendine.

Será por videoconferência, de Porto Alegre.

CLUBE DA LULUZINHA

Cármen Lúcia convidou Raquel Dodge para jantar em sua casa amanhã, registra o G1.

Além da procuradora-geral da República, a presidente do STF convidou Laurita Vaz, que preside o STJ; Grace Mendonça, advogada-geral da União; Maria Cristina Peduzzi, ministra do TST; e Cristina Machado, procuradora-geral do Ministério Público junto ao TCU.

Dilma deve estar muito chateada.

UM PRESIDIÁRIO NO PLANALTO


Pelos critérios do Datafolha, 42% dos eleitores rejeitam Lula.
Ao mesmo tempo, 54% defendem que ele seja preso.

Das duas uma, ou os brasileiros querem um presidiário no Palácio do Planalto, ou o número daqueles que o rejeitam está ridiculamente subdimensionado.

O ANALFABETISMO LULISTA

69% dos eleitores com curso superior querem ver Lula preso.
Isso mesmo: 69%.

Entre aqueles com nível fundamental, o número despenca para 37%, de acordo com o Datafolha.

A fratura entre o Brasil moderno e o Brasil arcaico se reflete nesse dado.

O Brasil moderno tem de impedir o Brasil arcaico de prevalecer.

O EDITORIAL DOS 3%

O Estado de S. Paulo, em editorial, diz que os brasileiros só não são capazes de reconhecer os méritos de Michel Temer porque ele é demasiadamente honesto.
Leia um trecho:

“A avaliação negativa de Temer subiu de 39% para 77%, enquanto a positiva despencou de 13% para 3%. Considerando que a pesquisa tem margem de erro de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos, é possível concluir que quase ninguém no Brasil avalia positivamente o presidente.

Essa degradação é ainda mais espantosa porque se deu num período em que finalmente o Brasil começou a dar sinais alentadores de recuperação econômica, depois da trágica administração de Dilma Rousseff. Em pouco mais de um ano sob o governo Temer, a taxa básica de juros recuou de 14,25% ao ano para 8,25%; a inflação, que era de 9,28% em abril de 2016, deve fechar 2017 em torno de 3%, recuperando parte do poder de compra perdido durante os irresponsáveis anos petistas; o desemprego começou a ceder; e a produção da indústria, que chegou a cair 11,4% em março de 2016, voltou a subir, assim como as vendas do varejo.

Tudo isso aconteceu porque o atual governo agiu de forma célere e responsável para debelar a crise legada por Dilma, adotando políticas de austeridade e fazendo aprovar reformas com vista ao equilíbrio das contas públicas.

Mesmo assim, o porcentual de entrevistados pelo Ibope que consideram o governo de Temer melhor que o de Dilma é de apenas 8%, ao passo que 59% consideram o desempenho do atual presidente pior do que o da petista. São números que não encontram correspondência com a realidade, sob nenhum aspecto, e só podem ser resultado da desinformação que campeia nestes tempos de fake news.

Pode-se argumentar que Temer enfrenta essa inaudita impopularidade em razão do noticiário que o envolve em escândalos de corrupção, aspecto destacado na pesquisa. No entanto, é preciso um grande esforço retórico para considerar os atuais casos de corrupção mais graves do que os que marcaram os governos petistas, a ponto de conferir a Temer um índice de desaprovação sem paralelo.

Tudo considerado, essa quase unanimidade em relação a Temer indica que talvez falte ao presidente a disposição de engambelar os incautos demonstrada pelo ex-presidente Lula da Silva, que consegue manter apoio de 30% do eleitorado mesmo diante da montanha de evidências do grande mal que ele causou ao País.”





SUDESTE CONTRA NORDESTE

No Sudeste, 65% dos eleitores querem ver Lula na cadeia.
No Sul, o número cai ligeiramente: 61%.

O condenado só se dá bem no Nordeste: apenas 34% dos nordestinos entrevistados pelo Datafolha querem que ele seja preso.

O resto defende a impunidade.