domingo, 21 de maio de 2017

Globo e O Antagonista querem mais 30 milhões de desempregados e apostam no Caos para derrubar Temer

A Globo e outros sites alinhados com o mercado financeiro, como site da Consultoria Empiricus, O Antagonista, parecem ignorar todas as revelações graves envolvendo os ex-­presidente Lula e Dilma e apontam toda sua artilharia contra o governo Temer. 

Os veículos promovem um verdadeiro massacre contra o atual governo, exigindo a renúncia de Temer, enquanto ataques especulativos são promovidos por seus parceiros comerciais, que lucram bilhões com a queda na Bolsa de Valores e a alta do dólar. A própria JBS reconheceu que lucrou R$ 1 bilhão com a compra da moeda americana às vésperas do vazamento de edições truncadas da transcrição do áudio da conversa gravada pelo empresário Joesley Batista com o presidente Michel Temer. 

O desespero com que tentam desestabilizar o governo justamente num momento de retomada do crescimento econômico e da geração de empregos assusta a população.
Trata-­se de uma batalha envolvendo interesses que não contemplam a população, que há muito tempo não experimentava um clima de relativa segurança com a queda da inflação, dos juros e da cotação do dólar. 

É fato que o governo Temer cortou muitos gastos que não agradaram a setores acostumados ao acesso fácil ao dinheiro do contribuinte. A Globo, dominada pelo pensamento de esquerda, vive dificuldades com o corte de verbas da publicidade governamental, de onde sempre obteve a maior fatia de seu faturamento. A possibilidade de que a emissora tenha lucrado com o vazamento de transcrições falsas da conversa gravada por Joesley Batista com Temer também é grande. Na emissora, são várias cabeças que defender que o Estado tem o dever de sustentar a atividade cultural de um grupo que faz parte da elite artística e jornalistica do país. 

O problema é que se apegaram a acusações extremamente frágeis contra Michel Temer e não esperavam que o presidente fosse reagir de forma tão enérgica. Temer não cedeu as pressões oportunistas e surpreendeu a todos, inclusive membros de sua própria equipe econômica. A participação do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, na visita do dono da JBS ao presidente Michel Temer também levantou uma série de suspeitas. Meirelles insistiu para que Temer recebesse Joesley Batista no Palácio do Jaburu. Não se sabe se o ministro da Fazenda sabia da trama do empresário, que levou consigo um gravador para tentar arrancar algum diálogo comprometedor com Temer. Mas é fato que Meirelles, ex­-presidente do grupo JBS, é o candidato da Globo e do mercado financeiro para assumir o lugar de Temer. 

Neste momento, grupos poderosos atuam para derrubar o governo e contam com o apoio de gente como Gilmar Mendes, Lula, Nelson Jobim, Joesley batista e outras figuras bastante suspeitas. Estão todos interessados no caos político e nos lucros que uma nova crise pode gerar para todos. Ninguém se importa se milhões de brasileiros vão perder seus empregos com uma nova crise econômica. A irresponsabilidade com que a Globo, O Antagonista e outros veículos alinhados com o mercado financeiro tentam explorar elementos tão frágeis para derrubar Temer é indecente. 

Até aqui, tudo caminhava para uma transição tranquila em 2018, mas a ameaça que paira sobre o ex­presidente Lula, que pode ser condenado e se tornar inelegível, fez com que setores que passaram a última década e meia se beneficiando dos esquemas de corrupção mantidos pelos governos petistas se precipitassem em uma clara tentativa de golpe. Eles querem Lula no poder e o fim da Lava Jato, que pelo andar da carruagem, logo chegará aos esquemas da Globo com o PT. 

http://www.imprensaviva.com/2017/05/globo-e-o-antagonista-querem-mais-30.html

JBS pagou US$ 220 milhões em propinas ligadas a operações com o BNDES


A JBS calcula que pagou cerca de US$ 220 milhões de propina relacionada às operações com Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) e fundos de pensão, segundo um dos depoimentos em que o presidente da empresa Joesley Batista prestou à Procuradoria Geral da República (PGR) dentro da delação premiada dos executivos do grupo J&F.

Desse total, um terço foi para um empresário amigo de Mantega e outros dois terços foram acumulados e se transformaram, em 2014, nas doações da empresa ao PT e aliados.

Apesar de relacionar esse pagamento aos empréstimos e aos aportes de capital que o banco fez na empresa, Joesley afirmou que sua vida “nunca foi fácil na instituição” e isentou o ex-presidente do banco, Luciano Coutinho, e todo corpo técnico e dirigente da instituição de qualquer ato ilícito ou pedido de propina.

Seu contato, explicou, sempre passou pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. A proximidade entre eles começou quando Mantega estava no Planejamento, se aprofundou na sua gestão como presidente do BNDES e continuou quando Mantega assumiu o Ministério da Fazenda

Na narrativa de Batista, cerca de dois terços desse valor (US$ 150 milhões) são usados para irrigar duas contas no exterior abertas como se fossem créditos para os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. As offshores, afirma, nunca estiveram no nomes deles. As contas sempre estiveram sob domínio da JBS e o valor foi usado na campanha de 2014 — para a chapa Dilma-Temer como para aliados (PMDB e outros partidos) e campanhas estaduais.

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, por exemplo, recebeu pelo menos R$ 30 milhões. Esse valor especificamente foi pago através da compra real de uma participação de 3% no estádio do Mineirão. Batista apresentou como prova o contrato dessa compra, feito com a empresa HAP Engenharia, bem como os recibos de transferência do recurso.

A história contada por Joesley traz à cena um personagem pouco conhecido. Segundo ele, nos primeiros anos do governo do PT, ele conheceu Victor Sandri, que se apresentou como amigo do ministro Guido Mantega (então no Planejamento), com quem teria “intimidade”. O executivo da JBS descreve Sandri como um empresário do setor imobiliário, que também manteve durante um tempo uma distribuidora de cimento. É para Sandri que Batista pagava 4% do valor de todas as operações feitas com o banco entre 2005 e 2009. Ele lista três: a compra da Swift Armour argentina (US$ 80 milhões, o primeiro empréstimo liberado pelo BNDES, que “foi mais caro que o normal”), a primeira entrada do BNDES como sócio (em torno de US$ 500 milhões, em 2007) e a segunda participação (US$ 1 bilhão, sendo US$ 500 milhões do banco e US$ 500 milhões dos fundos Petros e Funcef, todos reunidos no fundo Proti).

“Paguei 4% do valor de cada operação para o Vic, o que deu cerca de US$ 60 milhões, US$ 70 milhões, tudo no exterior. Ele dizia que era metade para ele e metade para o Guido, mas nunca falei com ele [Guido] sobre isso”, disse o empresário.

Mantega foi presidente do BNDES de novembro de 2004 a março de 2006, quando é substituído por Demian Fiocca (indicado por Mantega), que fica até maio de 2007, quando assume Luciano Coutinho.

“Minha relação sempre foi com o Guido. Primeiro, até 2009 ela passava pelo Vic. Até lá, toda vez que eu precisava falar com o Mantega, acionava o Vic. Não sei como funcionava com o Guido e o banco. Acho que ele [Guido] pressionava o Luciano, que sempre foi muito formal comigo”, contou o empresário.

Ele relata, inclusive, uma ocasião quando Mantega teria uma reunião com Coutinho e esse ficou contrariado quando percebeu que Joesley estava presente. Mais tarde, perguntado, disse que nunca soube de nenhum ilícito de Luciano Coutinho e de nenhum funcionário do banco.

Em 2009, conta Batista, ele se afastou de Victor Sandri e passou a falar diretamente com Mantega. No segundo ou terceiro encontro “direto” com o já ministro da Fazenda, ele abordou os repasses, sem falar em percentual.

“É um problema porque você nunca sabe o que o intermediário diz, se ele contava mesmo de quanto era o total fixo, e eu não queria confusão”, disse Joesley. “Aí na primeira oportunidade que falei, ele me disse: “Eu não quero que você mande o dinheiro para conta nenhuma. Quando eu precisar eu te falo. Vamos vendo caso a caso, quando for importante para você, você credita lá para mim o que você acha que vale”, relatou o empresário, contando o que teria ouvido de Mantega.

Na sequência, Batista relata que ainda na era Lula essa conta aberta acumulou cerca de US$ 70 milhões. Depois, entre 2011 e 2014, outros US$ 80 milhões foram creditados em uma conta para Dilma, mas nunca aberta em nome da ex-presidente. Mantega, disse ele, lhe orientou para manter as duas contas separadas.

Nesse período, a propina relacionada ao empréstimo de R$ 2 bilhões para a construção da Eldorado Celulose abasteceu a conta aberta para a presidente Dilma. “Nunca me aprofundei se isso era do presidente Lula, se era do governo Lula”, disse o empresário. Ele conta que em diversas ocasiões levou a Mantega os extratos das duas contas. Ao longo desses anos, Mantega pediu uma vez que ele investisse R$ 5 milhões na Pedala Equipamentos (uma empresa que depois quebrou) e outros R$ 20 milhões que acabaram voltando para a JBS (mas ele não explica essa volta).

Na prática, só em 2014, Mantega começa a usar esse dinheiro. Ele teria chamado Batista várias vezes e em cada oportunidade dado uma lista de aliados ou de candidaturas petistas que deveriam receber recursos, e combinado com ele que Edinho [Silva, então tesoureiro da campanha de Dilma] o procuraria para acertar os detalhes.

Edinho referendava a lista, mas depois cada partido escolhia como receber o dinheiro. “Cada partido decidia se queria por dentro, por fora, nota fria, caixa dois”, disse ele. “Mas não sei se Edinho sabia a origem desse recurso”, acrescentou Joesley.

Assim, explicou o dono da JBS, todas as doações (legais e ilegais) feitas pela empresa em 2014 foram pagas com esse caixa feito a partir dos US$ 150 milhões acumulados em nome de Lula e Dilma. Em reais, disse ele, as doações originadas nesse caixa representaram cerca de R$ 360 milhões naquele ano.

Batista ainda conta que preocupado por estar usando uma reserva feita em nome de Lula e de Dilma procurou os dois, separadamente. Para Lula, ele não mencionou BNDES. “Eu falei para ele: ‘Não sei se o senhor tem a ver com isso ou não, somos o maior doador e essa conta já passou de R$ 300 milhões, o senhor tá entendendo a exposição?’, e ele não falou nada, só ficou olhando, em silêncio.”

Com Dilma ele diz que foi bem mais explícito. “Eu contei tudo, falei que estava acabando o que era do Lula, e também a conta dela. A presidente sabia que tinha relação com o BNDES, mas não mencionamos isso. Mas falei que o dinheiro estava acabando. Aí ela me pediu para dar mais R$ 30 milhões para o Pimentel. ‘Se você puder, encontre ele e ajude’, ela falou”, relata o empresário.

Joesley conta que foi para Belo Horizonte e encontrou Pimentel no hangar do aeroporto, quando este lhe disse que havia sido informado por Dilma do apoio que ele daria. Nessa conversa, Pimentel pediu para a ajuda ser viabilizada pela compra de participação em, um estádio de futebol. “E assim a JBS virou sócia do Mineirão com uma participação de 3%, que temos até hoje”, contou Batista. Ele comprou a participação da empresa HAP Engenharia, de Roberto Senna. “E foi feito com uma transferência bancária, tudo legal”, acrescentou. Nos documentos entregues à PGR, estão o contrato e cópia das transferências feitas.

Joesley faz questão de reforçar, no depoimento, que a relação da empresa com o BNDES sempre foi técnica, sem nenhum comportamento ilícito. “Minha relação sempre foi difícil com o banco. Acho até que eles eram mais rigorosos comigo que com meus concorrentes. Não sei se era para me obrigar a pagar propina”, ponderou em sua delação.

http://www.folhapolitica.org/2017/05/jbs-pagou-us-220-milhoes-em-propinas.html


Joesley diz que Lula pediu 'ajuda' para o MST



O empresário Joesley Batista, delator da JBS, disse ao deputado Rocha Loures (PMDB/PR) que a última vez que conversou pessoalmente com Lula foi no fim de 2016, mas contou que recentemente recebeu uma ligação do ex-presidente com um pedido de ajuda ao Movimento dos Sem-Terra (MST). “Ele me ligou esses dias, pediu pra mim [sic] atender os sem-terra. Eu digo: ‘ô presidente’ (risos)… ‘Joesley, eu tô aqui com o (João Pedro) Stédile, não sei o que ele precisa falar com você’… ‘Tá bom presidente, manda ele vir aqui. Eu atendo ele, tá bom?'”, relatou o empresário ao deputado.

João Pedro Stédile, economista, é o líder do MST. Joesley não disse se, afinal, encontrou-se com ele.

A conversa com Loures foi gravada pelo próprio Joesley, já no curso da delação premiada que ele fechou com a Procuradoria-Geral da República. O áudio tem uma hora e 14 minutos de duração e foi anexado aos autos da Operação Patmos, que mira o presidente Michel Temer, o senador Aécio Neves (PSDB) e o próprio Loures.

O encontro do delator Joesley com o parlamentar – afastado do mandato por ordem do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal -, ocorreu no dia 13 de março, apenas uma semana depois que o executivo da JBS gravou a conversa com Temer. Na ocasião, Joesley recebeu Loures em sua própria residência, no Jardim Euriopa, em São Paulo.

Aos procuradores da Lava Jato, Joesley contou que abriu uma ‘conta-corrente’ de US$ 80 milhões no exterior para atender ao ex-presidente. Ele disse que não tem amizade com o petista como as pessoas imaginam.

“Sobre o Lula, eu acho assim, primeiro, que eu não tenho amizade com ele igual o povo acha que eu tenho. Eu conheci o Lula tem dois anos atrás, fim de 2013”, contou Joesley ao deputado Loures.

Segundo ele, o parlamentar foi indicado por Temer como uma pessoa de sua ‘estrita confiança’ para ajudar o empresário em seus negócios. O deputado foi filmado pela Polícia Federal pegando uma mochila com R$ 500 mil em propina viva, em São Paulo.

Loures comenta com Joesley que tem ‘boa relação’ com Lula. “Sempre me dei bem com ele, sempre fui não-ideológico, mas prático. Agora, me parece que muito desse movimento (investigações da Lava Jato) é para alcançá-lo, né Joesley, a ele e ao entorno”, disse o deputado. “Com certeza”, respondeu o empresário. No diálogo, ambos concordaram que ‘a única coisa que resta’ a Lula ‘é enfrentar’ a Lava Jato.

Curiosamente, foi nesse período em que Joesley disse ter conhecido Lula pessoalmente que ganhou força o boato nas redes sociais de que um dos filhos do ex-presidente, Fabio Luis Lula da Silva, era sócio-oculto da Friboi, marca de frigorífico do grupo JBS. Ele e os irmãos que são sócios da empresa sempre trataram os rumores com ironia.

Ao Ministério Público Federal, Joesley disse que abriu duas ‘contas-correntes’ de propina no exterior que seriam vinculadas a Lula e à ex-presidente Dilma Rousseff, para pagamento de campanhas eleitorais. O saldo em ambas chegou a US$ 150 milhões, segundo o delator. Esses recursos, afirmou o empresário, eram operados pelo ex-ministro Guido Mantega (Fazenda) nos governos Lula e Dilma.

COM A PALAVRA, A DEFESA DE LULA

Nota

“Verifica-se nos próprios trechos vazados à imprensa que as afirmações de Joesley Batista em relação a Lula não decorrem de qualquer contato com o ex-Presidente, mas sim de supostos diálogos com terceiros, que sequer foram comprovados.

A verdade é que a vida de Lula e de seus familiares foi – ilegalmente – devassada pela Operação Lava Jato. Todos os sigilos – bancário, fiscal e contábil – foram levantados e nenhum valor ilícito foi encontrado, evidenciando que Lula é inocente. Sua inocência também foi confirmada pelo depoimento de mais de uma centena de testemunhas já ouvidas – com o compromisso de dizer a verdade – que jamais confirmaram qualquer acusação contra o ex-Presidente.

A referência ao nome de Lula nesse cenário confirma denúncia já feita pela imprensa de que delações premiadas somente são aceitas pelo Ministério Público se fizerem referência – ainda que frivolamente – ao nome do ex-Presidente.”

Cristiano Zanin Martins e Roberto Teixeira

COM A PALAVRA, DILMA ROUSSEFF

“A propósito das notícias a respeito das delações efetuadas pelo empresário Joesley Batista, a Assessoria de Imprensa da presidenta eleita Dilma Rousseff esclarece que são improcedentes e inverídicas as afirmações do empresário:

1. Dilma Rousseff jamais tratou ou solicitou de qualquer empresário, nem de terceiros doações, pagamentos ou financiamentos ilegais para as campanhas eleitorais, tanto em 2010 quanto em 2014, fosse para si ou quaisquer outros candidatos.

2. Dilma Rousseff jamais teve contas no exterior. Nunca autorizou, em seu nome ou de terceiros, a abertura de empresas em paraísos fiscais. Reitera que jamais autorizou quaisquer outras pessoas a fazê-lo.

3. Mais uma vez, Dilma Rousseff rejeita delações sem provas ou indícios. A verdade virá à tona.”

Assessoria de Imprensa/Dilma Rousseff

http://www.folhapolitica.org/2017/05/joesley-diz-que-lula-pediu-ajuda-para-o.html


OAB decide pedir o impeachment de Temer

A Ordem dos Advogados do Brasil decidiu pedir o impeachment do presidente Temer. Por 25 votos a 1, o Conselho Federal da OAB aprovou o relatório da comissão e pedirá o impeachment do presidente Michel Temer ao Congresso.

Delatores relatam fraudes em eleições sindicais da CUT

Um ano depois da eleição dos sindicatos dos Professores (Sinpro) e dos Bancários, em Brasília, dois mesários ligados à Central Única dos Trabalhadores (CUT) resolveram fazer delação em um cartório que coloca em suspeição a credibilidade do pleito. Moisés Cirilo e Tiago Claudino relatam que foram contratados por dirigentes da CUT para fraudar o processo eleitoral das duas entidades e impedir a vitória da oposição. O serviço consistiu em sumir com urnas e incluir cédulas falsas nelas. Afirmam ainda que não coletaram votos em órgãos com mais eleitores do adversário. A falcatrua extrapolou os limites do Distrito Federal. Moisés afirma ter aplicado o mesmo método no pleito do Sindicato das Empresas de Processamento de Dados (SINDPD), no Rio de Janeiro, naquele ano.

Moisés Cirilo e Tiago Claudino afirmam que foram contratados por Roberto Miguel e Aílton Jardim, ambos dirigentes da CUT do Distrito Federal. Eles afirmaram que receberam diárias de R$ 100. Quando o serviço foi concluído, ganharam um adicional de R$ 500. “Roberto Miguel disse: ‘parabéns, garoto, pelo trabalho”’, relatou Moisés na ata notarial registrada em cartório.

A assessoria de imprensa da CUT admitiu que Roberto Miguel é dirigente da entidade. Sobre as denúncias, o departamento se limitou a informar que não tem conhecimento. Ao ser questionada se haveria alguma investigação interna para apurar a informação da coluna Brasil Confidencial, da revista Época, a assessoria explicou que não pretende abrir nenhum processo investigatório.

Globo fracassou na tentativa de Golpe. Apostou tudo na renúncia de Temer, mas não convenceu o povo a ir para as ruas

A Globo pediu a renúncia de Temer com base em uma transcrição falsa vazada pela própria emissora. A notícia veiculada por Lauro Jardim, em O Globo e pelo site O Antagonista, informava que Joesley Batista teria dito a Temer explicitamente que pagava R$ 500 mil para silenciar Eduardo Cunha. Lauro Jardim informou ainda que, novamente de forma explícita, que Joesley disse a Temer que estava tendo problemas com o Cade e que o restante do teor das gravações contra Temer eram gravíssimos. Durante as horas que se seguiram à divulgação da existência do explosivo material, a JBS faturou mais de R$ 1 bilhão especulando no mercado financeiro, assim como empresas que vivem de especulação na Bolsa e no mercado de câmbio, como a Consultoria Empiricus, proprietária do site O Antagonista. 

O problema é que quando as gravações originais foram divulgadas no final do dia, foi possível constatar que não havia nenhum dos trechos divulgados pela Globo e o Antagonista. Nos 40 minutos de gravação, Joesley não menciona problemas com o Cade ou R$ 500 mil de mesada a Cunha. Independente da gravação ter sido editada ou não, a Globo mentiu sobre o teor das gravações para provocar o caos no mercado financeiro e pedir a renúncia de Temer. O governo teve que torrar 4.5 bilhões de dólares no mercado para conter o ataque especulativo desencadeado pela Globo e O Antagonista. A Bolsa despencou em mais de 10% e as ações da JBS se desvalorizaram em mais de 25%. A Comissão de Valores Imobiliários abriu processo contra a JBS por ter se valido de informações privilegiadas para comprar dólares na véspera do vazamento feito pelo próprio Joesley à Globo, e ações da própria empresa no dia do vazamento. 

Após a divulgação das gravações, toda a imprensa nacional reconheceu que não há absolutamente nada conclusivo sob o ponto de vista jurídico e que houve sim má fé por parte da Globo e de sites de operadores financeiros na divulgação das notícias falsas. 

A Globo usou toda sua máquina para tentar derrubar Temer e endeusar o criminoso Joesley Batista, seu parceiro em negócios bilionários em publicidade e em empréstimos no BNDES. A emissora, que teme ser atingida pela Lava Jato, colocou todos seus empregados, como Merval Pereira, Gerson Camarotti, Cristiana Lôbo e Renata Lo Prete para atacar Michel Temer e pedir sua renúncia ao longo de mais de 72 horas de programação, visando provocar uma grande manifestação popular no domingo, 21 

Mas ao que tudo indica, a população preferiu acreditar na versão apresentada por Michel Temer durante seu pronunciamento de pouco mais de 3 minutos: “Quero pontuar que houve grande planejamento para realizar esse grampo e depois montagem, e criar um flagrante que incriminasse alguns, enquanto criminosos fugiam para o exterior em segurança”, disse. 

A emissora ainda tentou um golpe baixo ao afirmar que uma manifestação de servidores públicos estaduais na Orla de Copacabana era contra o governo Temer, mas na verdade se tratava de um ato contra o governo do Rio. Não havia nenhuma bandeira com o Fora Temer nas imagens exibidas pela GloboNews. O site O GLOBO ( ) também fez uma macacada vergonhosa ao publicar uma matéria dizendo que os 70 manifestantes que protestavam contra o atraso do 13º salário no Rio era um protesto contra Temer, mas não conseguiu nem uma foto de faixa com o Fora Temer. O desespero do pessoal de O Antagonista também não é menor com o fracasso do golpe e agora pregam o desembarque do PSDB do governo Temer. ( Temer peitou a Globo e não renunciou. O povo não embarcou na aventura golpista da emissora e também não foi para as ruas pedir a saída de Temer. O golpe fracassou.



PT, Globo e Antagonista terão dificuldades para derrubar Temer. Presidente promete resistir

O presidente Michel Temer demonstrou em seu pronunciamento em rede nacional que não irá ceder tão facilmente a setores da imprensa e da política nacional que tentam derrubá­-lo.Temer desafiou os setores que fizeram um ataque especulativo nos mercados após o caos gerado pelo vazamento de notícias truncadas sobre uma gravação feita pelo criminoso Joesley Batista. 


A Globo, o Antagonista, de propriedade da Consultoria Empiricus, e outros órgãos da imprensa participam de um ataque orquestrado contra o governo e atuam como advogados de defesa de Joesley Batista, que fez um controverso acordo de delação com a Justiça. 



O presidente alertou para a gravidade da crise política instalada no país com as denúncias dos delatores da JBS e voltou a afirmar que o áudio entregue pelo empresário Joesley Batista à Procuradoria-­geral da República foi editado. Peritos afirmam ter identificado cortes na gravação. 



Temer praticamente chamou Joesley Batista de analfabeto e afirmou que o empresário atentou não apenas contra sua honra, mas também contra seu idioma. O presidente elencou várias mentiras constantes do depoimento do empresário. “Ele não passou nenhum dia na cadeia. Não foi punido e pelo jeito não será. Cometeu o crime perfeito”, disse Temer sobre Joesley Batista, que está em Nova Iorque. O presidente diz também que não cometeu crime ao ouvir reclamações de um empresário. 



“Não obstruí a Justiça”, afirma Temer. O presidente chama Joesley Batista de “conhecido falastrão e exagerado” e garante que não acreditou na narrativa de Joesley naquela noite no Palácio do Jaburu. 


Veja o que ele falou: AQUI

fonte: http://www.imprensaviva.com/2017/05/pt-globo-e-antagonista-terao.html




Contas de Lula e Dilma na Suíça obrigam TSE cassar imediatamente o registro do PT. O que a Justiça está esperando?

Conforme está previsto no Art. 28. da Lei Eleitoral, o Tribunal Superior Eleitoral, após trânsito em julgado de decisão, determina o cancelamento do registro civil e do estatuto do partido contra o qual fique provado ter recebido ou estar recebendo recursos financeiros de procedência estrangeira. 

A delação premiada do dono da JBS Joesley Batista atesta justamente este fato: o PT recebeu cerca de R$ 360 milhões em recursos do exterior, depositados pelo empresário em contas na Súíça destinadas aos ex-­presidentes Lula e Dilma. Joesley confirmou aos procuradores da República os valores destinados as despesas de cada um, confirmou a existência de extratos e informou que os saques nas contas eram feitos pelo ex­-ministro da Fazenda, Guido Mantega, com o aval de Lula e Dilma. Como a delação já foi devidamente homologada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, a delação passa a ter validade jurídica. Isto significa que a Justiça Eleitoral já possui elementos mais que suficientes para fazer valer a Lei para determinar o cancelamento do registro civil e do estatuto do PT. Pois coloca o ex-­ministro da Fazenda Guido Mantega como principal interlocutor dos acertos criminosos na gestão petista. Mantega interferia no BNDES a pedido de Joesley e, em troca, o empresário destinava valores milionários de propina a contas secretas no exterior, que estariam reservadas ao ministro. 

Em seu depoimento, Joesley contou aos procuradores que acertou pessoalmente com Mantega a abertura de duas contas correntes no exterior para serem abastecidas com propina aos ex­-presidentes, paga pelos negócios bem­-sucedidos do grupo com o BNDES. “Você credita [na conta], vai ficar contigo, um dia se eu precisar eu te falo”, afirmou Mantega ao empresário durante uma reunião em 2009. 

Joesley afirmou que durante a mudança do governo Lula para a gestão Dilma Rousseff, Mantega lhe pediu que abrisse uma nova conta. “Ele falou ‘essa conta aqui é a conta do Lula. Essa aqui, tem que abrir uma pra Dilma’. Eu perguntei ‘eles sabem disso?’ Não, sabem sim, eu falo tudo pra eles”, contou o dono da JBS. Joesley relatou que, antes de se reunir com Mantega, imprimia extratos das contas e entregava ao então ministro da Fazenda. “Ele dizia que ia mostrar pro Lula ou mostrar pra Dilma”, contou. 

Os recursos milionários foram se acumulando até que, em 2014, na campanha à reeleição de Dilma, Mantega avisou que precisaria do dinheiro. Na ocasião, o saldo de ambas as contas totalizava cerca de US$ 150 milhões.

fonte: http://www.imprensaviva.com/2017/05/contas-de-lula-e-dilma-na-suica-obrigam.html

Forças Armadas não permitirão golpe. Militares garantem que cumprirão Constituição

Os comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica divulgaram uma nota neste fim de semana garantindo que estão de prontidão para evitar qualquer tentativa midiática de golpe de Estado movida setores do mercado especulativo como a que ocorreu na última quarta­-feira, quando vários setores da imprensa se mobilizaram para pedir a renúncia do presidente Michel Temer. Os militares informaram em nota que cumprirão Constituição e fizeram questão de garantir, neste momento de crise política, sua total subordinação aos preceitos constitucionais. 


Diante do ataque especulativo e midiático da última semana, os comandantes militares lembraram que as Forças Armadas têm seu papel determinado pela Constituição. Em nota, o comandante do Exército, general Villas Bôas, "reafirma que a atuação da Força Terrestre tem por base os pilares da estabilidade, legalidade e legitimidade, e ressalta a coesão e unidade de pensamento entre as Forças Armadas"



O general ainda fez questão de deixar clara sua posição nas redes sociais e reafirmou o "compromisso perene com a Constituição e em prol da sociedade". Na mesma linha, a nota da Aeronáutica é assinada pelo chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, brigadeiro Antonio Ramirez Lorenzo. A nota diz que o encontro foi para "tratar da conjuntura política".



 "Como de praxe em reuniões já realizadas entre esses atores, prevaleceram a unidade de pensamento e o estrito cumprimento das normas legais, características inerentes às Forças Armadas Brasileiras", diz a nota. 



Com o mesmo tom, a Marinha divulgou nota sobre o encontro, destacando que fora "convocada" pelo ministro da Defesa. Segundo o texto, foi " discutida a conjuntura atual e destacada a total subordinação das Forças aos ditames constitucionais". 



No ataque orquestrado contra o governo Temer, que teve como instrumento uma transcrição falsa de uma gravação feita pelo empresário Joesley Batista, setores da imprensa como a Rede Globo e o site O Antagonista se precipitaram ao exigir a renúncia de Temer. Enquanto os meios de comunicação voltavam toda sua artilharia contra o governo, seus controladores especulavam no mercado financeiro com a queda da Bolsa e a supervalorização do Dólar. Apesar do ataque orquestrado, no qual apenas a JBS lucrou R$ 1 bilhão com o câmbio, os órgãos de imprensa ficaram sem a manchete da renúncia de Temer. Diante da resistência do governo, alguns setores da imprensa começam a demonstrar certo embaraço.


fonte: http://www.imprensaviva.com/2017/05/forcas-armadas-nao-permitirao-golpe.html

Está explicada a mudança na linha editorial da Rede Globo. Lula preso pode delatar esquemas com a emissora

A Rede Globo participou mais uma vez de uma escandalosa manobra para interferir nos destinos do país. A divulgação de uma transcrição falsa de uma conversa gravada pelo criminoso Joesley Batista, do Grupo JBS, com o presidente Michel Temer foi apenas o primeiro disparo de uma sucessiva onda de ataques a governo perpetrados pela emissora na última quarta­-feira. Durante todo o dia, a Globo colocou todo seu aparato de comunicação para exercer pressão pela Renúncia do presidente da República. 


Embora existam indícios do comprometimento de Michel Temer em algum nível de corrupção, nada se compara ao que foi revelado até o momento contra os governos dos ex-­presidentes Lula e Dilma. Diante da dificuldade da estabilização econômica e política do país, que motivos teria a emissora para tentar provocar o caos através de matérias nitidamente produzidas com o intuito de tumultuar a situação já turbulenta no cenário político e econômico?



Ao apontar toda sua artilharia para o governo Temer e poupar os criminosos do PT e da JBS, a Globo conseguiu provocar um caos no mercado financeiro. A veiculação de um trecho inexistente na transcrição da gravação feita por Joesley Batista com Michel Temer derrubou a Bolsa de Valores em mais de 10 pontos e provocou uma alta recorde do dólar. Enquanto a própria JBS admitiu que lucrou R$ 1 bilhão com o vazamento da informação falsa, enquanto Joesley Batista comemorava dos Estados Unidos mais um golpe de mestre, o governo foi obrigado a torrar U$ 4.5 bilhões de suas reservas para conter o ataque especulativo sobre a moeda americana. Enquanto isso, a Globo e sites como O Antagonista atuam como advogados de defesa do mega criminoso Joesley Batista. 



A Globo já usou de expedientes parecidos para interferir na política do país. O ex-presidente Lula foi um dos que se prestaram a fazer o jogo sujo da emissora para eleger o ex­-presidente Fernando Collor em 89. Em troca, a emissora se comprometeu a eleger Lula anos mais tarde, como de fato aconteceu. Logo que assumiu o governo em 2003, uma das primeiras providências do petista foi perdoar uma dívida bilionária da emissora. O faturamento da Globo dobrou durante os governos de Lula e Dilma, mas sofreu uma queda preocupante durante o último ano do governo Temer. 



As chances de que Lula tenha chantageado a emissora, somadas a possibilidade da Globo ter agido para lucrar bilhões no mercado financeiro com a tentativa de golpe frustrada, reforçam as suspeitas de que a mudança radical na linha editorial da emissora atenda a propósitos rasteiros, que em nada ajudam o povo brasileiro ou a democracia do país. 



Não será surpreendente se a Rede Globo voltar toda sua artilharia contra a Lava Jato nos próximos dias.


fonte: http://www.imprensaviva.com/2017/05/esta-explicada-mudanca-na-linha.html

Perguntas de uma velha jornalista aposentada


Não precisa responder, é só um exercício mental que tô fazendo..


1. que mega cagada jornalística do globo, hein, seu moço... divulgar com estardalhaço, quarta à noite, a lambança toda sem as fitas???? e só 24 horas depois as fitas virem a público???? e aí a gente escuta e vê que não foi bem assim...



2. por que não postaram a fita junto com a matéria? a procuradoria geral da república passou primeiro só a transcrição? tipo, primeiro publica isso que amanhã te dou a fita? ou o globo tinha transcrição e fita e optou só pela transcrição primeiro e fita no dia seguinte? nesse caso, por quê? ou ou ou... mil ous...



3. e o sufoco do coitado do jornal nacional de quarta à noite? cara, fiquei com dó do william e da renata, fazendo jornal totalmente no escuro.



4. e é incrível que só uol/folha tenham tido culhão pra manchetar que a fita não é conclusiva. e o editorial de hoje do estadão.



5. eu tô louca e surda ou a fita do aécio com o boi ladrão é um atestado de inocência do temer quanto à obstrução de justiça? alguém ouviu que o aécio xinga o tempo todo a incapacidade do temer de barrar a lava jato, de não mexer na polícia federal, no ministério da justiça etc. etc.?



6. e por que só vi a vera magalhães, na jovem pan ontem, fazendo mea culpa e explicando que a gravação do temer NÃO FOI operação controlada da PF? que foi iniciativa do joesley e sua turma e que só depois, com a fita na mão, ele procurou a PGR pra fechar o acordo de delação?



7. e por que só vi a folha contar que quem armou tudo foi um procurador da república integrante da lava jato na procuradoria geral em brasília? que esse procurador, marcello miller, pediu demissão da procuradoria no início do ano e foi trabalhar no escritório do watanabe, no rio, contratado pelo joesley?



8. e por que o joesley não gravou o lula, muitíssimo mais amigo dele que o temer, que só o conheceu em 2010? (uma amiga minha, figurona de brasília, me contou que o joesley passou uns 40 dias tentando por todos os meios ser recebido pelo temer, pedindo ajuda a deputados e senadores, inclusive.) você viu que, na fita, joesley comenta que fazia muito tempo que não se encontrava com o temer?



9. por que ninguém tá berrando contra esse acordo absurdo do janot que deixou os dois fribois ladrões livres, leves e soltos pra gozar a vida em nova york com os bilhões que nos roubaram? e deixando pra nós, os otários brazucas, a conta e o país mergulhado no caos?



10. enquanto isso, o sérgio moro condena o marcelo odebrecht, que continua na cadeia, com delação e tudo, a dez anos de prisão (entre regime fechado, semi-aberto, domiciliar com tornozeleira) e proibido de voltar à empresa? e a odebrecht tá se ferrando toda, enquanto a friboi passa incólume, porque já havia transferido pra fora do brasil boa parte da empresa, gerando empregos e impostos no exterior com os bilhões que pegou aqui a juro de mãe pra filho?



11. por que eu, leitora, ouvinte, telespectadora, contribuinte tô me sentindo meio idiota? ou sendo feito de idiota?

a propósito: não votei no temer e acho que ele, sarney e o pmdb são os decanos dos nossos ladrões, mas ainda sou mais jornalista e conhecedora razoável das putarias de jornalismo e de empresas jornalísticas, do marketing político e do governo federal, porque militei nos três balcões... ah, e conheço bem as armações de procuradores de brasília. lembra do procurador luís francisco, que infernizou o fhc e o eduardo jorge e que no final deu tudo em nada? então, eu estava lá no palácio. e o gilmar mendes também, na sala ao lado da minha... lula assumiu e luís francisco sumiu.



bjs desta velha burra,
ana maria




PS: na fita, o joesley conta pro temer que tem "boa relação" com a imprensa e que, por isso, conseguia tirar rapidinho da mídia as notícias sobre os avanços da lava jato em cima dele. tá lá na fita, textual. põe boas relações nisso!

conteúdo: Cesar M Rocha



UM GOLPE DE MESTRE

Como os donos da JBS prepararam uma delação que os deixou de mãos livres e bolsos cheios
Os irmãos Batista: "Esses caipiras deram um banho em Marcelo Odebrecht.”

No começo deste ano os irmãos Joesley e Wesley Batista foram à Procuradoria-Geral da República com uma proposta: queriam fazer uma delação premiada. A oferta era irrecusável. Os donos da JBS tinham na gaveta segredos inconfessos sobre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Os mais sombrios se referiam a uma frente ainda pouco conhecida e muito desejada pelos investigadores da operação Lava Jato e de seus desdobramentos: o BNDES, a maior caixa-forte de investimentos do governo, protegida sob um manto de legislação que impedia que policiais e órgãos de controle abrissem suas planilhas.

Os Batista queriam falar, mas antes de subirem os elevadores da Procuradoria-Geral da República eles arquitetaram um plano. Ao contrário dos empresários que se converteram em delatores após meses de cadeia, os irmãos acordaram com os procuradores que não seriam presos, sequer usariam tornozeleira eletrônica; suas empresas sofreriam o mínimo dano possível; Joesley Batista recebeu, inclusive, a garantia de poder continuar morando nos Estados Unidos, longe dos holofotes e de cenas constrangedoras em camburões e delegacias. “Foi um golpe de mestre”, disse-me um auditor do TCU. “Enquanto os outros empresários estão mofando na cadeia, eles conseguiram garantir sua liberdade e a segurança de seus negócios. Esses caipiras deram um banho em Marcelo Odebrecht.”

Os Batista ainda garantiram que a única penalidade que eles sofreriam seria o pagamento de uma multa de 225 milhões de reais. “Não não dá pra chamar de troco. Isso é uma meia gorjeta. É nada diante da quantidade de dinheiro que receberam do BNDES”, me disse o gestor de um grande fundo de investimento. “Eles montaram um império na base da corrupção e do dinheiro público e agora saem ilesos pagando apenas essa multa ridícula?”, questionou.

Ontem, o que se comentava no mercado financeiro era que a multa seria paga com dinheiro fruto do próprio plano pré-delação. Os Batista, conscientes do estrago que as divulgações das gravações de Temer e Aécio causariam no mercado – principalmente na cotação do dólar –, trataram de especular na Bolsa de Mercadorias e de Futuros, a BM&F.  Fizeram aplicações em moeda norte-americana, apostando na alta. Resultado: estima-se que, com essas operações, eles lucraram cerca de quatro vezes o valor da multa.

A esperteza da dupla também seduziu os americanos. Lá, eles se comprometeram a fazer um acordo de leniência entregando todo o esquema de corrupção com autoridades brasileiras. Em troca, eles poderão continuar operando suas empresas nos Estados Unidos.

Hoje, 80% da operação da JBS está fora do Brasil, o que é também motivo de crítica dos analistas. Eles questionam o fato do banco ter despejado tanto dinheiro em um grupo cujos negócios estavam sendo desenvolvidos no exterior, o que não geraria nem empregos nem renda no Brasil. Os Batista chegaram a tentar mudar a sede da empresa para a Irlanda, um paraíso fiscal, mas não receberam autorização do BNDES. Recentemente, tentavam transferir a sede do grupo para os Estados Unidos, onde se encontra a maior parte de suas fábricas.

Desde 2005, o BNDES vinha despejando vultosos recursos no caixa da empresa fundada pelo pai dos Batista em 1953. O pequeno açougue se tornaria a maior processadora de carnes do mundo, graças aos mimos do banco estatal. Foram 10,63 bilhões de reais investidos na companhia. Tamanha generosidade com a família Batista chamou a atenção do mercado. Empresários do setor e analistas batiam cabeça para tentar entender a razão para o BNDES ter despejado tanto dinheiro em uma única empresa, cujo impacto na economia seria baixo frente ao montante investido.

Os irmãos Batista já vinham sendo investigados antes da proposta de delação. Eles eram informados sobre as investigações por meio do procurador Ângelo Goulart Villela que atuava em uma das operações. Pagaram altas somas ao procurador para que ele os avisasse sobre o passo a passo das investigações que os cercavam. Villela, antes de ser afastado pela Procuradoria, acionou o alarme. Ele sabia que a corda estava por estourar.

Sentindo o cerco se apertar, os irmãos entenderam que a única saída seria propor ao Ministério Público um acordo. O medo dos Batista era terminar como os empresários Marcelo Odebrecht – controlador da empresa –, Léo Pinheiro, da OAS, e outros executivos de empreiteiras: na cadeia, forçados a confessar enquanto suas empresas derretem em praça pública, perdendo contratos e novos negócios. O foco de maior preocupação era o grupo J&F. Dono da JBS e de mais uma série de empresas nas áreas de papel e celulose, sabão e couro, o conglomerado poderia ser reduzido drasticamente, a exemplo de várias empresas envolvidas na Lava Jato.

O plano dos Batista, antes de o escândalo estourar, era fazer um IPO, uma oferta pública inicial de ações nos Estados Unidos, mas eles abortaram a operação diante da constrangedora situação em que se encontravam. Ao se apresentarem voluntariamente aos procuradores, os irmãos tinham muito mais informações a oferecer além da participação do BNDES. Durante anos, eles financiaram políticos de vários partidos. Nas eleições de 2014, a empresa doou 366,8 milhões de reais às principais campanhas.

A negociação com o MP foi muito bem alinhavada. Para salvar a própria pele, Joesley Batista gravou o presidente Michel Temer e o senador Aécio Neves em diálogos nada republicanos. Em um deles, com Temer, Joesley fala sobre Eduardo Cunha, o deputado cassado preso em Curitiba desde o anos passado. Ele diz: “dentro do possível, eu fiz o máximo que deu ali, zerei tudo o que tinha de alguma pendência”. O diálogo dá margem para a interpretação de que o empresário estaria comprando o silêncio de Cunha, que guardaria segredos capazes de entregar toda a cúpula do PMDB. Em outro, com Aécio, negocia uma propina diretamente para o senador. Joesley também se comprometeu com a Polícia Federal a colocar os chips nas mochilas que foram usadas para a entrega das propinas.

Desde 2015, o Tribunal de Contas da União tentava, sem sucesso, fazer com que o BNDES liberasse os dados das operações firmadas com a JBS. O banco se recusava a fazê-lo, alegando sigilo bancário. O caso foi parar no Supremo Tribunal Federal, que mandou a instituição abrir a caixa-preta. Mas, foi somente no ano passado que o banco finalmente enviou para o TCU a base de dados com todas as operações contratadas com a JBS. Era uma planilha bomba.
Os auditores do TCU concluíram que muitas das operações firmadas com o frigorífico foram prejudiciais ao banco estatal. Pelas análises, as operações que maior dano provocaram foram as realizadas pelo BNDESPar, o braço de participação acionária da instituição. 

Em vez de simplesmente emprestar dinheiro para a empresa – que assumiria o risco do empréstimo –, o banco tornou-se sócio do negócio, em percentuais acima de 30%, mais do que era permitido pelas regras do próprio BNDES. O TCU estimou que as perdas do banco com a JBS podem ultrapassar 1,2 bilhão de reais. Em abril, o TCU julgou irregular uma das operações feitas pelo banco com o frigorífico (a compra da americana Swift Foods pela JBS, em 2007). Apesar de tudo, o ressarcimento pedido pelo Tribunal foi de meros 70 milhões de reais.

A decisão do TCU, no entanto, foi o estopim que deflagrou a operação Bullish, da Polícia Federal, que, na sexta-feira passada levou Wesley, um dos irmãos Batista, a depor coercitivamente na Polícia Federal. Joesley Batista e Luciano Coutinho também foram convocados, mas estavam no exterior. Trinta e sete funcionários do banco receberam mandados de condução coercitiva para prestar esclarecimentos. Coutinho enviou em 16 de maio deste ano uma carta à piauí afirmando que as operações foram absolutamente legais.

Além do TCU, os irmãos Batista também estavam sob a mira de outra operação, a Greenfield, que investiga prejuízos sofridos por fundos de pensão dos funcionários de empresas estatais, entre eles a Funcef, da Caixa Econômica Federal, e a Petros, da Petrobras, em negócios com grandes empresas, JBS incluída. Em setembro do ano passado, os dois irmãos chegaram a ter os bens congelados por ordem judicial e foram proibidos de continuar à frente dos negócios. Só conseguiram desbloquear o patrimônio após depositarem 1,5 bilhão de reais em um seguro-garantia. Eles também eram alvo da operação Carne Fraca, que investigava a compra de fiscais do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento para que fizessem vista grossa a negócios irregulares tocados por frigoríficos.


Perguntei a um integrante do TCU o que ele achou do desfecho da delação dos Batista. “Espero que as vantagens que receberam em troca realmente tragam algum benefício para o país”, ele me confidenciou. “Um acordo desses tão vantajoso para os criminosos só vai valer a pena se for para renovar definitivamente o cenário.”

POR CONSUELO DIEGUEZ - Revista Piauí 
19 DE MAIO DE 2017 

Consuelo Dieguez, repórter de piauí desde 2007, é autora da coletânea de perfis Bilhões e Lágrimas, da Companhia das Letras