sábado, 19 de agosto de 2017

Sem “presidentarismo”: o fim do vice

Avançou na Câmara dos Deputados a discussão sobre a PEC 77/03, cujo texto substitutivo pretendia alterar o art. 80 da Constituição Federal para eliminar o cargo de Vice-Presidente do quadro institucional brasileiro e, em hipótese de impedimento do Presidente da República, ou de vacância deste cargo, serem sucessivamente chamados a exercê-lo os Presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal.
A mudança se justificaria pelo fato de que o cargo de Vice-Presidente não seria bem compreendido pela população brasileira, imporia despesas desnecessárias, e poderia ser substituído pelos atores já indicados na linha sucessória constitucional.  No entanto, a proposta parecia encontrar resistência no postulado da separação de poderes, especialmente rígido nos sistemas presidencialistas.
Como se sabe, o presidencialismo brasileiro foi cunhado sob forte inspiração do modelo norte-americano, pioneiro neste sistema, onde o descontentamento com medidas do parlamento inglês tidas como arbitrárias pelos colonos inspirou um quadro de rígida separação dos poderes, a fim de esvaziar a hegemonia do Legislativo que vigorava na Europa. Somente assim o governo restaria limitado e a liberdade, assegurada.
Sob o regime parlamentarista ou sob o presidencialista, a separação de poderes, fruto de séculos de desenvolvimento do constitucionalismo, pretende evitar a concentração de poder num único órgão ou pessoa e, desta maneira, o seu uso desmedido ou arbitrário por parte daquele que o detém. A diferença fundamental entre os dois regimes consiste em que, no primeiro caso, o chefe de governo é membro do parlamento; no segundo, não.
Disso decorre uma importante constatação: no modelo parlamentarista, o governo é atribuição do Legislativo e a este o Primeiro-Ministro deve maior deferência que o Presidente no respectivo sistema, em que a direção política é atributo do Executivo.  Em suma síntese, a separação de poderes opera em grau inversamente proporcional ao de vinculação do chefe de governo com o parlamento e tem implicações sobre a condução do Estado.
Embora a função substitutiva figure no quadro de competências dos ocupantes das Presidências do Legislativo e do Judiciário, a evidente intenção constitucional é de conferir-lhe contornos de excepcionalidade.  Tanto assim que a opção da Carta, quando do impedimento do Presidente da República, é a de manter o exercício da chefia do Poder Executivo a quem houver sido eleito para tanto, isto é, ao Vice-Presidente.
A transferência do chefe de um Poder a outro é deferida pela Constituição em caráter residual, apenas para evitar a instabilidade institucional decorrente da acefalia do cargo, pois consiste em induvidoso exercício de função diversa daquela para a qual fora precipuamente eleito.  Assim, não é compatível com o princípio democrático, senão por excepcional eventualidade, que uma pessoa exerça função para a qual não foi eleita.
No desenho sugerido pela PEC 77/03, a eventualidade da competência substitutiva dos Presidentes das casas legislativas e do Poder Judiciário cederia lugar a um modelo em que os chefes daquelas ocupam, a um só tempo, os Poderes Legislativo e Executivo de forma permanente e ordinária. Isso porque a potencial substituição imediata do Presidente é tarefa contínua de membro do Executivo, qualquer que seja a denominação que se lhe atribua ao cargo.
Sob esse prisma, a resistência à proposta não se deve a um apego formal à separação dos poderes, que restaria inalterada em seu núcleo essencial mesmo se aprovada nos termos em que apresentada, mas sim a argumentos de ordem pragmática. Experiências recentes da política brasileira – o impeachment de Dilma Roussef e a rejeição da denúncia contra Michel Temer – revelam a importância de um Presidente da Câmara alinhado ao da República.
É atribuição do Presidente da Câmara dos Deputados dar prosseguimento ou não ao pedido de abertura de processo criminal por crime de responsabilidade contra o Presidente da República. Aprovada, a alteração macularia de pronto o mínimo rastro de isenção do chefe desta casa legislativa, ante a possibilidade de vir a ocupar o cargo de mandatário maior da nação, sobretudo num eventual cenário de instabilidade política e econômica que favorecesse a procedência do pedido.
Nisto não se ignora que, dada a feição política do processo de impeachment, a imparcialidade dos atores envolvidos no julgamento afigura-se em plano secundário. Desse modo, além de se tornar elemento de barganha para medir forças com o chefe do Executivo, como já ocorreu, o pedido de abertura do processo poderia servir de trampolim para pretensões pessoais do Presidente da Câmara dos Deputados ou do grupo político a este ligado.
Também o processo legislativo, meio fundamental e necessário para o tratamento de temas de interesse nacional, poderia ser embaralhado com a eventual submissão de um projeto de lei a sanção ou veto de um membro do Legislativo. Para sancioná-lo ou vetá-lo, o Presidente da Câmara poderia marcar posição pessoal, aprovando ou rejeitando proposições que se distanciassem do projeto de governo eleito com o Presidente substituído, embora na segunda hipótese o veto pudesse ser derrubado.
A proposta sepultada, enfim, conduziria a política a um estágio de anomalia institucionalizada. O Presidente da República conviveria com um Vice que não o seria, mal adaptado ou mal inspirado no parlamentarismo; o princípio democrático restaria ignorado; a separação de poderes se converteria de postulado fundamental a promessa insincera da Constituição; e o país passaria a enfrentar um cenário de instabilidade política, estimulado o impeachment e subvertido o processo legislativo. Melhor não.

por: Gabriel Cintra - Advogado e Mylena Devezas Souza - Advogada trabalhista; mestranda em Direito e Sociologia pela Universidade Federal Fluminense.
jota.info

Ser padrinho de casamento não impede julgar caso, segundo Gilmar

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes rebateu nesta sexta-feira (18/8) as críticas por ter analisado 'habeas corpus' do empresário Jacob Barata Filho, apontado como magnata do ônibus e que foi preso na Operação Ponto Final, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro.
Em 2013, o ministro Gilmar foi padrinho de casamento da filha do empresário com o sobrinho de sua mulher – relacionamento que durou seis meses. Gilmar Mendes diz que não há relação íntima no caso. “Não tem suspeição alguma”, afirmou. “Vocês acham que ser padrinho de casamento impede alguém de julgar um caso? Vocês acham que isso é relação íntima como a lei diz?”, questionou Gilmar.
O Art. 252 do Código de Processo Penal determina que o juiz não poderá exercer jurisdição no processo em que:
I – tiver funcionado seu cônjuge ou parente, consangüíneo ou afim, em linha reta ou colateral até o terceiro grau, inclusive, como defensor ou advogado, órgão do Ministério Público, autoridade policial, auxiliar da justiça ou perito;
II – ele próprio houver desempenhado qualquer dessas funções ou servido como testemunha;
III – tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, sobre a questão;
IV – ele próprio ou seu cônjuge ou parente, consangüíneo ou afim em linha reta ou colateral até o terceiro grau, inclusive, for parte ou diretamente interessado no feito.

A assessoria do ministro Gilmar Mendes diz que esta situação não está configurada no caso. O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro chegou a enviar para a Procuradoria Geral da República pedido de suspeição de Mendes para atuar no hc, mas o caso ainda está sob análise.
Apesar do HC do STF, Barata Filho não chegou a ser solto porque ainda tem outro mandado de prisão. A defesa recorreu novamente ao STF. Mendes disse que vai reexaminar a questão:
“Em relação à decisão dele [Bretas], eu vou examinar. Acho que já chegou uma reclamação no gabinete e vou fazer o exame. Até o final da tarde vocês vão ter resposta. Isso é atípico. E em geral o rabo não abana o cachorro, é o cachorro que abana o rabo”, disse.

Mendes ainda soltou Lélis Teixeira, ex-presidente Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio, mas que também continuou preso por nova ordem da Justiça Federal do Rio.
O ministro  converteu a prisão preventiva em medidas cautelares como recolhimento noturno. Nos fins de semana e feriados, eles ficam proibidos de participar das atividades de suas empresas de transportes e, além disso, não podem deixar o país.
Barata Filho  e Lélis Teixeira estão presos desde o início de julho na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na zona norte do Rio. Eles foram alvos da Operação Ponto Final que investiga o pagamento de propinas a autoridades do Estado do Rio de Janeiro em troca de obtenção de benefícios no sistema de transporte público no Rio.

Moro nega pedido para suspender interrogatório de Lula, marcado para dia 13/09

O juiz Sergio Moro rejeitou o pedido da defesa do ex-presidente Lula da Silva para adiar os interrogatórios dos réus do processo envolvendo a compra de um terreno para construção do Instituto Lula. Sérgio Moro marcou o interrogatório do ex-presidente petista para o dia 13 de setembro. “Pleito da defesa de suspensão dos interrogatórios carece de qualquer base legal, motivo também pelo qual deve ser indeferido”, disse o juiz.
A defesa pedia que a data fosse revista a fim de viabilizar a realização de prova pericial em documentos apresentados no processo pelo Ministério Público Federal (MPF). Os advogados de defesa de Lula também queriam uma perícia nos dispositivos de onde os documentos foram retirados, “bem como a reinquirição de testemunhas a serem indicadas, para submeter ao contraditório os documentos tardiamente apresentados”.
No despacho em que negou o pedido, o juiz Moro diz que “existe um procedimento a ser realizado no processo penal, com as partes formulando seus requerimentos probatórios na denúncia e nas respostas preliminares, com a produção dessas provas, seguidas dos interrogatórios dos acusados. Eventuais requerimentos complementares, de diligências cuja necessidade surgiu no decorrer da instrução, devem ser formuladas, circunstancialmente, na fase própria, do art. 402 do CPP, e que segue aos interrogatórios”.

Entenda o caso

Lula da Silva e outras sete pessoas respondem ao processo em que o MPF aponta irregularidades no aluguel de um imóvel em São Bernardo do Campo e na compra, pela Odebrecht, de um terreno para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula, em São Paulo.
A defesa do ex-presidente Lula chegou a arrolar mais de 80 testemunhas de defesa no processo. Sérgio Moro cogitou obrigar o petista a acompanhar as audiências presencialmente, mas voltou atrás por determinação do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4).
Ao marcar o interrogatório de Lula, Moro questionou a defesa se a oitiva poderia ser realizada por videoconferência, mas a defesa negou o pedido e afirmou que Lula faz questão de falar presencialmente ao juiz Moro. A data prevista para o interrogatório é dia 13 de setembro.
Lula já foi condenado por Moro a nove anos de prisão em um processo em que o MPF acusava o ex-presidente de receber benesses da OAS, através da compra e reforma de um tríplex no Guarujá. A defesa nega que Lula seja o proprietário do imóvel e recorre da decisão.
conteúdo: jota.info

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

PROGRAMA ELEITORAL DO PSDB



O programa eleitoral do PSDB exibido em rede nacional nesta noite provocou polêmica dentro do próprio partido.

conteúdo: jornal da band

O tesouro de Vaccarezza

Quando as imagens valem mais do que as palavras.
Espiem o que a PF apreendeu hoje no armário da casa de Vaccarezza.







Lula sugere Fernando Pimentel, principal alvo da Operação Acrônimo, como seu substituto em 2018

O ex-presidente Lula da Silva admitiu nesta sexta-feira, 18, a possibilidade de ser impedido de disputar a eleição do ano que vem e listou possíveis substitutos. Em longa entrevista ao jornalista Mario Kertész, da Rádio Metrópole, de Salvador, o ex-presidente petista admitiu que “o golpe não fecha” sem a sua interdição eleitoral e citou o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, como uma das alternativas para ser seu substituto na disputa de 2018.
Lula também mencionou o ex-governador da Bahia Jaques Wagner, o atual governador da Bahia, Rui Costa, e do Piauí, Wellington Dias, como possíveis substitutos caso seja condenado em segunda instância e impedido de disputar o pleito de 2018.
“A gente tem (Jaques) Wagner, que tem um pedigree político como ninguém tem nesse País. Você tem o (Fernando) Pimentel, em Minas Gerais; Camilo (Santana, governador), no Ceará; nosso Índio (José Wellington), no Piauí , que é um gênio da política”, listou.
Aos 71 anos de idade, Lula da Silva foi condenado em 12 de julho a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo juiz Sérgio Moro. Se essa decisão do magistrado for mantida pela 2ª instância, ele poderá ser impedido de se candidatar com base da Lei da Ficha Limpa.
O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), ficaram de fora da lista do ex-presidente Lula.

Fernando Pimentel
Fernando Pimentel é o principal alvo da Operação Acrônimo, que investiga o esquema do governo mineiro de corrupção, lavagem de dinheiro, desvio de recursos públicos e fraude eleitoral. A maioria dos envolvidos ocupa cargos de primeiro escalão, com salários de até R$ 60 mil.
No dia 1º de agosto deste ano, o Ministério Público Federal no Distrito Federal enviou  à Justiça ação de improbidade contra o governador, o empresário Marcelo Odebrecht e outras quatro pessoas. O processo se refere a supostos repasses de até R$ 12 milhões à construtora Odebrecht entre 2011 e 2014, quando o político mineiro era ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Segundo dizem os investigadores, Pimentel recebeu entre R$ 11,5 milhões e R$ 12 milhões da Odebrecht e, em troca, beneficiou a empreiteira em dois processos na Câmara de Comércio Exterior (Camex), vinculada ao ministério.
Além de Pimentel e Odebrecht, a ação de improbidade cita também o empresário Benedito Rodrigues de Oliveira – então chefe de gabinete do ministro –, o ex-assessor Pedro Augusto Medeiros, o ex-diretor da Odebrecht João Carlos Mariz Nogueira e a própria construtora.

Em abril deste ano, a PF indiciou a mulher do governador; os secretários da Casa Civil e do Planejamento do governo mineiro e dois executivos.

"Em nome do PT”

Cândido Vaccarezza é acusado pela Lava Jato de ter recebido 500 mil dólares em propinas "em nome do PT”.
Isso é o que mais importa em sua prisão.
Como líder do PT durante os mandatos de Lula e Dilma, ele usou “a influência decorrente do cargo” para favorecer a empresa americana Sargent Marine.

A nova esgotosfera

A esgotosfera do PT era paga com propina das empreiteiras e propaganda estatal.
É necessário descobrir se a mensagem falsa sobre a TV Globo, acusando-a de ter fechado um acordo com o ex-presidente Lula, teve o dedo do governo de Michel Temer ou não, questiona o site O Antagonista.

Dilma recebeu convites para disputar Senado por Piauí e Maranhão

Dilma ainda não botou a cabeça do lado de fora para indicar o que pretende fazer em 2018. Mas mesmo assim, o PT vem encomendando pesquisas para identificar o potencial eleitoral da ex-presidente.
Os governadores Flavio Dino, do PCdoB (Maranhão), e Wellington Dias, do PT (Piauí), já convidaram a ex-presidente petista a mudar o domicílio eleitoral para seus estados e disputar uma vaga ao Senado. Ambos estão bem avaliados pelo seu eleitorado, informa a Veja.
O caso do Maranhão, entretanto, é mais complicado. Se Lula for candidato a presidente e Dilma aceitar a cantada de Dino, o Lula não poderá sequer sentar para conversar com o clã Sarney, inimigo mortal do atual governador.
No entanto, enquanto os aliados se movimentam por Dilma, ela nem emite sinais sobre seus planos para o ano que vem.

"O anonimato criminoso"

A esgotosfera peemedebista espalhou uma falsa mensagem pelo WhatsApp atribuindo-a a Luiz Nascimento, diretor do Fantástico, informa o site O Antagonista.
O próprio Luiz Nascimento declara:
"A informação disseminada no Whatsapp é totalmente falsa. Não pedi demissão, a voz não é minha e esse texto falso também não é meu.
Acho lamentável – e me causa profunda indignação – que máquinas de propaganda condenáveis e protegidas por um anonimato criminoso usem as redes sociais para propagar mentiras com objetivos obviamente escusos".
O fundamental, agora, é denunciar a máquina de propaganda e revelar o autor da fraude.

Juíza suspende reajuste de combustíveis em todo país

A juíza Adverci de Abreu, da 20ª Vara Federal do DF, acaba de conceder uma liminar suspendendo imediatamente o aumento da PIS/Cofins sobre combustíveis, em vigor desde o dia 20 de julho.
O pedido foi feito pelo deputado Aliel Machado (Rede/PR).
A juíza diz entender o momento pelo qual passa a economia do país, mas afirma não parecer “razoável” que o governo venha a ser valer da “solução mais fácil” para “corrigir desmandos de gestões anteriores”.
No dia 25 de julho, a Justiça Federal do Distrito Federal tomou a mesma decisão. Mas ela foi cassada dias depois.

Regime de Maduro, em apenas 4 meses, já matou um terço que ditadura no Brasil em 20 anos

Já existe algum consenso sobre o tema. Há uma ditadura na Venezuela. A definição chega depois quatro meses de protestos na rua com repressão brutal; a aniquilação das instituições e poderes constitucionais; destituição, aprisionamento e perseguição de prefeitos e outros funcionários; inabilitações políticas; mais de 6 mil detenções arbitrarias, torturas, e centenas de julgamentos militares de civis. Entre abril e agosto de 2017, as mortes associadas com a repressão de protestos na Venezuela superam uma centena; aproximadamente 35% das 434 mortes oficiais nos 20 anos de ditadura no Brasil - número apontado no relatório final da Comissão Nacional da Verdade, apresentado ao governo Dilma Rousseff, em 2014.

Presidentes, chanceleres e líderes de opinião do hemisfério já o reconhecem publicamente. Está à vista do mundo todo. 
As mortes são contadas e informadas "a quente", no momento em que ocorrem. 
Há sempre lamentadores em tempo real, mães e pais quase sempre. Mídia, ONGs, líderes políticos e a Procuradora-Geral Luisa Ortega fazem contas que se difundem através de redes sociais. Nos últimos quatro meses, o saldo é de 120 a 163 mortes, dependendo da fonte, em circunstâncias associadas a protestos, saques e tumultos. A maioria ocorre por armas de fogo, tiros de grupos civis pró-governo armados ou forças de segurança (pelo menos em 73 dos casos, segundo a ONU). 
Ainda que sempre em disputa, os números desta ditadura do século XXI não esperam por comissões da verdade. E em grande parte, isso se desenrola a favor do ditador. A difusão das suas atrocidades reforça o medo generalizado e a ameaça demostra o que ele é capaz de fazer. 

“O que não se consegue com votos, se conseguirá com balas” 

Maduro não é – nem quer ser - sutil com suas ameaças públicas. Ele prometeu balas no final de junho deste ano, em um evento da campanha eleitoral das eleições impostas para selecionar os membros da Assembleia Nacional Constituinte. Não é a primeira vez que ele ou outro porta-voz do governo ameaça aos cidadãos com violência. E apesar da repressão contra o protesto, a censura e o número de prisões políticas e torturas maiores desde 2014 no governo chavista, é com a eleição fraudulenta e instalação forçada da Constituinte (que foi questionada sobre seus resultados pela própria empresa que fornece o serviço de votação automatizado), que a comunidade internacional e outros atores públicos passaram a considerar que a ditadura de Maduro se consagrou. 
A Assembleia Constituinte, um grupo de 545 pessoas controladas pela esposa de Maduro, a chanceler Delcy Rodriguez, e o militar Diosdado Cabello, foi instalada na sede do parlamento –com ajuda e presença das forças militares -, para funcionar pelo menos por dois anos e tomar decisões de todos os tipos por cima da Constituição ainda em vigor. Já destituiu a procuradora-geral Luisa Ortega e nomeou ao ombudsmanchavista Tarek William Saab em seu lugar. Espera-se que ele persiga e condene à prisão deputados da oposição e desmantele por completo o parlamento. Não está descartado que a Constituinte aumente o mandato de Maduro; ou, eventualmente, o tire da presidência. 
A Constituinte poderia ser vista como a encarregada de emitir o equivalente aos 17 Atos Institucionais que regeram o funcionamento da ditadura brasileira. 

Ditadura entre latino-americanos

“Não podemos ter um regime ditatorial entre nós”, disse o chanceler brasileiro Aloisio Nunes, diante das câmeras em 8 de agosto, por ocasião da Declaração de Lima. Se referia especificamente ao Mercosul, a aliança que tanto custou ao Chávez para entrar, e da qual Venezuela foi suspensa.Outros chanceleres americanos o seguiram, embora a palavra "ditadura" não apareça no texto da Declaração de Lima. 
Em 2017, já não há meias tintas nem petróleo. Ao contrário da ditadura brasileira, a venezuelana não tem, até agora, apoio internacional. O madurismo não quer nem pode salvar as formas "democráticas" que Chávez procurou salvar no passado. É muito impopular mesmo para tentar fraudar eleições universais, secretas e diretas. Maduro descobriu isso quando foi fulminado nos seus “territórios”, e com as suas próprias regras de jogo, nas eleições parlamentares de 2015 (mesmo depois de mudar a lei eleitoral para garantir vitórias desproporcionais). Foi a partir daí que as eleições na Venezuela se acabaram. 
Esse tem sido um dos mais importantes indicadores de ditadura para alguns atores da vida pública. Organizações de defesa de direitos humanos locais que foram imparciais durante a era Chávez, começaram a falar de ditadura em 2016, depois de negado o referendo contra Maduro impulsionado pelos cidadãos. 

Como se vive a ditadura no dia a dia na Venezuela? 



Diferentemente da ditadura brasileira e outras do século passado no continente, mortos, feridos e desaparecidos atualmente são difíceis de esconder. Na Venezuela há ainda internet - de muita má qualidade, velocidade de 3,88 Mbps-, e os smartphones são abundantes. Abusos, surras e ultrajes nas ruas são fotografados, gravados e compartilhados em redes sociais diariamente. Mas a posse de telefones é uma faca de dois gumes, e um risco para os cidadãos. Os telefones são prova de "terrorismo" se contêm vídeos ou qualquer evidência de oposição política. “A Guarda Nacional cobrou um milhão e meio de bolívares (mais ou menos R$ 360) a meu amigo ontem, sob ameaça de aprisioná-lo como terrorista depois de examinar seu WhatsApp”, relatou, em 14 de agosto, no Twitter, a jornalista de Univision e Caracol Radio Elyangelica Gonzalez. Os relatos de revista  e confisco de telefones, além de postos de controle espontâneos nas ruas crescem. As forças da segurança também roubam telefones durante a repressão de protestos. 
Um vídeo da líder da oposição María Corina Machado, cumprimentando as pessoas em uma marcha, foi suficiente para manter um estudante de Caracas – que prefere permanecer no anonimato por segurança - preso por um mês. 
Rumores e áudios de WhatsApp se propagam à velocidade da luz e são uma fonte de informação. Junto com o Twitter são a principal meio de divulgação da informação. Na Venezuela, isso de ligar a televisão para assistir ao noticiário e descobrir o que acontece, não existe. O governo fechou ou comprou os meios críticos. Existem ainda algumas estações de rádio e há um par de serviços de televisão online, VivoPlay e Venezolanos por la información (VPI), que transmitem ao vivo os protestos e as declarações de líderes da oposição. Seus jornalistas e cinegrafistas são atacados, feridos e detidos com frequência. Fotógrafos e fotojornalistas locais, contratados por agências internacionais de notícias, ainda conseguem capturar a brutalidade da repressão na rua usando máscaras de gás e coletes à prova de balas. 
Estão também as transmissões ao vivo via Periscope, Facebook Live e Instragram que os políticos fazem ao vivo. Mas é difícil de acessar tudo isso. 
Os serviços de Internet são muito pobres intencionalmente. Os sinais caem com frequência. A ditadura considera que as redes sociais são uma “ferramenta cúmplice das ações terroristas”. 

Luta por sobrevivência

Os presos na Venezuela por envolvimento em protestos, mais de 6 mil em quatro meses, são submetidos a julgamentos militares, agredidos e torturados. Dependem das suas famílias e da caridade de estranhos para comer e sobreviver na prisão. O violinista do sistema nacional de orquestras Wuilly Arteaga, famoso por interpretar melodias nos protestos, foi preso em 27 de julho, brutalmente agredido, e ficou mais de 15 dias na solitária, sem comunicação com ninguém. As forças de segurança já tinham quebrado seu violino em protestos anteriores.
Muitos dos detidos, mesmo com ordens judiciais de libertação, são mantidos em prisões pela polícia
É o caso do líder do partido Voluntad Popular, Yon Goicochea, com ordem de liberação de outubro de 2016. 
Entre 1,5 e 2 milhões de venezuelanos emigraram. Na fronteira com a Colômbia cruzam dezenas de milhares, apenas caminhando. Mas os exílios de figuras políticas são malvistos e criticados. São considerados uma indulgência e são mais valorizados os que permanecem no país e suportam espancamentos ou prisão. Cantores, atores e comediantes têm escolhido o exílio para sobreviver na profissão. É do exterior que eles se opõem expressamente à ditadura. Isso traz o escárnio dos porta-vozes do governo. 
Há áreas residenciais na Venezuela que se tornaram alvos de ataques violentos e ilegais das forças de segurança. 
Nas áreas de La Candelaria e El Paraiso, em Caracas, os uniformizados derrubam portões com tanques militares, entram em edifícios e apartamentos, destroem propriedades, fazem detenções, roubam, e até têm matado mascotes. O mesmo aconteceu em Lecheria, no estado oriental de Anzoátegui, em San Antonio de los Altos no estado de Miranda, e em zonas do estado andino de Táchira. Estas são áreas que têm mostrado ser mais ou menos combativas e estabelecido enclaves de protesto permanentes. 
Esta ditadura não se sucedeu de um dia para o outro. Os sinais de alerta precoce estavam na Venezuela que Chávez transmitiu a Maduro pela televisão antes de morrer. 
Nessa Venezuela, se realizavam eleições, no final do dia. Mas também se fechavam e multavam meios de comunicação críticos do governo, e adversários políticos eram perseguidos criminalmente e inabilitados
Se prendiam juízes, líderes de opinião e jornalistas. Acusações de violações de Direitos Humanos contra o Estado venezuelano começaram a se acumular no sistema interamericano de proteção (com o que Chávez coexistiu desconfortavelmente e que Maduro decidiu tirar da Venezuela em 2013). Também se concederam habilitações legislativas a Chávez em matérias nas quais um presidente não pode e não deve legislar, e voltaram ao Código Penal os delitos de consciência e de "ofensa" contra as autoridades públicas, os chamados crimes de vilipêndio, desterrados de todos os sistemas jurídicos da região com a chegada das respectivas democracias. 
A prática reiterativa de transmissões forçadas e simultâneas, em todos os meios audiovisuais e radioelétricos, de alocuções governamentais se impôs. Chávez passou, em suma, quase dois meses falando à força na televisão e rádio, enquanto ele era presidente. O estado chavista foi inserindo-se, por vezes furtivamente, às vezes a gritos e empurrões, em todas as áreas da vida nacional, e instalou-se escondido atrás de eventos eleitorais mais ou menos fraudulentos. 
Um talão de cheques cheio de petrodólares não vai voltar. Este regime não tem "milagres econômicos" de nenhum tipo e já não poder ser catalogado com termos “sensíveis” como "governo com indícios de autoritarismo", "abuso da democracia", "autocracia moderna" ou "governo democrático de caráter autoritário".

conteúdo Gazeta do Povo

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Jacob Barata Filho é agraciado com habeas corpus concedido por Gilmar Mendes


O ministro do STF Gilmar Mendes acaba de conceder habeas corpus ao empresário Jacob Barata Filho. 
Barata Filho foi preso durante a Operação Ponto Final, no dia 3 de julho. A operação é um desdobramento da Lava-Jato e investiga esquemas de corrupção no transporte público do Rio de Janeiro.
A prisão preventiva de Barata Filho foi substituída pela domiciliar. Na decisão, o ministro Gilmar Mendes também determina que o presidente da Fetranspor, Lélis Teixeira, seja solto.
O ministro Gilmar impôs medidas cautelares aos dois, que incluem a proibição de falar com outros investigados, proibição de deixar o país e recolhimento noturno.

conteúdo Veja

Jair Bolsonaro levou ovada de filiada do PCdoB, em Ribeirão Preto, interior de São Paulo


Responsável por atirar um ovo em Jair Bolsonaro (PSC-RJ) na tarde desta quinta (17), em Ribeirão Preto, Gabrielle Van Pelt é filiada ao PCdoB e foi candidata à vereadora em 2016. 


Bolsonaro prestou queixa em delegacia da cidade.


Senador petista esculhamba correligionários da Câmara

O senador Jorge Viana só errou quando disse que o PT foi vítima da corrupção, em vez de protagonista.
Jorge Viana subiu à tribuna do Senado ontem à tarde para chutar o pau da barraca. Ele esculhambou o fundo público de campanha, um dos principais itens da reforma política e historicamente defendido pelo PT.

O senador Viana soltou o verbo na frente de Gleisi Hofmann, presidente do PT, que acompanhou o discurso no plenário. O constrangimento vai além: o relator da reforma na Câmara é Vicente Cândido, deputado pelo PT de São Paulo.

Viana não quis nem saber e mandou: “O PT foi vítima do fisiologismo, da corrupção na política, e está insistindo no mesmo erro, aliando-se com os corruptos na Câmara, para poder colocar dinheiro, três bilhões do dinheiro público, para financiar campanha do ano que vem”.

Faltou apenas um outro parlamentar lembrar ao senador que o PT não foi vítima de coisa alguma, mas, sim, protagonista e que as alianças com corruptos da Câmara vêm de longa data.

conteúdo Veja

O PARTIDO QUE MAIS CRIOU EMPREGOS NO BRASIL FOI O PSDB

Entre 1994 e 2014, o partido que mais criou empregos no Brasil foi o PSDB, considerando as gestões estaduais. Pelo menos é o que afirma um levantamento exclusivo da consultoria Cambridge Analitycs Ponte.
Em 20 anos, os tucanos simplesmente criaram 9.007.328 novas vagas de empregos formais, somando todos os estados que governaram. 
Em seguida aparece o PMDB, com 4.192.589 novos empregos. 
O PT é o terceiro partido que mais gerou empregos no país, com 1.697.118 novas vagas.
Na lanterna, vem o PTB. Em 20 anos, o partido criou apenas 4.341 novos empregos.

conteúdo Veja

Renan Calheiros vai discursar em comício com Lula, em Alagoas

Lula irá a Alagoas na próxima semana. Ele será recebido pelo senador Renan Calheiros, que disponibilizará, inclusive, toda a sua estrutura no estado para receber o ex-presidente.
O ex-presidente Lula da Silva fará comícios em Penedo e Arapiraca. Sempre acompanhado de Renan, que também falará ao povo alagoano no palanque com Lula, informa a Veja.

Petistas estão prontos para acompanhar Lula em Salvador

Diversos parlamentares do PT (senadores e deputados)  já estão preparados para acompanhar Lula na caravana que percorrerá o Nordeste. Eles acabaram de chegar em Salvador, vindos de Brasília, e um ônibus do PT está à postos no aeroporto internacional da cidade, conforme informa a Veja.
Os senadores petistas Fátima Bezerra, Humberto Costa e José Pimentel, com o progressista Roberto Muniz, compartilharam o mesmo voo.
Os deputados Paulo Pimenta, Carlos Zarattini e Waldyr Maranhão também fizeram a mesma ponte-aérea. O deputado Bebeto (PSB-BA) recepcionou a comitiva.

Homenagem de universidade baiana a Lula foi suspensa pela Justiça

O juiz Evandro Reimão dos Reis, titular da 10ª Vara Cível da Bahia, suspendeu uma homenagem da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) ao ex-presidente Lula da Silva. O petista receberia o título de Doutor Honoris Causa da instituição nessa sexta-feira (18).
“Parece existir ilegalidade do objeto ante a perceptível violação da norma administrativa; e, ademais, existir desvio de finalidade na oferta do título pois adrede sua outorga com vistas a propiciar manifestação ruidosa do réu Luis Inácio Lula da Silva no local da entrega da homenagem ao coincidi-la com o evento onde ele está envolvido de visibilidade político-partidária denominado ‘Brasil em Movimento'”, disse o juiz na decisão.
O pedido foi feito por um vereador baiano sob a alegação de “claros fins de campanha antecipada”. 

Cármen Lúcia tranquiliza Sérgio Moro

Na saída do seminário da Jovem Pan, o juiz Sérgio Moro e a Presidente do STF ministra Cármen Lúcia se encontraram.
Segundo a Veja eles travaram o seguinte diálogo:
"Ministra, estou preocupado com a votação da segunda instância no Supremo", disse o juiz da Lava Jato.
"Eu não mudei (o posicionamento) desde 2009", respondeu a presidente da Corte.
"Não estou preocupado com o voto da senhora, mas com o de outros ministro, devolveu Moro.
Ao que Cármen Lúcia o tranquilizou:
"Acho que você vai ter boas notícias."

O Pavão da Infraero voa, voa, voa...

A Infraero está quebrada, já sabemos todos. Entretanto, Antônio Claret, o presidente indicado pelo PR e conhecido por Pavão, vai e vem de Brasília para Belo Horizonte, onde mora, com dinheiro da estatal pré-falimentar.
A Infraero registra nos seus controles os pagamentos como "viagens a serviço".
O site O Antagonista teve acesso a uma planilha com o registro dos voos de Pavão para casa em seguidos fins de semana ao longo de 14 meses.

Lava Jato gaúcha chega à conexão de Eliseu Padilha (PMDB)

Na manhã desta quarta-feira, em Porto Alegre, a Polícia Federal iniciou a Operação Étimo, que investiga lavagem de dinheiro desviado de obras públicas federais por intermédio de associações que representam construtoras. Os cinco mandados de busca e apreensão estão ligados à Areop (Associação Riograndense de Empreiteiros de Obras Públicas) e ao Sicepot-RS (Sindicato da Indústria de Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem do RS).
Tanto a Aerop quanto a Sicepot estão relacionadas a Antônio Claudio Albernaz Cordeiro, o doleiro que foi preso durante a Operação Xepa, em Porto Alegre. Antônio é conhecido como “Tonico” e, segundo reportagem da revista VEJA, destinou 1 milhão de reais ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB). Padilha é braço-direito do presidente Michel Temer (PMDB).
A expectativa é que a Étimo seja a “Lava Jato gaúcha”, segundo o delegado Sérgio Busatto, da Delegacia de Repressão a Crimes Financeiros (Delefin). Isso porque a operação investiga um período abrangente de atos ilegais, de 2000 a 2011, quando pelo menos 30 milhões de reais teriam sido desviados.
O dinheiro de obras em estradas era repassado a associações de empreiteiras com a justificativa de prestação de serviço de assessoria. Os valores eram distribuídos a três empresas de fachada em espécie, para dificultar o rastreamento. De acordo com a delegada Ilienara Cristina Karras, que comanda a operação, também eram depositados em contas no Panamá e na Suíça .
A palavra Étimo, em grego, significa “origem” e remete à fonte das informações, que foram compartilhadas pelo juiz Sergio Moro, de Curitiba. Os dados da Operação Xepa, 26ª fase da Lava Jato, ajudaram a PF gaúcha a deflagrar a investigação.

Maia adiou a votação da reforma política: “Achei melhor deixar para próxima semana”

A Câmara dos deputados iniciou nesta quarta-feira (16) a discussão sobre a proposta de reforma política, entretanto, uma hora e 20 minutos depois, a sessão foi encerrada e a votação, adiada.
Segundo Rodrigo Maia (DEM-RJ),  presidente da Casa, havia o risco de não ter quórum suficiente para aprovar as medidas e, assim, ele decidiu adiar a votação para a próxima terça (22).
“Tinha 430 [deputados], não tem como ter garantia de que vai ganhar nada. Tem que ter quórum, tem que ter 470 para votar uma matéria dessa. A decisão foi minha [de adiar]. Achei baixo [o quórum]”, disse Rodrigo Maia ao deixar o plenário.
“Achei melhor encerrar e deixar para a próxima semana. Até é bom porque a gente ganha um tempo para continuar debatendo os temas que estão se construindo”, acrescentou.
Questionado se faltou consenso, Maia respondeu. “Esse debate sobre reforma política gera muitas emoções. Estamos chegando ao ponto de que daqui vai se chegar ao ponto de dizer que o sistema atual, que é o responsável por grande parte da crise que vivemos, da falta de legitimidade que nós passamos, que ele é maravilhoso”, ironizou.
Por se tratar de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a reforma política precisa ser aprovada pelo plenário da Câmara dos Deputados em dois turnos e ter o apoio mínimo de 308 dos 513 deputados para, então, seguir para o Senado, onde também será submetida a duas votações.
Para as novas regras passarem a valer já nas eleições de 2018, precisam ser aprovadas pelo Congresso Nacional até 7 de outubro. Por isso, o Congresso corre contra o tempo.

PGR e Cármen Lúcia no caminho

Para retroceder a decisão que permitiu a prisão dos condenados em segunda instância, Marco Aurélio  e Gilmar Mendes dependem da PGR e de Cármen Lúcia.
Diz O Globo:
"Marco Aurélio Mello disse nesta quarta-feira que a corte deverá mudar o entendimento sobre as prisões de condenados por um tribunal de segunda instância. Ele é o relator do processo que trata do assunto e disse que levará a causa novamente ao plenário. Não há data prevista para este julgamento, porque o processo está atualmente na PGR aguardando um parecer. Além disso, para o julgamento acontecer, a presidente, ministra Cármen Lúcia, precisa agendar uma sessão com essa finalidade".