terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Irmão de Ciro Gomes se complica sobre propina de R$ 20 milhões da JBS. Raquel Dodge envia ao STJ parecer sobre Cid Gomes

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge encaminhou um parecer ao STF (Supremo Tribunal Federal) no início do mês. No documento, a procuradora-geral afirma que o ex-governador Cid Gomes (PDT-CE) forneceu à Justiça informações que corroboram acusações contra ele feitas pelo empresário e delator Wesley Batista.

O açougueiro preso afirmou em sua delação que o irmão de Ciro Gomes lhe pediu R$ 20 milhões para a campanha de Camilo Santana (PT) ao governo do Ceará. Segundo Joesley, Cid o reembolsaria através de créditos de ICMS devidos a uma empresa do grupo JBS. 

Segundo publicou a Folha nesta sexta-feira, 29, o parecer encaminhado por Raquel Dodge ao STJ "é uma resposta a um pedido feito por Cid, que tentava alegar justamente o contrário e pedia que Wesley fosse processado por mentir.

O ex-governador queria que o caso fosse enviado ao STF argumentando que o deputado federal Antonio Balhmann (PDT-CE), que detém foro na corte, também é alvo da investigação.

Ao firmar acordo de delação premiada, Wesley disse ter feito repasses a pedido Cid em troca de o Estado do Ceará pagar uma dívida tributária com uma empresa do grupo JBS". 

Pelo visto, a Friboi não negociava apenas carne podre, mas com políticos podres também. 

fonte: Imprensa Viva 

Dos palanques para a prisão. Dezenas de petistas devem perder a eleição e o foro privilegiado em 2018

A possibilidade de ver o encolhimento do número de candidatos eleitos nas eleições de 2018 não chega a ser a maior preocupação dos dirigentes do PT em relação ao futuro. Com dezenas de ocupantes de cargos nas assembleias legislativas, no senado e em governos estaduais investigados, a certeza de que a maioria deles não conseguirá se eleger nas próximas eleições leva a uma conclusão bastante sombria: todos vão perder a prerrogativa do foro privilegiado. 

A situação da maioria dos políticos eleitos pelo PT é mesmo dramática e muitos podem ir parar atrás das grades logo que perderem seus mandatos. Com 9 senadores, número inferior a 2015, quando contava com 13. Do total, 7 parlamentares têm seus mandatos encerrados no ano que vem. Quase todos são réus.

Se a situação não é boa para os senadores petistas, a situação dos governadores eleitos pelo partido também não é lá um mar de rosa. Estão sendo investigados Tião Viana (PT), governador do Acre e Fernando Pimentel (PT), governador de Minas Gerais. Rui Costa (PT) governador da Bahia, Camilo Santana (PT) governador do Ceará e Wellington Dias (PT), governador do Piauí.

A lista de deputados federais do partido investigados também é extensa. Arlindo Chinaglia (PT-SP), Andres Sanchez (PT-SP), Carlos Zarattini (PT-SP), Décio Lima (PT-SC), José Mentor (PT-SP), Maria do Rosário (PT-RS), Nelson Pellegrino (PTBA), Vander Loubet (PT-MS),Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP), Vicente Cândido (PT-SP), Zeca Dirceu (PT-SP) e Zeca do PT (PT-MS) são apenas alguns dos nomes que podem enfrentar sérios problemas com a Justiça a partir de 2019, caso não consigam se reeleger.

Como se não bastasse, o líder máximo do PT, o ex-presidente Lula, é o que está mais próximo da prisão. Como não possui foro privilegiado, os processos que pesam contra o petista correm normalmente em várias instâncias do país. No dia 24 de janeiro, o petista terá um recurso julgado por um colegiado de segunda instância. 

Ao que tudo indica, 2018 será mesmo o ano da extinção do PT. 

fonte: Imprensa Viva


Lula estará fora do país quando o TRF-4 anunciar a decisão sobre o recurso de sua condenação. Será que ele volta?

O ex-presidente Lula anunciou que estará na África no dia 26 de janeiro em um evento da FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), entidade comandada pelo amigo petista José Graziano, ex-ministro do governo Lula.

Não há como não ver com desconfiança uma viagem internacional programada para uma data tão emblemática. 

No dia 24 de janeiro ocorre no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), o julgamento do recurso do ex-presidente Lula, relativo a ação penal em que o petista foi condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá.

Quando o colegiado anunciar a decisão de segunda instância por volta do dia 28 de janeiro, Lula estará fora do país, em um continente onde possui relações estreitas com governantes corruptos para os quais enviou bilhões do dinheiro do contribuinte brasileiro.

Caso o TRF-4 confirme a condenação do petista, Lula terá que entrar com um habeas corpus preventivo para evitar a prisão, além de eventuais embargos, dependendo da forma que os desembargadores votarem pela condenação.

Neste caso, o petista terá que recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), tanto no caso do habeas corpus quanto aos eventuais recursos. Mesmo que exista a possibilidade de recorrer ao Supremo Tribunal Federal, STF, Lula não precisa estar necessariamente no país.

Segundo a Folha, "Alguns petistas têm recomendado que o ex-presidente cancele a viagem para se poupar de desgastes. Mas, segundo colaboradores, o compromisso está mantido". 

Os petistas alertam ainda para o risco de retenção de passaporte a pedido da Justiça. 

Se o desconforto com a viagem de Lula exatamente num momento como este está incomodando até mesmo os dirigentes do PT, o que dizer do restante dos brasileiros? 

Será que ele volta, caso seja condenado? 

fonte: Imprensa Viva

ENTREGAR DE VEZ O PAÍS AOS PATIFES ?


Os indignados com a atual representação parlamentar que votarem em branco ou anularem voto em 2018 estarão entregando o país  a um número ainda maior de patifes. 
Percival Puggina
É muito importante COMPARTILHAR esse vídeo, para seus amigos tomarem conhecimento!!

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Quadro eleitoral é de ‘patética mediocridade’, diz Bolívar Lamounier

A versão brasileira do jornal El País publicou hoje uma entrevista com o cientista político Bolívar Lamounier, ligado ao PSDB, sobre a eleição deste ano.

Para Lamounier, o quadro atual é muito pior que o de 1989 –a primeira eleição direta depois do regime militar, que teve grande número de candidatos.

“Entre os 22 candidatos daquele ano, havia vários líderes de grande expressão nacional. Em comparação, o quadro atual é de uma patética mediocridade.”

O cientista político acha que Geraldo Alckmin é “a exceção mais importante” a esse quadro.

Outra exceção, diz Lamounier, seria Lula. Mas ele faz a ressalva da condenação –e diz que o cenário para o petista hoje é muito diferente, com uma situação econômica dificílima e “atingido até a medula pelas investigações de corrupção”.

fonte: El País

Este insulto natalino de Temer não passará !



Comentário de Políbio Braga.

Comandante se diz preocupado com uso de militares nos Estados

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, usou sua conta oficial no Twitter para demonstrar preocupação com a frequente solicitação de intervenções das Forças Armadas pelos Estados em operações de segurança pública. Atualmente, as Forças Armadas estão nas ruas do Rio Grande do Norte, que enfrenta greve de policiais militares e civis. 
“Preocupa-me o constante emprego do Exército em ‘intervenções’ (GLO) nos Estados. Só no Rio Grande do Norte, as Forças Armadas já foram usadas 3 vezes, em 18 meses. A segurança pública precisa ser tratada pelos Estados com prioridade ‘zero’. Os números da violência corroboram as minhas palavras”, afirmou o general, em postagem publicada no começo da noite deste sábado dia 30. 
No mesmo dia, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, lançou em Natal a “Operação Potiguar III” para garantir a lei e a ordem no Estado e enviou 2,8 mil militares de Exército, Marinha e Aeronáutica para reforçar o policiamento ostensivo. “Temos disciplina intelectual e acolhemos a decisão”, afirma Villas Bôas no Twitter.

Desde o início da greve no Rio Grande do Norte, no dia 19 de dezembro, a média diária de homicídios subiu de 4,83 para 7,25 e o número de crimes violentos letais intencionais cresceu 40,32%, chegando a 87 até este sábado.
fonte:Veja

Não passo um dia sem citar a Bíblia, afirma Marcelo Crivella

Ao longo do primeiro ano à frente da prefeitura do Rio de Janeiro, o carioca Marcelo Crivella (PRB), 60 anos, foi tachado de “prefeito sumido”, mas deu muito que falar. Ao alçar a cargos fundamentais pessoas ligadas à Igreja Universal, fundada pelo tio Edir Macedo, e cortar verbas da Parada Gay e do Carnaval, ao qual deu as costas evaporando-se dos eventos oficiais, cultivou a imagem de um político cioso de seu rebanho. Defendeu também os de casa: tentou emplacar o próprio filho na pasta da Casa Civil, caso que ainda será examinado pelo Supremo Tribunal Federal. Engenheiro de formação e bispo licenciado, o ex-senador e ex-ministro da Pesca afirma que o mérito o tem conduzido em suas escolhas. Nesta entrevista, diz que herdou uma bomba-relógio da gestão anterior e passa a mão na cabeça do aliado Anthony Garotinho, ex-governador atolado em denúncias.
Em seu primeiro ano de gestão, o senhor ganhou o apelido de “prefeito sumido”. É injusto? Claro. Pergunte ao ascensorista se não sou o primeiro a chegar à prefeitura todos os dias às 7 da manhã. Agora, não sou um homem que veio para estar nos holofotes do palco. Faço política discretamente. Esse é o meu estilo.
Além de cortar verbas para o Carnaval, o senhor não participou da festa. Desta vez a religião pesou? Cortei a verba porque precisava de recursos para investir em creches e creio que o Carnaval tem potencial para andar por conta própria, sem depender do Estado. O desfile das escolas de samba fatura com ingressos e patrocínio. Não fui ao Sambódromo porque minha promessa de campanha é cuidar das pessoas, e não sambar na avenida. O que diria meu eleitor se eu fosse lá para tocar pandeiro e aparecesse do lado de uma rainha de bateria? Não é justo que, para receber aplauso, eu crie um clone de mim mesmo e vire um soldado da demagogia.
O senhor vetou a exposição Queermuseu no Rio alegando que ela fazia “profanação de símbolos de culto”. Aí foi uma decisão do prefeito ou do bispo Crivella? Aquela exposição ofendia o catolicismo, e as pessoas que me elegeram exigem de mim respeito a todas as religiões.
O senhor foi ministro de Lula e teve o apoio da família Bolsonaro no segundo turno da eleição do Rio de Janeiro. Apoiará algum dos dois em 2018? São candidatos expressivos, porém em campos muito radicais. Precisamos de forças conciliatórias para o imprevisível processo eleitoral de 2018. Meu partido, o PRB, aguarda o surgimento de uma liderança de centro que desperte a fé das pessoas. Está tudo muito indefinido ainda, mas acho que na hora certa o eleitor vai evitar os extremismos e optará pelo voto conservador.
Conservador também nos valores? Sim, sem dúvida. Os fundadores do Estado americano — Thomas Jefferson, George Washington, John Adams — eram homens de oração que, no entanto, jamais tentaram doutrinar. Propagaram princípios e valores cristãos altamente benéficos para a sociedade. Faço o mesmo: leio a Bíblia desde os 9 anos e não passo um dia sem citá-la. O problema não é misturar política e religião, mas sim Estado e Igreja.
fonte: Veja

Irmão de Geddel já se mobiliza para não ser cassado

Um passo à frente!

Mesmo sem nenhum processo aberto, o deputado Lúcio Vieira Lima já pede aos colegas de plenário para que não votem por sua cassação.

A TRAJETÓRIA RIO ABAIXO

Quando menino, vi as luzes do Rio e me apaixonei. A escola nos trouxe para uma excursão a Petrópolis. A professora, generosamente, permitiu que o ônibus avançasse um pouco para nos maravilhar com a visão. Mais tarde, li no romance “Judas, o obscuro”, de Thomas Hardy, uma experiência semelhante: o personagem também admirava a cidade grande longe, fixado em suas luzes.
Assim que minha segurança profissional permitiu, ainda quase adolescente, mudei-me para o Rio, apenas com a mala de roupas, decidido a nunca mais sair. Ao voltar do exílio, apesar do avanço cultural em São Paulo, decidi, ou algo decidiu dentro de mim, ficar. Sei apenas que moro aqui, tive filhas e neto no Rio e não pretendo sair.
Mas a crise que o Rio vive é a mais grave que presenciei. Às vezes, repito aqui a pergunta de Vargas Llosa sobre o Peru, nas primeiras linhas de seu romance “A cidade e os cachorros”: quando é que o Rio se estrepou? É um reflexão que pode começar com a mudança da capital, passar pelas várias experiências de populismo de esquerda para acabar se fixando no encontro do PT com Cabral e toda a sua quadrilha. Entre eles, um coadjuvante de peso: o petróleo.
Às vezes, pergunto se fiz tudo o que poderia para evitar esse desastre. Confesso que, apesar de denunciá-los em várias campanhas, não tinha a verdadeira dimensão da rapina que iriam promover no Rio. Lembro-me que, em 2010, a “Folha de S.Paulo” publicou uma fala em que eu tentava descrever o projeto de Cabral. Comparava-o à tática das milícias que dão segurança a uma determinada área e são livres para cometer crimes. Disse que o instrumento dessa barganha eram as UPPs. A opinião pública ficaria satisfeita e Cabral teria as mãos livres para a pilhagem.
Questionei Cabral em vários debates de TV, sobre corrupção na saúde, politicas sociais etc. Não poderia imaginar que o arrogante adversário gastava R$ 4 milhões mensais com suas despesas particulares. O esquema monstruoso que contou com generosas verbas federais, royalties do petróleo e uma desvairada política de isenção de impostos corrompeu todas as dimensões do governo e talvez mesmo da vida cultural do Rio, entendida num sentido mais amplo.
Cabral caiu com seus asseclas. Em seguida, tombaram os conselheiros do Tribunal de Contas. Começa a cair agora a base de sustentação parlamentar de Cabral, Picciani à frente. O círculo da corrupção estava fechado. Não havia brechas. Era uma trama criminosa perfeita, com todos os seus anéis de legitimação. Nada ficou de pé, exceto sombras do passado, como Pezão e uma Assembleia, com raras exceções, totalmente desmoralizados.
A performance de Pezão como morto-vivo é patética. Ele indicou um deputado para o TCE. O procurador recusou-se a defender essa escolha: era inconstitucional. O procurador foi demitido por defender a Constituição. Felizmente, o deputado indicado por Pezão está para ser preso. Foi indicado ao TCE porque é cúmplice do assalto. A lógica da quadrilha ainda domina o estado. Em outras palavras, o Rio foi arruinado pela maior quadrilha da História, e coube aos remanescentes do grupo reconstruí-lo. Eles não sabem nem querem fazer isto. Seu único objetivo é escapar da Justiça.
No livro “Sobre a tirania”, de Timothy Snyder, o autor mostra 20 lições do século XX. Uma delas pode ser adaptada para o Rio: mantenha a calma quando o impensável chegar. Snyder fala do terrorismo nessa lição. O impensável chegou ao Rio não na forma do terrorismo, mas na ruína profunda de suas instituições. Ele explode na violência cotidiana, crise econômica, desemprego e miséria.
Em outras circunstâncias, a única saída seria uma intervenção federal. Mas o governo de Brasília é também um remanescente do esquema gigantesco que arruinou o país. Não tem força nem legitimidade. A última esperança está na própria sociedade. Uma ilusão a enfraquece: esperar 2018 para realizar a mudança.
Em outros estados, isso pode fazer sentido. Não consigo imaginar como o Rio resistirá a mais um ano de bandidos no poder e a todas as consequências da presença da quadrilha no governo. De que adianta prender deputados como Picciani se a Assembleia está pronta para soltá-los?
No espírito de manter a calma quando o impensável chegar, a sociedade precisa discutir logo não apenas as grandes saídas, mas também a solução emergencial. O problema central é este: o que fazer com as grandes quadrilhas que dominam o estado? Como tomar iniciativas imediatas, para não ter de mudar daqui no futuro próximo? Não tenho resposta pronta. Sei apenas que é preciso enfrentá-los, derrubá-los e substituí-los. Isso precisa ser feito agora.
Já disse no alto de um caminhão de som, em debates e palestras: é insuportável viver num país onde os bandidos fazem a lei. O Rio é o núcleo dramático dessa desgraça nacional.
por Fernando Gabeira, publicado originalmente no seu blog em 27/11/2017

Viaduto Petrolão

João Doria disse que vai respeitar a escolha dos vereadores de batizar um viaduto com o nome de Marisa Letícia, apesar de considerar “injusta a homenagem prestada a alguém envolvido no maior escândalo de corrupção já registrado no país”.

Leia a nota da prefeitura:

“Por determinação do prefeito João Doria, a Prefeitura de São Paulo cancelou o evento de inauguração do Viaduto do M’Boi Mirim previsto para dia 3 de janeiro. A via será aberta ao trânsito a partir desta terça-feira, dia 2 de janeiro. 

A Prefeitura esclarece ainda que a escolha do nome do viaduto é prerrogativa da Câmara Municipal e fruto de um acordo entre a maioria dos vereadores — e apenas por isso respeitado pela administração municipal, apesar da discordância do prefeito em relação à injusta homenagem prestada a alguém envolvido no maior escândalo de corrupção já registrado no país e que nunca morou na cidade nem jamais lhe trouxe qualquer benefício”.

Assim como o Elevado João Goulart virou o Minhocão, o Viaduto Marisa Letícia na boca do povo vai ser conhecido como Petrolão.

domingo, 31 de dezembro de 2017

Gleisi Hoffmann: a presidente perfeita para o PT

Os petistas escolheram a presidente certa para comandar a legenda em 2017: Gleisi Hoffmann.
Ré na Lava Jato, Gleisi cumpriu à risca o papel de animadora de torcida, repetindo à exaustão o malhado discurso do golpe, do viés político da Lava Jato, da inocência de Lula, da perversidade da mídia e do capital. Zzz…

Concentrada no discurso tresloucado (mas com método) do partido, Gleisi até conseguiu deixar um pouco de lado os próprios problemas, mas, faltando poucas semanas para o encerramento do ano, Raquel Dodge a lembrou da condição de ré: em manifestação enviada ao STF, a PGR pediu que a presidente petista seja condenada por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, perca o mandato e pague 4 milhões de reais aos cofres públicos.

Para a PGR, Gleisi e o maridão Paulo Bernardo, ministro das Comunicações de Lula, “ludibriaram os cidadãos brasileiros”.

DILMA BLOQUEADA

No Brasil, ninguém dá bola para o que Dilma Rousseff diz. Nem mesmo o PT: iniciada a boataria de que ela se candidataria ao Senado, em 2018, petistas do Piauí ao Rio Grande do Sul correram para asfixiar a ideia. Ninguém quer abrir espaço para uma derrota certa.

Apesar disso, Dilma continuou queimando dinheiro dos pagadores de impostos brasileiros no exterior, na tentativa de propagar a ladainha do golpe contra a “gerentona honesta”. Ainda tem gente tonta na plateia para ouvir.

A verdade, contudo, não submergiu no pré-sal de asneiras da ex-presidente. Marcelo Odebrecht afirmou em juízo que Dilma sabia de todo o esquema ilícito montada pela empreiteira para encher os cofres petistas na eleição de 2014 — como revelou O Antagonista.

Dilma teve ainda os bens bloqueados pelo TCU, por causa da desastrosa compra da Usina de Pasadena pela Petrobras, um grande negócio para quem vendeu.

Ela também foi denunciada, ao lado de Lula, por participação no quadrilhão, o inquérito que investiga a participação dos petistas no saque à Petrobras, e por obstrução de Justiça, no episódio da nomeação do “comandante máximo” para a Casa Civil, em 2016.

De Antonio Palocci, vieram acusações fatais. Ao juiz Sérgio Moro, o “Italiano” das planilhas da Odebrecht disse que Dilma participara dos arranjos feitos entre a construtora e Lula.

2018, um ano que não começou

Até a metade do segundo semestre de 2018, haverá troca de comando nos tribunais superiores do país. No STF e no CNJ, Cármen Lúcia dará lugar a Dias Toffoli.

No STJ, Laurita Vaz será substituída por João Otávio de Noronha, que deixará a Corregedoria Nacional de Justiça para o ministro Humberto Martins.

No TSE, Luiz Fux comandará os trabalhos no lugar de Gilmar Mendes. E, no TST, o ministro João Batista Brito Pereira assumirá o posto de Ives Gandra Martins Filho.

Ano novo, cadeia nova

Torquato Jardim vai inaugurar em janeiro um novo presídio federal em Brasília, próximo à Penitenciária da Papuda, que é do governo do Distrito Federal.

Será a quinta unidade de segurança máxima do país, depois de Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO).

A escolha da capital federal deve ter sido uma questão logística.

Aguardamos ansiosamente que fique cheia rapidamente.

Virada no Jaburu, sem previsão de visitas

Michel Temer passará a virada do ano com Marcela e Michelzinho no Palácio do Jaburu, informa O Globo.

Segundo a assessoria do Planalto, não há nenhuma previsão de visita ao presidente neste domingo, 31 de dezembro.

Até porque, acrescenta O Antagonista, Joesley Batista está preso e não pode visitar ninguém.

Rosário divulga mensagem, fala em segurança, mas ignora a polícia que recuperou o seu carro


Em mensagem de fim de ano, a deputada Maria do Rosário mais uma vez mostrou toda a sua pequenez e falta de hombridade.
Vítima de um assalto na semana passada, a ex-ministra dos Direitos Humanos recorreu imediatamente a Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

Fervorosa crítica da polícia, ela não hesitou em buscar o seu socorro. Prova flagrante de incoerência.

Diligentes, os policiais foram exitosos e em pouco mais de duas horas recuperaram o veículo da petista.

Em sua mensagem de fim de ano, fosse ela uma pessoa com um pouquinho de decência, era a hora de agradecer e elogiar o excelente trabalho da polícia.

Mas, infelizmente, Rosário, não obstante ter mencionado o tema segurança em sua mensagem, ignorou os fatos e a atuação da Brigada Militar do Rio Grande do Sul.

A deputada é verdadeiramente uma lástima.

A sociedade deve exigir que a corrupção seja considerada "crime hediondo"


O Palácio do Planalto e o Ministério da Justiça e Segurança Pública bateram cabeça nos últimos dias por conta do excrescente Decreto nº 9.246/2017 com o presentão de Natal que o presidente Michel Temer pretendia conceder aos amigos corruptos enjaulados.

Deram com os burros n'água, após recurso da procuradora-geral Raquel Dodge ser acatado, em partes e liminarmente, pela ministra Cármen Lúcia. No entanto, cumpre destacar, a cautelar exarada pela presidente do Supremo Tribunal Federal é fartamente duvidosa. Além de violar o Art. 84, inciso XII, da Constituição (que estabelece como competência privativa da Presidência da República Federativa do Brasil a concessão de indultos), muito mais expõe o viés ideológico da "moda", do que a consolidação da Lei como bastião da vida em sociedade no Brasil.

De toda forma, o "indulto natalino" de Temer tinha algumas gracinhas... literalmente! Um ato demasiado ruidoso, sem dúvida.

Veja a quantidade de políticos e empresários corruptos que estão no xilindró (ou a caminho dele!), imaginando-os como um carro desgovernado, em alta velocidade. Qual foi a medida do presidente Michel Temer para tentar conter o carro, "estancar essa sangria"? O "indulto natalino" de Temer simplesmente quebra o vidro do velocímetro e tenta parar o veículo forçando o ponteiro na direção do zero.

Noutras palavras, hipocrisia criminosa travestida em benemerência.



A resposta metafórica explica, com clareza meridiana, a Impunidade enraizada que nos assola e o entendimento equivocado sobre o papel do Sistema penitenciário no Brasil: se os presídios estão superlotados e imundos, soltem os bandidos presos, ao invés de construir mais penitenciárias para dar conta da marginalidade crescente e imperativa em todos os veios sociais.

Aliás, outra "modinha" é criticar duramente quem defende "cana" para bandido. Lugar de criminoso é na cadeia sim! Pouco importa se vamos nos tornar o país com a maior população carcerária do Planeta Terra. Inclusive, porque esse número não é meta, tampouco doença. Na verdade, o número expressivo de encarcerados no Brasil, mesmo com um Poder Judiciário lento, leniente e garantista, é um sintoma da doença e não a doença em si.

Por fim, cabe aqui um alerta: talvez seja o melhor momento para o Povo Brasileiro pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM/RJ), a colocar em votação o Projeto de Lei nº 5.900/2013, que altera o Art. 1º da Lei de Crimes Hediondos (Lei nº 8.072/1990), definindo os delitos de peculato, corrupção ativa, corrupção passiva, concussão, cobrança arbitrária de impostos, tributos e dívidas como Crimes Hediondos.

O PL 5900/2013 é de autoria do então senador Pedro Taques (PSDB/MT), atual titular do Governo de Mato Grosso, já foi aprovado pelo Senado Federal e está pronto para ser votado na Câmara dos Deputados desde junho de 2013, quando sua tramitação foi ordenada em "regime de urgência". Mas, "misteriosamente", segue empoeirado na gaveta de Rodrigo Maia.

Transformar tais crimes em hediondos, para além do alargamento da punição, impede que "indultos natalinos" deste e de outros presidentes beneficiem corruptos. Afinal, diz o Art. 2º, inciso I, da Lei nº 8.072/1990 que os "crimes hediondos são insuscetíveis de anistia, graça e indulto".

Sigamos em frente...

texto: Helder Caldeira
Jornal da Cidade

O custo de uma família de criminosos para o povo brasileiro


Certas situações no Brasil deveriam se resolver imediatamente, sem delongas.

Inadmissível que pessoas condenadas ou envolvidas em crimes de corrupção percebam qualquer tipo de remuneração salarial dos cofres públicos.

O caso mais estapafúrdio é o do ex-ministro José Dirceu, condenado no mensalão, condenado novamente no petrolão, com a sentença confirmada em 2ª instância, segue ainda solto e acaba de ter confirmada pela Câmara Federal uma aposentadoria de R$ 9,6 mil, como ex-deputado.

Um absurdo inaceitável.

Todavia, a situação do clã Vieira Lima é também ultrajante. 

A família de corruptos fatura só de salários quase R$ 80 mil por mês.

O ex-ministro Geddel recebe R$ 14 mil como ex-deputado federal. A mãe recebe R$ 32 mil de pensão do ex-marido. E o deputado Lúcio Vieira Lima, só de salário fatura R$ 33 mil por mês, fora as verbas de representação.

É de se lamentar...

Com informações do Jornal da Cidade

Viaduto Marisa Letícia já é uma realidade em São Paulo


O vereador Milton Leite, atual presidente da Câmara Municipal de São Paulo, no exercício interino do cargo de prefeito municipal, em função de viagens do prefeito João Doria (PSDB) e do vice-prefeito Bruno Covas (PSDB), sancionou nesta sexta-feira (29) o projeto de lei aprovado pela Câmara de Vereadores, que dá o nome de Dona Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Lula, a um viaduto no bairro de Santo Amaro, zona sul da capital paulista.

É certo que caso ainda estivesse viva, a ex-primeira dama possivelmente seria condenada, por crimes cometidos em conluio com o marido.

Tanto é verdade que a herança milionária que deixou, está bloqueada por determinação judicial, sob a fundada suspeita de ter sido amealhada com o produto de corrupção e propina.

Lamentável!

A 'homenagem' é uma traição ao povo paulistano.

Com informações do Jornal da Cidade

Michel Temer, a catarata e o toque retal...


Diz-se que Michel Temer é um ‘grande constitucionalista’, professor de Direito Constitucional e autor de livros acadêmicos na área. 
Ainda assim, edita um decreto francamente inconstitucional. 

Pior: agora culpa o Supremo Tribunal Federal pela ineficácia do documento.

Grosso modo, isso equivale dizer que um paciente, cego por conta da catarata, procura um médico oftalmologista e este determina que ele faça um exame de toque retal. 

Ao constatar erro no diagnóstico, o médico decide culpar o esfíncter pela existência da catarata.


texto: Helder Caldeira, Escritor e Colunista Político

Jornal da Cidade

Bato e Arrebento!


Há homens que agridem as suas esposas e o fazem exercitando a sua superioridade física e o seu machismo.
É no mínimo interessante o fato de que alguns integrantes de Tribunais Superiores terem manifestado com tanta veemência em favor do Ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do recente episódio no qual houve indevida divulgação em redes sociais de arquivo de voz em que um Juiz de Direito de primeiro grau de jurisdição teria criticado o referido Ministro.

Mostra-se relevante ressaltar que tal arquivo de voz foi divulgado exclusivamente em grupo restrito de whatsapp, sem qualquer pretensão ou autorização de divulgação a terceiros, tampouco à mídia, registrando expressamente transmitir informações que lhe foram passadas por terceiros; revelando, portanto, apenas manifestação íntima do Magistrado no exercício da liberdade de expressão constitucionalmente assegurada a todos os brasileiros.

Vale observar que a vedação imposta aos Magistrados, pela Lei Orgânica da Magistratura, de crítica a decisões judiciais não tem a abrangência de os impedir, em ambiente íntimo e privado, como se dá em conversas reservadas, presenciais ou em grupos restritos de whatsapp, de desabafarem e externarem suas compreensões sobre as mais diversas questões da vida, inclusive da realidade do Poder Judiciário.

Ora, ora. Senhores professores de ética, onde estavam Vossas Excelências quando o mesmo Ministro Gilmar Mendes foi achincalhado por outro Ministro do STF, ao vivo, a cores, publicamente com direito a transmissão para o mundo inteiro?

Onde estavam que não escutaram? (licença poética-Castro Alves).

Por que Vossas Excelências não se dirigiram ao Ministro ofensor manifestando a indignação? Por que não deram uma lição de ética em tal ministro?

Mais recentemente, outros Ministros do STF também estabeleceram situações delicadas contra o mesmo Ministro Gilmar Mendes.

E, mais uma vez, Castro Alves.

Onde estavam Vossas Excelências quando há poucas semanas uma revista semanal (1.200.000 exemplares) fez publicar longa reportagem na qual a honradez do Sr. Ministro Gilmar Mendes foi colocada em observação?



Onde estavam Vossas Excelências, palatinos dos fracos, dos agredidos, que não tomaram nenhuma medida contra tal revista periódica? Onde?

Porém, quando um Magistrado do primeiro grau, em um grupo fechado, exterioriza uma indignação, algo natural dos homens de bem que trabalham com dedicação, honradez e... paixão, Vossas Excelências, super-heróis da moralidade, defensores dos agredidos, incontinenti, vestem a capa professoral e garantidora da ética, exteriorizam a indignação e fazem publicar a sua aula magna.

Certo é que vivemos novos dias, em que a transparência republicana e a crescente divulgação das decisões judiciais têm despertado, dia a dia, maior interesse das pessoas e, consequentemente, transformado cada brasileiro em comentarista e crítico especialmente das decisões referentes aos casos de maior repercussão, como a emblemática operação Lava-jato, a delação envolvendo a JBS e o Presidente da República, os processos envolvendo Deputados, Senadores,  ex-Governadores do Estado do Rio de Janeiro, Minas Gerais, etc.

Elogios e críticas são, pois, inerentes a qualquer Estado que se pretenda democrático, cabendo a todos os brasileiros, em especial nós Magistrados, defendermos o intransigente respeito ao sagrado e constitucional direito de todos nós, sem exceção,  nos manifestarmos e elogiarmos ou criticarmos qualquer pessoa, por mais relevante que seja sua posição social ou econômica, na iniciativa privada ou em cargo ou função pública, mormente quando as críticas se dão em ambiente reservado, como o fez o referido Magistrado.

O grande artista e poeta mineiro Paulinho Pedra Azul escreveu o seguinte verso: "Todo mundo quer ser rei, nas costas de um homem bom". É isso! Paladinos somente o são contra os bons homens, contra os Magistrados que verdadeiramente fazem a diferença na prestação jurisdicional e, fundamentalmente, contra os Magistrados do primeiro grau.

Mas, para concluir o primeiro parágrafo, vale levantar a seguinte questão: por que não adotaram a mesma postura quando os possíveis agressores da mesma "vítima" eram os Ministros do STF?

É inevitável a comparação daquele machão que bate fisicamente na sua mulher dentro de casa, mas que na rua é um frouxo!

A ANAMAGES continuará acompanhando todos os desdobramentos desse fato e prestando ao Magistrado todo o auxílio que se fizer necessário.


texto de: Magid Nauef Láuar - Presidente da Associação Nacional dos Magistrados Estaduais (ANAMAGES).

fonte: Jornal da Cidade

Bolsonaro diz que Deputada Maria do Rosário: "Não merece ser assaltada"

Dodge questiona gastos exorbitantes de Temer com publicidade

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, ajuizou Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 5863) no Supremo Tribunal Federal contra a dotação orçamentária de R$ 99 milhões em favor da Presidência da República, com destinação específica para a comunicação institucional. A dotação está prevista na Lei 13.528/2017, que abre crédito suplementar no valor de R$ 6,9 bilhões para reforço de dotações constantes da Lei Orçamentária vigente. A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, no plantão durante o recesso judiciário, requisitou informações com urgência e prioridade sobre a matéria aos presidentes da República e do Congresso, no prazo de dez dias.

As informações foram divulgadas no site do Supremo. O relator da ADI 5863 é o ministro Marco Aurélio.

"É natural que cada governo busque a implementação de uma dada ordem de propostas políticas", observa a procuradora-geral. "Se, porém, o governo entende que deve esforçar-se por persuadir a população do acerto de uma proposta polêmica, não pode valer-se de recursos financeiros públicos para promover campanha de convencimento que se reduza à repetição de ideias, teses e juízos que não são de consenso universal."

Para Raquel, a comunicação pública deve ter caráter estratégico não apenas para os governos, mas, e sobretudo, para a cidadania.

"O dever de transparência abrange, inclusive, o dever de clareza quanto a posições de governo expressas em propagandas denominadas institucionais", sustenta a procuradora.

Do ponto de vista constitucional, a procuradora-geral argumenta que a Constituição atribui à publicidade dos órgãos públicos um caráter educativo ou de orientação social e veda a promoção pessoal de autoridades públicas.

"A publicidade em favor de uma medida notoriamente controvertida é substancialmente distinta de uma publicidade em favor da conscientização da população sobre a necessidade de cuidados, por exemplo, para evitar a proliferação do mosquito da dengue", compara.

"Neste caso, há consenso em que a saúde pública se beneficia das medidas propugnadas. No caso da reforma da previdência, esse consenso não existe - por isso mesmo não se pode verter recursos públicos exclusivamente para favorecer um dos polos da controvérsia."

Ao pedir liminar para suspender a eficácia da norma quanto à destinação da verba, Raquel Dodge assinala serem irreparáveis, ou de difícil reparação, tanto o dano gerado aos cidadãos brasileiros submetidos à campanha governamental, "com fim de mero convencimento sobre a necessidade de nova reforma na previdência", quanto as verbas públicas despendidas com essa forma de propaganda.

Argumentando que o uso de dinheiro público para financiamento de publicidade institucional que extrapole os limites traçados pelo artigo 37, parágrafo 1º, da Constituição, afronta os princípios democrático e republicano (artigo 1º, caput e parágrafo único), o direito fundamental à informação (artigo 5º, inciso XXXIII), a publicidade, a imparcialidade, a moralidade e a finalidade dos atos administrativos (artigo 37, caput), a procuradora pede que o STF fixe interpretação conforme a Constituição para a dotação destinada à comunicação institucional, assentando sua inconstitucionalidade.

A reportagem do Jornal Estado de São Paulo fez contato com a Advocacia-Geral da União, mas ainda não obteve resposta.

Indulto de Temer 'é um grande tiro no coração pulsante da Operação Lava Jato', diz procuradora

A procuradora Thaméa Danelon, integrante da Força tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo, em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, explica a nocividade do indulto natalino do presidente Temer. Para a procuradora, o atípico indulto 'é um grande tiro no coração pulsante da Operação Lava Jato, e de toda a sociedade brasileira, que clama por um país mais limpo, honesto e ético'.

Leia abaixo o artigo de Thaméa Danelon: 

O indulto de Natal é uma forma de perdão concedido no final de cada ano, e aplicado para crimes não graves nem violentos. Sua finalidade humanitária é agraciar condenados que já cumpriram considerável quantidade de pena. Contudo, o Indulto do Presidente Temer é um concreto atentado à Operação lava jato e ao combate à impunidade incrustada em nosso país, pois atinge a principal ferramenta da operação: as colaborações premiadas. Neste “Insulto” de Natal, o presidente não fixou o limite da pena, autorizando o perdão de até 80% dela! Assim, a real intenção desse perdão lastimável é passar a seguinte mensagem aos corruptos e corruptores: “Continuem delinquindo e assaltando os cofres públicos, e, caso sejam pegos, não façam colaboração premiada; não devolvam as vultosas quantias; nem gastem os milhões obtidos indevidamente com exércitos de advogados; apenas aguardem o final do ano que suas penas serão perdoadas”.
Esse salvo conduto diferido fomenta drasticamente as práticas corruptas e atinge de forma certeira a lava jato e seu principal pilar: a Colaboração Premiada, pois ao perceberem que a justiça está sendo efetiva, os criminosos de colarinho branco buscam realizar a colaboração com o intuito de redução da pena.
Entretanto, aludido indulto caminha no contra fluxo do combate à corrupção, pois assegura uma impunidade imoral; indecente e completamente inaceitável, favorecendo poucos que praticaram crimes gravíssimos de corrupção, e visando assegurar aos seus próximos, e, quiçá, a si próprio, o perdão desses ilícitos.
Neste momento histórico de combate à corrupção, nossas instituições jurídicas têm sido internacionalmente reconhecidas como exemplo de combate à corrupção, porém, esse lamentável “Insulto de Natal” é um grande tiro no coração pulsante da Operação Lava Jato, e de toda a sociedade brasileira, que clama por um país mais limpo, honesto e ético.

Justiça alemã determina que ex-nazista de 96 anos deve ir para prisão

A Corte Constitucional da Alemanha decidiu que um alemão de 96 anos deve ir para a prisão devido a seu papel nos crimes cometidos no campo de concentração de Auschwitz durante a Segunda Guerra Mundial, recusando-se a derrubar uma decisão de instância inferior.

Oskar Gröning, conhecido como o "contador de Auschwitz" por seu trabalho de contar o dinheiro roubado das vítimas do campo, foi sentenciado a quatro anos de prisão em 2015, mas disputas devido à sua saúde e idade adiaram o início do cumprimento da sentença.

A corte rejeitou o argumento da defesa de Gröning de que a prisão a essa idade avançada "violaria seu direito à vida".

"O réu foi considerado culpado de ter sido cúmplice no assassinado de 300 mil casos relacionados, o que significada que há importância particular de levar adiante a sentença que o Estado determinou", escreveram os juízes, mantendo a decisão da corte regional de Celle.

Não há apelação à decisão da Corte Constitucional, mas a decisão deixa aberta a possibilidade de que Gröning seja libertado caso sua saúde se deteriore.

Gröning, que admitiu que era moralmente culpado, afirmou que era um entusiasta nazista quando foi trabalhar em Auschwitz em 1942, quando tinha 21 anos de idade.

Ele chamou atenção em 2005 após dar entrevistas sobre seu trabalho do campo numa tentativa de convencer negacionistas de que o Holocausto havia acontecido. Cerca de 6 milhões de judeus foram mortos durante o Holocausto.