terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

O ESTADO NÃO CUMPRE O SEU PAPEL COM A SOCIEDADE E AINDA MANDA INDENIZAR PRESIDIÁRIO, RECLAMA CAIADO

O senador Ronaldo Caiado (DEM­-GO) usou sua coluna na Folha para demonstrar sua indignação com a atual situação dos Três poderes no Brasil. o Senador fez duras críticas ao Supremo Tribunal Federal, STF, que decidiu na última quinta­feira (16) que o Estado deve ser responsabilizado por condições carcerárias degradantes e deve arcar com o pagamento de indenização ao preso. 

Acompanhe abaixo o desabafo de Caiado. "O Estado, sem dúvida, é o grande vilão da crise brasileira. Mais que isso, é a própria crise. O descrédito que a sociedade, em seu conjunto, devota hoje aos três Poderes, dificultando (quando não impedindo) a governabilidade, deriva, em síntese, de um sistemático descumprimento contratual. O Estado não cumpre o seu papel.

O contribuinte arca com uma das mais altas taxas tributárias do planeta e tem como retorno (quando tem) serviços que muito raramente merecem tal qualificativo. Trata­-se, pois, de um calote à cidadania. Os setores essenciais —saúde, segurança e educação— estão claramente degradados. 

Basta ir a um hospital público, qualquer um, para ver pacientes agonizando e morrendo nos corredores. Faltam médicos, enfermeiros, equipamentos básicos, condições sanitárias mínimas. 

A segurança pública mostrou há poucos dias em que estágio está. Uma greve da PM no Espírito Santo produziu, em quatro dias, 161 mortos. Os índices anuais de homicídio ultrapassam 60 mil. 

O contrabando de armas tornou-­se um dos mais prósperos negócios, facilitado pelas imensas fronteiras porosas, que favorecem a ação do crime organizado. Em decorrência, o país deixou há muito de ser apenas corredor de exportação de drogas para tornar­-se o segundo consumidor mundial de cocaína e o primeiro de crack. 

O Estado, nos termos da Constituição, é o responsável pela ineficácia de tais serviços, que são de sua alçada exclusiva. A degradação é geral, mas, para espanto da sociedade, a Justiça decidiu enquadrá­-lo não em relação a quem o sustenta —o cidadão­-contribuinte—, mas exatamente em relação a quem contribui para tornar esse ambiente ainda mais irrespirável: o bandido. 

Refiro-­me à recente decisão do STF de obrigar o Estado de Mato Grosso do Sul a indenizar um presidiário, que pediu reparação pecuniária por danos morais em decorrência do tratamento degradante que recebeu no cumprimento da pena. 

Trata-­se de alguém que cometeu crime de latrocínio —assalto seguido de morte. O STF entendeu que o Estado, ao não garantir a integridade do preso, descumpriu a Constituição. De fato, mas o que se pergunta é: e os demais descumprimentos? 

O cidadão assassinado por aquele presidiário, assim como milhares de outros, tinha também direito à segurança, que o Estado não lhe proveu. Sua família será indenizada? 

E ainda: ao dar repercussão geral a essa decisão, o STF abre as portas para que toda a população carcerária do país, que vive nas mesmas condições —cerca de 700 mil presos—, requeira o mesmo direito. 

Num cálculo aproximado, a despesa, mantido aquele valor, que pode ser aumentada de acordo com o critério de cada juiz, seria em torno de R$ 1,4 bilhão. No Amazonas, a Justiça mandou indenizar em R$ 60 mil as famílias dos mortos em confronto entre facções criminosas dentro do presídio. 

Além dos danos ao teto dos gastos públicos, a decisão não vai sequer à raiz do problema: a degradação do sistema penitenciário em seu conjunto. Ataca­-se mais uma vez o sintoma e mantêm­-se as causas da enfermidade. 

O que temos aí? Um Estado em moratória moral, que, de costas para a sociedade que o provê, decide priorizar os que contra ela atuam. Um Estado inconstitucional, alheio aos fundamentos com que é definido pela Carta Magna do país —e não apenas por atos pontuais, como esses, senão pelo conjunto da obra. 

O que se deduz de tudo isso é que a reforma do Estado é a grande e inadiável urgência. Em seu perfil atual, não há planos econômicos, por mais engenhosos, que o regenerem. É preciso refundar o Estado brasileiro —ou será cada vez mais ingovernável 

fonte: Folha de São Paulo






LULA SE COMPLICA AO ESQUECER DE COMBINAR VERSÃO COM CASEIRO DO SÍTIO DE ATIBAIA. MARADONA ENTREGA PETISTA SEM QUERER

A situação do ex-­presidente deve se complicar ainda mais na próxima denúncia criminal que está prestes a ser oferecida pelo Ministério Público Federal relativa ao sítio de Atibaia. Segundo fontes ligadas a Lava Jato, esta será uma das denúncias mais completas, mas recheada de provas e delações feitas até hoje contra o petista. 

São tantas as provas e evidências, que os casos mais prosaicos acabam ganhando maior destaque. Um deles foi quando a polícia ambiental esteve no sítio em Atibaia para inspecionar a área em que foi construído um anexo com quatro suítes no final de 2010. Os agentes foram acompanhados pelo caseiro do sítio, conhecido como Maradona. 

No momento em que os policiais solicitaram ao caseiro o número de telefone do dono da propriedade, o inocente Maradona forneceu o número do celular do advogado de Lula, Cristiano Zanin, genro de Roberto Teixeira, o homem por trás de todas as transações imobiliárias do ex­presidente e réu na Lava Jato. Como imaginava se tratar de algum problema com a Justiça, o caseiro deu logo o número dos advogados do patrão. 

Pelo visto, o caseiro desconhecia a versão combinada entre Lula e membros do PT, que alegam que o sítio pertence a Fernando Bittar e Jonas Suassuna, que não tem Cristiano Zanin como advogado. 

Embaraçado, Zanin disse que não entende a razão pela qual seu número de celular foi fornecido à equipe de fiscalização pelo caseiro Maradona. 

— Deve ter havido algum equívoco. Não sou responsável pelo sítio nem advogo mais para os proprietários. Meu escritório prestou consultoria na época da compra e venda. Pode ser que eles tivessem lá na portaria o número do telefone — afirmou Zanin. 

Informado que não havia sido entregue o telefone de seu escritório, mas sim o de seu celular, ele respondeu: 

— Eu não tenho como explicar isso. ­ afirmou o advogado de Lula. 

Na mesma semana, Lula esteve com Jacó Bittar, seu velho amigo e pai de Fernando, sócio de Lulinha e proprietário formal do sítio de Atibaia. A visita teria sido para, supostamente, combinar a versão sobre sobre quem é de fato o dono do sítio. Lula só se esqueceu de combinar a mesma versão com Maradona, o caseiro. 

Esta passagem pitoresca da investigação sobre o sítio em Atibaia deve integrar a denúncia criminal do Ministério Público Federal contra Lula que deve ser apresentada nos próximos dias. Com tanta riqueza de detalhes, é bem provável que o juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato, acolha a denúncia antes mesmo de ler todo o conteúdo. Neste caso, Lula se tornará réu pela sexta vez, deixando seu amigo Sérgio Cabral para trás na disputa pelo posto de mais corrupto do Brasil.

fonte: Imprensa Viva

JANOT PREPARA CERCA DE 200 PEDIDOS PARA ENVIAR AO STF NOS PRÓXIMOS DIAS

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, deverá encaminhar nos próximos dias ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, cerca de 200 pedidos que vão desde a abertura de inquéritos para investigar políticos ao fim do sigilo de  delações feitas por dirigentes e ex-dirigentes da empreiteira Odebrecht.

A Lava Jato deverá gerar "filhotes" no Judiciário em todo o país porque, segundo investigadores, as delações da Odebrecht envolvem obras em praticamente todos os Estados e citam ex-governadores, deputados estaduais ou prefeitos que devem ser investigados pelos tribunais estaduais. 

É o caso, por exemplo, das fases Calicute e Eficiência, no Rio, que levaram para a prisão o ex-governador Sérgio Cabral e o empresário Eike Batista.

A PGR deve pedir, ainda, o desmembramento de processos para remeter ao STJ os casos relativos a governadores. Os de desvio de recursos públicos na Petrobras envolvendo pessoas sem foro privilegiado devem ser enviados para o juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava Jato na primeira instância da Justiça Federal.

O grupo de trabalho da PGR analisa as delações desde dezembro e continua trabalhando neste período de carnaval para entregar todos os pedidos relativos às 78 delações premiadas da Odebrecht ainda nesta semana.

Segundo investigadores, a regra será o pedido de fim do sigilo dos inquéritos, com exceção para casos em que a divulgação pode atrapalhar outros passos da investigação.

Até aqui, o ministro Fachin tem seguido os procedimentos que vinham sendo adotados pelo antecessor na relatoria da Lava Jato, Teori Zavascki, morto em acidente aéreo no mês passado. Mas há a avaliação de que, nos próximos meses, ele adotará estilo próprio, que ainda não é conhecido.

fonte: Folha Política

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

JUÍZA MANDA INDENIZAR MOTOCICLISTA BALEADO POR POLICIAL APÓS FURAR BLITZ

O estado de Alagoas deve pagar indenização de R$ 95 mil a um homem que foi baleado por policial após furar uma blitz. De acordo com a decisão da juíza Maria Ester Fontan Cavalcanti Manso, da 16ª Vara Cível de Maceió, "a partir da atitude irresponsável da ação policial", atribui-se ao estado objetivamente a responsabilidade em arcar com os prejuízos causados por seus representantes ou agentes. 

O caso aconteceu em abril de 2014, por volta das 22h. De acordo com os autos, a Polícia Militar fazia uma blitz da “Lei Seca”, quando um motociclista ultrapassou o bloqueio. Policiais efetuaram disparos que, no entanto, atingiram a vítima e seu filho, de 15 anos.

Por esse motivo, o homem ingressou com ação na Justiça contra o Estado, pedindo indenização por danos morais. Alegou que a atitude da PM colocou a vida dele e a de outras pessoas em risco. Disse ainda que teve sua honra e integridade atingidas, pois saiu na mídia como se tivesse participado da troca de tiros com a polícia.

Citado, o estado sustentou que os agentes da administração pública devem responder pelos danos que causarem à população, mas, para que isso ocorra, deve-se comprovar que o mal sofrido foi decorrente de um comportamento omissivo por parte do ente público.

A juíza Maria Ester Fontan Cavalcanti Manso considerou que a atitude da Polícia Militar foi irresponsável. “Não é proporcional, ante a uma não obediência do usuário da rodovia, o policial efetuar um disparo para obrigá-lo a parar.”

Segundo a juíza, as alegações de que o motociclista poderia ser elemento de alta periculosidade “não justificam a atitude policial de desferir um disparo, visto que os resultados que poderiam vir a produzir são desproporcionais à suposta conduta ilícita que o motorista/motociclista pudesse estar praticando, pois outros meios deveriam ser utilizados — perseguição antes de efetuar o disparo, por exemplo”, afirmou. 


fonte: Folha Política

RUI FALCÃO ELOGIA DECISÃO QUE LIBERTOU O EX-GOLEIRO BRUNO E ACRESCENTA: 'É HORA DE LIBERTAR VACCARI, DIRCEU E PALOCCI'

O presidente do PT, Rui Falcão, divulgou um texto em que, na contramão de toda a sociedade brasileira, elogiou a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, que libertou um assassino condenado por um crime com muitos requintes de crueldade. O colunista Josias de Souza não perdeu a oportunidade de ironizá-lo: lembrou que o mesmo Rui Falcão já prometeu expulsar do partido qualquer membro que fosse condenado por corrupção. Hoje, segundo Josias de Souza, "Rui Falcão carnavaliza de vez o PT, condenando o partido a uma Quarta-Feira de Cinzas perpétua".

Leia abaixo o texto de Josias de Souza:
Em texto veiculado nesta segunda-feira (27), o presidente do PT, Rui Falcão, classificou de “memorável” o despacho do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, que colocou em liberdade o ex-goleiro Bruno, acusado de participar da morte da ex-amante Eliza Samúdio. Falcão cobrou tratamento isonômico para José Dirceu, Antonio Palocci e João Vaccari, os presos petistas da Lava Jato.
Para o dirigente petista, a soltura do ex-goleiro do Flamengo “deveria levar a uma revisão geral nas decisões recentes da Suprema Corte nos requerimentos de habeas corpus sistematicamente denegados.” Falcão reproduziu, entre aspas, um trecho da decisão de Marco Aurélio: “A esta altura, sem culpa formada”, anotara o ministro em seu desapcho, “o paciente [Bruno] está preso há 6 anos e 7 meses. Nada, absolutamente nada, justifica tal fato. A complexidade do processo pode conduzir ao atraso na apreciação da apelação, mas jamais à projeção, no tempo, de custódia que se tem com a natureza de provisória.”
Os argumentos de Marco Aurélio deveriam ser estendidos pelo Supremo aos processos da Lava Jato, defendeu Rui Falcão. “Afinal, por que manter presos João Vaccari, José Dirceu e Antônio Palocci – e há outros em situação semelhante — contra os quais só existem delações e nenhum prova consistente?”, indagou o grão-petista. “É hora de cessar a parcialidade nos julgamentos, dar um fim à perseguição política promovida por certos juízes e procuradores e libertar Vaccari, Dirceu e Palocci.”
Em março de 2015, nas pegadas do Carnaval daquele ano, sob a presidência do mesmo Rui Falcão, o PT federal divulgara um manifesto de conteúdo humorístico. Redigido sob a supervisão de Lula, o texto dizia a certa altura: “Como já reiteramos em outras ocasiões, somos a favor de investigar os fatos com o maior rigor e de punir corruptos e corruptores. […] E, caso qualquer filiado do PT seja condenado em virtude de eventuais falcatruas, será excluído de nossas fileiras.”
Era como se o partido desejasse dar um banho de gargalhada no país. A última vez que o PT havia se declarado a favor de apurações rigorosas fora antes do julgamento do mensalão. Sentenciada, sua cúpula passara uma temporada enjaulada na Papuda. E nada de expulsão. Ao contrário. Os condenados sempre foram cultuados nos encontros partidários como “guerreiros do povo brasileiro”.
Agora, em plena folia de 2017, Rui Falcão rasga em definitivo a fantasia. José Dirceu, que já carregava sobre os ombros a condenação de 7 anos e 11 meses de cana amealhada no julgamento do mensalão, adicionou ao seu protuário uma sentença de 23 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na roubalheira do petrolão. João Vaccari já coleciona duas condenações de sérgio Moro. Juntas, somam 24 anos e 4 meses de prisão. Palocci está na fila.
Ao defender a libertação da banda presidiária do petismo, Rui Falcão carnavaliza de vez o PT, condenando o partido a uma Quarta-Feira de Cinzas perpétua.


fonte: Folha Política

'SE QUER ACABAR COM O FORO, É PARA TODOS', DIZ GILMAR MENDES

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse em entrevista ao Estado que é uma “irresponsabilidade” apresentar a limitação do foro privilegiado como solução dos problemas nacionais. Uma eventual supressão do foro, segundo ele, deveria atingir todos – inclusive os integrantes do Judiciário.

Gilmar reconheceu que a imagem do STF “não ficou lustrosa” no ano passado e garantiu que sua relação próxima com o presidente Michel Temer não vai comprometer o julgamento da ação que pode levar à cassação do mandato do peemedebista pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

Leia os principais trechos da entrevista.

O sr. já disse que há um “assanhamento juvenil” na discussão do foro privilegiado. O debate está equivocado? 
É necessário o debate para se encontrar uma justa conformação. Quando se fala que “o grande problema do Brasil é o foro privilegiado”, é irresponsabilidade. Porque a Justiça criminal do Brasil tem um grande defeito: só 8% dos homicídios são desvendados no Brasil. Os processos não andam em várias instâncias. As pessoas só são investigadas quando passam a ter foro privilegiado. Quando estavam nos seus Estados, não eram investigadas ou as investigações não davam resultado. É uma grande irresponsabilidade apresentar a supressão do foro como panaceia. Não que o sistema não precise ser aperfeiçoado.

A quem caberia fazer esse aperfeiçoamento?
Ao Congresso, com uma proposta de emenda constitucional. 

Parlamentares ameaçam retirar o foro privilegiado de magistrados e integrantes do Ministério Público caso o STF restrinja o foro de políticos. É retaliação?
É uma forma de diálogo. Agora, eles têm razão: se se quer acabar com o foro, é para todos. Os juízes respondem perante tribunais, desembargadores respondem perante o STJ (Superior Tribunal de Justiça). Falam de 22 mil autoridades, ora bolas, são 17 mil juízes, quantos membros de Ministério Público? Começa por aí. Por outro lado, a ideia do foro não é para proteger a pessoa, é para proteger a instituição.

A julgar por suas críticas, o Supremo Tribunal Federal está se metendo demais nos outros Poderes e até dando a impressão de que está governando o País?
Se quiser governar, tem de discutir isso com a população, porque não é essa a função do Supremo. Decisões erráticas certamente não traduzem um bom governo. Em questões delicadas, na relação de Poderes, deve imperar a colegialidade. O pior que pode acontecer para um tribunal como este é não ser reconhecido como o árbitro desses conflitos.

E o Supremo foi questionado em vários momentos.
Exatamente. Quando em função de decisões singulares, para não dizer exóticas, se legitima do outro lado o não cumprimento ou o delay na aplicação de uma decisão, a gente tem de ficar cauteloso.

A imagem do STF ficou arranhada no ano passado?
Vamos dizer que não ficou lustrosa.

O senhor é amigo do presidente Michel Temer. Como vê essa relação de proximidade diante do julgamento da ação no TSE que pode levar à cassação do mandato dele?
No caso da chapa Dilma-Temer, fui eu inicialmente a única voz que se levantou para a abertura do processo. A relatora (a ex-ministra Maria Thereza de Assis) defendeu o arquivamento. Se esse processo existe até hoje, sem querer ser falsamente modesto, foi graças a mim. As coisas não se misturam. 

A inclusão da delação da Odebrecht vai transformá-lo no “processo do fim do mundo”?
Não se transforma em processo do fim do mundo, mas pode atrasar. E pode ter a própria utilidade discutida. As pessoas fixam em relação a esse processo a ideia de um resultado almejado. “Só haverá julgamento se houver condenação.” Não é assim. Tribunal que só condena é tribunal nazista. Não se pode medir um tribunal pelo critério do número de condenação.

O sr. defende mudanças na escolha de ministros do STF?
A gente tem de ter responsabilidade nas propostas de mudança, e você tem de medir as instituições pelos resultados. Vocês estão contentes com os resultados, por exemplo, do TCU (Tribunal de Contas da União), para onde o Legislativo tem duas indicações? Será que a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) tem mandado os melhores nomes para o STJ e para o TST (Tribunal Superior do Trabalho)? O Supremo está melhor composto do que outros tribunais. Não se conseguiu indicar um sindicalista para cá.

A Associação dos Magistrados Brasileiros sugeriu que o próprio STF elaborasse uma lista.
Seria um modelo de cooptação. É preciso que haja uma legitimação política, não que o sujeito seja vinculado partidariamente, mas que seja reconhecido pelo mundo político. Pensar em fórmulas abertas, de novo, são os reformadores da natureza, um pouco de “calcem as sandálias da humildade”.

fonte: Folha Política



'CADA DIA É MAIS EVIDENTE O COMPROMISSO DE CERTOS JORNALISTAS COM O EQUÍVOCO, COM A IDEOLOGIA, COM A MANIPULAÇÃO DA INFORMAÇÃO'

O colunista Bruno Garschagen, do jornal Gazeta do Povo, chama a atenção para o papel da imprensa na desinformação em relação à política. A partir do episódio envolvendo Marine Le Pen, que se recusou a cobrir a cabeça para se encontrar com um líder muçulmano, Garschagen mostra que a questão vai mais além: "basta que um político e o seu partido não sejam a expressão ou a representação daquele ideal de mundo acalentado por certos jornalistas para que eles abram mão do compromisso de informar e passem a militar".

Leia abaixo o texto completo: 
Quer saber o que acontece no mundo da política? Não tente descobrir pela grande imprensa. E não me refiro apenas à brasileira. Cada dia é mais evidente o compromisso de certos jornalistas com o equívoco, com a ideologia, com a manipulação da informação, com a desinformação. Se fake news é a expressão do momento, o que vem acontecendo, e não é de hoje, é muito pior, mais profundo, mais grave.
O mais recente exercício de manipulação da informação pretendeu atacar Marine Le Pen, líder do partido francês Frente Nacional. Não tenho a menor simpatia pela agenda política da senhora Le Pen, mas uma coisa é criticar o seu projeto; outro é condená-la por aquilo que ela não fez.
Vocês devem ter acompanhado a história: a grande imprensa estrangeira e brasileira denunciou como absurda a recusa de Marine Le Pen de usar véu num encontro agendado na terça-feira passada em Beirute, com o grão-mufti Abdul Latif Derian. No mesmo dia, as jornalistas Helen Braun e Vera Magalhães ratificaram a acusação com uma falsa informação durante o programa 3 em 1, da rádio Jovem Pan FM. Disseram elas que a exigência de uso do véu foi feita, Le Pen aceitou e, na hora, voltou atrás. Helen Braun chegou a dizer que Le Pen assim agiu para promover o seu partido num “momento crítico” para a Frente Nacional, que no dia anterior foi alvo de uma busca pela polícia realizada em sua sede numa investigação de uso indevido de dinheiro de fundos da União Europeia para pagamento a dois funcionários. Disse também que outro motivo seria o desejo de Le Pen de ampliar a proibição do uso do véu na França.
Vera Magalhães insistiu no erro ao invocar o protocolo para visitas religiosas. “Acho que ela fez isso para marcar uma posição que é política (...) e, em termos diplomáticos, ela cometeu um erro, uma gafe, e quis desviar, sim, a atenção para esse momento difícil pelo qual a campanha dela passa”. Tolice.
O que, afinal, aconteceu? Aos fatos: na segunda-feira, um dia antes da reunião, Marine Le Pen avisou que não usaria o véu. Como o encontro de terça com o grão-mufti não foi cancelado, ela pensou que não haveria problema. “Acreditei, portanto, que aceitariam que não usasse um véu”, disse ela aos jornalistas. Quando lá chegou, porém, foi pressionada para usar a peça. “Tentaram me impor isso.”
E nem foi a primeira vez que algo semelhante aconteceu com a líder da Frente Nacional. Em 2015, no Cairo (Egito), ela disse que não usaria a peça para se encontrar com o grande imã de Al Azhar, Ahmed al-Tayeb. E foi recebida.
Marine Le Pen, a propósito, nem cometeu um feito inédito. Em 2015, Michelle Obama já havia se recusado a usar um véu durante a visita que realizou à Arábia Saudita com Barack Obama para o enterro do rei Abdullah. E em dezembro do ano passado a ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, recusou-se a usar véu numa visita à Arábia Saudita. E também não cedeu à pressão das autoridades locais para que as outras mulheres da delegação alemã usassem a peça.
O que explica, então, a reação de certa imprensa em relação ao ato de Marine Le Pen? O editor Carlos Andreazza, no mesmo programa 3 em 1 da Jovem Pan, foi cirúrgico: “se ela fosse de esquerda seria hoje o símbolo do feminismo, um exemplo, estaria sendo exaltada pela sua atuação”.
Ou seja, basta que um político e o seu partido não sejam a expressão ou a representação daquele ideal de mundo acalentado por certos jornalistas para que eles abram mão do compromisso de informar e passem a militar.
Ao fazê-lo, esses profissionais parecem seguir à risca o que disse o senhor Culver à sua mulher na peça A Comedy in Three Acts, do escritor inglês Arnold Bennet: “os jornalistas dizem uma coisa que sabem não ser verdadeira na esperança de que, se a disserem durante bastante tempo, ela acabará sendo”.




EM MEIO A DENÚNCIAS, MINISTRO PADILHA PASSA POR CIRURGIA E PODE NÃO VOLTAR AO CARGO

O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, está sendo submetido nesta segunda-feira (27) a uma cirurgia para retirada da próstata. O procedimento começou às 9h30, no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Padilha, que está em licença médica desde a semana passada, foi internado na noite de domingo para a cirurgia.

A previsão é de que o ministro permaneça internado, em recuperação, até a próxima quinta-feira (2) e que retorne a Brasília para reassumir suas funções no dia 6 de março. No dia 20 de fevereiro, Padilha passou mal e teve de ser internado no Hospital das Forças Armadas, em Brasília, para tratar de uma obstrução urinária. O diagnóstico foi de hiperplasia prostática, ou seja, aumento da próstata.

O ministro está desde a quinta-feira (23) em Porto Alegre para a realização de exames pré-operatórios. Em novembro do ano passado, Padilha já havia sido atendido pelo serviço médico do Palácio do Planalto devido a um pico de pressão que o deixou afastado do cargo por dois dias. Exames não constataram problemas cardíacos. Em setembro o ministro também registrou alta na pressão arterial, com licença médica de cinco dias.

A permanência de Padilha no governo, entretanto, é incerta. Na semana passada, o ex-assessor especial da Presidência, José Yunes, disse em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR) que foi usado como "mula" por Padilha em setembro de 2014 para intermediar a transferência de um pacote do doleiro Lúcio Funaro. O pacote teria uma parte não especificada de um pagamento de R$ 10 milhões cobrados pelo então vice-presidente Michel Temer da construtora Odebrecht, para a campanha eleitoral de 2014.

A mesma versão consta da delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho. Yunes, que depôs espontaneamente à PGR, afirmou também que está disposto a participar de uma acareação com Padilha para esclarecer o suposto repasse de dinheiro da Odebrecht para campanhas eleitorais do PMDB. Um depoimento de Padilha precisaria de autorização do STF, já que o ministro tem foro privilegiado.

Em nota oficial, Temer admitiu o pedido, mas disse que a doação foi "legal e registrada na Justiça Eleitoral". O ministro Eliseu Padilha não comentou o caso.

fonte: Folha Política

domingo, 26 de fevereiro de 2017

PARTIDOS POUPAM FILIADOS IMPLICADOS NA LAVA JATO

Três anos após o início da Lava Jato, a grande maioria dos partidos ignora internamente as prisões, denúncias e suspeitas envolvendo filiados nas investigações, processos da operação e outros inquéritos derivados dela. Ao menos 86 integrantes de 10 legendas são alvo de investigação, denúncias e ações penais. Alguns já foram condenados e cumprem pena por envolvimento no esquema de corrupção e desvios na Petrobrás e outros processos que desdobraram da operação.

A lei 9.096/95, que rege a existência dos partidos políticos, determina em seu artigo 23 que “a responsabilidade por violação dos deveres partidários deve ser apurada e punida pelo competente órgão, na conformidade do que disponha o estatuto de cada partido” e garante a existência de foro apropriado para que os suspeitos exerçam “amplo direito de defesa”.

Este foro são os conselhos ou comissões de ética que até existem nos estatutos, mas, na prática, na maioria dos casos, são mais usados mais para garantir o cumprimento de regras internas do que para punir corrupção.

Levantamento feito pelo jornal O Estado de S. Paulo nas legendas (PMDB, PT PSDB, PSB, DEM, PP, SD, PSC, PTB e PTC) cujos filiados são investigados ou foram denunciados na Lava Jato ou seus desdobramentos, mostra que raras foram as providências tomadas pelos colegiados que deveriam zelar pela ética partidária.

O PT, no epicentro do esquema que desencadeou a Lava Jato, chegou a instaurar um processo de expulsão de Delcídio Amaral (MS) assim que o então senador foi preso e veio à tona uma gravação comprometedora entre ele e o filho do ex-diretor da Petrobrás Nestor Cerveró. O partido deu prazo para Delcídio se defender, conforme manda a lei, mas ele se desfiliou da sigla antes. Delcídio depois citou os ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff em delação premiada.

Foi o único processo interno aberto pelo PT no âmbito da Lava Jato. Em entrevista ao Estado no ano passado o presidente nacional do PT, Rui Falcão, informou que a legenda estuda a criação de um mecanismo para julgar, “sem a parcialidade da Justiça”, os casos de corrupção – entre eles os que envolvem os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci e o ex-tesoureiro João Vaccari Neto. Dirceu e Vaccari já foram condenados pelo juiz Sérgio Moro, que conduz a Lava Jato na primeira instância.

Estatuto. O SD abriu processo de expulsão contra o ex-deputado Luiz Argôlo (BA), condenado na Lava Jato. A pena foi de 11 anos e 11 meses, mas ele permanece na sigla porque o estatuto do partido prevê que o alvo do processo deve estar presente no momento do julgamento.

Os conselhos de ética do PP, DEM, PSC, PMDB, PSDB, PSB e PTC não tomaram conhecimento das denúncias e, no último triênio, mal se reuniram.

O caso mais emblemático é o PMDB, partido do ex-governador Sérgio Cabral e do deputado cassado Eduardo Cunha (RJ), ambos presos. Além do colegiado não ter nem sequer se reunido no período, dirigentes da sigla reconhecem que dificilmente será aplicado algum tipo de sanção. O artigo 10 do código de ética do partido prevê como infração atos de “improbidade no exercício de mandato parlamentar ou executivo, bem como no de órgão partidário ou de função administrativa”.

Ao Estado, o senador Romero Jucá (RR), presidente nacional do PMDB e investigado na Lava Jato, desconversou quando questionado. Em relação aos “militantes peemedebistas” que estão detidos no Rio e em Curitiba, Jucá empurrou o problema para o PMDB fluminense (mais informações nesta página). “Esse assunto não está na ordem do dia”, disse o presidente do PMDB-RJ, Jorge Picciani.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, defendeu providências em caso “grave”. “É preciso que haja amplo direito de defesa, mas quando o caso é grave e os indícios suficientes, não é preciso esperar decisão judicial.” O partido, porém, não abriu procedimento em relação ao senador e ex-ministro Fernando Bezerra Coelho (PE), denunciado na Lava Jato por lavagem de dinheiro e corrupção na obra da refinaria de Abreu e Lima. No PSB, o responsável pelo conselho de ética é Antonio Campos, irmão do governador Eduardo Campos, morto em 2014.

O PP, campeão de integrantes investigados na Lava Jato (32) – entre eles o presidente do partido, senador Ciro Nogueira (PI), e o presidente do conselho de ética, Padre José Linhares – informou por meio de sua assessoria que nunca um caso de punição ética chegou à esfera nacional da legenda.

Os citados ou suas defesas já negaram envolvimento com as suspeitas ou acusações.


LULA SE SAFOU DO MENSALÃO GRAÇAS AO JOAQUIM BARBOSA, MAS NÃO VAI SE SAFAR DO PETROLÃO COM SÉRGIO MORO

O ex-­presidente do Supremo Tribunal Federal, STF, deve ser único ser humano na face da terra que acreditou que o ex­-presidente Lula não sabia de nada sobre o esquema de corrupção que ficou conhecido como o "mensalão" em 2006. Hoje se sabe que o esquema de corrupção do PT na Petrobras remonta ao ano do primeiro mandato de Lula, em 2003, quando foi montada uma verdadeira organização criminosa na estatal sob o comando do petistas. Caso Joaquim Barbosa não tivesse poupado Lula, teria poupado o Brasil dos desvios bilionários do PT até o ano de 2015. 

Barbosa foi alertado sobre o envolvimento de Lula no assassinato de Celso Daniel pelo publicitário Marcos Valério, que afirmou em depoimento prestado em 2012 que o empresário Ronan Pinto havia ameaçado Lula, seu ex-­secretário da Presidência, Gilberto Carvalho, e o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, por isso teria recebido os 6 milhões de reais do PT.

Na época, o então presidente do STF, Joaquim Barbosa admitiu saber do teor das denúncias feitas por Valério, mas não respondeu se considerava a acusação grave e disse que tomou conhecimento "não oficial" do depoimento dado por Marcos Valério. "Tomei conhecimento oficioso, não oficial". Leia . É no mínimo estranho que um presidente do STF ignore uma denúncia envolvendo corrupção e assassinato. Barbosa ignorou. 

Diferentemente do que ocorreu no mensalão, quando Joaquim Barbosa tentou explicar para o Brasil que Lula não sabia de nada, o juiz Sérgio Moro está munido da disposição de comprovar que a história não é bem essa. Dez anos depois do escândalo do mensalão, Moro vai prender Lula pelo esquema do Petrolão e provar que Barbosa estava errado ou foi conivente com Lula, o maior corrupto da história do país. Desta vez, Lula não tem nem Barbosa, nem foro privilegiado. Vai ser preso pelo Mensalão e pelo Petrolão. 

LULA TEM 66% DE REJEIÇÃO POPULAR. MORO TEM 65% DE APROVAÇÃO E SUBINDO. O BRASIL AMA A LAVA JATO E ODEIA O PT

Por mais que o ex-­presidente Lula e os petistas tentem tapar o sol com a peneira, os números dos institutos de pesquisa não mentem. O ex-­presidente e seu partido já não são mais os queridinhos do povo. Já o juiz Sérgio Moto e a Operação Lava Jato... 

A nova edição do Barômetro Político, pesquisa da consultoria Ipsos divulgada pela BBC Brasil mostra que a popularidade do juiz Sergio Moro, responsável pelos processos na Lava Jato, disparou nos últimos meses. O resultado da pesquisa apresenta um grande salto na avaliação positiva de Moro em relação a fevereiro de 2016, quando sua aprovação era de apenas 28%. Mesmo levando em conta que o juiz federal ainda é um ilustre desconhecido para 9% dos brasileiros, Moro alcançou a extraordinária marca de 65% de aprovação popular num universo de 91% de pessoas que já ouviram falar seu nome e sobre seu trabalho. 

Já o ex­-presidente Lula, que nunca desceu dos palanques desde os anos 80 e é conhecido por 100% dos brasileiros, foi rejeitado por nada menos que 66% dos entrevistados. O levantamento, feito neste mês de fevereiro nas cinco regiões do país, perguntou aos entrevistados qual opinião sobre 20 personalidades do mundo político e jurídico. Apenas Moro recebeu apoio da maioria, atingindo 65% de aprovação. 

"Moro era muito desconhecido no início da pesquisa, mas a força que a Lava Jato ganhou e a presença desse nome na mídia converteu esse conhecimento em aprovação. Ele é o símbolo hoje do combate a tudo aquilo que o brasileiro julga que está errado na política e na gestão pública", observa Danilo Cersosimo, diretor na Ipsos Public Affairs e responsável pela pesquisa divulgada pela BBC Brasil. 

O diretor da Ipsos afirma que a alta rejeição de Lula, hoje na casa dos 66%, pode impedi-­lo de vencer a eleição presidencial de 2018, caso ele venha a concorrer. Isso deve depender do nível de rejeição de seus adversários, nota ele. "Normalmente, um candidato que tem índices de reprovação alto como ele pode até ir para o segundo turno, mas dificilmente ganha. São raros os casos de reversão de rejeição. Ganhar uma eleição vai depender do candidato adversário, especialmente se estiver disputando com alguém de fora da política". "Moro seria um forte candidato, mas parece improvável que dispute a próxima eleição, já que a Lava Jato ainda deve se prolongar para além de 2018", observa Cersosimo.

LULA MUDOU DE NOME ANTES DA FUNDAÇÃO DO PT. PROJETO DE DE PODER DA ESQUERDA FOI CONCEBIDO NOS ANOS 70

O ex-­presidente Lula sempre se julgou um cara esperto. Dotado de um talento típico de orador de boteco, o petista logo compreendeu que através de suas manhas metafóricas poderiam livrá­-lo do cartão de ponto e da rotina do chão de fábrica. Não demorou muito para que trocasse o torno mecânico pelas rodas de sindicalistas, regadas a muita cerveja e nada de trabalho. 

Lula começou a trabalhar em 1966 nas Indústrias Villares e dois anos depois, em 1968, filiou-­se ao Sindicato de Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Graças a sua eloquência e facilidade de convencer os companheiros, ascendeu na carreira sindical com extrema rapidez. No ano seguinte, em 1969, chegou a diretoria do sindicato e logo em seguida, foi eleito como 1º secretário. Em 1973, fez um curso nos Estados Unidos sobre sindicalismo na AFL­-CIO, uma das maiores e mais importantes centrais sindicais do mundo. Lula foi se preparar para assumir a presidência do sindicato em 1975.

A vida do ex-­metalúrgico deu uma boa guinada e a renda também melhorou. Em pouco tempo, Lula estava "administrando" uma bela receita do sindicato, um ambiente onde ninguém trabalha de fato e a malandragem faz parte do "negócio". Lula logo se aproximou e se tornou amigo de grandes empresários e presidentes das empresas que "combatia". 

O sindicalismo no Brasil sempre foi dominado por comunistas. Lula ganhou projeção e o envolvimento com a política era não apenas um caminho natural, mas meticulosamente estudado. Os sindicalistas eram o braço forte dos movimentos contrários à ditadura e atraiam forças políticas de lutavam pela restauração da democracia no país. Lula se fortaleceu e ganhou projeção nacional ao liderar uma grande reivindicação em 1977 da reposição aos salários, que teve ampla cobertura na imprensa. 

O caminho para o ingresso na vida pública já estava pavimentado e, graças a sua projeção, Lula começava a atrair lideranças políticas. Esperto, aproveitava a aproximação de políticos notórios para ampliar sua projeção pessoal. Em meados da década de 70, Lula passou a ser visto como uma alternativa da esquerda brasileira e passou a fazer parte de um plano de poder de um grupo político formado por ideólogos que planejavam criar um partido, mas que precisavam de um "mascote". 

Lula topou a jogada e em 1980, antes mesmo da fundação do PT, alterou judicialmente seu nome de Luiz Inácio da Silva para Luiz Inácio Lula da Silva, visando a usar o nome em pleitos eleitorais; a legislação vigente proibia o uso de apelidos pelos candidatos. A ideia de chegar ao poder através do investimento maciço na imagem de um ex-metalúrgico e líder sindical foi inspirada no exemplo do líder sindical Lech Wałęsa, um dos fundadores do sindicato Solidarność (Solidariedade) da Polônia. Wałęsa se tornou presidente do país 13 anos antes de Lula ocupar o mesmo cargo no Brasil. 

O modus operandi dos ideólogos do Solidariedade era o mesmo do PT. A diferença é que o sucesso subiu a cabeça de Lula. Achando­-se muito esperto, o petista usou e abusou da boa fé das pessoas, subestimou as instituições e acreditou ter se tornado intocável, em virtude de sua extraordinária popularidade. 

Lula não contava com o surgimento de uma figura como o juiz federal Sérgio Moro. Com sua perspicácia e determinação, o magistrado revelou ao mundo a verdadeira face de Lula: um mero oportunista ladrão e corrupto. 


fonte: Folha Política




A FAMÍLIA LOBÃO É UMA QUADRILHA



UMA ALCATEIA!!
Villa apresenta a família Lobão e seu padrinho José Sarney.
É uma família/QUADRILHA.

NA MIRA DA ODEBRECHT

Na lista tem presidente, ex-presidente, presidente do Senado, da Câmara, Senadores e deputados.
Veja a cara da vergonha do Brasil.

Quem são os políticos mencionados pelos delatores da empreiteira
Os depoimentos prestados por funcionários e ex-funcionários da Odebrecht em 77 acordos de delação premiada foram homologados pela presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, após a morte do ministro relator Teori Zavascki em jan.2017. As declarações poderão ser usadas em inquéritos e ações penais. Veja quais políticos já foram implicados nas delações.
CLIQUE AQUI> NA MIRA DA ODEBRECHT PARA VER A LISTA.

fonte:folha.uol

'A LATRINA DA REPÚBLICA, O PROSTÍBULO DA LEI, A MAIOR VERGONHA DESSE PAÍS', COMPARTILHA ROGER, DO ULTRAJE, SOBRE O STF

O vocalista Roger, da banda Ultraje a Rigor, manifestou sua indignação com o STF compartilhando uma imagem nas redes sociais. A imagem, com a hashtag #STFProtegeBandido, mencionava a libertação do ex-goleiro Bruno e também a manutenção de processo contra o ex-presidente José Sarney na Corte, embora ele não tenha mais direito ao foro privilegiado. 


Veja a imagem compartilhada por Roger: 

AUSTERIDADE: RESPEITO AO DINHEIRO DO CONTRIBUINTE

Estava mesmo na hora de nossos governantes investirem mais em saúde, educação e segurança e menos em carnaval. 

COMO UM AMIGO DE TEMER AGRAVA A CRISE DO GOVERNO E O COLOCA NO FOCO DA LAVA JATO

O depoimento à PGR (Procuradoria-Geral da República) do advogado José Yunes, amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer, colocou o Palácio do Planalto no foco dos próximos passos da Operação Lava Jato.

Uma investigação deve ser aberta nas próximas semanas contra o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, um dos maiores aliados de Temer no governo, segundo informou a "Folha de S.Paulo".

"Se você atinge o chefe da Casa Civil, uma figura tão central em todas as articulações políticas do governo, e, ainda mais, atinge por meio do depoimento de uma figura tão próxima do presidente, um amigo pessoal, você tem um impacto político brutal", afirma Cláudio Couto, professor de Ciência Política na FGV (Fundação Getúlio Vargas) em São Paulo.

"A tendência quando tem uma situação desse tipo realmente é de agravamento da crise e enfraquecimento do governo", diz o professor.

O professor emérito de Ciência Política da UNB (Universidade de Brasília) David Fleischer diz que o depoimento de Yunes aproxima a crise política, e as investigações, de Temer.
"Yunes é amigo do peito [de Temer] há mais de 50 anos em São Paulo, então pela afinidade e amizade, qualquer coisa que Yunes tenha feito respinga em cima do presidente", diz. "Por isso que ele era assessor do Planalto e caiu", afirma Fleischer.

Reformas
Para Couto, da FGV-SP, a crise política agravada com o depoimento de Yunes pode dificultar a tramitação das reformas defendidas pelo governo no Congresso.

"Tudo que enfraquece o governo dificulta o encaminhamento das reformas. Atingindo um homem central na articulação [Padilha], mais ainda. Mas é difícil mensurar agora o alcance disso", diz Couto.

Padilha está de licença médica para realizar uma cirurgia de próstata em Porto Alegre. A assessoria do ministro informou que ele deve retornar no dia 6 de março.

"Para Temer é difícil porque Padilha é um dos principais articuladores [políticos] dele. Então ficar uma ou duas semanas sem Padilha pode ter consequências negativas para a reforma da Previdência no Congresso", diz Fleischer, da UNB.

"Isso é uma prévia do que vai ser com todos os depoimentos dos 77 [delatores] da Odebrecht. Por isso que em Brasília é chamado de fim do mundo [a divulgação da delação]", afirma o professor.

O governo Temer tenta aprovar no Congresso a reforma da Previdência e das leis trabalhistas, temas que provocam resistência mesmo entre parlamentares da base do governo.

Mas, afinal, quais fatos ligam Yunes, a Lava Jato e o governo Temer?
Yunes foi apontado como emissário de pagamentos da Odebrecht ao PMDB no depoimento do ex-executivo da empreiteira Cláudio Melo Filho em acordo de colaboração premiada.

Melo Filho disse ter levado ao escritório de Yunes, a pedido de Padilha, parte do dinheiro ao PMDB que foi acertado em jantar no Palácio do Jaburu, residência oficial do então vice-presidente Michel Temer.

Participaram do encontro no Jaburu, além de Melo Filho e do próprio Temer, o então presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, e Eliseu Padilha.

O jantar ocorreu em maio de 2014 e, segundo o delator, Temer fez um pedido direto a Marcelo Odebrecht por dinheiro para as campanhas do partido.

Ficou acertado que a Odebrecht daria R$ 10 milhões, dos quais R$ 4 milhões ficariam sob a responsabilidade de Padilha, ainda segundo o depoimento de Melo Filho.

De acordo com o delator, o papel de Padilha era coordenar a distribuição dos repasses feitos pela empreiteira ao grupo mais próximo a Temer no partido. Um dos destinatários teria sido o então deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que teve o mandato cassado no ano passado.

O executivo contou também que parte dos R$ 4 milhões foi entregue, a pedido de Padilha, no escritório de Yunes, em São Paulo.

A divulgação pela imprensa da delação de Melo Filho, em dezembro do ano passado, levou Yunes a pedir demissão do cargo de assessor especial da Presidência.

Na ocasião, ele divulgou uma carta em que negava o relatado pelo executivo e exaltava a amizade "de décadas" com o presidente Temer. Ambos foram deputados constituintes em 1988.

A demissão foi oficializada após vir a público a confirmação por Marcelo Odebrecht do encontro no Jaburu, em reportagem da "Folha de S.Paulo". 

A versão de Yunes mudou na semana passada, quando ele voluntariamente prestou depoimento à PGR.

Ao Ministério Público, Yunes contou ter sido procurado por Padilha, que lhe pediu o favor de receber alguns "documentos" em seu escritório, que seriam em seguida buscados por um emissário.

Quem foi ao escritório entregar os "documentos", diz Yunes, foi o doleiro Lucio Funaro, apontado como operador de Eduardo Cunha, ou seja, responsável por viabilizar a entrega de propina ao deputado do PMDB. Cunha sempre negou ter participado em irregularidades investigadas pela Lava Jato.

Yunes disse que não procurou verificar o que havia dentro do pacote que lhe foi entregue e negou ter operado dinheiro de campanha para o PMDB.

Outro lado
Em nota oficial divulgada nesta sexta, o Planalto informa que na campanha eleitoral de 2014, Michel Temer "não autorizou nem solicitou que nada fosse feito sem amparo nas regras da Lei Eleitoral".

Segundo o comunicado, o então vice-presidente, candidato à reeleição na chapa com a presidente Dilma Roussef, pediu auxílio formal à Odebrecht, e todas as doações foram declaradas à Justiça Eleitoral.

"A Odebrecht doou R$ 11,3 milhões ao PMDB em 2014. Tudo declarado na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral. É essa a única e exclusiva participação do presidente no episódio".

A reportagem do UOL não conseguiu entrar em contato com o ministro Eliseu Padilha ou sua assessoria de imprensa.

fonte: UOL

'O STF COMEÇA A SE MOSTRAR COMO SUPREMA CORTE DA INJUSTIÇA!', AFIRMA PSIQUIATRA SOBRE SOLTURA DO GOLEIRO BRUNO

A psiquiatra Ana Beatriz Barbosa Silva, conhecida por sua série de livros que explicam doenças psiquiátricas para o público leigo, e que inclui um livro sobre a psicopatia, revoltou-se com a decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, de soltar o ex-goleiro Bruno: "O ministro Marco Aurélio acaba de conceder habeas corpus ao goleiro Bruno! O STF começa a se mostrar como suprema corte da injustiça!".


fonte: Folha Política

'LIBERDADE DE GOLEIRO BRUNO NÃO DEIXA DÚVIDAS: NOSSAS LEIS PENAIS PRECISAM DE MUDANÇA URGENTE'

O site Implicante chama a atenção para a lei por trás da decisão do ministro Marco Aurélio Mello, do STF, de soltar o ex-goleiro Bruno, mesmo condenado a 22 anos de prisão. Segundo o site, o caso escancara a necessidade de se mudar as leis penais brasileiras. 

Leia abaixo o texto completo: 
Entre tantas ideias estapafúrdias, a esquerda milita contra as penas mais duras. Segundo o esoterismo canhoto, a hipótese de ficar preso muitos e muitos anos não faz com que as pessoas cometam menos crimes. Claro que não há qualquer prova nesse sentido, é tudo crendice ideológica.
Desta feita, TODO nosso sistema penal é elaborado com um pouco desse ranço. Cumpre-se um tempo X no regime fechado, ganha-se o benefício do semiaberto e assim por diante. Mesmo a prisão depois do julgamento em segunda instância recebe críticas severas dos militantes judiciários.
Pois deu no que deu. E às vezes é preciso um caso de comoção nacional para que todos percebam como funciona nosso sistema.
Neste caso, o goleiro foi condenado, mas em primeira instância, de modo que estava preso ainda na “preventiva”. E por seis anos. E então o ministro Marco Aurélio, do STF, concedeu liberdade a ele. Mesmo condenado.
Culpa do juiz? Culpa do Supremo? Nada disso. As leis são assim e casos similares acontecem o tempo todo.
Fundamental, portanto, que a legislação seja revista, agora sem crendices ideológicas.

'NEM O GOLEIRO BRUNO FICA PRESO, MAS VAI O SEU ZÉ , QUE FAZ TUDO CERTINHO, ATRASAR O IPTU'

A jornalista Madeleine Lacsko ironizou a frouxidão das leis penais brasileiras em comparação com o rigoroso tratamento dado pelos órgãos tributários aos cidadãos comuns: "Nem o goleiro Bruno fica preso, mas vai o seu Zé, que faz tudo certinho, atrasar um IPTU".


fonte: Folha Política