Há poucos meses, os representantes da direita brasileira viviam denunciando as
manobras do PT de Lula e Dilma no sentido de destruir a Operação Lava Jato. Hoje o
país sabe que o governo petista perpetrou diversas tentativas neste sentido. Mas não
conseguiram, embora todos os representantes da esquerda defendiam que era preciso
fazer algo para conter a sangria. Lula, Dilma e todos os setores da esquerda, inclusive
os jornalistas de aluguel, alegavam perseguição política e denunciavam vazamentos
seletivos.
De uns tempos para cá, os representantes da esquerda mudaram o discurso e
passaram a acusar o atual governo de tentar acabar com a Lava Jato. O fato é que não
há como separar membros do atual governo dos integrantes dos governos anteriores
do PT, pois praticamente todos chafurdaram na mesma lama. Não haveria como o
atual governo arquitetar qualquer plano de sabotar a Lava Jato sem a participação de
toda a escória do PT, o partido que comandou todos os esquemas de corrupção ao longo dos últimos treze anos.
Qualquer idiota sabe que nenhum membro de outro partido meteria a mão no caixa da
Petrobras sem o aval de Lula e Dilma, os detentores das chaves de todos os cofres
públicos. Não adianta alegar que o PMDB, o PP ou o PSDB também roubaram, pois
não teria como roubar sem a conivência de Lula e Dilma, que fizeram dos esquemas de
corrupção um mecanismo para obter apoio político no Congresso. Mesmo que todos
tenham roubado um pouco, e é bem provável que isso tenha ocorrido, só poderiam
roubar com a conivência do PT, que definitivamente o partido que mais roubou.
Logo, não há qualquer possibilidade de blindar alguns em detrimento dos outros.
Todos os que estão envolvidos de alguma forma devem cair ao longo das
investigações.
Também não é nenhum absurdo supor que ministros do próprio Supremo Tribunal
Federal, STF, mantenham algum conluio com políticos corruptos. Afinal, estavam
praticamente todos lá durante o auge da roubalheira. O absurdo neste caso, seria da
parte dos próprios ministros do STF supor que a sociedade vá se calar diante de
alguma manobra suja que vise proteger alguns envolvidos.
As delações e provas fornecidas pelos envolvidos são feitas junto ao Ministério Público
Federal no âmbito da Lava Jato, em Curitiba. Que ouve os depoimentos e colhe o
material fornecido pelos delatores são os procuradores da República que integram a
força-tarefa. Tudo isso ocorre bem distante dos togados do STF. Isto significa que
quando o caldo entorna, já é tarde demais para tentar conter o estrago. Somente ações
muito visíveis aos olhos do público vindas do STF poderiam prejudicar a Lava Jato e
os ministro não são burros.
Eles sabem que a população está com Sérgio Moro e com os integrantes da
investigação que enche os brasileiros de orgulho. Quem quer que tente atentar contra
a Lava Jato, sofrerá consequências inimagináveis nas mãos do povo. Isto é um fato. O
juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato são as únicas reservas morais do país.
Ao contrários dos políticos e de certos juízes do STF que precisam se locomover em
jatinhos particulares para não serem hostilizados em aeroportos, Moro é aplaudido
pelo povo onde quer que ande. Esta realidade incomoda os poderosos , mas eles ainda
não viram nada.
O juiz Sérgio Moro, por sua vez, já deixou bem claro que não vai arregar e desafiou o
ministro Gilmar Mendes, que andou criticando as prisões preventivas de bilionários
corruptos. Moro foi curto e grosso: "não há ninguém acima da Lei".
Ao contrários dos políticos e de certos juízes do STF que precisam se locomover em
jatinhos particulares para não serem hostilizados em aeroportos, Moro é aplaudido
pelo povo onde quer que ande. Esta realidade incomoda os poderosos , mas eles ainda
não viram nada.
fonte: Imprensa Viva
terça-feira, 14 de fevereiro de 2017
O TRECHO DO DESPACHO DE MORO QUE "SENSIBILIZOU" TEMER
Eduardo Cunha ameaçou Michel Temer no seu depoimento a Sérgio Moro.
Sérgio Moro entendeu a ameaça de Eduardo Cunha a Michel Temer, como fica claro no seu despacho.
Michel Temer entendeu que Sérgio Moro entendeu a ameaça de Eduardo Cunha -- e o presidente, talvez"sensibilizado", deu um passo atrás hoje (13) na ofensiva que se armava contra a Lava Jato.
Leia (ou releia) o trecho do despacho de Sérgio Moro que reproduzimos na última sexta-feira:
"75. Nem mesmo a prisão preventiva de Eduardo Cosentino da Cunha o impediu de prosseguir com o mesmo modus operandi, já apontado pelo eminente Ministro Teori Zavascki, de extorsão, ameaça e intimidações.
76. Sequer se sentiu tolhido de utilizar, para tanto, o processo judicial, como fazia anteriormente, segundo os indícios relatados pelo eminente Ministro Teori Zavascki, no processo legislativo, com requerimentos parlamentares de mão própria ou de terceiros e que veiculavam simuladas extorsões ou ameaças.
77. Afinal, essa é interpretação cabível em relação à parte dos quesitos que ele apresentou nesta ação penal para serem dirigidos ao Exmo. Sr. Presidente da República (evento 136).
78. A pretexto de instruir a ação penal, Eduardo Cosentino da Cunha apresentou vários quesitos dirigidos ao Exmo. Sr. Presidente da República que nada diziam respeito ao caso concreto. Destaco em especial os seguintes e que não têm a mínima relação com o objeto da ação penal:
'35 – Qual a relação de Vossa Excelência com o Sr. José Yunes?
36 – O Sr. José Yunes recebeu alguma contribuição de campanha para alguma eleição deVossa Excelência ou do PMDB?
37 – Caso Vossa Excelência tenha recebido, as contribuições foram realizadas de forma oficial ou não declarada?'
79. Tais quesitos, absolutamente estranhos ao objeto da ação penal, tinham, em cognição sumária, por motivo óbvio constranger o Exmo. Sr. Presidente da República e provavelmente buscavam com isso provocar alguma espécie intervenção indevida da parte dele em favor do preso."
fonte: O Antagonista
Sérgio Moro entendeu a ameaça de Eduardo Cunha a Michel Temer, como fica claro no seu despacho.
Michel Temer entendeu que Sérgio Moro entendeu a ameaça de Eduardo Cunha -- e o presidente, talvez"sensibilizado", deu um passo atrás hoje (13) na ofensiva que se armava contra a Lava Jato.
Leia (ou releia) o trecho do despacho de Sérgio Moro que reproduzimos na última sexta-feira:
"75. Nem mesmo a prisão preventiva de Eduardo Cosentino da Cunha o impediu de prosseguir com o mesmo modus operandi, já apontado pelo eminente Ministro Teori Zavascki, de extorsão, ameaça e intimidações.
76. Sequer se sentiu tolhido de utilizar, para tanto, o processo judicial, como fazia anteriormente, segundo os indícios relatados pelo eminente Ministro Teori Zavascki, no processo legislativo, com requerimentos parlamentares de mão própria ou de terceiros e que veiculavam simuladas extorsões ou ameaças.
77. Afinal, essa é interpretação cabível em relação à parte dos quesitos que ele apresentou nesta ação penal para serem dirigidos ao Exmo. Sr. Presidente da República (evento 136).
78. A pretexto de instruir a ação penal, Eduardo Cosentino da Cunha apresentou vários quesitos dirigidos ao Exmo. Sr. Presidente da República que nada diziam respeito ao caso concreto. Destaco em especial os seguintes e que não têm a mínima relação com o objeto da ação penal:
'35 – Qual a relação de Vossa Excelência com o Sr. José Yunes?
36 – O Sr. José Yunes recebeu alguma contribuição de campanha para alguma eleição deVossa Excelência ou do PMDB?
37 – Caso Vossa Excelência tenha recebido, as contribuições foram realizadas de forma oficial ou não declarada?'
79. Tais quesitos, absolutamente estranhos ao objeto da ação penal, tinham, em cognição sumária, por motivo óbvio constranger o Exmo. Sr. Presidente da República e provavelmente buscavam com isso provocar alguma espécie intervenção indevida da parte dele em favor do preso."
fonte: O Antagonista
A IMPORTÂNCIA DA LAVA JATO
Vinte e sete enunciados sobre a oportunidade de desmontar o mecanismo de exploração da sociedade brasileira
1) Na base do sistema político brasileiro, opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do estado e grandes partidos políticos. (Em meu útimo artigo, intitulado Desobediência Civil, descrevi como este mecanismo exploratório opera. Adiante, me refiro a ele apenas como “o mecanismo”.)
2) O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no Legislativo, no Executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.
3) No Executivo, ele opera via superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e às empresas estatais.
4) No Legislativo, ele opera via a formulação de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a pagar por elas.
5) O mecanismo existe à revelia da ideologia.
6) O mecanismo viabilizou a eleição de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam eles de esquerda ou de direita.
7) Foi o mecanismo quem elegeu o PMDB, o DEM, o PSDB e o PT. Foi o mecanismo quem elegeu José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.
8) No sistema político brasileiro, a ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar políticas públicas, mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do mecanismo.
9) O mecanismo opera uma seleção: políticos que não aderem a ele têm poucos recursos para fazer campanhas eleitorais e raramente são eleitos.
10) A seleção operada pelo mecanismo é ética e moral: políticos que têm valores incompatíveis com a corrupção tendem a ser eliminados do sistema político brasileiro pelo mecanismo.
11) O mecanismo impõe uma barreira para a entrada de pessoas inteligentes e honestas na política nacional, posto que as pessoas inteligentes entendem como ele funciona e as pessoas honestas não o aceitam.
12) A maioria dos políticos brasileiros têm baixos padrões morais e éticos. (Não se sabe se isto decorre do mecanismo, ou se o mecanismo decorre disto. Sabe-se, todavia, que na vigência do mecanismo este sempre será o caso.)
13) A administração pública brasileira se constitui a partir de acordos relativos a repartição dos recursos desviados pelo mecanismo.
14) Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam em xeque o funcionamento do mecanismo.
15) Um político honesto que porventura chegue ao poder e tente fazer mudanças administrativas e legais que vão contra o mecanismo terá contra ele a maioria dos membros da sua classe.
16) A eficiência e a transparência estão em contradição com o mecanismo.
17) Resulta daí que na vigência do mecanismo o Estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos gastos públicos.
18) As políticas econômicas e as práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são, portanto, incompatíveis com o mecanismo, que tende a gerar um estado cronicamente deficitário.
19) Embora o mecanismo não possa conviver com um Estado eficiente, ele também não pode deixar o Estado falir. Se o Estado falir o mecanismo morre.
20) A combinação destes dois fatores faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixos, seguidos de crise fiscal, seguidos ajustes que visam conter os gastos públicos, seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal...
21) Como as leis são feitas por congressistas corruptos, e os magistrados das cortes superiores são indicados por políticos eleitos pelo mecanismo, é natural que tanto a lei quanto os magistrados das instâncias superiores tendam a ser lenientes com a corrupção. (Pense no foro privilegiado. Pense no fato de que apesar de mais de 500 parlamentares terem sido investigados pelo STF desde 1998, a primeira condenação só tenha ocorrido em 2010.)
22) A operação Lava-Jato só foi possível por causa de uma conjunção improvável de fatores: um governo extremamente incompetente e fragilizado diante da derrocada econômica que causou, uma bobeada do parlamento que não percebeu que a legislação que operacionalizou a delação premiada era incompatível com o mecanismo, e o fato de que uma investigação potencialmente explosiva caiu nas mãos de uma equipe de investigadores, procuradores e de juízes rígida, competente e com bastante sorte.
23) Não é certo que a Lava-Jato vai promover o desmonte do mecanismo. As forças politicas e jurídicas contrárias são significativas.
24) O Brasil atual esta sendo administrado por um grupo de políticos especializados em operar o mecanismo, e que quer mantê-lo funcionando.
25) O desmonte definitivo do mecanismo é mais importante para o Brasil do que a estabilidade econômica de curto prazo.
26) Sem forte mobilização popular é improvável que a Lava-Jato promova o desmonte do mecanismo.
27) Se o desmonte do mecanismo não decorrer da Lava-Jato, os políticos vão alterar a lei, e o Brasil terá que conviver com o mecanismo por um longo tempo.
fonte: coluna José Padilha / O Globo
1) Na base do sistema político brasileiro, opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do estado e grandes partidos políticos. (Em meu útimo artigo, intitulado Desobediência Civil, descrevi como este mecanismo exploratório opera. Adiante, me refiro a ele apenas como “o mecanismo”.)
2) O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no Legislativo, no Executivo, no governo federal, nos estados e nos municípios.
3) No Executivo, ele opera via superfaturamento de obras e de serviços prestados ao estado e às empresas estatais.
4) No Legislativo, ele opera via a formulação de legislações que dão vantagens indevidas a grupos empresariais dispostos a pagar por elas.
5) O mecanismo existe à revelia da ideologia.
6) O mecanismo viabilizou a eleição de todos os governos brasileiros desde a retomada das eleições diretas, sejam eles de esquerda ou de direita.
7) Foi o mecanismo quem elegeu o PMDB, o DEM, o PSDB e o PT. Foi o mecanismo quem elegeu José Sarney, Fernando Collor de Mello, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer.
8) No sistema político brasileiro, a ideologia está limitada pelo mecanismo: ela pode balizar políticas públicas, mas somente quando estas políticas não interferem com o funcionamento do mecanismo.
9) O mecanismo opera uma seleção: políticos que não aderem a ele têm poucos recursos para fazer campanhas eleitorais e raramente são eleitos.
10) A seleção operada pelo mecanismo é ética e moral: políticos que têm valores incompatíveis com a corrupção tendem a ser eliminados do sistema político brasileiro pelo mecanismo.
11) O mecanismo impõe uma barreira para a entrada de pessoas inteligentes e honestas na política nacional, posto que as pessoas inteligentes entendem como ele funciona e as pessoas honestas não o aceitam.
12) A maioria dos políticos brasileiros têm baixos padrões morais e éticos. (Não se sabe se isto decorre do mecanismo, ou se o mecanismo decorre disto. Sabe-se, todavia, que na vigência do mecanismo este sempre será o caso.)
13) A administração pública brasileira se constitui a partir de acordos relativos a repartição dos recursos desviados pelo mecanismo.
14) Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no país, mas somente quando estas mudanças não colocam em xeque o funcionamento do mecanismo.
15) Um político honesto que porventura chegue ao poder e tente fazer mudanças administrativas e legais que vão contra o mecanismo terá contra ele a maioria dos membros da sua classe.
16) A eficiência e a transparência estão em contradição com o mecanismo.
17) Resulta daí que na vigência do mecanismo o Estado brasileiro jamais poderá ser eficiente no controle dos gastos públicos.
18) As políticas econômicas e as práticas administrativas que levam ao crescimento econômico sustentável são, portanto, incompatíveis com o mecanismo, que tende a gerar um estado cronicamente deficitário.
19) Embora o mecanismo não possa conviver com um Estado eficiente, ele também não pode deixar o Estado falir. Se o Estado falir o mecanismo morre.
20) A combinação destes dois fatores faz com que a economia brasileira tenha períodos de crescimento baixos, seguidos de crise fiscal, seguidos ajustes que visam conter os gastos públicos, seguidos de novos períodos de crescimento baixo, seguidos de nova crise fiscal...
21) Como as leis são feitas por congressistas corruptos, e os magistrados das cortes superiores são indicados por políticos eleitos pelo mecanismo, é natural que tanto a lei quanto os magistrados das instâncias superiores tendam a ser lenientes com a corrupção. (Pense no foro privilegiado. Pense no fato de que apesar de mais de 500 parlamentares terem sido investigados pelo STF desde 1998, a primeira condenação só tenha ocorrido em 2010.)
22) A operação Lava-Jato só foi possível por causa de uma conjunção improvável de fatores: um governo extremamente incompetente e fragilizado diante da derrocada econômica que causou, uma bobeada do parlamento que não percebeu que a legislação que operacionalizou a delação premiada era incompatível com o mecanismo, e o fato de que uma investigação potencialmente explosiva caiu nas mãos de uma equipe de investigadores, procuradores e de juízes rígida, competente e com bastante sorte.
23) Não é certo que a Lava-Jato vai promover o desmonte do mecanismo. As forças politicas e jurídicas contrárias são significativas.
24) O Brasil atual esta sendo administrado por um grupo de políticos especializados em operar o mecanismo, e que quer mantê-lo funcionando.
25) O desmonte definitivo do mecanismo é mais importante para o Brasil do que a estabilidade econômica de curto prazo.
26) Sem forte mobilização popular é improvável que a Lava-Jato promova o desmonte do mecanismo.
27) Se o desmonte do mecanismo não decorrer da Lava-Jato, os políticos vão alterar a lei, e o Brasil terá que conviver com o mecanismo por um longo tempo.
fonte: coluna José Padilha / O Globo
CORRUPÇÃO ENDÊMICA NO BRASIL NÃO É SÓ DO PT, MAS FOI TOTALMENTE ANCORADA POR LULA E DILMA AO LONGO DE 13 ANOS
Os petistas e representantes da esquerda estão aproveitando a onda de delações
envolvendo políticos de outros partidos para tentar minimizar os impactos da onda de
insatisfação que arrastou o PT de Lula e Dilma para o esgoto da política nacional.
Ao se referirem aos casos do petrolão, o assalto sem precedentes na história da estatal, ao roubo no BNDES e aos esquemas de corrupção descobertos em praticamente todos os lugares em que os petistas comandaram ao longo dos últimos treze anos, os representantes da oposição comemoram sempre que aparece um nome de outro partido.
O fato é que Dilma e Lula comandaram a Petrobras, o BNDES e todos os ministérios com mão de ferro. Ninguém que ajudou a roubar o país durante a última década e meia roubou sem a autorização expressa de Lula, Dilma ou de alguém da cúpula do PT.
Para assegurar a governabilidade e ampliar a base de apoio no Congresso, Lula e Dilma permitiram que membros de outros partidos como PMDB e PP também roubassem. O esquema, como todos já sabem, era organizado através da distribuição de cargos aos membros da base aliada dos governos petistas. Mas quem comandava de fato a organização criminosa era Lula e Dilma.
Como chefes da organização e donos das chaves dos cofres públicos, é natural que o PT tenha roubado bem mais do que todos os outros partidos juntos. Lula, Dilma e seus correligionários também lucravam com o roubo de membros de outros partidos através das alianças políticas em tempos de eleição. Quem roubava junto com o PT apoiava os candidatos do partido em coligações por todo o Brasil.
É fato que Dilma e Lula comandaram o assalto aos cofres públicos do país e compraram apoio político de membros de outros partidos com dinheiro roubado do povo. Segundo esta lógica, seria praticamente impossível que o PT permitisse que seus rivais políticos declarados participassem de algum esquema de corrupção por uma série de razões óbvias. Quem estava no comando do Brasil, da Petrobras, do BNDES, da Caixa, do Banco do Brasil e de tudo mais era Lula e depois Dilma, que obedecia Lula.
Não tinha como nenhum outro partido roubar sem a conivência dos dois e do PT. Isto é um fato. Lula foi apontado pela Procuradoria-geral da República como o chefe da organização criminosa que vitimou a Petrobras em bilhões ao longo de todos estes anos. A afirmação do procurador Rodrigo Janot foi feita com base nas profundas investigações no âmbito da Lava Jato e nas delações de dezenas de envolvidos no esquema criminoso montado pelo PT, como Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, Ricardo Pessoa e os donos das 9 maiores empreiteiras do Brasil.
Praticamente todos os aliados de Lula e Dilma estão envolvidos nos esquemas de corrupção dos governos petistas. A origem de todo o mal é o PT, que além de roubar, ajudou a eleger outros ladrões de outros partidos para apoiar os governos corruptos de Lula e Dilma.
Isto não quer dizer que os membros dos outros partidos sejam santos, mas traduz o fato do Brasil enfrentar a maior epidemia de corrupção de toda a sua história, pois, baseados na cultura da corrupção e na compra de apoio político, o PT acabou financiando e levando para Brasília a pior geração de políticos de todos os tempos. De praticamente todos os partidos, através das alianças e da distribuição de dinheiro roubado do contribuinte. O PT e os partidos das bases aliadas dos governos de Lula e Dilma teve 3 eleições para selecionar os aliados políticos cúmplices de seus esquemas criminosos. Nestas alianças, foram eleitos dezenas de senadores e centenas de deputados federais alinhados com as diretrizes da organização criminosa comandada por Lula.
Permitir-se influenciar por argumentos que visam desacreditar o sistema político como um todo é algo que deve ser considerado com cautela. O PT não é apenas o partido que mais roubou na história do Brasil. É o partido que financiou outros criminosos com o dinheiro roubado do povo e fez do Congresso Nacional um verdadeiro ninho de ratos.
Em 2018, o eleitor terá finalmente a oportunidade de se livrar dos bandidos que, ao lado do PT de Lula e Dilma, ajudaram a trazer o país para o estado em que se encontra nos dias de hoje.
fonte: Imprensa Viva
Ao se referirem aos casos do petrolão, o assalto sem precedentes na história da estatal, ao roubo no BNDES e aos esquemas de corrupção descobertos em praticamente todos os lugares em que os petistas comandaram ao longo dos últimos treze anos, os representantes da oposição comemoram sempre que aparece um nome de outro partido.
O fato é que Dilma e Lula comandaram a Petrobras, o BNDES e todos os ministérios com mão de ferro. Ninguém que ajudou a roubar o país durante a última década e meia roubou sem a autorização expressa de Lula, Dilma ou de alguém da cúpula do PT.
Para assegurar a governabilidade e ampliar a base de apoio no Congresso, Lula e Dilma permitiram que membros de outros partidos como PMDB e PP também roubassem. O esquema, como todos já sabem, era organizado através da distribuição de cargos aos membros da base aliada dos governos petistas. Mas quem comandava de fato a organização criminosa era Lula e Dilma.
Como chefes da organização e donos das chaves dos cofres públicos, é natural que o PT tenha roubado bem mais do que todos os outros partidos juntos. Lula, Dilma e seus correligionários também lucravam com o roubo de membros de outros partidos através das alianças políticas em tempos de eleição. Quem roubava junto com o PT apoiava os candidatos do partido em coligações por todo o Brasil.
É fato que Dilma e Lula comandaram o assalto aos cofres públicos do país e compraram apoio político de membros de outros partidos com dinheiro roubado do povo. Segundo esta lógica, seria praticamente impossível que o PT permitisse que seus rivais políticos declarados participassem de algum esquema de corrupção por uma série de razões óbvias. Quem estava no comando do Brasil, da Petrobras, do BNDES, da Caixa, do Banco do Brasil e de tudo mais era Lula e depois Dilma, que obedecia Lula.
Não tinha como nenhum outro partido roubar sem a conivência dos dois e do PT. Isto é um fato. Lula foi apontado pela Procuradoria-geral da República como o chefe da organização criminosa que vitimou a Petrobras em bilhões ao longo de todos estes anos. A afirmação do procurador Rodrigo Janot foi feita com base nas profundas investigações no âmbito da Lava Jato e nas delações de dezenas de envolvidos no esquema criminoso montado pelo PT, como Marcelo Odebrecht, Léo Pinheiro, Ricardo Pessoa e os donos das 9 maiores empreiteiras do Brasil.
Praticamente todos os aliados de Lula e Dilma estão envolvidos nos esquemas de corrupção dos governos petistas. A origem de todo o mal é o PT, que além de roubar, ajudou a eleger outros ladrões de outros partidos para apoiar os governos corruptos de Lula e Dilma.
Isto não quer dizer que os membros dos outros partidos sejam santos, mas traduz o fato do Brasil enfrentar a maior epidemia de corrupção de toda a sua história, pois, baseados na cultura da corrupção e na compra de apoio político, o PT acabou financiando e levando para Brasília a pior geração de políticos de todos os tempos. De praticamente todos os partidos, através das alianças e da distribuição de dinheiro roubado do contribuinte. O PT e os partidos das bases aliadas dos governos de Lula e Dilma teve 3 eleições para selecionar os aliados políticos cúmplices de seus esquemas criminosos. Nestas alianças, foram eleitos dezenas de senadores e centenas de deputados federais alinhados com as diretrizes da organização criminosa comandada por Lula.
Permitir-se influenciar por argumentos que visam desacreditar o sistema político como um todo é algo que deve ser considerado com cautela. O PT não é apenas o partido que mais roubou na história do Brasil. É o partido que financiou outros criminosos com o dinheiro roubado do povo e fez do Congresso Nacional um verdadeiro ninho de ratos.
Em 2018, o eleitor terá finalmente a oportunidade de se livrar dos bandidos que, ao lado do PT de Lula e Dilma, ajudaram a trazer o país para o estado em que se encontra nos dias de hoje.
fonte: Imprensa Viva
COM OS DIAS CONTADOS, PT NÃO COMEMORA 37º ANIVERSÁRIO E ANUNCIA DEMISSÃO DE FUNCIONÁRIOS
Após 36 anos de muita farra, o PT anuncia que não haverá festa de comemoração
do 37º aniversário da legenda este ano. A direção do partido realizou apenas uma
reunião na noite de
sexta (10) em uma celebração considerada "chocha" por líderes
partidários.
Este ano não tem festa para a esquerda festiva e vermelha. Os membros da cúpula do partido já adiantaram que a decisão faz parte de um pacote de contenção de despesas que incluiu até demissão de funcionários.
Nem o ex-presidente Lula se deu o trabalho de comparecer no discretos eventos locais, como o organizado pelo diretório municipal do Sindicato dos Químicos, no bairro da Liberdade, em São Paulo.
Num auditório arejado por ventiladores de parede, o presidente nacional do partido, Rui Falcão, discursou para pouco mais de 300 pessoas.
Pouco animado, Falcão propôs "ações diretas de mobilização". Afirmou ser "importante atacar a base dos deputados". "Chega de fazer militância pela internet", afirmou ele diante de uma plateia minguada.
fonte: Imprensa Viva
Este ano não tem festa para a esquerda festiva e vermelha. Os membros da cúpula do partido já adiantaram que a decisão faz parte de um pacote de contenção de despesas que incluiu até demissão de funcionários.
Nem o ex-presidente Lula se deu o trabalho de comparecer no discretos eventos locais, como o organizado pelo diretório municipal do Sindicato dos Químicos, no bairro da Liberdade, em São Paulo.
Num auditório arejado por ventiladores de parede, o presidente nacional do partido, Rui Falcão, discursou para pouco mais de 300 pessoas.
Pouco animado, Falcão propôs "ações diretas de mobilização". Afirmou ser "importante atacar a base dos deputados". "Chega de fazer militância pela internet", afirmou ele diante de uma plateia minguada.
fonte: Imprensa Viva
APÓS FUNCIONAR COMO PUXADINHO DO PT, PCdoB QUER SE DESCOLAR DO PARTIDO MAIS CORRUPTO DA HISTÓRIA DO BRASIL
O PCdoB foi o primeiro partido da esquerda brasileira a anunciar o rompimento com o
PT nas próximas eleições majoritárias. Após 37 anos atuando como um "puxadinho"
de Lula e do PT, o Partido Comunista do Brasil planeja apresentar candidato próprio
nas eleições presidenciais de 2018. É óbvio que, assim como outros partidos satélites
do PT, a orientação interna do PCdoB mantém a postura de atuar como linha auxiliar
de Lula, Dilma e companhia.
O partido foi apontado como recebedor de pelo menos 30% dos valores repassados pelo governo Dilma em projetos do Programa Minha Casa Minha Vida, em um esquema criminoso envolvendo construtoras. Segundo o delator Pedro Corrêa, os corruptos do PCdoB cobravam até 30% de propina por cada casa construída para famílias carentes. O ex-ministro Aldo Rebelo embolsava um terço do dinheiro sujo destinado aos comunistas no esquema.
E é justamente o mesmo Aldo Rabelo, ex-ministro do governo Dilma, o candidato "favorito" no partido para concorrer à Presidência em 2018. O partido, que apoiou a candidatura de Rodrigo Maia para a reeleição como presidente da Câmara dos Deputados, admite que está muito atrelado à imagem do PT de Lula e Dilma.
“Estamos com a avaliação de que vivemos uma fragmentação razoável no nosso campo político. E num ambiente desses de crise política, com fortes ares de crise institucional, como muita instabilidade, ao contrário de buscar um caminho na defensiva, avaliamos que vale muito a afirmação de um pensamento para o País”, afirmou a presidente nacional do PCdoB, a deputada federal Luciana Santos (PE)
fonte: Imprensa Viva
O partido foi apontado como recebedor de pelo menos 30% dos valores repassados pelo governo Dilma em projetos do Programa Minha Casa Minha Vida, em um esquema criminoso envolvendo construtoras. Segundo o delator Pedro Corrêa, os corruptos do PCdoB cobravam até 30% de propina por cada casa construída para famílias carentes. O ex-ministro Aldo Rebelo embolsava um terço do dinheiro sujo destinado aos comunistas no esquema.
E é justamente o mesmo Aldo Rabelo, ex-ministro do governo Dilma, o candidato "favorito" no partido para concorrer à Presidência em 2018. O partido, que apoiou a candidatura de Rodrigo Maia para a reeleição como presidente da Câmara dos Deputados, admite que está muito atrelado à imagem do PT de Lula e Dilma.
“Estamos com a avaliação de que vivemos uma fragmentação razoável no nosso campo político. E num ambiente desses de crise política, com fortes ares de crise institucional, como muita instabilidade, ao contrário de buscar um caminho na defensiva, avaliamos que vale muito a afirmação de um pensamento para o País”, afirmou a presidente nacional do PCdoB, a deputada federal Luciana Santos (PE)
fonte: Imprensa Viva
LULA TENTA CONVENCER PT A SUPERAR DISCURSO DO 'GOLPE'
Preocupado com a sobrevivência política do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta convencer o partido de que, depois de quase quatorze anos no comando do governo federal, a sigla não pode voltar a ter uma atuação apenas de contestação, e sim fazer uma oposição propositiva. Quase seis meses depois do impeachment da presidente Dilma Rousseff, Lula considera que é preciso ir além do discurso do “golpe”.
— Nós ficamos gritando “Fora Temer” e o Temer está lá dentro. Gritamos “não vai ter golpe” e teve golpe. Estamos gritando contra as reformas e eles estão aprovando as reformas em tempo recorde — disse Lula, ao discursar, no último dia 19, no lançamento do 6º Congresso Nacional do PT, que discutirá em junho os rumos do partido.
Quinze dias depois desse discurso, Lula abriu diálogo com o presidente Michel Temer, que foi prestar condolências pela morte de sua mulher, Marisa Letícia. No PT, tanto as alas à esquerda quanto o campo majoritário, tentaram minimizar o encontro, classificando-o de protocolar. Os petistas tentam implodir qualquer possibilidade de desdobramento político.
Já o entorno de Temer é entusiasta da continuidade do diálogo, embora afirme que não há perspectiva de nova conversa no curto prazo. Auxiliares do presidente afirmam que a única pauta comum possível é a reforma política. Apesar da torcida petista contra, um ministro de Temer ressaltou que é da natureza de Lula a composição política.
Recentemente, o ex-presidente já havia contrariado a militância e a esquerda do PT ao orientar o apoio às candidaturas do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) às presidências da Câmara e do Senado. O objetivo era garantir cargos na Mesa Diretora das duas Casas e evitar que o PT ficasse ainda mais isolado politicamente. A reação da militância levou a direção nacional do PT a recuar e recomendar a união das esquerdas. Na Câmara, o partido acabou apoiando a candidatura do deputado André Figueiredo (PDT-CE), e, no Senado, a bancada rachou.
DEDICAÇÃO AINDA MAIOR À POLÍTICA
Lula deve mergulhar ainda mais de cabeça na política após a morte da mulher. A expectativa de aliados mais próximos é que a perda da ex-primeira-dama não mudará a sua disposição de assumir a presidência do PT, na metade do ano, como vem sendo articulado pelos principais caciques da legenda.
No entorno de Lula, há ainda quem acredite que o petista vai agora colocar o pé na estrada para percorrer o país, até como uma forma de ocupar a cabeça. O ex-presidente já vinha ensaiando esse giro pelo Brasil desde o início da crise que levou ao impeachment de Dilma, mas nunca chegou a concretizar o plano.
Marisa implicava com as viagens e com as agendas do petista no final de semana. Por outro lado, era favorável que ele retomasse o comando do partido, posto que ocupou até 1994.
Lula tem defendido que os petistas se engajem em discussões sobre política econômica, como geração de emprego e renda, retomada do crescimento, e sobre reforma política, especialmente financiamento de campanhas eleitorais. Para o ex-presidente, o PT tem que aproveitar os supostos retrocessos promovidos por Temer, como a PEC do Teto de Gastos, para construir seu discurso. Lula quer reunir economistas, especialistas em políticas públicas e gestão governamental para preparar desde já um programa de governo para 2018.
— O Lula, por natureza, é muito prático. Ele está pensando no futuro, em como juntar os cacos do PT, construir um projeto e ir para a rua. Ele quer ser presidente de novo — disse uma pessoa próxima do ex-presidente.
Lula vinha discutindo, antes da morte de Marisa, o melhor momento para colocar na rua a sua candidatura à Presidência da República em 2018. A expectativa é que isso aconteça durante o congresso da legenda, em junho, o mesmo que deve sacramentar a sua indicação para comandar o PT.
Resistente inicialmente à ideia de voltar ao comando formal do PT, temendo que as investigações contra ele contaminassem a legenda — Lula é réu em cinco ações na Justiça — o ex-presidente deu, desde o final do ano passado, sinais de que vai encarar a missão para evitar um racha que poderia ser mortal para o partido que fundou em 1980.
Com Lula, mesmo grupos que fazem oposição ao atual comando do PT e defendem alterações radicais na forma de condução do partido, como o Muda PT, desistiriam de lançar candidato para presidir a legenda. Além da unidade em torno de seu nome, o ex-presidente também exige, para aceitar a missão, que as correntes apresentem os seus melhores nomes para compor a Executiva Nacional, numa forma de fortalecer a direção.
Um dos movimentos que indicam a disposição de Lula de presidir o PT foi a articulação endossada por ele para que Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo, assuma o comando do partido em São Paulo. Por ser um dos melhores amigos de Lula na política, Marinho seria a principal opção para a presidência nacional, caso Lula não quisesse o posto.
O discurso feito no velório de Marisa, no dia 4, já deu sinais de que Lula não vai abandonar o embate político. Na ocasião, disse que não tem "medo de ser preso" e que "vai brigar" contra os que "levantaram leviandades" sobre a mulher.
Na missa de sétimo dia da ex-primeira-dama, realizada na última quinta-feira, Lula mostrou que não vai deixar a política nem momentaneamente. Presente à cerimônia, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, foi convocado pelo ex-presidente para uma reunião na dia seguinte.
fonte: Folha Política
Quinze dias depois desse discurso, Lula abriu diálogo com o presidente Michel Temer, que foi prestar condolências pela morte de sua mulher, Marisa Letícia. No PT, tanto as alas à esquerda quanto o campo majoritário, tentaram minimizar o encontro, classificando-o de protocolar. Os petistas tentam implodir qualquer possibilidade de desdobramento político.
Já o entorno de Temer é entusiasta da continuidade do diálogo, embora afirme que não há perspectiva de nova conversa no curto prazo. Auxiliares do presidente afirmam que a única pauta comum possível é a reforma política. Apesar da torcida petista contra, um ministro de Temer ressaltou que é da natureza de Lula a composição política.
Recentemente, o ex-presidente já havia contrariado a militância e a esquerda do PT ao orientar o apoio às candidaturas do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) às presidências da Câmara e do Senado. O objetivo era garantir cargos na Mesa Diretora das duas Casas e evitar que o PT ficasse ainda mais isolado politicamente. A reação da militância levou a direção nacional do PT a recuar e recomendar a união das esquerdas. Na Câmara, o partido acabou apoiando a candidatura do deputado André Figueiredo (PDT-CE), e, no Senado, a bancada rachou.
DEDICAÇÃO AINDA MAIOR À POLÍTICA
Lula deve mergulhar ainda mais de cabeça na política após a morte da mulher. A expectativa de aliados mais próximos é que a perda da ex-primeira-dama não mudará a sua disposição de assumir a presidência do PT, na metade do ano, como vem sendo articulado pelos principais caciques da legenda.
No entorno de Lula, há ainda quem acredite que o petista vai agora colocar o pé na estrada para percorrer o país, até como uma forma de ocupar a cabeça. O ex-presidente já vinha ensaiando esse giro pelo Brasil desde o início da crise que levou ao impeachment de Dilma, mas nunca chegou a concretizar o plano.
Marisa implicava com as viagens e com as agendas do petista no final de semana. Por outro lado, era favorável que ele retomasse o comando do partido, posto que ocupou até 1994.
Lula tem defendido que os petistas se engajem em discussões sobre política econômica, como geração de emprego e renda, retomada do crescimento, e sobre reforma política, especialmente financiamento de campanhas eleitorais. Para o ex-presidente, o PT tem que aproveitar os supostos retrocessos promovidos por Temer, como a PEC do Teto de Gastos, para construir seu discurso. Lula quer reunir economistas, especialistas em políticas públicas e gestão governamental para preparar desde já um programa de governo para 2018.
— O Lula, por natureza, é muito prático. Ele está pensando no futuro, em como juntar os cacos do PT, construir um projeto e ir para a rua. Ele quer ser presidente de novo — disse uma pessoa próxima do ex-presidente.
Lula vinha discutindo, antes da morte de Marisa, o melhor momento para colocar na rua a sua candidatura à Presidência da República em 2018. A expectativa é que isso aconteça durante o congresso da legenda, em junho, o mesmo que deve sacramentar a sua indicação para comandar o PT.
Resistente inicialmente à ideia de voltar ao comando formal do PT, temendo que as investigações contra ele contaminassem a legenda — Lula é réu em cinco ações na Justiça — o ex-presidente deu, desde o final do ano passado, sinais de que vai encarar a missão para evitar um racha que poderia ser mortal para o partido que fundou em 1980.
Com Lula, mesmo grupos que fazem oposição ao atual comando do PT e defendem alterações radicais na forma de condução do partido, como o Muda PT, desistiriam de lançar candidato para presidir a legenda. Além da unidade em torno de seu nome, o ex-presidente também exige, para aceitar a missão, que as correntes apresentem os seus melhores nomes para compor a Executiva Nacional, numa forma de fortalecer a direção.
Um dos movimentos que indicam a disposição de Lula de presidir o PT foi a articulação endossada por ele para que Luiz Marinho, ex-prefeito de São Bernardo, assuma o comando do partido em São Paulo. Por ser um dos melhores amigos de Lula na política, Marinho seria a principal opção para a presidência nacional, caso Lula não quisesse o posto.
O discurso feito no velório de Marisa, no dia 4, já deu sinais de que Lula não vai abandonar o embate político. Na ocasião, disse que não tem "medo de ser preso" e que "vai brigar" contra os que "levantaram leviandades" sobre a mulher.
Na missa de sétimo dia da ex-primeira-dama, realizada na última quinta-feira, Lula mostrou que não vai deixar a política nem momentaneamente. Presente à cerimônia, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ), por exemplo, foi convocado pelo ex-presidente para uma reunião na dia seguinte.
fonte: Folha Política
EM DEPOIMENTO, DILMA DIZ QUE NÃO SABIA DE ATRASOS DE PAGAMENTO DO TESOURO
Em depoimento ao procurador da República Ivan Marx, a ex-presidente Dilma Rousseff lançou mão de um expediente semelhante ao usado por Lula no mensalão: dizer que “não sabia”. Ela, que ganhou fama de ‘gerentona’ por se preocupar com os detalhes, afirmou não saber que o Tesouro Nacional atrasava pagamentos a bancos públicos. Disse, ainda, não saber que o FGTS era usado para financiar os empréstimos do Minha Casa Minha Vida sempre que o Orçamento do programa chegava ao fim. Dilma também disse desconhecer os atrasos ao Plano Safra. Segundo ela, só soube das pedaladas após os acórdãos divulgados pelo Tribunal de Contas da União.
O depoimento foi colhido por Marx - que atua no Ministério Público Federal no Distrito Federal - há dois meses em Porto Alegre no âmbito do processo civil sobre as pedaladas fiscais.
fonte: Folha Política
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
"NÓS, POLÍTICOS, ESTAMOS DESTINADOS À DESTRUIÇÃO", DIZ LOBÃO E CULPA A LAVA JATO
O senador e ex-ministro Edison Lobão (PMDB-MA), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, reclamou que os meios de comunicação e a opinião pública “batem impiedosamente em todos os políticos. Daqui a pouco os políticos não suportam mais”, queixou-se. Ele acrescentou que, por causa da Lava Jato, a classe política está destinada “ao calvário, à destruição”.
Lobão vai presidir um colegiado com dez investigados na Lava Jato. Ele considera que não há nenhum problema quanto a esse fato, porque ainda não há nenhum condenado (políticos têm foro privilegiado e estão fora de alcance do julgamento do juiz Sergio Moro). “Não tem nenhum condenado lá. Investigado não quer dizer, absolutamente, condenado. É uma fase de esclarecimento que muitas vezes conduz à inocência, como já aconteceu comigo. Sou inocente e estou à disposição para esclarecimentos”, advertiu.
Para ele também é evidente que há uma tentativa de “criminalização” dos políticos. ” Todo dia aparecem denúncias contra pessoas e os meios de comunicação batem impiedosamente em todos os políticos, tendo sido objeto de denúncias ou não. Daqui a pouco os políticos não suportam mais. Se alguém acha que a atividade política está tão ruim assim, ingresse na vida pública para tentar melhorá-la”.
O parlamentar classificou ainda que a Lava Jato como uma “inquirição global. Já está a Suíça com interesse no assunto, os Estados Unidos, a Europa… enfim, não se sabe mais para onde vai. Virou um inquérito universal. Em que isso vai resultar? Não sei. Não acho que tem que ser extinta, mas conduzir ao ponto que estamos chegando, da criminalização da vida pública, é o que nos envia para a tirania. Temos tido aqui tentativas de corrigir essas distorções e não se consegue.”
Anistia caixa 2 e delações
Lobão disse que não há inconstitucionalidade na medida que propõe anistiar o caixa 2 aos políticos. “Eu quero dizer que é constitucional a figura da anistia, qualquer que ela seja”, afirmou.Ele também defendeu mudanças na legislação que trata das colaborações premiadas. “Delação só deve ser admitida com o delator solto.”
As declarações foram dadas ao jornal O Estado de S. Paulo.
FIM HUMILHANTE. A IMPORTÂNCIA ZERO DA EX-PRESIDENTE MAIS ARROGANTE E PREPOTENTE DA HISTÓRIA DO PAÍS
A ex-presidente Dilma Rousseff bem que tem tentado enfrentar toda sua decadência
mantendo uma certa fleuma de ex-presidente que ainda é capaz de opinar nos
destinos do país. Mas a realidade tem sido mais dura do que ela esperava e há cada vez
menos pessoas dispostas a ouvir o que a petista tem a dizer. Mesmo dentro de seu
partido, Dilma não tem mais espaço nas mesas diretoras ou na tomada de decisões.
Não é mais convidada para eventos entre seus correligionários e foi completamente
banida da vida partidária. O PT por sua vez tem outras preocupações bem mais
imediatas e não quer que a já combalida imagem do partido seja "contaminada" por
toda negatividade que Dilma passou a representar no país de 13 milhões de
desempregados.
De fato, não faltam razões para que todos queiram manter distância da ex-presidente.
Segundo sondagens internas do próprio PT, Dilma hoje é vista como a pessoa mais
arrogante e, ao mesmo tempo incompetente, que já ocupou o Palácio do Planalto.
Poucos políticos tiveram um fim tão meteórico em toda a história do país. Collor
partiu para o isolamento por livre e espontânea vontade, pois sabia que cairia no
ostracismo no dia seguinte ao impeachment. Já Dilma ainda tenta se inserir, sem
sucesso, na vida política do país.
A situação de Dilma chegou a um ponto degradante mesmo antes de ter seu mandato
cassado. Por questões de segurança, a petista ficou praticamente detida no Palácio da
Alvorada por vários meses, até a conclusão do processo de impeachment. O temor do
gabinete da Presidência da República era o de que ela sofresse algum ataque, tamanho
era o repúdio popular contra a petista naqueles dias sombrios.
Atualmente, Dilma está praticamente abandonada à própria sorte pela maioria de seus
antigos aliados. Traída por ex-ministros e auxiliares, a petista vive praticamente
isolada dos debates no país e se comunica através das redes sociais e pequenas rádios
do interior e blogs saudosos do dinheiro do contribuinte.
Não demorou muito tempo para que Dilma Rousseff se tornasse uma mera sombra
esmaecida daquilo que foi um dia: arrogante, pretensiosa e mandona. Os ex-funcionários
que a serviam em Brasília são unânimes em afirmar que se sentem
aliviados por terem se livrado do jugo da petista. Dilma era tirana e se comportava
como uma rainha do mal, que gostava de impor humilhações aos que eram colocados
a seu serviço.
O desprestígio político é proporcional ao repúdio popular. A situação de Dilma nos
dias de hoje é tão degradante que a petista não consegue mais encontros com pessoas
da vida pública. Poucos se arriscam a visitá-la e quando o fazem, exigem sigilo e nada
de fotos.
A situação não é diferente no exterior. Dilma passou cerca de quinze dias na Europa,
às custas do contribuinte, mas não conseguiu ser recebida por nenhum chefe ou ex-chefe
de Estado. A petista passou pela Espanha, França e Itália sem conseguir ser
recebida por nenhuma autoridade local. O máximo que conseguiu foi um encontro
rápido com uma obscura senadora francesa do inexpressivo Partido Comunista
Francês.
No Brasil, Dilma avança inexoravelmente para o ostracismo político na mesma
proporção que conquista as manchetes policiais e, justamente por este motivo, ainda
não pode ser considerada um cachorro morto na beira da estrada. A petista ainda deve
chamar muita atenção quando começar a se tornar alvo de uma série de processos
sobre corrupção e lavagem de dinheiro nos próximos meses.
Isso faz com que cada vez mais pessoas procurem mantes distância de Dilma. Até
mesmo oportunistas como João Pedro Stédile (MST), Carina Vitral (UNE) e Vagner
Freitas (CUT) já não querem mais ser vistos ao lado da petista e até se tornaram
críticos de seu governo. É claro que nenhum destes citados jamais possuiu algum
compromisso com a luta de classes, mas sim com o projeto de poder do PT.
Entretanto, até eles precisam criticar Dilma para não se prejudicarem perante os
movimentos que representam.
Em seu partido, o PT, Dilma é repudiada e apontada como a principal responsável
pelo fim do sonho de um projeto de poder duradouro. Mesmo os blogs, jornalistas e
meios de comunicação se veem numa situação ridícula, por serem forçados a admitir
que a incompetência, inépcia e arrogância de Dilma foram os principais fatores que
conduziram o pais ao caos político e econômico da atualidade.
Nem mesmo os artistas petistas se arriscam a defendê-la abertamente. Dilma enfrenta
dias bem distantes daqueles em que reinava absoluta, fiando na certeza de que o Brasil
e as instituições não estariam dispostas a bancar um outro processo de impeachment
após o de Fernando Color. Ela pagou para ver e deu no que deu.
Dilma é responsável por um feito inédito: fracassou em sua relação com a direita e
destruiu a esquerda do país. O abatimento e a ausência de uma frase que faça algum
sentido comprova que a petista é apenas um passo triste perdido na história.
fonte: Imprensa Viva
LULA QUER A EXTINÇÃO DO PT. SEM NOVAS NARRATIVAS, PETISTA QUER DILUIR O PARTIDO NA FRENTE BRASIL POPULAR DE BOULOS
Existem coisas que só podem ser lidas nas entrelinhas. Há tempos o ex-presidente
Lula vem falando de uma ampla aliança entre os partidos de esquerda do Brasil. Há
tempos Lula vem falando sobre a necessidade de cativar os jovens, de se reaproximar
dos movimentos sociais e de concentrar forças nos movimentos de base, como
movimentos estudantis, pequenos sindicatos e outros coletivos que ainda nutrem
alguma simpatia pela esquerda.
Ocorre que Lula tem plena consciência de que nada disso seria possível, levando em conta o profundo desgaste sofrido pelo PT ao longo dos últimos dois anos. Haja vista o impeachment de Dilma e a humilhante derrota do partido nas urnas nas últimas eleições municipais. Lula sabe que nenhum partido de esquerda ousaria se arriscar a se alinhar com o PT, mesmo que fosse apenas para organizar uma passeata. Estão todos sofrendo para tentar se desvencilhar da imagem do partido e da imagem de Dilma, que estraçalhou a reputação de todos aqueles que a apoiaram em seus dias derradeiros no Planalto.
UM SINAL CLARO: NINGUÉM QUER SER PRESIDENTE DO PT
Os membros do partido estão todos "recuados" diante da falta de novas narrativas que expliquem o desastre que foi o PT no poder. Também não há como justificar o fato de que o maior assalto aos cofres públicos da história do país ocorre justamente durante os governos petistas. O povo não é bobo e sabe que, embora outros ou quase todos os partidos também tenham roubado, o fizeram sob o comando do PT de Lula e Dilma. Não tinha como roubar a Petrobras ou o BNDES sem o aval de Lula e Dilma. Talvez por este motivo é que nenhum petista que presidir o partido, incluindo o próprio Lula. Ninguém quer assumir o lugar de Rui Falcão e é provável que ele seja o último presidente do PT.
Um dos membros da cúpula do PT admitiu que os 37 anos de história do partido foram parar no esgoto da história. "Aquela imagem da Polícia Federal na porta do partido, enquanto agentes cumpriam mandatos de busca e apreensão foi forte demais. O PT foi profundamente estigmatizado por seus erros e deve pagar um preço muito alto por tudo isso"
Lula sabe que o PT se tornou inviável, pois o partido já não consegue mais mobilizar a militância para um simples comício. Nos últimos eventos em que participou, Lula precisou chamar reforços entre sindicatos e movimentos sociais para conseguir ocupar os lugares dos recintos cada vez menores.
O que tem valido a Lula nos últimos meses tem sido a figura de Guilherme Boulos, do MTST. Ao lado dele, Lula tenta reeditar a Frente Brasil Popular, a coligação pela qual concorreu na eleição de 1989. O atual coordenador da Frente Brasil Popular é ex-integrante do PSB Roberto Amaral, enquanto Boulos comanda a Povo sem Medo. As duas frentes concentram praticamente todos os movimentos sociais e sindicais que deram suporte ao PT ao longo das últimas décadas. Mas mesmo estes líderes veem com reticência cada vez maior uma associação concreta com o PT.
Todos já perceberam que vinculados ao PT torna-se mais difícil angariar simpatizantes na periferia, entre os estudantes e até mesmo entre trabalhadores de baixa renda. O mote desta turma é praticamente o mesmo do PT, mas o partido está profundamente estigmatizado pela chaga da corrupção e foi duramente atingido pelas investigações da Operação Lava Jato.
Se Lula já não possui estatura moral suficiente para re-aglutinar os partidos de esquerda em torno de um novo projeto de poder, a Frente Brasil Popular pode ter. E é nisso que Lula tem apostado. A última Plenária Nacional da FBP em Belo Horizonte reuniu nada menos que 100 organizações vinculadas historicamente ao PT.
Além de Lula, outros membros do partido já defendem abertamente a composição com uma frente de esquerda, na qual o PT seria sutilmente sepultado. "Este é o momento para impulsionar a formação de uma nova frente, na qual o PT não tenha necessariamente a hegemonia automática, afirmou o deputado federal Paulo Teixeira (SP), durante o lançamento do 6º Congresso Nacional do partido em janeiro.
Lula sabe que já não é mais uma personalidade admirada ou respeitada nem no Brasil nem no exterior. Aquele que era identificado como um tradicional defensor dos direitos dos trabalhadores e do combate à miséria e a fome é visto hoje como o maior corrupto da história do Brasil de todos os tempos.
Sem prestigio, sem honra ou reputação, Lula e todos no PT sabem que o partido é a maior vítima da cultura da corrupção implantada na legenda por seu líder e seus companheiros. Lula e o PT sofreram as consequências devastadoras de um governo que teve seus crimes desmascarados pelas investigações da Operação Lava Jato. Todos os fatos foram amplamente divulgados pela imprensa nacional. Além de se tratar da mais importante pauta para os meios de comunicação, justamente por se tratar de uma questão de interessa nacional, a cobertura sobre a Lava Jato atrai o interesse de praticamente todos os setores da sociedade, o que acaba melhorando o desempenho da imprensa sob o ponto de vista financeiro. Lula e o PT acabaram envolvidos no meio de uma gigantesca armadilha criada por eles mesmos.
Desde então, tudo que Lula e o PT representavam no consciente coletivo foi parar na lata do lixo. Como consequência, o partido e seu líder tornaram-se inviáveis politicamente. Embora nenhum partido de oposição tenha ainda se beneficiado diretamente do estrago sofrido pelo partido, o PT sofreu danos irreversíveis ao longo dos últimos anos. De olho no futuro, Lula e correntes do PT se mobilizam para atrair o que chamam de "setores progressistas" em torno de uma nova frente de esquerda. Em 2018, os petistas não vão querer repetir o fracasso das urnas de 2016. De modo que tudo caminha para a extinção do partido nos próximos anos, articulada por Lula.
fonte: Imprensa Viva
Ocorre que Lula tem plena consciência de que nada disso seria possível, levando em conta o profundo desgaste sofrido pelo PT ao longo dos últimos dois anos. Haja vista o impeachment de Dilma e a humilhante derrota do partido nas urnas nas últimas eleições municipais. Lula sabe que nenhum partido de esquerda ousaria se arriscar a se alinhar com o PT, mesmo que fosse apenas para organizar uma passeata. Estão todos sofrendo para tentar se desvencilhar da imagem do partido e da imagem de Dilma, que estraçalhou a reputação de todos aqueles que a apoiaram em seus dias derradeiros no Planalto.
UM SINAL CLARO: NINGUÉM QUER SER PRESIDENTE DO PT
Os membros do partido estão todos "recuados" diante da falta de novas narrativas que expliquem o desastre que foi o PT no poder. Também não há como justificar o fato de que o maior assalto aos cofres públicos da história do país ocorre justamente durante os governos petistas. O povo não é bobo e sabe que, embora outros ou quase todos os partidos também tenham roubado, o fizeram sob o comando do PT de Lula e Dilma. Não tinha como roubar a Petrobras ou o BNDES sem o aval de Lula e Dilma. Talvez por este motivo é que nenhum petista que presidir o partido, incluindo o próprio Lula. Ninguém quer assumir o lugar de Rui Falcão e é provável que ele seja o último presidente do PT.
Um dos membros da cúpula do PT admitiu que os 37 anos de história do partido foram parar no esgoto da história. "Aquela imagem da Polícia Federal na porta do partido, enquanto agentes cumpriam mandatos de busca e apreensão foi forte demais. O PT foi profundamente estigmatizado por seus erros e deve pagar um preço muito alto por tudo isso"
Lula sabe que o PT se tornou inviável, pois o partido já não consegue mais mobilizar a militância para um simples comício. Nos últimos eventos em que participou, Lula precisou chamar reforços entre sindicatos e movimentos sociais para conseguir ocupar os lugares dos recintos cada vez menores.
O que tem valido a Lula nos últimos meses tem sido a figura de Guilherme Boulos, do MTST. Ao lado dele, Lula tenta reeditar a Frente Brasil Popular, a coligação pela qual concorreu na eleição de 1989. O atual coordenador da Frente Brasil Popular é ex-integrante do PSB Roberto Amaral, enquanto Boulos comanda a Povo sem Medo. As duas frentes concentram praticamente todos os movimentos sociais e sindicais que deram suporte ao PT ao longo das últimas décadas. Mas mesmo estes líderes veem com reticência cada vez maior uma associação concreta com o PT.
Todos já perceberam que vinculados ao PT torna-se mais difícil angariar simpatizantes na periferia, entre os estudantes e até mesmo entre trabalhadores de baixa renda. O mote desta turma é praticamente o mesmo do PT, mas o partido está profundamente estigmatizado pela chaga da corrupção e foi duramente atingido pelas investigações da Operação Lava Jato.
Se Lula já não possui estatura moral suficiente para re-aglutinar os partidos de esquerda em torno de um novo projeto de poder, a Frente Brasil Popular pode ter. E é nisso que Lula tem apostado. A última Plenária Nacional da FBP em Belo Horizonte reuniu nada menos que 100 organizações vinculadas historicamente ao PT.
Além de Lula, outros membros do partido já defendem abertamente a composição com uma frente de esquerda, na qual o PT seria sutilmente sepultado. "Este é o momento para impulsionar a formação de uma nova frente, na qual o PT não tenha necessariamente a hegemonia automática, afirmou o deputado federal Paulo Teixeira (SP), durante o lançamento do 6º Congresso Nacional do partido em janeiro.
Lula sabe que já não é mais uma personalidade admirada ou respeitada nem no Brasil nem no exterior. Aquele que era identificado como um tradicional defensor dos direitos dos trabalhadores e do combate à miséria e a fome é visto hoje como o maior corrupto da história do Brasil de todos os tempos.
Sem prestigio, sem honra ou reputação, Lula e todos no PT sabem que o partido é a maior vítima da cultura da corrupção implantada na legenda por seu líder e seus companheiros. Lula e o PT sofreram as consequências devastadoras de um governo que teve seus crimes desmascarados pelas investigações da Operação Lava Jato. Todos os fatos foram amplamente divulgados pela imprensa nacional. Além de se tratar da mais importante pauta para os meios de comunicação, justamente por se tratar de uma questão de interessa nacional, a cobertura sobre a Lava Jato atrai o interesse de praticamente todos os setores da sociedade, o que acaba melhorando o desempenho da imprensa sob o ponto de vista financeiro. Lula e o PT acabaram envolvidos no meio de uma gigantesca armadilha criada por eles mesmos.
Desde então, tudo que Lula e o PT representavam no consciente coletivo foi parar na lata do lixo. Como consequência, o partido e seu líder tornaram-se inviáveis politicamente. Embora nenhum partido de oposição tenha ainda se beneficiado diretamente do estrago sofrido pelo partido, o PT sofreu danos irreversíveis ao longo dos últimos anos. De olho no futuro, Lula e correntes do PT se mobilizam para atrair o que chamam de "setores progressistas" em torno de uma nova frente de esquerda. Em 2018, os petistas não vão querer repetir o fracasso das urnas de 2016. De modo que tudo caminha para a extinção do partido nos próximos anos, articulada por Lula.
fonte: Imprensa Viva
COMO MINISTRO DO STF, ALEXANDRE DE MORAES PODE DAR MAIS DOR DE CABEÇA AOS MOVIMENTOS SOCIAIS CONTROLADOS PELO PT
Não é de hoje que o PT e setores ligados ao partido tentam desqualificar Alexandre de
Moraes, indicado para ocupar uma vaga de ministro no Supremo Tribunal Federal,
STF. Logo que se assumiu o Ministério da Justiça e Cidadania, Moraes demonstrou
sua disposição de conter os desmandos cometidos por movimentos sociais controlados
pelo PT e passou a tratar as táticas de guerrilha adotadas pelo MST, MTST, CUT e
UNE como atos de terrorismo.
Em poucos dias a frente do ministério, Moraes orientou comandantes de batalhões da Polícia Militar e delegados da Polícia Federal em todo o país a reprimir com vigor qualquer manifestação mais violenta e passou a classificar bloqueios de estradas, invasões a prédios públicos e queima de pneus em centros urbanos e rodovias como atos de terrorismo.
A ordem de Moraes era "pegar pesado" com os movimentos sociais que operavam como braços políticos do PT visando promover o caos e a desordem para desestabilizar o governo. Desde então, Moraes passou a ser combatido como inimigo número um do PT e dos movimentos sociais.
O partido e setores da esquerda já pediram a cabeça de Moraes várias vezes. Numa delas, bastante prosaica, Moraes deu com a língua nos dentes e adiantou uma data em que seria deflagrada mais uma fase da Operação Lava Jato. Embora a fala do ministro tenha sido questionável, tendo em vista o cargo que ocupava, não chegou a ser considerada algo tanta gravidade nem pelo Planalto nem pelos membros da força-tarefa. Por outro lado, demonstrou seu claro apoio ao prosseguimento das investigações e foi justamente isso o que mais incomodou os membros do PT, os maiores alvos da Lava Jato.
A vibração positiva do ministro em relação à uma nova fase das investigações também reforçou a perspectiva de que o governo Temer estava de fato encorajando a continuidade dos trabalhos da força-tarefa de Curitiba, o que contrariava a pregação da esquerda, de que o governo estaria tentando "abafar" a Lava Jato. Moraes sempre se declarou um entusiasta da Operação Lava Jato e sua indicação para a vaga no STF contou inclusive com o aval do procurador da República Deltan Dallagnol, que é nada menos que coordenador da Operação Lava Jato.
Mas a campanha da esquerda para desqualificar a indicação de Alexandre de Moraes para a vaga no STF tem outros fundamentos. O jurista é assumidamente um linha dura contra os atos de vandalismo de movimentos sociais controlados pelo PT. Sua disposição de lidar com as táticas de guerrilha do grupo de forma contundente acabou desestimulando os integrantes destes movimentos. Alexandre de Moraes simplesmente colocou um freio no ímpeto do MST e de outros movimentos radicas controlados pelo PT e partidos de esquerda.
Se como ministro da Justiça, Moraes já representava uma ameaça ao PT e aos movimentos controlados pelo partido, como ministro do STF, pode simplesmente colocar um fim definitivo no emprego destes movimentos como braços políticos.
fonte: Imprensa Viva
Em poucos dias a frente do ministério, Moraes orientou comandantes de batalhões da Polícia Militar e delegados da Polícia Federal em todo o país a reprimir com vigor qualquer manifestação mais violenta e passou a classificar bloqueios de estradas, invasões a prédios públicos e queima de pneus em centros urbanos e rodovias como atos de terrorismo.
A ordem de Moraes era "pegar pesado" com os movimentos sociais que operavam como braços políticos do PT visando promover o caos e a desordem para desestabilizar o governo. Desde então, Moraes passou a ser combatido como inimigo número um do PT e dos movimentos sociais.
O partido e setores da esquerda já pediram a cabeça de Moraes várias vezes. Numa delas, bastante prosaica, Moraes deu com a língua nos dentes e adiantou uma data em que seria deflagrada mais uma fase da Operação Lava Jato. Embora a fala do ministro tenha sido questionável, tendo em vista o cargo que ocupava, não chegou a ser considerada algo tanta gravidade nem pelo Planalto nem pelos membros da força-tarefa. Por outro lado, demonstrou seu claro apoio ao prosseguimento das investigações e foi justamente isso o que mais incomodou os membros do PT, os maiores alvos da Lava Jato.
A vibração positiva do ministro em relação à uma nova fase das investigações também reforçou a perspectiva de que o governo Temer estava de fato encorajando a continuidade dos trabalhos da força-tarefa de Curitiba, o que contrariava a pregação da esquerda, de que o governo estaria tentando "abafar" a Lava Jato. Moraes sempre se declarou um entusiasta da Operação Lava Jato e sua indicação para a vaga no STF contou inclusive com o aval do procurador da República Deltan Dallagnol, que é nada menos que coordenador da Operação Lava Jato.
Mas a campanha da esquerda para desqualificar a indicação de Alexandre de Moraes para a vaga no STF tem outros fundamentos. O jurista é assumidamente um linha dura contra os atos de vandalismo de movimentos sociais controlados pelo PT. Sua disposição de lidar com as táticas de guerrilha do grupo de forma contundente acabou desestimulando os integrantes destes movimentos. Alexandre de Moraes simplesmente colocou um freio no ímpeto do MST e de outros movimentos radicas controlados pelo PT e partidos de esquerda.
Se como ministro da Justiça, Moraes já representava uma ameaça ao PT e aos movimentos controlados pelo partido, como ministro do STF, pode simplesmente colocar um fim definitivo no emprego destes movimentos como braços políticos.
fonte: Imprensa Viva
PROJETO QUE AMORDAÇA LAVA JATO ESTÁ PRONTO, AVISA LOBÃO
O senador Edson Lobão, investigado na Operação Lava Jato e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, disse que pensa em dar celeridade ao projeto de abuso de autoridade, aquele que vai amordaçar as atuações dos juízes e promotores na Lava Jato.
“Esse projeto já estava no plenário com regime de urgência e com um relator nomeado, que é o Roberto Requião (PMDB-PR). O relator é aquele que diz ao presidente que está com o seu parecer pronto ou não e pede pauta. Então, nessa decisão aí, valerá muito mais a posição do relator do que a minha. A relatoria diz que está em condições de votar e pede para que seja incluída na pauta.”, declarou acrescentando que colocará em votação.
Anistia caixa 2 e delações
Lobão declarou ainda que não há inconstitucionalidade na medida que propõe anistiar o caixa 2 e perdoar os crimes de corrupção dos políticos. “Eu quero dizer que é constitucional a figura da anistia, qualquer que ela seja”, afirmou. Ele também defendeu mudanças na legislação que trata das colaborações premiadas. “Delação só deve ser admitida com o delator solto.”
fonte: República de Curitiba
domingo, 12 de fevereiro de 2017
A LAVA JATO AVANÇA SOBRE A ÁRVORE CARREGADA DE SOGROS E GENROS
Nascido em Niterói, Ernâni do Amaral Peixoto começou a subir na vida quando trocou o posto de ajudante-de-ordens do presidente da República pelo ofício de genro de Getúlio Vargas. Sem saber direito a diferença entre a proa e a popa, foi promovido a almirante. Em 1937, o noivo de Alzirinha ganhou do futuro sogro o cargo de interventor federal no Estado do Rio de Janeiro (e ganhou do povo o apelido de Alzirão). Até morrer no fim dos anos 80, Amaral Peixoto seria deputado federal, senador e um dos mais poderosos dirigentes partidários da história política brasileira.
Piauiense de Teresina, Wellington Moreira Franco começou a subir na vida quando deixou de ser só mais um na multidão de jovens políticos ambiciosos para assumir o emprego de genro de Amaral Peixoto. Sempre monitorado pelo sogro, foi sucessivamente eleito deputado federal, prefeito de Niterói e governador do Rio. Só em 1989, quando chegaram simultaneamente ao fim a agonia do patriarca e o casamento com Celina Vargas do Amaral Peixoto, Moreira Franco passou a perseguir caminhos próprios. Nenhum deles logrou resgatá-lo dos papéis de coadjuvante.
Depois da vitória de Leonel Brizola na sucessão de Moreira Franco, ganhou do adversário impiedoso o apelido de Angorá. O achado fez tanto sucesso que foi mantido pelos executivos da Odebrecht encarregados de identificar com codinomes os fregueses do departamento de propinas desmontado pela Lava Jato. Angorá é mais criativo que Botafogo, como é conhecido nos porões da empreiteira o deputado Rodrigo Maia, genro de Moreira Franco. Nascido no Chile, onde o pai vivia exilado, o botafoguense militante começou a carreira de caçador de votos no colo do hoje vereador César Maia. Mas está na presidência da Câmara também por ter Moreira Franco como sogro.
Essa frondosa árvore genealógica, plantada há mais de cem anos, rende frutos altamente lucrativos desde a ascensão política do almirante que não comandou sequer uma canoa. Mas já foi condenada à morte pelo Brasil da Lava Jato. A galharia atulhada de sogros, genros e agregados será triturada pelas motosserras tripuladas por informantes da Odebrecht.
fonte: LavaJatoNews
CASO AÉCIO ESTÁ NO STF, NÃO TEMOS ACESSO, RESSALTA PROCURADOR DA LAVA JATO
O procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, negociador da Lava-Jato, explicou o caso de Aécio Neves, envolvido no escândalo das obras na Cidade Administrativa. “Está no Supremo Tribunal Federal e não temos esse material conosco, pois envolve pessoas com prerrogativa de foro”, ressaltou o procurador em entrevista ao jornal o Globo.
(O Ministério de Público de Minas Gerais investiga suspeitas de fraude à licitação na obra mais cara da gestão Aécio Neves (PSDB/2003-2010). O inquérito civil público foi aberto em setembro do ano passado após vir à tona que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro citaria em delação premiada na Operação Lava Jato o pagamento de propina de 3% do valor do empreendimento – que ficou em R$ 1,2 bilhão – a um dos principais auxiliares do tucano, o empresário Oswaldo Borges da Costa Filho.)
Confira:
O que pode-se esperar para a Lava-Jato em 2017?
Vamos ter operações, mas não no mesmo ritmo. A Lava-Jato que nós vivemos está se transformando em uma (iniciativa) de denúncias e processos, não tão investigativa. Dependendo de como for a cisão (dos depoimentos da Odebrecht), a gente vai ter uma ideia do futuro.
O sr. se refere a um futuro de quantos anos?
Só para fazer denúncias de fatos já investigados, são três ou quatro anos (o que chegaria a 2020).
Sérgio Machado disse, em conversa com Sarney: “A delação da Andrade Gutierrez vem muito pesada em cima do PT, do Sérgio (Cabral), mas poupa o Aécio”. A avaliação do colaborador estava correta?
Todos aqueles que não falaram sobre Cidade Administrativa (do estado de Minas Gerais) deixaram de revelar um fato importante, que hoje nós sabemos o que aconteceu. Entretanto, isso é uma investigação do Supremo Tribunal Federal e não temos esse material conosco, pois envolve pessoas com prerrogativa de foro.
Os acordos serão desfeitos?
Em relação a estes fatos, existe a possibilidade de renegociar os acordos em condições mais duras, quebrá-los não é a única solução possível. As colaborações (de executivos) são de natureza ampla, o que nós chamamos de escopo aberto. Pessoas físicas devem revelar todos os fatos. Já a leniência, assinada pelas empresas, são de escopo fechado. O objeto são aqueles fatos revelados.
E quando se descobre fatos não revelados pela empresa?
Ela pode vir a ser processada, entretanto isso não gera quebra do acordo. É sempre possível que a empresa venha e diga: agora quero renegociar esse fato. É possível que a gente renegocie uma multa maior, alguma outra penalidade.
O executivo não tem seu acordo fechado em determinado fato…
O executivo, não. Agora, nem sempre aquele fato está relacionado a algum dos executivos que fizeram colaboração. Nesse caso, quando a empresa traz o fato, a pessoa fica exposta. Se não fizer acordo, essa pessoa vai ser processada.
Isso pode duplicar o número de colaboradores de empresas que já fizeram acordo?
Se realmente se confirmarem alguns fatos, não vão ser tantos assim, a ponto de duplicar. E nem sei se é caso de fazer colaboração. Posso fazer a leniência, a empresa resolve o problema dela, e o executivo vai ser responsabilizado. Não tenho obrigação de fazer uma casada com a outra. Quem assumiu o risco vai pagar o preço.
E quando o executivo é o dono da empresa?
Aí é diferente, fica muito difícil que a empresa faça um acordo contra o próprio dono. Teoricamente é possível, na prática, não. Traz, conversa e vamos ver se aceitamos. Se eu tiver prova do fato, não tenho porque aceitar a colaboração. Pelo contrário, a gente tem que mostrar para a população que esses acordos são feitos com seriedade.
E a prova?
A prova pode vir por outro meio. Eventualmente, pode acontecer que eu precise daquela prova. É a hipótese de eu fazer acordo. Mas aí ele vai ter que pagar uma multa maior. É preciso haver uma penalização pelo descumprimento (do acordo original).
Como estão as conversas em relação a Camargo e Andrade?
Elas têm vindo conversar, temos uma conversa muito franca, para que expliquem se querem nos auxiliar, trazendo esses fatos, ou não. A princípio, não temos grandes problemas em relação a essas empresas. Em relação aos executivos, aí é uma questão diferente.
A delação da Odebrecht foi além das expectativas iniciais do sr. ou foi na medida esperada?
É tão gigantesca, que se eu dissesse que foi o que eu esperava, tinha que ter muita imaginação para chegar a essa quantidade de informações e casos.
Qual país teve caso que mais te impressionou?
Não vejo diferença entre o comportamento do Brasil e dos outros países. Não sei se exportamos o modelo, ou se este é o modelo tradicional de política na América Latina. É uma simbiose entre a política e o financiamento da política e os interesses em obras públicas. A questão é quanto há de enriquecimento pessoal pra além do dinheiro para financiamento de campanha.
Pagamento direcionado a político a título de bom relacionamento, perto de uma campanha, deve ser tratado como caixa 2 ou é corrupção?
Neste mundo de pagamentos, temos que analisar a vontade das partes. Ouvir o depoimento do executivo para que diga se este pagamento estava vinculado a obra. Não estou dizendo que todo caixa dois seja crime de corrupção. Mas, se vinculado a uma obra, explicitamente ou implicitamente, seja ela do passado ou futura, vou ter que analisar e acho que é corrupção.
Isso não dá ao executivo um poder de definir o destino dos políticos que estão delatando? Ao omitir algo como um pagamento feito sem menção à campanha, embora a empresa tenha sido beneficiada…
É preciso ver as circunstâncias dos fatos: as reuniões que tiveram, as liberações que aconteceram, o depoimento de um colaborador é ponto de partida, não de chegada. É com ele que vamos conseguir analisar os dados.
Operadores de caixa 2 podem vir a ser investigados em Curitiba, mesmo que envolva campanha de pessoa com foro privilegiado?
Vou ter que esperar decisão do ministro Fachin, para saber se ele vai cindir em relação aos operadores ou se ele vai ficar com ela toda lá. A atual jurisprudência do Supremo cinde os processos, mesmo que seja uma coautoria. Mas nem sempre tem sido assim, a jurisprudência é um pouco vacilante.
Qual foi o impacto da morte de dona Marisa na Lava-Jato?
Respeitamos o luto da família. Não há nada que se comentar sobre morte de uma pessoa.
Quantos políticos com conta no exterior receberam dinheiro da Odebrecht?Não tenho ideia. Veja bem, a operação da Odebrecht se dava no exterior, mas muitos pagamentos eram feitos aqui no Brasil, através de doleiros.
fonte: República de Curitiba e O Globo
ÁLVARO DIAS CONVOCA POPULAÇÃO PARA FAZER PRESSÃO CONTRA O FORO PRIVILEGIADO
O senador Alvaro Dias (PV-PR), autor da PEC do fim do foro privilegiado, afirmou que somente a pressão popular sobre o Senado evitará que a matéria caia no limbo. O senador recomendou que a população faça “um apelo maior” a Eunício Oliveira.
Para o senador, os cidadãos não querem apenas mudança na administração do país, mas exigem alterações na cultura política, nos métodos de ação e no sistema de governança,
— Certamente, através das redes sociais, de todos os instrumentos de comunicação possíveis, as pessoas se manifestarão. Num sistema democrático, é fundamental esse debate, essa transparência, essa participação popular nas decisões do poder Legislativo. Se muitas vezes erramos, certamente erramos por ausência da participação popular.
Alvaro Dias lembrou que o foro especial por prerrogativa de função, como é tecnicamente conhecido o foro privilegiado, sempre existiu nas constituições do Império e nas republicanas. Mas o número de autoridades submetidas a esse tipo de privilégio aumentou consideravelmente depois da Constituição de 1988, disse o senador.
Ele citou dados apresentados pelo procurador da República, Deltan Dallagnol, coordenador da Operação Lava Jato, segundo os quais há mais de 22 mil ocupantes dos mais diversos cargos e funções públicas têm direito ao foro privilegiado.
fonte: República de Curitiba
ELES ESTÃO BRINCANDO COM AS RUAS. O CHÃO VAI TREMER SE MEXEREM COM SÉRGIO MORO E A LAVA JATO
Embora ainda não seja possível afirmar que o governo esteja agindo para minar o
poder do juiz Sérgio Moro e melar a Operação Lava jato, é certo que setores do
governo, do Congresso e até mesmo do Supremo Tribunal Federal já começaram a
colocar as manguinhas de fora nos últimos dias.
Já ficou mais do que claro que os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Eunicio Oliveira e Rodrigo Maia respectivamente, estão dispostos a tudo para aprovar projetos como o de abuso de autoridades, que visa castrar juízes e procuradores de parte suas atribuições legais. Estão todos mancomunados no Congresso, incluindo ai todos do PT, PMDB, PP, PDT e a maioria do PSDB, DEM, REDE e demais partidos.
No STF, o ministro Gilmar Mendes verbalizou esta semana a opinião de outros colegas profundamente comprometidos com o PT, como Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, ao criticar as prisões preventivas mantidas pelo juiz Sérgio Moro.
O desespero do clube dos inimigos do Brasil aumenta, na medida em que a Lava Jato avança sobre raposas velhacas da política de Brasília e de ex-presidentes como Lula e Dilma, profundamente comprometidos com o que houve de mais podre ao longo dos últimos treze anos.
Ao que tudo indica, todos os que conspiram contra a Lava Jato se locupletaram de alguma forma durante os treze anos de governos corruptos do PT e agora querem proteger seus próprios rabos de consequências inevitáveis no futuro.
Mas eles estão ignorando o poder da sociedade e a força das ruas. Ao menor sinal de ameaça à Lava Jato, a população já está preparada para tomar as ruas e até mesmo invadir os tempos símbolos da corrupção dos últimos anos, como o Congresso e o STF. Não vai ser bonito de se ver. Quem quiser, que pague para ver.
fonte: Folha Política
Já ficou mais do que claro que os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, Eunicio Oliveira e Rodrigo Maia respectivamente, estão dispostos a tudo para aprovar projetos como o de abuso de autoridades, que visa castrar juízes e procuradores de parte suas atribuições legais. Estão todos mancomunados no Congresso, incluindo ai todos do PT, PMDB, PP, PDT e a maioria do PSDB, DEM, REDE e demais partidos.
No STF, o ministro Gilmar Mendes verbalizou esta semana a opinião de outros colegas profundamente comprometidos com o PT, como Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski, ao criticar as prisões preventivas mantidas pelo juiz Sérgio Moro.
O desespero do clube dos inimigos do Brasil aumenta, na medida em que a Lava Jato avança sobre raposas velhacas da política de Brasília e de ex-presidentes como Lula e Dilma, profundamente comprometidos com o que houve de mais podre ao longo dos últimos treze anos.
Ao que tudo indica, todos os que conspiram contra a Lava Jato se locupletaram de alguma forma durante os treze anos de governos corruptos do PT e agora querem proteger seus próprios rabos de consequências inevitáveis no futuro.
Mas eles estão ignorando o poder da sociedade e a força das ruas. Ao menor sinal de ameaça à Lava Jato, a população já está preparada para tomar as ruas e até mesmo invadir os tempos símbolos da corrupção dos últimos anos, como o Congresso e o STF. Não vai ser bonito de se ver. Quem quiser, que pague para ver.
fonte: Folha Política
DELTAN DALLAGNOL SE DIZ FAVORÁVEL À INDICAÇÃO DE ALEXANDRE DE MORAES PARA MINISTRO DO STF
Procurador da República Coordenador da Força Tarefa do Ministério Público Federal na Lava Jato, o jurista Deltan Dallagnol concedeu uma entrevista ao site O Antagonista ( ), na qual se mostrou favorável à indicação do nome de Alexandre de Moraes para ocupar a vaga no Supremo Tribunal Federal, aberta após a morte do ministro Teori Zavascki em um trágico acidente aéreo em 19 de janeiro.
Segundo Dallagnol afirmou ter observado " . O procurador afirmou ainda que " . aqui em relação a Alexandre de Moraes é que, nos nove meses em que ele esteve à frente do Ministério da Justiça, não deu qualquer sinal de obstrução da Polícia Federal" além disso, a posição dele em relação a temas essenciais a Lava Jato no futuro é de alinhamento.
Para o Coordenador da Força Tarefa baseada em Curitiba, " ." Fonte: A Lava Jato depende de dois pontos para avançar no futuro: a redução do foro privilegiado e a execução provisória da pena após condenação em segunda instância.
Veja que o Alexandre defende doutrinariamente a redução do foro privilegiado, que o número de pessoas sujeitas a julgamento apenas nos tribunais superiores seja reduzido de 30 mil pessoas para aproximadamente 15 pessoas, o que nós percebemos que é correto.
Ele é favorável à execução provisória da pena, após condenação em segunda instância. Isso favorece a perspectiva real de punição, o que ajuda a trazer o réu para a colaboração premiada, que é o motor pulsante da Lava Jato.
Me parece que essa indicação acaba contribuindo com temas que são muito importante, além de ser um constitucionalista renomado. Eu mesmo estudei para concursos recorrendo ao livro dele.
Fonte: O Antagonista
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